Durante mais de seis décadas de exploração espacial, os astronautas nunca tiveram acesso a um equipamento de raios X em órbita. Isso acaba de mudar. Vão ser possíveis as radiografias no espaço.
O crescimento exponencial dos exames médicos está a criar um problema cada vez maior para hospitais, centros de investigação e laboratórios: o armazenamento e processamento de enormes quantidades de dados. Mas isso poderá mudar, com uma tecnologia revolucionária capaz de comprimir dados de raios X em tempo real mais de 8.000 vezes.
Cientistas norte-americanos desenvolveram uma tecnologia inovadora capaz de transformar as tradicionais imagens de raios X a preto e branco em representações a cores. Batizada de CHXI MMT, esta técnica permite distinguir materiais e microestruturas com muito maior precisão, abrindo caminho a aplicações relevantes na medicina e na segurança.
Nos últimos anos, a tecnologia tem permitido conhecer determinados sons produzidos em Marte, no Sol e até durante as viagens espaciais. Sabemos mais sobre determinados ambientes através dos ruídos produzidos, do silvar dos ventos noutros mundos e conseguimos agora “ouvir” o som de um buraco negro a devorar uma estrela. As técnicas para a captação, por vezes, estão debaixo do nosso nariz, ou melhor, penduradas de nariz para baixo.
O som emitido por um buraco negro foi divulgado pelos cientistas do MIT, como parte de uma investigação sobre binários de raios X de baixa massa (e candidatos) para assinaturas de reverberação.
A cada passo são descobertos novos exoplanetas na nossa galáxia e outros elementos que até ali eram desconhecidos. Aliás, o primeiro exoplaneta foi detetado em 1992 e, desde aí, milhares de outros foram já analisados pelos cientistas. Assim, estes estimam que a Via Láctea conte com cerca de 40 mil milhões de mundos.
Apesar de se encontrar a uma distância absurda da Terra, uma equipa de cientistas diz ter encontrado o primeiro planeta fora da nossa galáxia.