Google encerra ferramenta de verificação de dados na Dark Web
A Google anunciou que irá descontinuar o seu relatório de segurança, uma funcionalidade concebida para alertar os utilizadores caso as suas informações pessoais fossem detetadas na dark web.
Razões para a descontinuação do serviço
Apenas um ano após ter disponibilizado o serviço a todos os utilizadores, a Google decidiu colocar um ponto final na ferramenta de verificação da dark web. A empresa californiana começou a notificar quem tinha o relatório ativado, informando que a funcionalidade deixará de estar operacional dentro de algumas semanas.
Originalmente, este recurso foi lançado em meados do ano passado como uma função integrada nas definições da conta Google. Antes dessa expansão, o acesso era restrito apenas aos assinantes do serviço Google One VPN, que entretanto também deixou de existir.
A gigante de Mountain View publicou uma explicação na sua página de suporte sobre os motivos que levaram a esta decisão. Segundo a Google, embora o relatório forneça informações gerais sobre a exposição de endereços de e-mail e palavras-passe em zonas obscuras da internet, a ferramenta falha em oferecer "passos a seguir verdadeiramente úteis".
A empresa defende que, ao encerrar esta utilidade específica, poderá concentrar recursos no desenvolvimento de soluções mais claras e que permitam aos utilizadores agir de forma direta caso os seus dados caiam em mãos erradas. A tecnológica assegurou que continuará a monitorizar e a defender os utilizadores contra ameaças online, prometendo novas ferramentas de proteção num futuro próximo.
Limitações da ferramenta atual da Google
O Relatório da dark web da Google funcionava de forma bastante simples: detetava se as credenciais do utilizador estavam expostas em fóruns ou sites maliciosos, contabilizando o número de ocorrências e mantendo uma monitorização ativa.
Contudo, a crítica feita pela própria empresa tem fundamento. As recomendações apresentadas após a deteção de uma fuga eram genéricas e já conhecidas pela maioria do público, resumindo-se frequentemente a sugestões como a alteração da palavra-passe ou a ativação da autenticação de dois fatores.
Resta aguardar para ver se a Google conseguirá criar uma solução futura que não sirva apenas para monitorizar, mas que tenha capacidade para impedir a distribuição destes dados sensíveis.
O encerramento do serviço será realizado em duas fases distintas:
- A primeira ocorrerá a 15 de janeiro de 2026, data a partir da qual o sistema deixará de efetuar rastreios em busca de novas fugas de informação na dark web.
- A segunda fase terá lugar a 16 de fevereiro de 2026. Neste dia, o relatório deixará de funcionar definitivamente e a Google eliminará todos os históricos de filtragens associados às contas dos utilizadores.
A empresa oferece ainda a possibilidade de apagar estes relatórios manualmente antes do prazo estipulado, alertando, no entanto, que a recuperação dos dados será impossível após a eliminação.
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