EUA estacionam caças F-16 e outros aviões militares na Base das Lajes nos Açores
A Base das Lajes, nos Açores, recebeu 15 aviões norte-americanos, entre eles aeronaves de reabastecimento, de transporte de pessoal e caças.
Conforme avançado pela SIC Notícias, citando observadores locais, que captaram as imagens da aterragem dos aviões na ilha Terceira, os aviões militares terão chegado aos Açores na terça-feira.
A mesma fonte adiantou que, nas Lajes, estão 10 Boeing KC-46, aviões militares de reabastecimento e transporte aéreo, um Boeing C-17, capaz de transportar grandes cargas militares e quatro caças F-16, da Guarda Nacional Aérea da Carolina do Sul, estacionados na placa devido a avaria de uma das aeronaves.
Sabe a SIC que os aviões reabastecedores KC-46 deverão ficar a abastecer na Base das Lajes, enquanto os quatro caças F-16 devem levantar voo imediatamente depois da reparação da avaria.
Contactados pela Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português escusou-se a comentar e o Ministério da Defesa Nacional não terá respondido.
A Lusa contactou, também, o Departamento de Estado e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para obter esclarecimentos sobre as movimentações nas Lajes.
O Comando Europeu dos Estados Unidos recebe regularmente aeronaves e pessoal militar dos Estados Unidos em trânsito, de acordo com os acordos de acesso, base e sobrevoo celebrados com aliados e parceiros.
Afirmou o Pentágono, numa breve mensagem escrita, acrescentando que, “tendo em conta a segurança operacional dos bens e do pessoal dos Estados Unidos, não é possível divulgar mais detalhes neste momento”.

Estados Unidos dizem ter “muitas razões” para atacar o Irão
A movimentação das aeronaves recorda uma operação semelhante nos Estados Unidos, em junho de 2025, que precedeu os ataques às bases nucleares do Irão.
À semelhança dessa, a SIC presume que estejam, nos Açores, cerca de 400 militares norte-americanos.
Entretanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que existem “muitas razões” para atacar o Irão, apesar dos pequenos avanços nas negociações nucleares realizadas em Genebra, na Suíça.
O Irão faria bem em chegar a um acordo com o Presidente [norte-americano Donald] Trump.
Disse a porta-voz, em declarações que surgiram num momento em que os Estados Unidos estão a intensificar o contingente militar no Médio Oriente, que pode indicar a possibilidade de atacar Teerão.

Donald Trump ameaçou o Irão várias vezes com uma intervenção militar se as discussões em curso não resultarem num acordo sobre o programa nuclear iraniano.
Na terça-feira, dia 17 de fevereiro, o Irão e os Estados Unidos concluíram, em Genebra, a segunda sessão de negociações.
O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros declarou, nesse dia, que os dois países chegaram a um entendimento sobre “um conjunto de princípios orientadores” que podem abrir caminho a um acordo.


















