“Penisgate”: injeções de ácido no pénis abrem discussão nos Jogos Olímpicos de Inverno
O ouro olímpico pode exigir sacrifícios que nem nos passam pela cabeça e, este ano, nos Jogos de Inverno, os atletas de salto de esqui parecem estar a injetar ácido hialurónico no pénis. Pelo menos, é o que a Agência Mundial Antidoping vai investigar.
Após alegações surpreendentes, que surgiram primeiro no jornal alemão Bild, a Agência Mundial Antidoping vai investigar se, de facto, os atletas de salto de esqui estão a injetar ácido hialurónico no pénis para saltarem mais longe, num caso já apelidado "Penisgate".
Conforme reportado pelo Bild, os atletas que estão a participar nos Jogos Olímpicos de Inverno, a decorrer entre 6 e 22 de fevereiro, terão injetado o ácido no pénis, por forma a manipular o sistema, aquando das medidas para os seus fatos.
A regulamentação neste âmbito é rigorosa, pois procura impedir que qualquer atleta tenha uma vantagem aerodinâmica.
Primeiro, o que faz o ácido hialurónico ao pénis?
De acordo com Eric Chung, professor e cirurgião urologista, citado pelo The Guardian, o ácido hialurónico é um preenchimento comum usado em cirurgia estética, incluindo injeções utilizadas em procedimentos de aumento da circunferência do pénis.
Injetar ácido hialurónico no pénis torná-lo-ia mais espesso, "mas seria necessário injetar uma grande quantidade", segundo Chung.

O efeito do ácido hialurónico é temporário e requer reforço a cada seis a 12 meses, dependendo da absorção e migração das partículas.
De acordo com o mesmo especialista, injetar ácido hialurónico no pénis acarreta riscos significativos, a curto e a longo prazo.
Uma técnica de injeção inadequada ou uma dose incorreta podem causar dor peniana, resultado estético insatisfatório, deformação, infeção, inflamação, alterações sensoriais e disfunção sexual. Em casos raros, a infeção pode espalhar-se e causar gangrena [ou morte do tecido corporal] e perda do pénis.
Depois, qual a importância do tamanho do pénis no salto de esqui?
Antes do início da época, os atletas de salto de esqui têm de mandar fazer os seus fatos com base nas medições do comprimento do corpo, incluindo a altura da virilha, determinada por um scanner corporal 3D aprovado pela International Ski and Snowboard Federation (FIS), na presença de um médico, apenas em roupa interior e com regras específicas sobre postura.

A área da superfície do fato desempenha um papel fundamental no salto de esqui. Crédito: Tom Weller/Getty Images, via ABC News
Conforme referido acima, o professor associado Dan Dwyer, da Escola de Ciências do Exercício e Nutrição da Universidade Deakin, explicou que as dimensões do fato são estritamente reguladas, uma vez que o tamanho total pode ter um "efeito significativo" na quantidade de sustentação gerada, permitindo aos atletas saltarem mais longe.
Assim, aumentar o pénis com ácido hialurónico pode resultar uma vantagem durante o processo-padrão de medição corporal, já que as dimensões registadas seriam maiores do que seriam normalmente, permitindo que o atleta tenha autorização para um fato de esqui ligeiramente maior.
Esse fato um pouco maior tem uma área de superfície maior, o que pode gerar uma - ainda que pequena - quantidade extra de sustentação.
Efetivamente, Sandro Pertile, diretor das provas masculinas da FIS, assegura que "num fato cada centímetro extra conta".
Segundo explicou, "se o teu fato tiver uma área de superfície 5% maior, voas mais longe", e "claro que este é um desporto competitivo e toda a gente anda no limite das regras, porque todos querem ganhar".
Imagem: The Athletic/The New York Times
Neste artigo: Jogos Olímpicos de Inverno, pénis





















Agora é que percebo porque é que não me deixam participar….
Fiz um salto e quando toquei no chão tinha passado o público que costuma estar cá em baixo a aplaudir.
Foi anulado…
Não me deram segunda hipótese.
PorcoDoPunjab, o porco voador
Já foram 4 selecções, que usaram esponjas, para aumentar, o fato. Além disso, a FIS, nomeia médicos, para os homens e médicas, para as mulheres, para evitar, potencial excitação, que iria dar valores superiores.
A selecção romena, queixou-se, da selecção finlandesa, pois 2 atletas seriam gays, podendo obter vantagens, nas medições, em 2023. O processo foi arquivado, sem culpa formada.
Querem transformar o pénis numa asa?
como dizia o Obélix…. Estes romanos são doidos!!
Então é tudo uma questão de”gaita”?
Livra!