OpenAI planeia lançar uma rede social. E poderá exigir dados biométricos
A OpenAI parece estar a expandir os seus horizontes para além dos chatbots, explorando o desenvolvimento de uma rede social onde a identidade humana é validada através de dados biométricos.
O conceito por trás da nova rede social da OpenAI
Os rumores sobre o interesse da OpenAI em criar uma rede social ganharam uma nova e controversa dimensão. Segundo um relatório recente da Forbes, a tecnológica liderada por Sam Altman está a equacionar a implementação de sistemas de verificação biométrica para combater a proliferação de contas automatizadas e bots.
Na prática, isto significa que o acesso à plataforma poderia exigir a leitura da íris ou o reconhecimento facial através do Face ID.
Ainda que aplicações como a Sora 2 já apresentem funcionalidades que remetem para o universo das redes sociais - como feeds de conteúdo e ferramentas de edição que recordam o TikTok -, o objetivo da OpenAI parece ser mais ambicioso. A empresa pretende estabelecer um ecossistema focado na partilha de conteúdos gerados por inteligência artificial (IA).
As primeiras informações sugerem que esta rede social poderá ter uma estrutura inspirada no X (antigo Twitter), apresentando um fluxo constante de imagens, vídeos e textos. A grande diferença residiria na integração profunda do ChatGPT nas conversas, permitindo que o assistente virtual participasse ativamente para esclarecer dúvidas ou enriquecer o diálogo, de forma semelhante ao que a rede social X faz com o Grok.
Contudo, para garantir que o ambiente seja frequentado exclusivamente por pessoas reais, a OpenAI considera adotar métodos de validação física. O uso do World Orb - o dispositivo esférico capaz de digitalizar a íris humana - é uma das possibilidades em cima da mesa, assegurando que cada conta está vinculada a um indivíduo único e verificável.
Os riscos de privacidade e segurança dos dados
Esta proposta já começou a suscitar preocupações graves entre especialistas em cibersegurança e defensores da privacidade. Ao contrário de uma palavra-passe, os dados biométricos, como a íris ou as impressões digitais, são imutáveis. Se a OpenAI for alvo de uma intrusão ou se ocorrer uma fuga de informação, as consequências para os utilizadores seriam irreversíveis.
Adicionalmente, importa recordar que a OpenAI é uma entidade sediada nos Estados Unidos da América, estando sujeita à legislação desse país. Mesmo com a necessidade de cumprir o RGPD no espaço europeu, a centralização de mapas biométricos únicos levanta receios sobre a possibilidade de regimes governamentais utilizarem estas informações para fins de vigilância ou controlo social em larga escala.
Para além do combate aos bots, existe um motivo para esta exigência de verificação: a necessidade de dados de alta qualidade. Atualmente, a IA enfrenta o risco de ser treinada com conteúdos produzidos por outras IA, o que pode levar à degradação dos modelos. Ao criar uma rede social composta exclusivamente por humanos, a OpenAI garante o acesso a um fluxo constante de dados autênticos.
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Já não lhes chegou a péssima experiencia e negacao do Worlcoin e agoara vem com esta?
Só cai quem for maluco.
Este artista, não aprende.