A pressa é inimiga da perfeição? Nothing opta por não lançar novo topo de gama em 2026
Contrariando o calendário a que a indústria nos habituou, a Nothing decidiu que não irá lançar um novo topo de gama, em 2026. O fundador e diretor-executivo da empresa sediada em Londres, explicou o motivo.
A Nothing confirmou que não irá lançar um novo smartphone topo de gama, em 2026, mantendo o Phone 3 como o seu dispositivo de topo ao longo de todo o ano.
Segundo Carl Pei, fundador e diretor-executivo da empresa, esta não acredita em renovações anuais de flagships, a menos que exista uma melhoria significativa para os utilizadores.
Por isso, a empresa sediada em Londres vai optar, este ano, por dar prioridade à qualidade do produto a longo prazo, em vez de acompanhar o ritmo dos concorrentes.
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— Nothing (@nothing) January 29, 2026
Especificamente, Carl Pei afirmou, conforme citado, que a Nothing está a entrar na "fase dois", na qual o foco passa por escalar os produtos existentes, aperfeiçoar as operações internas e reforçar a marca, em vez de perseguir ciclos de lançamentos agressivos.
Além disso, reconheceu o aumento dos custos em toda a indústria dos smartphones, sinalizando uma abordagem mais cautelosa e sustentável ao crescimento futuro.

Carl Pei, fundador e diretor-executivo da Nothing. Crédito: Shintaro Yoshimatsu/WIRED
Mesmo sem topo de gama, 2026 trará o Nothing Phone 4a
Apesar de saltar a atualização do flagship, a Nothing planeia renovar a sua gama média com o próximo Nothing Phone 4a.
Segundo Pei, o novo modelo trará melhorias visíveis no design, nos materiais, no ecrã, no desempenho da câmara e na velocidade, juntamente com opções de cores mais experimentais.
O Phone 4a já surgiu em listas de certificação, apontando para um lançamento ainda este ano.
Empresa não ficará parada!
Entretanto, os produtos de áudio terão um papel mais importante na estratégia de crescimento da Nothing, em 2026, após o forte desempenho dos Headphone 1.
Segundo o fundador da empresa, os auriculares over ear superaram as expectativas internas e ganharam vários prémios da indústria, levando a empresa a tratar o áudio como uma categoria central daqui para a frente.
Relativamente ao software, a Nothing está a desenvolver o Nothing OS 4.0 e as "Essential apps", uma funcionalidade baseada em Inteligência Artificial (IA) que permite aos utilizadores criar aplicações e widgets através de linguagem natural, atualmente em testes.
Indo ao encontro do que já havia sido sinalizado por outros nomes da indústria, Pei alertou que os preços dos smartphones deverão aumentar devido aos custos mais elevados dos componentes, especialmente da RAM e do armazenamento, impulsionados pela procura dos centros de dados de IA.

























A nothing ja percebeu que nao tem hipoteses, até pode lancar 10 cameras que toda a gente continua a comprar samsung e apple, ele proprio tem mac e iphone. Existe Apple e Samsung e depois existe o resto…..as marcas chinocas todas juntas nem vendem mais que um pixel no ocidente.
O problema passa um pouco por ai, o foco na camera é um dos pontos vitais de decisão para muitos utilizadores, depois vem o respectivo hardware e software…
Mas eu já tenho o Nothing OS 4.0…