PSP alerta para nova variante da burla do falso acidente
As autoridades estão a alertar para uma nova burla que tem vindo a ganhar expressão em Portugal e que já provocou prejuízos superiores a 200 mil euros no último mês.
O esquema tem como principais alvos condutores idosos, sobretudo pessoas entre os 70 e os 90 anos que circulam sozinhas.
Segundo o alerta, foram registadas mais de 50 ocorrências, com especial incidência na região de Lisboa.
Como funciona esta burla?
O esquema começa com um alegado toque entre dois veículos, provocado ou simulado pelos burlões. De imediato, os suspeitos abordam a vítima de forma agressiva, responsabilizando-a pelo acidente e criando um ambiente de pressão e ansiedade.
Para evitar o recurso ao seguro, propõem resolver a situação no local através de um pagamento imediato, normalmente de um valor relativamente reduzido. Para isso, apresentam um terminal de pagamento automático (TPA).
É neste momento que ocorre a fraude. A vítima introduz o código PIN sob o olhar do burlão e, aproveitando um momento de distração, o suspeito troca rapidamente o cartão bancário por outro semelhante. Na posse do cartão original e conhecendo o respetivo PIN, os criminosos deslocam-se de imediato a caixas Multibanco para efetuar levantamentos de elevado valor.
Como se proteger desta fraude?
Perante este tipo de situação, as autoridades deixam várias recomendações importantes:
- Nunca entregue o seu cartão bancário a pessoas desconhecidas.
- Não ceda a pressões para efetuar pagamentos imediatos após um acidente.
- Caso suspeite de uma tentativa de burla, contacte de imediato a PSP.
- Sempre que possível, procure memorizar informações relevantes sobre os suspeitos, como a matrícula do veículo, características físicas ou outros elementos que possam ajudar na investigação.
- Proteja os mais idosos
As autoridades alertam ainda que este esquema criminoso está especialmente direcionado para pessoas idosas, que podem sentir maior dificuldade em lidar com situações de pressão.
Assim, é importante partilhar este tipo de informação com familiares e amigos, sobretudo pais e avós, ajudando-os a reconhecer este método de atuação e a evitar tornarem-se vítimas desta fraude.





















Cheiro a ciganada que até empesta.
Ouvi dizer que fazem esta manobra tb em parques de centros comerciais.
Regra de ouro é, chamar a polícia ao local de imediato.
Quem decide quem é o culpado é o seguro e mais ninguém.
Vão logo embora.
Não entendo como estas burlas funcionam. Um gajo saca dum TPA do bolso e acham normal? Sim vou passar o meu cartão de crédito lá? Pressão ou não isso é tão suspeito que ninguém devia acreditar no burlão.
Quem nada de TPA nas carrinhas? Quem faz feiras?
Há os nómadas artesanais e, no meio desses, há alguns digitais…
Quem anda
Pessoas de 70 a 90 anos. Mas a empatia anda pelas ruas da amargura e portanto este tipo de comentários é mais do que expectável do tuga.
Literalmente. Não existe empatia nenhuma para com os mais vulneráveis nesse tipo de situações. Só cinismo. Triste país.
Na via rápida em Almada era mato. Mas o que eu gamo é sacarem de um TPA. Por isso a malta anda com um TPA todos os dias
Mais vale sacarem de um TPA do que de uma arma…digo eu.
Só estive envolvido num acidente uma única vez. Apesar de o outro interveniente ser claramente o culpado, eu nem lhe perguntei se ele assumia a responsabilidade ou não. Imediatamente informei-o que queria a polícia no local para apresentar o relatório à seguradora. Enfiaram na cabeça das pessoas a prática das declarações amigáveis, e depois o mexilhão é que sofre. No meu caso, vim a saber mais tarde que a versão do causador do acidente tinha sido algo do gènero: parou no stop, arrancou, e quando arrancou apareci eu e atravessei-me À sua frente. Há gente sem escrúpulos que não valem nada, como não vale nada uma declaração amigável.
Os lelos inventam sempre um esquema.
É chamar sempre a polícia, e deixem-se de “declarações amigáveis”, e muito menos de sacar de cartões bancários para pagar seja o que for. E se o tipo estiver a fazer alarido, acrescentem “ameaça” e “coação” às acusações, que o alarido é só fumaça
E quando o alarido deixa de ser só fumaça, é passar com o carro por cima.