Nvidia quer levar data centers para fora da Terra com os seus chips de nível espacial
A Nvidia revelou os seus chips espaciais, criados para serem os cérebros dos futuros data centers em órbita. Concebidas para resistir à radiação e processar dados críticos fora do planeta, o desafio técnico que esta iniciativa parece exigir será significativo, alertam os especialistas, apesar do entusiasmo da empresa liderada por Jensen Huang.
Nvidia quer levar data centers para fora da Terra
Os data centers necessários para a IA não foram propriamente bem recebidos. Na verdade, parece que ninguém os quer construídos perto de casa. A solução parece ser enviá-los para fora do planeta. Pode parecer ficção científica, mas a própria Nvidia está entusiasmada com a ideia.
De facto, a empresa liderada por Jensen Huang já deu um passo em frente nesse sentido com o desenvolvimento de novos chips "de nível espacial". Significa que a empresa está a levar este cenário muito a sério.
A proposta da Nvidia não é absurda nem inédita. Em órbita, os satélites podem aproveitar a exposição quase constante à energia solar e beneficiar de temperaturas extremamente baixas, o que facilita a dissipação do calor gerado pelos chips. Esta combinação tornaria o espaço num ambiente ideal para tratar das exigências da IA.
Space computing, the final frontier, has arrived 🛰️#NVIDIAGTC news: NVIDIA is collaborating with @AetherfluxUSA, @Axiom_Space, @KeplerComms, @planet, Sophia Space and Starcloud to bring AI and accelerated computing to space, powering geospatial intelligence and autonomous space… pic.twitter.com/RW9SGCSHgI
— NVIDIA Newsroom (@nvidianewsroom) March 16, 2026
Projeto terá como base os seus chips de nível espacial
No entanto, este entusiasmo não está isento de desvantagens. Como já foi explicado, levar os data centers de IA para o espaço não é assim tão simples. Além disso, envolve desafios técnicos consideráveis, como se pode imaginar. Os chips tradicionais não são concebidos para suportar radiação cósmica, mudanças extremas de temperatura ou a ausência de atmosfera.
E é exatamente aí que a Nvidia entra em cena. A empresa está a trabalhar em versões adaptadas dos seus processadores, capazes de suportar estas condições. Estes novos chips de nível espacial são concebidos para manter a fiabilidade e o desempenho mesmo em ambientes hostis. E a órbita da Terra enquadra-se certamente nesta categoria.
Tal como a Nvidia, várias empresas e agências espaciais já estão a considerar a ideia de processar dados diretamente no espaço. Isto reduziria a latência em certas aplicações e também eliminaria a necessidade de transmitir grandes volumes de dados de volta para a Terra. O projeto, em todo o caso, é de grande escala, mas com a tecnologia atual, não é impossível.




















Convém não por o carro à frente dos bois. O que diz o post do X é:
“A NVIDIA está a colaborar com a Aetherflux, a Axioma_Espaço, a KeplerComms, a Sophia Space para levar IA e computação acelerada para o espaço, alimentando inteligência geoespacial e operações espaciais autónomas”.
Diz que lhes está a vender “pás e picaretas” para a corrida ao ouro da computação espacial, ou seja, está a desenvolver hardware especificamente desenhado para operar no espaço – por terceiros.
Recentemente, o CEO da Nvidia não pôs de parte que a Nvidia, no futuro, pudesse construir os seus próprios data centers no espaço, mas não é para já.
Enquanto não resolverem o problema do arrefecimento não fazem nada!
O problema do arrefecimento é: como não há água nem ar para ventoinhas para arrefecer, tem que ser dissipação do calor por irradiação para fora dos chips. Mas estão a fazer progressos. Há energia solar infinita e a possibilidade de se consegue a dissipação de calor infinita.
A questão é – com isso, e resolvidos os problemas que atacam os chips no espaço, para que serve e como se utiliza um data center no espaço? Há uma frase perdida no fim do post que faz sentido, devidamente interpretada: “considerar a ideia de processar dados diretamente no espaço. Isto reduziria a latência em certas aplicações e também eliminaria a necessidade de transmitir grandes volumes de dados de volta para a Terra” – ou seja, está-se a falar da produção de dados no próprio espaço, como imagens de satélite de alta resolução.
A ideia, de Musk, de transpor os data centers para o espaço por haver energia solar e pelo arrefecimento, no estado atual, foi considerada ridícula por Sam Altman e muitos outros.
Por isso é que é importante saber se a Nvidia está a fabricar “pás e picaretas” para terceiros, que precisam de centros de computação específicos no espaço para os seus projetos, ou está fabricar data centers no espaço para as necessidades da própria Nvidia.
Já não chega dar cabo do planeta…
Os primeiros Cylons!!
Torradeiras, queres tu dizer.