Governo sobe apoio à botija de gás e gasóleo profissional! Saiba quanto
Com os preços da energia novamente sob pressão, o Governo decidiu reforçar o apoio às famílias desta vez na compra da botija de gás. Além disso, há também medidas a pensar no setor dos transportes.
Botija de gás: apoio sobe para os 25 euros
O Governo decidiu aumentar o apoio para 25 euros por botija, durante os próximos três meses, numa tentativa de aliviar o impacto dos custos energéticos nas famílias mais vulneráveis. Até agora, o valor estava fixado nos 15 euros, no âmbito do programa “Botija de Gás Solidária”.
A subida é temporária e surge como resposta direta ao aumento dos preços da energia. A ideia é dar algum fôlego imediato às famílias que dependem do gás engarrafado, algo ainda muito comum em Portugal, sobretudo fora dos grandes centros urbanos.
Além deste reforço, há também medidas a pensar no setor dos transportes. Está previsto um apoio ao gasóleo profissional, com um reembolso por litro, para ajudar empresas a lidar com o aumento dos custos operacionais. Relatiavmente a este mecanismo extraordinário e adicional, haverá um reembolso de 10 cêntimos por litro, até 15 mil litros por veículo, também para os próximos três meses.
Luis Montenegro referiu que “No futuro, atualizaremos na medida do necessário as respostas do Estado, se constatarmos que há efeitos estruturais na evolução da situação”.




















No link abaixo:
– Em Brent, 1W (semana), veem que a cotação do crude passou de 70,3 USD (27/02/2026), para 108,4 USD (agora), +38,1 USD, +54,5%
– Em TTF Gas, veem que a cotação do GNL (do gás canalizado, não confundir, com butano/propano das botijas eo GPL), usada na Europa, passou de 31,7 USD (27/02/2026) para 54,8 USD, +23,1 USD, + 72,9%.
Ou seja, fala-se muito na subida do crude, mas o GNL ainda tem subido mais.
E é aqui que há sinais contraditórios: os EUA estão a deixar passar no estreito de Ormuz petróleo iraniano, que tinha sancionado, inclusivamente com destino à China, para conter a subida do preço do crude. Ao mesmo tempo, hoje, Israel bombardeou pela primeira vez um campo iraniano offshore, próximo de outro do Catar (de onde têm partido alguns navios indianos com carregamento de GNL).
Israel diz que os EUA tinham conhecimento. O bombardeamento levou a vivos protestos, especialmente dos Emiratos Árabes Unidos, pelo risco de escala que representa.
E estamos nisto. No gráfico do Brent, selecionem 5Y(anos), comparem com 2022 e vão concluir que, tal como então, notícias como a do post se vão repetir.
https://tradingeconomics.com/commodity/brent-crude-oil
Acima, o campo offshore iraniano (South Pars), bombardeado por Israel, é de gás natural, e contíguo a um do Catar.
O governo já espera uma subida, de 8, a 12 euros, nas botijas, até 13kg e 45, a 75 euros, nas botijas de 100kg.
Daí as medidas, que querem avançar. Atenção é que, há milhões, de empresas, portuguesas, que possuem 300%, de veículos automóveis, por funcionário/gerente. Há, demasiadas, empresas que possuem mais carros, no imobilizado e declaram 600000 euros, em despesas de combustível, mesmo que tenham 1 vendedor, o empresário usa um EV de 150000 euros, o gerente um EV de 150000 euros e há uma carrinha, de 2000, para entregas. Só que, no imobilizado, há 27 automóveis, 8 EV e 19 outros. A empresa tem 5 funcionários, 2 gerentes (incluindo o empresário). Os 3 filhos, andam em BMW, Audi e Mercedes, pagos pela empresa, mesmo que não sejam funcionários e podem receber, ajudas de custo, trabalhando noutras empresas.
É algo que precisa de ser modificado, para ficar, idêntico, a Espanha, onde se a empresa possuir mais automóveis, que funcionários, há uma tributação de 50%, do valor declarado, em amortização, e das despesas, com veículos de passageiros. O que reduz, os benefícios, de ter 27 carros, no património, numa empresa com 7 funcionários, efectivos.
LOOOOOL
Esse teclado não estará com os zeros encravados?
O “carro de empresa” tem uma função patriótica e intocável: transportar o capitalista ao iate, ao casino ou ao campo de golfe. Disso depende a sobrevivência da Nação e do seu Povo! Todos os apoios e isenções ao “carro de empresa” não são suficientes.
E vender ao preço de Espanha?
Tinha que se alterar o sistema de preços. Em Portugal está liberalizado, em Espanha o preço é praticamente fixo, há muitos anos.
isso ia trazer ao de cima a incompetencia do estado a gerir os nossos impostos. preferem fingir que “dao” centimos a pensar que estao a ajudar o povo, quando na realidade so estao a reduzir o cancro que tem sido de impostos excessivos pela incompetencia do estado a gerir o nosso dinheiro. eles precisam desses impostos…..para continuarem no poleiro a tapar o sol da peneira aos tugas. nao e’ so este governo..e’ qualquer um que ja la esteve…e que va para la..que as medidas que sao precisas ia dar uma volta muito grande a isto tudo..nao iam la durar muito tempo (e eles nao querem isso)
Espanha tem ao preço que tem porque também é subsidiado.
Não é subsidiado – é fixado pelo estado. Se ninguém o fizer, depois explico.
Se é fixado é subsidiado, a parte do custo e receita tem de vir de algum lado.
Então o que justifica que o preço do gás de garrafa em Em Espanha seja cerca de metade d em Portugal
Convém primeiro perceber que são gases muito diferentes: o “gás de garrafa” – butano/propano (o GPL para os automóveis é uma mistura em percentagens específicas dos dois gaes), e o “gás da rede”, essencialmente metano. GPL é a abreviatura de gás de petróleo liquefeito (entenda-se como butano e propano e a mistura específica GPL para carros) e GNL a abreviatura de gás natural liquefeito (essencialmente metano)
Como é obtido o butano/propano (GPL)
– Processamento do gás natural (60%, a nível mundial) – na extração, no país de origem são separados, a temperaturas de arrefecimento muito distintas, por um lado o butano e o propano e por outro o metano. Ambos são importados liquefeitos em navios, que são distintos (os de esferas brancas que se vê a entrar no porto de Sines são de GNL) O butano e o propano são engarrafados e o GNL, depois dev regaseificado, é injetado na rede (em Sines).
– Refinação do petróleo (40% a nível mundial) – em que o GPL é um subproduto da refinação, ou seja, na refinação não se opta por obter mais ou menos GPL, obtém-se mais ou menos GPL conforme a quantidade de crude que é refinado.
Em Portugal e Espanha o GPL (butano/propano e GPL para carros) obtido por refinação interna (no país) é de:
– Portugal: cerca de 16% (importa-se 84%)
– Espanha: entre 25 e 30% (importa entre 70 e 75%).
Em Espanha há um acordo com a refinarias para não refletirem no preço do gás de garrafa que vendem os aumentos a nível internacional, ficando com um crédito que lhes permite manter o preço quando há descidas nas cotações internacionais.
Mas o que é mais importante é que, por lei, as revisões dos preços do gás de garrafa não podem variar mais de 5% para cima ou para baixo, com o preço a ser publicado no jornal oficial. E os impostos são mais baixos – o IVA é de 21% e em Portugal 23% e sobretudo a taxa de carbono não pode penalizar excessivamente os consumidores.
Em Portugal, os preços do gás de garrafa estão liberalizados. Têm um preço de referência calculado pela ENSE, com a ERSE como entidade reguladora, mas as companhias mantêm os preços no limite superior.
Portanto:
1. Os preços do gás de garrafa em Espanha não são cerca de metade de Portugal por serem subsidiados. É por opção política e fiscal do governo espanhol, de há muitos anos.
2. A única forma de em Portugal o gás de garrafa ter um preço próximo do de Espanha é – acabar com o mercado liberalizado e adotar o mesmo sistema, de preço oficial quase fixo e o regime de impostos de Espanha.
Como isto não vai acontecer, vão continuar a ir a Espanha comprar botijas de gás … com a própria Galp em Espanha a celebrar contratos para compradores portugueses, aos preços de Espanha.