Homem mandou GNR “apanhar batatas”! Vai pagar multa de 2350 euros
Um simples episódio numa operação stop acabou por sair (bem) caro a um condutor em Portugal e serve agora de alerta para todos. Um homem mandou a GNR ir "apanhar batatas", entre outras coisas. Vai pagar multa de 2350 euros.
Homem chamou mentirosos e mandou apanhar batatas membros da GNR
Tudo aconteceu durante uma fiscalização rodoviária, quando um homem de 71 anos não reagiu da melhor forma a uma infração… e decidiu descarregar nos militares da Guarda Nacional Republicana.
Segundo o caso confirmado pelo tribunal, o condutor chamou “mentirosos” aos militares e afirmou que “não eram dignos da farda”, rematando com a frase: “deviam andar a apanhar batatas”.
A defesa ainda tentou argumentar que tudo não passou de um protesto e que estava em causa a liberdade de expressão. No entanto, o Tribunal da Relação de Coimbra manteve a condenação, deixando claro que há uma linha entre reclamar… e ofender. Como resultado, o homem está agora obrigado a pagar uma multa de 2350 euros (1350 euros de multa penal + 1000 euros de indemnização a um dos militares).























ofender por mandar apanhar batatas?
acho que é um elogio a comparação com gente trabalhadora do campo
E falou tapando a boca com a camisola ou não?
Não foram 1.350 € de multa por infração de uma regra de trânsito – foram 1.350€ de “multa penal”, por um crime, de injúria agravada Insultar agentes da autoridade no exercício de funções é um crime público.
É calculado pelo tribunal em “dias-multa” – (neste caso pode ter sido 90 dias x 15 € ou 135 dias x 10 €).
O tribunal condenou também a pagar uma indemnização a um agente, de 1.000 €.
Acho que já percebi o filme todo.
A infração rodoviária foi estacionamento irregular.
Os polícias tentaram identificar o condutor e aplicar a multa (entre os 30€ e os 150€).
Ele não colaborou e foi aí que a coisa descabou.
Aqui invento, começou com: “Não multam nada. Deixem-me levar o carro … fui só ali levar um envelope!”.
Aqui não invento, eu era uma das pessoas. Tínhamos ido almoçar a um restaurante, o condutor deixou o carro mal estacionado com o estavam outros. Quando saímos estava um polícia a multar, mas ainda faltavam alguns carros até chegar ao nosso. O condutor ia por-se a andar carro e o polícia, que estava a multar outro carro, faz-lhe o gesto com o indicador “Vem cá”. A coisa começo a azedar: “Vou lá nada, venha cá você!”. Sei que depois teve que ir prestar declarações na esquadra.
Tenho por mim que os polícias têm uma quota de multas mensais (se fossem a multar todas as infrações havia uma revolta na Bounty). Nos diálogos com o condutor até são capazes de deixar passar uma coisita ou outra – mas quem lhes levantar a voz está lixado.
… descambou
Se a PSP/GNR aplicasse multas por cada asneira que se vê nas cidades/A/Estradas deviam ser as instuituições mais produtivas financeiramente cá do burgo 🙂 A estrada é o local onde se vê mais asneiras/crimes tentados e crimes reais ! Quem apoia estes energúmenos é tão imbecil quanto eles !
Para multarem tudo e mais alguma que tu achas que devia ser multado tinham que estar em todo o lado, o que não é o caso.
Mas aqui trata-se de uma multa de estacionamento irregular – e estão a falar com o dono do carro. Quando tiveres carta também te vai acontecer deixar o carro mal estacionado por momentos, e voltar quando estiverem a passar a multa. Vais perceber melhor o que pode ter acontecido neste caso.
Se fosse apanhar pepinos era bem pior…
Está cara a apanha da batata
se fosse alguem daquela etnia que todos sabemos e lhe desse uns murros saia impune
+1
Schhh…agora não se diz etnia, diz-se grupo familiar…como da infeliz enfermeira que foi agredida, deve ter sido um grupo familiar de suecos.
Infelizmente é a “autoridade” que temos.
Regra geral a GNR olha para o chão quando percebe a etnia que vai ao volante.
+1
Xiuuuuuu. Que ainda alguém se sente acossado.
e que tal explicar a história toda, ficava-lhes bem
Apanhar batatas, é um trabalho digno.
ninguem quer apanhar batatas, mas todos adoram batatas fritas.
Quanto pagaria se o mandasse apanhar batatas e lhe desse um murro? As chamadas batatas a murro. É que já têm apanhado uns murros e a coisa dá em nada. Conclusão: batatas a murro ficava ao mesmo preço.
Com agressão dava prisão com pena suspensa e uma multa maior. E não vale a pena negar porque em tribunal vale o testemunho do polícia.
Aiii senhori policia vá apanhar batatas e depois dê-mas… a vida está dificili aiiiii… queria ver se o tribunal seria tão zeloso
aiii-…..
Se ele levar isto para recurso e instancias superiores, vamos nós pagar a indemnização.
Só tenho pena não acontecer mais. Na cabeça de muita gente as forças de ordem são um estorvo. Andam na caça à multa, só chateiam as pessoas, implicam com este ou aquele… Basta levar os putos à escola de manhã e é o degredo. Carros em segunda, terceira fila, parados no meio da estrada, pelos passeios fora. E a PSP a olhar porque têm ordem para não chatear ninguém. E se têm a ousadia de pedir a alguém para sair do meio da estrada ou não parar em cima da passadeira são insultados.
E filas há porta da escola porque o menino não pode sair 100 metros antes da porta, mas depois ao fim de semana andam na rua até de madrugada com pacotes de vinho do Lidl e os pais já dormem descansados, há porta da escola é que é perigoso.
Nem digas nada… Aqui na minha zona nem 100 metros são. O grande mal é esse ser o exemplo que estão a dar aos putos… que vão aprender e fazer igual ou pior.
A parte que mais me irrita é na hora de almoço quando não há aulas de tarde. Como tenho horário vou buscar o puto e estaciono nos locais apropriados. E 95% das vezes tenho de buzinar para sair porque há sempre algum idiota que estaciona a tapar o estacionamento. E nem com a polícia ali querem saber.
O interessante seria saber a multa que foi aplicada e deu origem a isto tudo. Há por aí “agentes da autoridade” a perseguir “literalmente” condutores para lhe impingir uma multa! Inclusivamente há por aqui relatos de irem atras dos condutores e depois ligarem a sirenes como se eles fossem a fugir….
Aconteceu comigo no inicio do ano, fui mandado parar por um agente, com as sirenes e multo-me e apreendeu a carta e o livrete do carro, por uso indevido de cinto de segurança, mesmo tendo declaração médica e uma cicatriz do tamanho de um comboio no pescoço devido a 5 cirurgias de urgência feitas nos últimos dois anos, a última a 8 de Novembro, e o agente só dizia que eu tinha razão mas não podia fechar os olhos, e recomendou mesmo eu recorrer da multa porque eu tinha razão, ele é que não podia fechar os olhos, não percebi bem o motivo da expressão “não podia fechar os olhos” ter sido usada tantas vezes.
Podia não ter sido multado, sim podia, bastava dizer a minha profissão e da minha esposa que me acompanhava, mas não devo de utilizar este tipo de expediente, visto estar legalmente suportado por declarações médicas, ou pensava eu que assim estava.
Disse o mesmo que a declaração não tinha data de validade, tinha data de quando foi passada más não tinha data de quando terminava a mesma.
Eu insisti que a declaração não é para não utilizar o cinto que até o posso fazer mas não quero morrer na estrada, por isso uso o cinto por de baixo da axila e não por cima e devidamente explicado por declarações médicas.
Uma das multas de que me livrei foi do cinto de segurança. No Algarve, à hora de almoço, saía da praia, almoçava num restaurante de apoio de praia – mas tinha que levar uma criança pequena a dar uma volta de carro para ela adormecer.
Na volta do costume, encontro dois GNR de mota, à sombra. Ia devagar, na troca de olhares percebi que o polícia tinha visto que eu ia sem cinto. Arrancam, quando me intercetaram já eu tinha posto o cinto.
Lá expliquei, e de facto a criança tinha adormecido no “ovo” no banco de trás.
Mas um deles nunca mais se calava, com o código e ali ser uma zona de acidentes.
Tenho a certeza que se tivesse negado, que era mentira e que eu ia com o cinto posto, ou o tivesse contrariado de alguma maneira estava lixado. Assim, passou .
Há um pessoal que acha que os polícias precisam de provas. Nos radares sim, mas em coisas como os cintos, está posto, ou não está posto, o que disserem é prova suficiente. E também quanto ao que se diz e o tom com que se diz, como neste caso de ir a tribunal por injúria agravada,
Estacionamento irregular.
Conheço um caso em que isso se sucedeu. A única forma é filmar tudo para evitar falsas declarações de qualquer uma das partes..
Neste artigo não descreve minimamente o acontecimento no decorrer da operação de fiscalização. Pelo que torna-se complicado ajuizar se corretamente no seu todo.
Será que só eu é que lia além do título, a notícia!?
A expressão que está no título e que todos comentam é uma expressão perfeitamente normal e não visa ofender ninguém. “não eram dignos da farda” esta sim é ofensiva.
Sem dúvida. “Vai plantar batatas!”, dito num tom exaltado a um agente de autoridade é liberdade de expressão 😉
Como terá dito o advogado de defesa em tribunal (mas duvido que tenha dito).
O idoso foi condenado por uma questão semântica: se em vez de os chamar de “mentirosos” tivesse dito “não é verdade o que afirmam” e se em vez de dizer que “não eram dignos da farda” (entendido como falta de dignidade pessoal dos guardas) dissesse que “não tinham vocação para fiscalizar” (falta de preparação/emprego errado) creio que dificilmente alguém conseguiria arrancar dali uma vitimização por se sentir injuriado e, no entanto, o idoso teria dito essencialmente a mesma coisa.
Quanto ao guarda que se sentiu injuriado por um condutor se indignar com a sua intervenção (que ainda por cima sentiu ser injusta)… é mesmo de pensar se esse guarda estará na profissão certa.
E não sei o quanto o “apanhar batatas” pesou na decisão do tribunal ou sequer na decisão do guarda “ofendido” em se sentir “ofendido” mas era uma boa ocasião para alguém que cultiva batatas processar o guarda “ofendido” por este entender que a tão nobre profissão de agricultor estará afinal ao mesmo nível de uma calúnia menosprezando todos aqueles que contribuem para o sucesso da nossa alimentação.
muito bem dito … escrito.
Sem dúvida. Um condutor está a ser autuado, levanta a voz e diz aos polícias (acrescento um pá, porque faz parte, falta os gestos com os braços que também faz): “não é verdade o que afirmam, pá”, “não têm vocação para fiscalizar, pá”, “vão apanhar batatas, pá” – já não é injúria agravada (ou seja, a um agente da autoridade no exercícios das suas funções) e passa a ser uso de liberdade de expressão 🙂
A semântica perde toda a sua razão com a estúpidez.
Esse tribunal é muito bom, pôs um senhor de 71 anos a pagar uma multa de milhares por falta de respeito, gostava de ver o que acontecia se ao julgar o José Sócrates quanto ele ia ter que pagar. Mas como é dos grandes, ele vai se safar sem justiça, e o velhinho vai se lixar para pagar a multa…. enfim são os tribunais que temos.
Sócrates faltou ao respeito aos polícias que lhe passaram/estavam a passar uma multa por estacionamento irregular, como neste caso?
Mas explica só isto – Sócrates tem 68 anos, como é que o condutor em causa, com 71 passa a velhinho 🙂