Será que aguenta? Flappy Bird voltou para os dobráveis, mas pode trazer muitos problemas
Um clone de Flappy Bird foi criado para smartphones dobráveis com uma particularidade única. Usa a dobradiça como mecanismo de controlo, demonstrando um engenho técnico impressionante, mas também levantando preocupações sobre a durabilidade destes dispositivos. Será que os dobráveis aguentam o Foldy Bird?
Flappy Bird voltou para os smartphones dobráveis
Uma nova experiência trouxe o Flappy Bird de volta aos holofotes. Desta desta vez não é pela sua extrema dificuldade, mas pelo risco físico que representa para certos smartphones. Esta é uma nova versão do jogo, concebida especificamente para smartphones dobráveis, capaz de utilizar a dobradiça como principal mecanismo de controlo. O resultado pode ser tão engenhoso quanto preocupante.
O projeto, chamado Foldy Bird, é um jogo online criado pelo programador @rebane2001. Ao contrário do clássico original, o simples toque no ecrã não é suficiente para manter o pássaro no ar. Os jogadores têm de abrir e fechar ligeiramente os seus smartphones dobráveis bem caros, como se estivessem a bater as asas.
Quanto mais rápido a dobradiça se mover, mais alto o personagem voará. É uma ideia divertida e até intuitiva, mas levanta sérias preocupações quando implementada em dispositivos como o Galaxy Z Fold ou o Pixel Fold. Será que não está a criar demasiada utilização e tensão neste elemento tão frágil e muitas vezes pouco duradouro.
i made a flappy bird clone that uses your folding phone as the controller pic.twitter.com/e0HHnLcx7T
— Rebane (@rebane2001) January 2, 2026
Foldy Bird pode na verdade trazer muitos problemas
Com Foldy Bird, o programador leva as coisas um passo mais longe, transformando um componente mecânico fundamental num controlo improvisado. O jogo utiliza com precisão os sensores de ângulo e movimento, normalmente reservados para funcionalidades como o Modo Flex ou a ativação automática do ecrã.
O problema surge quando se considera a durabilidade. Embora os fabricantes afirmem que as dobradiças são concebidas para centenas de milhares de dobras, estes testes são realizados sob condições controladas e repetitivas. Não têm nada a ver com os movimentos bruscos e irregulares de alguém que tenta bater o seu próprio recorde.
Na prática, esta nova versão de Flappy Bird pode tornar-se um teste de stress constante para a dobradiça e a película protetora interna do ecrã. Considerando o quão caros são estes dispositivos, com preços próximos dos 2.000€, é evidente que sacrificar a durabilidade de uma dobradiça para jogar um jogo como este não parece aconselhável.




















