CHUWI tem um Copilot+ com IA local e ecrã 2.8K por menos de 800€
O novo CHUWI CoreBook Air 226V quer provar que um portátil Copilot+ PC não precisa de custar uma pequena fortuna. Traz Intel Lunar Lake, IA local, ecrã 2.8K e pesa apenas 1,2 kg.
A CHUWI sempre foi conhecida por uma coisa simples: colocar fichas técnicas interessantes em equipamentos mais baratos do que o habitual. Nem sempre com o mesmo brilho das marcas maiores, é certo, mas com uma relação preço/especificações que chamava a atenção. O novo CHUWI CoreBook Air 226V tenta fazer algo mais ambicioso. Não quer apenas ser barato. Quer parecer, funcionar e competir como um ultraportátil moderno.
E é aqui que o lançamento ganha interesse. Estamos perante um portátil com Intel Core Ultra 5 226V, arquitetura Lunar Lake, NPU dedicada para IA, ecrã 2.8K a 90 Hz, Windows 11 Pro, chassis em alumínio e peso de cerca de 1,2 kg. Ou seja, não é a típica máquina económica para navegar, escrever emails e rezar para o ventilador não começar a gritar no meio de uma reunião.
CHUWI CoreBook Air 226V: o salto para outro campeonato
O ponto mais interessante deste portátil não está apenas no processador ou no ecrã. Está no posicionamento. A CHUWI está a entrar num território onde normalmente aparecem nomes como ASUS, Lenovo, HP, Dell ou Acer. E isso muda a conversa.
Num portátil de 300 ou 400 euros, o utilizador perdoa alguns compromissos. Num portátil próximo dos 800 euros, já não há tanta paciência. O teclado tem de ser bom, o ecrã tem de convencer, a autonomia tem de ser séria e a construção não pode parecer uma promessa feita à pressa. A CHUWI sabe disso e, pelo menos no papel, atacou precisamente os pontos certos.
O CoreBook Air 226V vem com corpo em alumínio anodizado, construção trabalhada por CNC, acabamento Silver-Grey e espessura entre 9 mm e 16,8 mm. Há também câmara de 2 MP com obturador físico de privacidade, teclado retroiluminado em dois níveis, touchpad de grandes dimensões e uma tecla dedicada para acesso rápido ao Copilot.
O ecrã 2.8K pode ser o verdadeiro argumento de venda
Antes de falar em inteligência artificial, convém olhar para aquilo que o utilizador vai ver todos os dias. O ecrã é um painel IPS de 14 polegadas com resolução 2880 × 1800 píxeis, formato 16:10, taxa de atualização de 90 Hz e cobertura de 100% sRGB.
Este conjunto é mais importante do que parece. O formato 16:10 dá mais espaço vertical para trabalhar, a resolução 2.8K melhora a nitidez do texto e os 90 Hz tornam a navegação mais fluida do que nos habituais painéis de 60 Hz. Não transforma o portátil numa máquina de gaming, mas melhora muito a sensação de utilização.
É também uma escolha inteligente da CHUWI. Em muitos portáteis de preço semelhante, ainda se encontram ecrãs corretos, mas pouco entusiasmantes. Aqui, a marca percebeu que um bom painel é uma daquelas coisas que se nota todos os dias. E quando se nota todos os dias, deixa de ser detalhe.
Sem rodeios:
O ecrã é provavelmente o argumento mais fácil de vender. IA local pode parecer abstrata para muitos utilizadores. Um painel 2.8K a 90 Hz percebe-se assim que se abre a tampa.
Intel Lunar Lake e IA local: aqui começa a parte séria
No centro deste portátil está o Intel Core Ultra 5 226V, um processador da família Lunar Lake, ou Intel Core Ultra Series 2. Tem 8 núcleos, 8 threads e frequência turbo até 4,5 GHz. Mais importante ainda, integra uma NPU Intel AI Boost capaz de atingir até 40 TOPS.
Este número não é apenas decoração para a ficha técnica. A Microsoft exige uma NPU acima de 40 TOPS para a categoria Copilot+ PC. Portanto, este CHUWI cumpre o requisito essencial para aceder às novas experiências de IA do Windows 11 pensadas para processamento local.
No total, juntando CPU, GPU e NPU, a Intel aponta para até 97 TOPS de desempenho em IA. Isto permite acelerar tarefas como pesquisa inteligente, legendagem em tempo real, criação assistida de imagens, efeitos de vídeo e outras funções que começam a depender menos da cloud e mais do hardware dentro do próprio computador.
Convém, no entanto, não exagerar. Nem tudo o que tem “AI” no nome passa a funcionar magicamente offline. Algumas funcionalidades dependem de atualizações do Windows, idioma, região e disponibilidade da própria Microsoft. O que este portátil garante é a base de hardware necessária. O resto vai amadurecendo com o ecossistema.
Copilot+ PC: mais do que uma tecla no teclado
O CoreBook Air 226V chega com Windows 11 Pro pré-instalado e suporte para experiências Copilot+ PC. A CHUWI destaca funcionalidades como Click to Do, Cocreator, Live Captions e pesquisa melhorada no Windows.
Na prática, isto significa que algumas tarefas podem ser tratadas diretamente no dispositivo, sem enviar constantemente tudo para servidores remotos. Para quem trabalha com documentos, reuniões, chamadas, conteúdos visuais ou pesquisa frequente, a diferença pode começar a sentir-se com o tempo.
O Cocreator, por exemplo, permite criar imagens no Paint com ajuda de IA. O Live Captions pode traduzir áudio em tempo real em cenários suportados. O Click to Do dá ações contextuais sobre texto e imagens no ecrã. São funções que, isoladamente, podem parecer pequenas. Juntas, começam a mudar a forma como se usa um portátil.
Gráficos Intel Arc 130V: não é gaming puro, mas já não é básico
A componente gráfica fica entregue à Intel Arc 130V. A CHUWI fala em desempenho até duas vezes superior ao das antigas Intel Iris Xe e suporte para ray tracing acelerado por hardware. Mais uma vez, é preciso ler isto com algum bom senso.
O CoreBook Air 226V não é um portátil para jogos AAA exigentes. Não foi feito para isso. No entanto, a GPU integrada já chega para multimédia, streaming, edição leve, tarefas criativas moderadas e alguns jogos menos pesados. Para uma máquina fina e leve, é um patamar mais interessante do que aquilo que muitos associam a gráficos integrados.
A presença de memória LPDDR5X a 8533 MT/s também ajuda, sobretudo porque esta geração tira partido da memória de elevada largura de banda integrada no pacote do processador.
RAM rápida, SSD expansível e duas Thunderbolt 4
A configuração anunciada traz 16 GB de memória LPDDR5X a 8533 MT/s. É memória rápida e eficiente, mas há uma consequência: está integrada no pacote e não deverá ser expansível. Quem comprar este portátil deve assumir que 16 GB será o limite para o ciclo de vida da máquina.
Já o armazenamento é mais simpático. O SSD de 512 GB usa interface PCIe e pode ser atualizado para uma unidade M.2 2280 com suporte PCIe 4.0 x4. Para quem guarda muitos ficheiros, trabalha com imagem ou simplesmente não quer viver em guerra com o espaço disponível, é uma boa notícia.
Nas ligações, a CHUWI não caiu na moda irritante de retirar portas só para parecer mais minimalista. Há duas Thunderbolt 4 com 40 Gbps, carregamento Power Delivery, saída de vídeo e compatibilidade com eGPU. Além disso, há três USB-A, HDMI 2.0, jack de áudio de 3,5 mm, Wi-Fi 6E e Bluetooth 5.3.
Ficha técnica essencial
| Modelo | CHUWI CoreBook Air 226V |
| Sistema operativo | Windows 11 Pro |
| Processador | Intel Core Ultra 5 226V, Lunar Lake |
| GPU | Intel Arc 130V |
| NPU | Intel AI Boost até 40 TOPS |
| IA total | Até 97 TOPS, combinando CPU, GPU e NPU |
| Ecrã | 14 polegadas IPS, 2.8K, 90 Hz, 16:10, 100% sRGB |
| Memória | 16 GB LPDDR5X 8533 MT/s |
| Armazenamento | 512 GB SSD PCIe, expansível |
| Bateria | 55 Wh, carregamento USB-C PD de 65 W |
| Peso | Cerca de 1,2 kg |
Autonomia: promessa boa, mas com o aviso habitual
A bateria tem 55 Wh e a marca anuncia até 15 horas de reprodução local de vídeo 1080p. O carregador USB-C PD de 65 W permite atingir 63% de carga em cerca de uma hora, segundo dados da CHUWI.
Estes números devem ser interpretados com cabeça fria. Reprodução local de vídeo não é o mesmo que um dia real com browser, Word, Excel, Teams, Wi-Fi, brilho elevado e meia dúzia de separadores que parecem consumir mais energia do que um aquecedor antigo.
Ainda assim, Lunar Lake foi desenhado precisamente para melhorar eficiência em portáteis finos. Portanto, a autonomia prometida não parece descabida. Falta perceber, em análise real, como se comporta com utilização mista, carga de trabalho constante, temperaturas e ruído.
Preço e disponibilidade
Na loja europeia da CHUWI, o CoreBook Air 226V aparece com preço de tabela de 999 € e campanha de lançamento a 799 €. Na loja global, o preço é de 799 dólares, com uma oferta limitada de 50 dólares aplicada no checkout, deixando o valor promocional em 749 dólares.
É um ponto importante. Para o mercado europeu, o valor seguro a comunicar é abaixo dos 800 €, salvo confirmação direta de desconto adicional no checkout. Mesmo assim, continua competitivo para um portátil Copilot+ PC com este ecrã, este peso e esta ficha técnica.
A CHUWI indica ainda que as pré-vendas já estão abertas e que os envios deverão arrancar por volta de 16 de junho de 2026, na loja global.
Vale a pena olhar para este CHUWI?
Sim, mas não pelas razões habituais. O CoreBook Air 226V não é apenas interessante porque é mais barato do que muitos rivais. É interessante porque tenta juntar três coisas difíceis no mesmo produto: mobilidade, ecrã de qualidade e hardware preparado para IA local.
Faz sentido se…
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Pense duas vezes se…
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Conclusão
O CHUWI CoreBook Air 226V é um dos lançamentos mais interessantes da marca precisamente porque não parece apenas mais uma aposta de baixo custo. Há aqui ambição. Ecrã 2.8K, Intel Lunar Lake, NPU de 40 TOPS, 97 TOPS combinados, Windows 11 Pro, chassis em alumínio, duas Thunderbolt 4 e peso de 1,2 kg formam um conjunto que merece atenção.
O maior desafio não está na ficha técnica. Está na confiança. Aos 799 €, a CHUWI já não está só a competir com marcas pequenas ou alternativas económicas. Está a entrar numa zona onde o utilizador começa a perguntar por suporte, garantia, assistência, qualidade de construção e reputação.
Mesmo assim, se o comportamento real acompanhar aquilo que a marca promete, este CoreBook Air 226V pode ser uma das formas mais acessíveis de entrar no universo Copilot+ PC com hardware Intel atual. E isso, num mercado onde a inteligência artificial começa a ser usada como desculpa para inflacionar preços, já é uma boa razão para parar o scroll.



























Para quê essa resolução num ecran de apenas 14 polegadas?
Um MBP 14 tem 3.5k e é bem útil.
Achas que portátil é só para ver YouTube?
sim
Nunca vão conseguir entrar no mercado adas marcas tradicionais enquanto não tiverem o idioma do teclado como opção na encomenda.
Eu pagava 1000€ só para não vir o Co-Pilot.