IA está a criar “cretinos digitais”? Professores do Ensino Superior pedem proibição
A utilização de Inteligência Artificial (IA) no ensino superior está a gerar um debate intenso em Portugal. Tudo porque um grupo de professores universitários e do ensino politécnico subscreveu recentemente um manifesto que pede a suspensão (ou mesmo a proibição) do uso de ferramentas de IA generativa nas universidades.
Os docentes alertam para os riscos associados ao uso indiscriminado destas tecnologias nos processos de ensino-aprendizagem, defendendo que a IA pode comprometer o desenvolvimento do pensamento crítico, da autonomia intelectual e da capacidade de escrita dos estudantes.
Ensino Superior: Alunos convertidos em cretinos digitais
Uma das expressões mais polémicas do manifesto refere-se à possibilidade de os alunos se tornarem “cretinos digitais”, dependentes de sistemas automatizados para tarefas que deveriam estimular a reflexão, a criatividade e o raciocínio próprio.
Entre as principais preocupações levantadas estão:
- A facilitação da fraude académica e do plágio
- A dificuldade em distinguir trabalhos originais de conteúdos gerados por IA
- A degradação da avaliação académica tradicional
- A perda de competências fundamentais na formação superior
Para os subscritores, o ensino superior deve continuar a ser um espaço de produção intelectual humana, onde a tecnologia é um apoio e não um substituto do esforço cognitivo.
Proibir ou regular? O dilema da IA na academia
Apesar do tom crítico, o tema está longe de gerar consenso. Muitos especialistas defendem que proibir a IA não é realista, sobretudo num contexto em que estas ferramentas já fazem parte do quotidiano profissional e académico.
O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, já veio defender a adaptação das escolas ao uso da Inteligência Artificial.






















se vão acabar por ser substituídos por AI será que realmente muda alguma coisa bloquear?
Se alguém te atirar uma pedra vais ficar à espera que ela te atinja ?
Claro que te desvias. O problema é que as pedras vão ser atiradas indiscriminadamente e sem parar. Podes até desviar-te de algumas no início, mas eventualmente vais levar com uma.
so true…
Gostava de ver como vai ser essa substituição. Há pessoal com cada uma….
Basta voltar ao antigo papel e caneta
Imaginem no meio acadêmico, onde os egos dos professores são medidos por quantidade de artigos publicados o estrago que isso não está fazendo.
Tive uma professora que passou dois anos em Portugal fazendo doutorado pra voltar e dar aulas com um Power point de outro professor. Muito empenho pra ensinar, claro.
Com dinheiro tinha frequentado o ensino privado de modo a inflacionarem as minhas notas, depois passava para o ensino superior e tinha a inteligência artificial, era uma papinha já era senhor doutor há muito! depois votava na iniciativa liberal para não dar hipóteses a pobres de alcançar o mesmo nível de sucesso, ciclo completo.
A inteligência artificial está a potenciar a estupidez natural. Se no dia-a-dia já poucos usam os neurónios, cada vez será pior.
Cretinos substituirão cretinos.
“IA está a criar cretinos digitais”, se eles já os há mesmo sem IA, apenas estamos a criar mais e piores com a IA.
Eu sempre fui um cretino real e nunca me dei mal, cada um deve decidir o tipo de cretino que quer ser
A IA só comprometerá o desenvolvimento do pensamento crítico, da autonomia intelectual e da capacidade de escrita dos estudantes se os professores permitirem.
Na universidade, sempre tive defesa oral em todos os projetos práticos, além do exame teórico. Em nenhum desses momentos era permitido usar computador ou telemóvel.
Se um professor for realmente competente, durante a defesa oral saberá fazer as perguntas certas para distinguir quem realmente domina o que fez de quem simplesmente usou IA. Quanto aos exames teóricos, basta atenção à sala para garantir que ninguém utilize telemóveis ou outros dispositivos.
O nível do ensino não precisa degradar-se por causa da IA. O que é necessário é que os professores cumpram o que lhes compete: ensinar e avaliar com rigor.
Ora bem
Cretinos sempre houve.
As redes socais vieram ajudar muito, na sua expansão.
A agora veio a IA e a expansão vai ser astronómica.
“O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, já veio defender a adaptação das escolas ao uso da Inteligência Artificial.”
Nem os manuais escolares em PDF conseguem disponibilizar aos alunos! Têm de andar para trás e para a frente a carregar mochilas que lhes rebentam com a coluna. IA! Hehe ia ia.
Os políticos começam a construção das casas pelo telhado.
E pagar 6000 euros, anualmente, pelos dispositivos? E pagar 700000 milhões de euros, para equipar, 20%, das escolas, com painéis solares, para suportar 800 milhões, de dispositivos, por escola?
Já basta, as associações, de estudantes, a exigir 600Pentabytes, de dados, semanais, para os alunos, de cada pólo universitário… para, os alunos, poderem ver filmes/séries, em 4K… em telemóveis e pagarem 5000 euros, anuais, a operadoras, de streaming.
Neste “país”…nos tempos modernos democráticos os “políticos” são uns seres que usam e abusam da IA nos respectivos gabinetes…especialmente a lidarem cm mundo virtuais de jogos de computador que…inexplicavelmente entendem como ser em Portugal 🙂 Aliás…a política em portugal não é mais que uma filosofia aberta a todos que consigam ainda pensar e falar…e expor as suas brilhantes ideia nas TV’s 🙂 Como alguém disse…isto é um país de mendigos com caganças de milionários 🙂
Se o objetivo é garantir a aprendizagem promovam a defesa do trabalho realizado pelo aluno. Deverá ser suficiente para detectar a maioria das fraudes.
Não será mais fácil mudar o esquema de ensino? A IA está aí e não vai embora. As pessoas vão ter acesso a ela na escola, no trabalho e na vida em geral.
Portanto, em vez de modelos de ensino baseados em decorar coisas para depois as escrever num teste, que tal deixar de testar a capacidade de decorar dos alunos e passar para um modelo onde o objetivo não é memorizar, mas sim preparar as pessoas para responder a determinadas situações e saber lidar com elas, com ajuda ou não de IA.
A IA é uma ótima ferramenta, desde que bem usada. Não vale a pena andarmos com proibições. Todos, ou praticamente todos, usamos IA e vamos continuar a usá-la como ferramenta no dia a dia.
É óbvio que um modelo de ensino baseado em decorar fica agora em dificuldade com a IA. Portanto, a solução é mudar os planos, integrar a IA no ensino, e fazer com que o ensino e as avaliações passem a testar e a desenvolver o pensamento crítico.
Está a ser complicado chegar a uma meio termos penso… Professores universitários usam IA para melhorar as aulas deles, fazer investigação e corrigir automticamente trabalhos de programação mas criticam alunos por usar IA. Empresas usam cada vez mais IA do lado dos recursos humanos para melhorar a eficiencia delas mas criticam as pessoas que usam IA para gerar os curiculos…
Essas questões levam mais a pensar sobre quem pode ou não fazer algo.
Quando 100% de 80 alunos, fazem 80 trabalhos, diferentes, que apontam, todos, na mesma direcção, por palavras diferentes… algo está errado. Mesmo que, o professor só aponte, uma direcção, se o aluno souber pensar, irá basear, aquele trabalho, em si próprio… e não, ser igual, aos 79 colegas. Ou será que foi só 1, que o fez, os outros copiaram?
onde está a diferença de um professor universitario dar uma cadeira inteira com powerpoints sacados da internet e ter o unico papel de opinar com os alunos sobre esse powerpoint ou dar aulas com os mesmos powerpoints durante 20 anos pois as materias iniciais de matematica num curso cientifico não mudam. Sendo assim deveria se olhar também para esse lado. pois o exemplo tem de partir de um lado.
“o ensino superior deve continuar a ser um espaço de produção intelectual humana, onde a tecnologia é um apoio e não um substituto do esforço cognitivo”, está tudo dito