Quantcast

China testa “papagaio de papel” com 5000 m² para aproveitar a energia eólica em alta altitude

8 Comentários

Com uma espécie de “papagaio de papel”, a China deu um passo importante no campo da energia eólica em alta altitude, testando com sucesso um sistema com 5000 metros quadrados.

Numa vasta área na região autónoma da Mongólia Interior, no norte da China, a maior “vela” (em inglês, kite) de energia eólica em alta altitude do mundo concluiu recentemente todos os testes programados e alcançou uma recuperação estável no ar.

O sistema de energia eólica aérea de 5000 m² representa um passo significativo para a aplicação de engenharia de energia eólica em alta altitude, na China, segundo avançado pela imprensa internacional.

Os ventos em alta altitude oferecem maior densidade energética, maior estabilidade direcional e disponibilidade geográfica mais ampla. As suas reservas teóricas excedem o consumo global de eletricidade em mais de 100 vezes.

Disse Huo Shaolei, especialista técnico sénior do China Power Engineering Consulting Group, explicando o motivo pelo qual a China está a explorar energia eólica em alta altitude, mesmo com centrais eólicas convencionais bem estabelecidas.

Energia eólica, energias renováveis

Um “papagaio de papel” que aproveita a energia em alta altitude

A geração de energia eólica em alta altitude captura a energia eólica em altitudes acima de 300 metros, usando sistemas aéreos para converter o vento em eletricidade. O processo assemelha-se ao lançamento e recuperação de um papagaio de papel gigante.

Conforme explicado, um balão de hélio eleva o sistema até à altitude desejada, onde a cobertura de captura é acionada e inicia uma série de manobras aéreas controladas. Estes movimentos geram tensão ao longo da corda principal, que aciona geradores no solo para produzir eletricidade.

O comandante-chefe do projeto nacional chinês de pesquisa e desenvolvimento de energia eólica em alta altitude, Cao Lun, explicou que o sistema foi projetado com uma capacidade nominal de cinco megawatts (MW).

Em cada ciclo operacional de 20 minutos, a “vela” sobe até 3000 metros e retorna, gerando aproximadamente 500 quilowatts-hora (kWh) de eletricidade.

Em condições normais de operação, este sistema poderia produzir até 10 milhões de kWh por ano, o equivalente a uma economia de cerca de 3000 toneladas de carvão padrão.

Desafios da implementação prática, não apenas na China

Para o sucesso do sistema de energia eólica em alta altitude, estão a ser usadas duas abordagens tecnológicas principais: geração aérea e geração terrestre, residindo a diferença na localização do gerador.

Os sistemas aéreos integram geradores diretamente na plataforma voadora, enquanto os sistemas terrestres, como o testado na região autónoma da Mongólia Interior, localizam o gerador no solo e usam dispositivos aéreos, como “velas” ou aeronaves, para capturar o vento e impulsionar a geração de energia por meio de cabos.

Embora o conceito seja mecanicamente simples, a implementação prática é altamente exigente, pois o sistema deve ser capaz de suportar choques provocados pelo vento, turbulência e condições climáticas severas.

A correr como esperado, a energia eólica em altitudes elevadas pode reduzir o uso de terrenos e aço em até 90% e diminuir os custos de geração de eletricidade em aproximadamente 30%, em comparação com os sistemas terrestres tradicionais.

Segundo o especialista Huo Shaolei, apesar de a energia eólica em altitudes elevadas ser um segmento pouco desenvolvido do setor da energia renovável, as suas perspetivas comerciais são altamente promissoras, à medida que as tecnologias avançam e os custos diminuem.

O próximo passo passará, conforme partilhou, “por realizar testes com vários sistemas semelhantes e iniciar testes de geração de energia até o final do próximo ano”.

 

Leia também:

China está mais perto de encontrar uma fonte de energia ilimitada

 

Comentários

8

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de guilherme
    guilherme

    China, China, China pronto va lá aqui sabemos inovar em tampas presas a garrafa, e portas USB para depois as marcas ganharem mais dinheiro a nossa pala

    1. Avatar de Pedro
      Pedro

      Não śo para ganhar dinheiro mas as portas USb são um perigo a nivel de segurança.
      E estes acefalos obrigam-nos a usa-las.

      Agora até querem polas nos routers, onde a nossa informação pessoal passa.
      Polos na prisão não chegava….

      1. Avatar de Manuel da Rocha
        Manuel da Rocha

        Cuidado quando pagar 6 euros, por uma bjeca. Não confie nos 700000 euros, que pagou, pela IA, que tem no bolso e gasta 6000 euros, por ano, em electricidade…
        A bjeca pode estar a espiá-lo, ao contrário da IA, que você confia a 100%.

      2. Avatar de Rogério
        Rogério

        Hum… quer elaborar para quem não percebe?

      3. Avatar de PJA
        PJA

        As portas USB são perigosas. Já vi uma atacar uma velhota no meio da rua, porque trazia uma garrafa com uma tampa presa. Foi horrível.

        1. Avatar de KidsGraça
          KidsGraça

          Também estavas lá? Também vi isso, foi horrível. Ainda hoje tenho terrores noturnos 😀

  2. Avatar de Grunho
    Grunho

    Testar isto, podem sempre. Agora, trazer energia das alturas, e em quantidades que compensem, é que não dá. Para isso tinha que levar um gerador qualquer, suficientemente grande ao dependuro, e cabos de baixada.

  3. Avatar de Ant Sou
    Ant Sou

    Mais uma cópia xingiling, de alto já existe faz uns 10 anos e em duas empresas distintas, uma dos USA e outra da UE…
    Xurnalismo pago pela xina para tarolo acreditar 🙂