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Bancos europeus planeiam cortar 200.000 postos de trabalho com a implantação da IA

                                    
                                

Autor: Rui Neto


  1. Grunho says:

    É dos livros. Metade do gado humano vai para o desemprego, reforçar o exército industrial de reserva, e o resto fica, mas com salários mais baixos e condições piores. E se reivindicarem ouvem a resposta do costume: vês ali aqueles todos à espera do teu lugar? A seguir metade desses vai para a rua, como prémio de terem trabalhado a dobrar, e assim sucessivamente. Isto é o capitalismo neoliberal, que vocês tanto gabam.

    • Zé Fonseca A. says:

      Uma empresa, até um banco, tem de se ajustar para continuar a ser competitivo, caso contrário abrem espaço para a concorrência e vão à falência.. se não se reajustassem iriam todos para o desemprego em vez de pequenas percentagens de trabalhos com tarefas rotineiras.. só um comuna para defender empregos com tarefas rotineiras

      • sergio ramos says:

        Tu és um poço de sabedoria!
        Pela tua lógica, todos nós devemos ficar no desemprego, para nenhuma grande empresa “útil” como Bancos, Operadoras de Telecomunicações, etc, falirem.
        Para essas empresas continuarem a lucrar sem falir face à concorrência, devemos todos ser substituídos por “bots”.

        • Zé Fonseca A. says:

          Todos não, só os que podem ser substituídos, a alternativa é irem todos para a rua.. se não entendes isso falta-te mais que sabedoria

      • Pedro António says:

        Sim, que é preciso dinheiro para os jatos privados, Porches, Ferrari, que a adaptação dos bancos nunca passou pelos juros altos, comissões altas, vamos é despedir…

        • Zé Fonseca A. says:

          Nenhum banco nacional tem disso, a maioria nem carro dá a não ser a directores de topo.
          Mesmo que fosse disso, é uma decisão da gestão da empresa.
          Se não entendes o que provocava a falência de um banco de média dimensão precisas de voltar à escola

    • CuMuna says:

      Exato. Grunho, mesmo!

    • Mário says:

      Engraçado que o pessoal diz que não é verdade, mas depois gritam quando lhes toca á porta.
      Basta ver que os bancos são dos liberais e os liberais vêm sempre de mão estendida ao estado quando é para pagar dívidas… BCP, BANIF, BES, etc.

      • Zé Fonseca A. says:

        Mao estendida? Porque achas que algum governo se pode dar ao luxo de deixar um banco falir? Claramente não compreendes as implicações

        • Mário says:

          Um banco é uma empresa privada como qualquer outro. Para isso não se privatizavam os bancos.
          Pela mesma lógica o estado tem que resgatar qualquer empresa. Se há má gestão, não é o estado que tem que lá meter dinheiro.
          O governo só tem que garantir o fundo de garantia de depósitos, o resto é fora.

          • Zé Fonseca A. says:

            O problema é quanto tempo o fundo de garantia demora a ser pago e a cobertura de produtos, o impacto seria tão grande que foram todos resgatados, nunca deixaram falir nenhum

        • Pedro António says:

          Já houve muita que faliram… Lá se vai a tua tese! Agora se ao falirem levassem os c responsáveis à prisão, de certeza que nenhum falia!

    • David Guerreiro says:

      Então e os negócios que ja desapareceram? Os clubes de vídeo, quem lá trabalhava também foi para o desemprego. Vai haver uma alteração na banca. As pessoas têm de ser reconvertidas para outras funções. Mesmo assim Portugal acho que não será tão afetado, pois há muita afluência aos balcões devido a termos uma população muito idosa. Há inclusive idosos que vão todos os meses levantar dinheiro ao balcão, com um custo, por teimosia.

  2. Pinokill says:

    É só o começo. Faz 4 meses que fiquei desempregado por motivos de “automação”. Fui descartado como se um “copo descartável” se tratasse, depois de quase 10 anos na empresa. No meu sector, de 50 pessoas só ficaram 3 pessoas.

    • Zé Fonseca A. says:

      Faz parte.. no nosso trabalho temos de trabalhar para sermos insubstituiveis, mesmo que nunca o sejamos.

      • Farto de ver tristes says:

        Ó insubstituível… A vida dá muitas voltas, pode calhar seres o próximo lol
        Falar é fácil quando se está de “barriga cheia”.
        Pelo teu paleio deves ser patrão ou és daqueles que não lhe larga o c*.

        • Zé Fonseca A. says:

          Sou um mero funcionário no meio de mais 100 mil.
          A minha barriga cheia veio de 15 anos imigrado, 5 dos quais sem pouso fixo a mudar de país a cada 6 meses, passei por 7 entidades patronais e perto de chegar aos 50 não ponho de lado voltar a trocar.
          Quanto ao insubstituível, foi bem claro no que disse, mas só aqueles que trabalham para o serem percebem que não o são

          • Mário says:

            Engraçado que a emigração é a maior fábrica de engenheiros, saem daqui sem nada e chegam engenheiros… Tenho cá uma pena

          • Pedro António says:

            Estás claramente de barriguinha cheia. Podias ficar caladinho, mas gostas de fazer o papel de ovelha ranhosa… Se foste emigrante ou imigrado, não percebi bem, num caso ou no outro, deverias ter aprendido mais com a vida e seres mais compreensivo e tolerante, assim, a responder aos outros dessa forma, mais pareces um ressabiado a mal com a vida…

          • Zé Fonseca A. says:

            Estou muito mal com a minha vida, muito mal com o meu país onde liberto mais de 50% do meu ordenado todos os meses para vocês que não sabem nada da vida nem sequer saberem votar

    • David Guerreiro says:

      Talvez é altura de pensar numa outra área, e daquelas que a automação não consegue suprimir.

  3. Gringo Bandido says:

    Que seja um banho de sangue! quando atingir muitos e de colarinho branco logo começam a espernear.

    • Zé Fonseca A. says:

      Vai lá estudar os colarinhos para não dizeres asneiras

    • Grunho says:

      Os colarinhos brancos costumam pensar que pertencem a uma classe mais elevada, alguns até acham que são burguesia – pequena burguesia – mas não são. São classe média assalariada, com interesses de classe exactamente iguais aos do proletariado fabril. Isso é consequência de uma estratégia subtil dos capitalistas, de lavar o cérebro e quebrar a consciência de classe para dividir trabalhadores e impedir que se organizem para as lutas de classes. Porque há dois tipos de lutas de classes , apesar de eles só falarem num. O outro, de que faz parte a IA e a hecatombe do trabalho, é a luta dos capitalistas contra os trabalhadores. No dia em que os trabalhadores perceberem que burguesia são só os 5% de cima, no máximo somados de outros 5% de sub-burguesia das profissões liberais dos negócios e dirigentes políticos ao serviço dos capitalistas, e que são os 90% de baixo contra os 10% de cima, então a coisa vai complicar-se para os capitalistas.

  4. PJA says:

    Não é esperar outra coisa. E ainda vai no início.

  5. há cada gajo says:

    Quando atingir uma determinada escala, a depressão regressará com uma dimensão e duração nunca vista. E sabe-se lá com que consequências…

  6. Alberto Grijó says:

    Esta evolução na banca é logicamente uma boa gestão. Aliás faz todo o sentido face ao q a i.a permite já oferecer como otimização de recursos.
    No passado recente acontecia isto sem existência de i.a
    Reparem por exemplo na automatização de processos e serviços num empresa pela informatização inteligente em todos os departamentos.
    Isto já provocava redução de postos de trabalho.

  7. sergio ramos says:

    Não é só nos bancos, é em tudo, será em tudo!
    Milhares de pessoas que trabalhavam em edição e tradução de textos, ou design gráfico, estão a ficar sem emprego, pois ferramentas de IA como “Languagetool” ou “Deepl Translator” fazem melhor e mais barato.
    A AMAZON vai substituir milhares de empregados nos armazéns, por robôs autónomos, a CHINA já faz isso nalgumas fábricas de automóveis.

    A ALTICE (dona da MEO) também vai substituir funcionários de call centers por IA.
    Isto irá afectar mais profissões.

    Neste momento milhares de jovens fazem alguns cursos nas Universidades, que já nem serão profissões no futuro, não haverá espaço para tais profissões, muitas irão extinguir-se.

    • Alberto Grijó says:

      Tirar um curso na faculdade para trabalhar depois num call center, não é certamente um futuro agradável!

    • Mário says:

      Vai substituir até ao ponto que a IA se embrulhar toda a resolver problemas para o qual não foi feita.
      E esperem pelo aumento da energia devido ao consumo da IA. E sim já está a acontecer em Portugal.

      • Zé Fonseca A. says:

        Vocês que não percebem disto eu explico, os LLMs não substituem a 100% as pessoas, a ideia é automatizar 90%, aquilo que é o básico, o que é mais complexo vai para uma pool de tickets que são tratados por humanos, mas com isso reduziram 90% da workforce que desempenhava aquela função. Isto é uma realidade em escala não para as vossas PMEs

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