Japão reabre a maior central nuclear do mundo. Estava fechada desde o acidente de Fukushima
Fechada desde o desastre de Fukushima, em 2011, o Japão reabriu a maior central nuclear do mundo, esta segunda-feira, segundo anunciado pelo seu operador.
Conforme avançado pela Tokyo Electric Power Company (TEPCO), num comunicado, a central de Kashiwazaki-Kariwa, na região de Niigata, voltou a estar em funcionamento às 14 horas locais (5h da manhã de Portugal Continental).
A instalação, localizada a cerca de 220 km a noroeste de Tóquio, estava fora de serviço desde que o Japão decidiu abandonar a energia nuclear. Estava entre os 54 reatores desativados após o terramoto e tsunami de 2011 que devastaram a central de Fukushima, no pior desastre nuclear desde Chernobyl.
Mais de 10 anos depois, o país recorrerá à energia nuclear para concretizar uma série de objetivos:
- Reduzir a dependência dos combustíveis fósseis;
- Atingir a neutralidade carbónica até 2050;
- Satisfazer a crescente procura energética gerada pela Inteligência Artificial.
Tentativa anterior para reabertura da central nuclear falhou
A TEPCO tentou inicialmente ligar um dos sete reatores da central de Kashiwazaki-Kariwa a 21 de janeiro, segundo a AFP, mas desligou-o no dia seguinte, após disparar um alarme do sistema de monitorização.
O alarme registou pequenas alterações na corrente elétrica de um cabo, embora estas ainda estivessem dentro de um intervalo considerado seguro, segundo os responsáveis da empresa, numa conferência de imprensa, na semana passada.
Depois disso, uma vez que o reator é seguro para operar, foram alteradas as definições do alarme.

As operações comerciais terão início a partir de 18 de março, após outra inspeção completa à central nuclear. Crédito: Yuichi Yamazaki/AFP
Maior central nuclear do mundo em capacidade potencial
A central de Kashiwazaki-Kariwa, a primeira unidade gerida pela TEPCO a reiniciar desde 2011, é a maior do mundo em termos de capacidade potencial, embora apenas um dos sete reatores tenha sido reiniciado.
Desde o encerramento pós-Fukushima, 14 reatores, principalmente no Japão ocidental e meridional, retomaram a operação, seguindo regras de segurança rigorosas, com 13 a funcionar em meados de janeiro.
O vasto complexo de Kashiwazaki-Kariwa foi equipado com um muro anti-tsunami de 15 metros de altura, sistemas de energia de emergência elevados e outras melhorias de segurança.

Manifestantes participam num protesto perto do edifício governamental da província de Niigata, antes da votação sobre o reinício parcial das operações da Central Nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, da TEPCO, a 22 de dezembro de 2025. Crédito: Issei Kato/Reuters
60% dos residentes são contra a reinicialização
Apesar de a conservadora primeira-ministra, Sanae Takaichi, que obteve uma vitória eleitoral esmagadora neste domingo, promover a energia nuclear como forma de impulsionar a potência económica asiática, a opinião pública na área em redor da central está profundamente dividida.
Segundo um inquérito realizado pela prefeitura (ou a câmara municipal) de Niigata, em setembro, enquanto cerca de 60% dos residentes são contra a reinicialização, apenas 37% apoiam.
De acordo com a AFP, os residentes expressaram preocupações sobre o risco de um acidente grave, referindo escândalos frequentes de encobrimento, pequenos acidentes e planos de evacuação que consideram inadequados.
No início de janeiro, sete grupos contra a reabertura entregaram uma petição assinada por quase 40.000 pessoas à TEPCO e à Autoridade Reguladora Nuclear do Japão.
No comunicado desta segunda-feira, a TEPCO assegurou que "continuaremos a demonstrar o nosso compromisso com a segurança, prioridade na Central Nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, através das nossas ações e resultados".




















Isto sim são boas notícias.
exceto para quem lá mora ao lado
irrelevante, não tens qualquer impacto negativo. no máximo mais transito pelos trabalhadores.
Basta ver os países mais desenvolvidos, todos tem energia nuclear.
Para a esmagadora maioria dos países, o nuclear é a única forma de criarem independência energética.
Para os que já tem centrais, para mim é a decisão obvia e sensata, usar o nuclear.
Para os que não têm, e tendo possibilidade de construir centrais, se o fizerem com o máximo de segurança e o mais longe possível das populações, quanto a mim estão a ser inteligentes.
Todos menos a Alemanha.. lol
Não têm agora, teve até 2023….
jura
Energia verdinha, podiam meter uma ao lado da Assembleia da República que eu assinava por baixo, pois sei que dessa forma nunca iríamos ter energia verdinha…
Mais verde que solar ou eólicas.
Eu viveria ao lado de uma desde que não me estragasse a vista para a o bugio