China cria nova bateria de lítio que pode deixar a Europa a milhas. Saiba porquê
Investigadores chineses anunciaram um avanço importante na tecnologia das baterias de lítio que poderá permitir duplicar a autonomia dos veículos elétricos, mantendo o mesmo tamanho e peso das baterias atuais. E a Europa? Está a assistir.
O estudo foi publicado na revista científica Nature e descreve um novo componente químico que resolve algumas limitações históricas das baterias de iões de lítio.
Uma limitação antiga das baterias de lítio
As baterias de lítio utilizadas atualmente em veículos elétricos funcionam graças à interação entre sais de lítio e átomos de oxigénio presentes num solvente. Nesse processo químico, os sais dissolvem-se e libertam iões de lítio que se deslocam através do eletrólito. Esse movimento gera a corrente elétrica que alimenta o sistema.
Contudo, este tipo de bateria exige grandes quantidades de solvente. Isso torna difícil reduzir o tamanho das células e limita a evolução da densidade energética.
Existe ainda outro problema. Estes solventes têm um desempenho fraco a temperaturas muito baixas, o que reduz a eficiência das baterias em regiões frias.
Além disso, a tecnologia atual está próxima do seu limite teórico de cerca de 350 watt-hora por quilograma (Wh/kg), razão pela qual muitas empresas estão a apostar em baterias de estado sólido.
Um novo solvente muda o funcionamento da bateria
A equipa de cientistas desenvolveu um novo sistema baseado num solvente de hidrocarboneto fluorinado. Este composto permite dissolver eficazmente os sais de lítio e substitui o modelo tradicional baseado na interação entre lítio e oxigénio.
Segundo os investigadores, este novo solvente melhora significativamente a eficiência da bateria e reduz a quantidade de eletrólito necessária.
O professor Zhao Qing, da Universidade de Nankai, explicou o desafio técnico:
Um eletrólito precisa libertar iões rapidamente e permitir também uma transferência de carga veloz, mas normalmente estas duas características entram em conflito.
Segundo o investigador, o flúor ajuda a resolver este problema. A ligação mais fraca do flúor ao lítio facilita esse equilíbrio.
Mais de 700 Wh/kg e funcionamento a temperaturas extremas
Os resultados obtidos pelos investigadores são particularmente relevantes. De acordo com o estudo, a nova bateria pode alcançar densidades energéticas superiores a 700 Wh/kg à temperatura ambiente e cerca de 400 Wh/kg a -50 ºC.
Este desempenho supera claramente os valores das baterias de lítio convencionais.
O sistema baseado em lítio-flúor permite também transferências de carga rápidas mesmo em ambientes extremamente frios. Segundo os investigadores, a bateria consegue funcionar em condições de até -50 ºC.

Cientistas chineses desenvolveram uma bateria de lítio metálico que possui uma densidade energética superior a 700 watts-hora por quilograma e desempenho estável em temperaturas extremamente baixas, marcando um avanço significativo na produção de baterias de alta energia para veículos elétricos. [Foto/Xinhua]
Autonomia dos elétricos pode ultrapassar 1000 km
De acordo com os investigadores, este avanço poderá ter impacto direto na mobilidade elétrica.
Segundo declarações citadas pela televisão estatal chinesa CCTV, a nova tecnologia poderá duplicar a capacidade das baterias atuais.
Este avanço poderá duplicar a capacidade das baterias de lítio existentes sem aumentar o seu tamanho ou peso.
O autor principal do estudo, Chen Jun, da Universidade de Nankai, explica o impacto prático:
Veículos elétricos que atualmente têm uma autonomia de 500 km poderão percorrer mais de 1000 km com uma única carga.
Aplicações também para drones e ambientes extremos
Outra vantagem desta nova bateria é o seu desempenho em temperaturas extremamente baixas. Por essa razão, os investigadores acreditam que esta tecnologia poderá ser útil não apenas em veículos elétricos, mas também em drones e equipamentos destinados a operar em grandes altitudes ou ambientes frios.
Se a tecnologia chegar à produção em massa, poderá aproximar as baterias de lítio convencionais do desempenho esperado para as futuras baterias de estado sólido.




















Mas eles não tem Eurovisão nem a tecnologia de prender rolhas as garrafas!
Já pareces o K7 Carvalhas
+1
Nem mais.
Não temos hipótese nenhuma.
Eles têm gente especializada em imensas áreas e em grande quantidade. Apostaram a sério na educação…
Eles apostam sério é na espionagem, roubo de IP e propaganda. Nisso é que são bons. Tanto que te conseguem enganar. São tão bons que nunca conseguiram criar máquinas para competir com a ASML na litografia. Fui fazer uma RM num hospital privado, a máquina era Hitachi, vai lá ver algum hospital que confie num RM chinesa.
+1 esta bateria é certamente copia de algo já existe há anos nos paises ocidentais
Não é só a educação é também o método ou acutilância de trabalho, os Asiáticos trabalham de sol a sol, há países Asiáticos em que é proibido fazerem horas extras, no final do horário de trabalho o segurança vai trancar todas as portas para eles não voltarem.
@guilherme…. ainda as rolhas das garrafas? Queres uma almofada em forma de bolo rei, para te sentares e teres menos dores?
Não, preferem que a poluição que fazem chegue à Europa via corrente termoalina, fazendo andar por aí ilhas de lixo e plástico, bem como fazer os europeus pagarem taxas atrás de taxas para manterem o planeta mais limpo. O fantástico disso, é que os europeus são quem mais pagam os custos da poluição planetária, e em termos individuais os únicos que têm custos para uma suposta “economia verde”!
É uma óptima notícia, mas em vez de aumentar a autonomia deviam era aproveitar a redução de peso para consumir menos e apostar no carregamento rápido e ter tantos postos de carregamento como de gasolina/gasóleo.
Não precisamos de carros com 1000km de autonomia, precisamos é que eles carreguem rápido e em qualquer lado como os de combustão.
Precisamos do equilíbrio, mais autonomia, carregamento rápido e durabilidade dos carros. E é isso que está a acontecer. Agarrar nas baterias e aperfeiçoar as tecnologias. Este é um bom exemplo disso. Sem serem mais densas, mais pesadas, conseguir resolver os problemas que limitam estas baterias atuais.
Concordo, preferia metido do peso e 500km do que 1000km ao dobro do peso, mas também não sei se esta comparação pode ser feita assim.
Isso não quer dizer que todos os carros terão 1000 km de autonomia.
Acredito que os citadinos terão baterias mais pequenas e, por isso, mais leves. Haverá para todos os gostos tal como está a acontecer agora.
Para isso há a bicicleta …a pedais.
Qualquer veículo a pedais, usado todos os dias por toda a gente, tem potencial para arruinar o negócio do lobby dos automóveis e do petróleo. É por isso que eles movem cunhas políticas para não deixar as pessoas usar.
Já está a décadas de atraso!
Enquanto uns andam a lançar bombas, outros produzem ciência….
e propaganda para tolos
Exatamente. Com papas e bolos, se enganam os tolos.
Já foste abastecer o carro para ver o lindo serviço que te fizeram os teus amigos americanos e israelitas?
Para milhares de Iranianos os Americanos e Israelitas fizeram um lindo serviço. Infelizmente já não vais ter combustíveis baratos às custas destes 😉
Curioso, e indignacao para metade do valor que se paga pelos combustiveis serem impostos ?
China <3
E teremos sempre basbaques, que julgam ver palácios em qualquer barraca. Vivem para se babarem com aquilo que os outros lhe mostram, na propaganda e no engodo, mas fazer algo para que nem seja arranjar a torneira que pinga, não mexem uma palha! É triste ver cada vez mais gente assim.
Só acredito quando São Tomé aplicar o “ver para crer”
Ninguem vende e compra Elektros por isso nunca irás ver.
Estou no aguardo, como se diz no país irmão.
Já desde 2014/2015, não foi desde ontem. Lembro -se bem pq a notícia coincidiu com a compra do meu xl950.
Que baterias anunciavam na altura ? com 700 wh/kilo ?
Por exemplo:
https://www.cambridge.org/core/journals/mrs-bulletin/article/solidstate-batteries-enter-ev-fray/2BB77B2BBE24F20F4234C86537E77CEC
Mas onde estão as falar de baterias de estado sólido ?
Foi a toyota que começou com essas promessas, como já costume prometer tudo aquilo que não faz.
Bem podemos esperar. Ainda não vi nada vindo dali que tenha mudado algo na sociedade a não ser propaganda! A sério, só vi copiar e espiar outros que gastaram fortunas em verdadeiro desenvolvimento e evolução à décadas.
Estamos sempre a falar de economia global, por isso não tenho pruridos nenhuns com a China.
Na altura do Absurdismo caótico que pulula nas redes sociais e nos regimes atuais, deixou de interessar de onde vem o produto.
Pena que a Europa tenha ficado para trás na inovação.
Não está. A Europa não é um país – um erro de “percepção” demasiado e irresponsávelmente imposto. Há muita investigação, só que não há uma máquina de propaganda nem regimes que vivem de aparato, nos kais diversos países, inclusivamente, em Portugal. O que existe é maior dificuldade em produzir de forma intensa e barata. Para isso os países europeus precisam de se reindustriar e voltar a produzir tudo no Continente novamente, avaliando bem as questões da economia de escala. A Europa é pioneira à mais de 2.000 anos, fal o falarem foi poe estes lados que as ciências tal como as entendemos nasceram e evoluíram.
Uma inovação seria as baterias não começarem a arder, e se arderem que o fumo não seja altamente tóxico.
+1
Inovação era o produto da decomposição de combustível, que é altamente tóxico e expelido em proporções milhões de vezes superior, deixar de ser altamente tóxico…
A culpa é dos vulcões…
Isso já existe à muito tempo.
A europa já ficou na idade da pedra à muito. O resto do mundo avançou!
Não sei porquê, mas continua a pensar que o futuro será a hidrogénio e os sul coreanos e japoneses estão a desenvolver a tecnologia a um bom ritmo, como foi possível ver ontem na SIC: https ://sicnoticias.pt/sobre-rodas/2026-03-08-video-hyundai-nexo-um-automovel-movido-a-hidrogenio-48b52a5e