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E se carregar um carro elétrico demorasse tanto como abastecer um carro a gasóleo?

                                    
                                

Autor: Maria Inês Coelho


  1. Paulo says:

    É da maneira que começam a arder mais depressa…

    • Vítor M. says:

      Não, isso cada vez mais faz parte do passado 😉 até já deixou de ser argumentos dos “haters”. Se usares um Tesla e carregares nos superchargers mais modernos, em mil quilómetros gastas mais uma hora que nos térmicos e gastas menos 100 euros (no mínimo). 😉

      • Vagueante says:

        Qual o preço do carregamento nos Supercharger da Tesla?
        Antigamente era grátis. O preço é mais competitivo do que os actuais carregadores super rápidos que só por utilizar custa mais do que o caregamento em si?

        • Vítor M. says:

          Para quem tem Tesla, o preço é muito mais em conta. E se em 1000 km poupares 100 euros… é obra!

          • Mariana says:

            O que é obra é alguém continuar a defender isto.
            Demorar uma hora extra a carregar e para poupar 1 euros por 10 kms!!
            E faltou referir a duração do carro, que se durar 10 anos vai ser a sorte grande…. O futuro não é o EV!

          • Vítor M. says:

            Um euro por quilómetro é excelente. E a durabilidade dos carros elétricos tende a aumentar. Como é normal, o mesmo aconteceu nos térmicos.

            Contas rápidas. Alguém que faça por ano 20 mil quilómetros poupa pelo menos 2 mil euros.

            Em 200 mil quilómetros poderá poupar 20 mil euros. Se ao valor do carro, em grosso modo, subtraíres 20 mil euros, então a longevidade poderá ser muito mais, com a facilidade de nova aquisição. Isto em contas por alto, claro.

            Agora, se os VÊ serão o futuro… não sei, mas que estão nem lançadas, isso estão.

            E em 2024 com elétricos de gama média a 25 mil euros, com autonomia para 500 km, então começam a ficar mesmo enraizados no consumo.

            Será que haverá alternativa tão bem preparada?

          • Yamahia says:

            Não poupas. Só em casa é q poupas.
            Continhas para este canto da mesa sff

          • Vítor M. says:

            Não poupas? Então não? Custo que poucas. Em 1000 km percorridos poupas e bem. Aliás, tens essa informação num tweet no artigo.

            Além disso, poupas noutros pontos, como em estacionamento, poupas em manutenções, poupas em vários parâmetros.

            E com a chegada dos V4, carregar será mais rápido, atenuando a ansiedade do tempo gasto e da ocupação dos pontos de carregamento.

          • Vagueante says:

            Qualquer poupança é optima, certo, mas não consigo ver como se pode poupar 100 euros em 1000km. No Classe A Diesel gasto menos do que isso para fazer 1000Kms, já sei que é de outra gama, mas um Bmw seri 3 provavelmente faz os 1000Km com 1000€. para os carregadores Tesla se mantiverem os 0.56€KW (vossa noticia do ano passado com Diesel a 1.9), não poupa isso de certeza, a diferença por 100Km será de 1 ou 2 euros por 100Km (12/15 euros para os 1000km). Se adicionarmos a manutenção, isuc etc, nesse caso as contas serão diferentes. Mas teria que se ver as viaturas esp+ecíficas e respectivos custos de revisões, etc.

          • Realista says:

            Vagueante, fiz 1100km e consumi 116kW no meu carro… assumindo uma perda de eficiência de 15% a transformar AC para DC significa que consumi 133kW da rede elétrica…

            Se usar o tarifário simples da EDP a €0.16/kW dá cerca de €25 já com iva. Mas eu não pago isso de luz, estou a usar um cenário normal porque eu pago menos… bem menos.

          • Yamahia says:

            Eu para 1000 kms gasto 90€. (1,5€/l) 60 litros até à reserva
            Se for a pastar (a variar entre ~90-100-110-120kms/h) faço mais de 1300 kms
            Portanto 90€ (se juntar os descontos do Pingo Doce são 72,00€) só por si é abaixo de 100€

            Depois os custos de Tesla superchargers é 0,41/kWh.. Um tesla em AE consome ~20 kWh/100 portanto para 1000 kms gasta 82€ e poupa 8€ em relação à GALP/Continente mas é mais caro 10€ em relação à BP/Pingo Doce.

            Depois para ir a um supercharger tem que abortar a viagem AE, apanhar umas secundárias ~7 kms ir e voltar, sujeito a levar seca principalmente no verão, recarregar em “very low speed” (30 mins é para encantar os crentes), fazer TT…
            Vale a poupança de 8€? Cada um sabe de si. A mim nem que me pagassem.

            Seguem uns testemunhos de quem anda nesse calvário:
            “Pedro Graça
            Local Guide · 100 críticas
            há 8 meses
            Espaço circundante devia ser colocado piso e não terra batida com buracos.
            Número de postos poderá ser curto para dias de muito afluência.”

            “Nick Edwards
            Local Guide · 217 críticas
            há 7 meses
            Busy busy busy, with lots of cars waiting and slow charge speeds this was really poor.
            Even worse there are 4 stalls that haven’t been finished, been like this for at least a year.”

          • Vítor M. says:

            Não é só isso, tens um ganho maior. Já para não falar no preço das manutenções. Mas, lá está, com os preços dos elétricos a baixar, verás que essa diferença se torna ainda maior. Agora, dás alguns exemplos que são importantes, poucos carregadores, os que existem sempre lotados e muitos são tão caros como o litro de combustível. Nisso tens razão e é onde tem de evoluir. E vai evoluir. Já se notam os preços a cair e com carros a vinte e poucos mil euros, verás que facilmente as pessoas vão trocar. resta depois ver as infraestruturas. Que em Portugal é outro problema contra os elétricos.

          • Há cada gajo says:

            Ò Vitor, e quantos dois mil euros temos de gastar para comprar um carro eléctrico com caraterísticas iguais ao atual carro a combustão ? O que é que poupa afinal ??

          • Vítor M. says:

            É uma boa questão. Mas na verdade hoje, um elétrico, começa a ter paridade no preço, e com os preços a cair, mais rápido vamos ver isso. Claro que se me disseres “mas para eu ter um elétrico que tenha autonomia para 800 km como eu tenho no meu a diesel, não é barato”. É verdade, mas será que esse é o ponto de comparação que deve ser utilizado? Se for, arrumamos já aqui a conversa, tens toda a razão. Mas se não for, e eu acredito que não é, então cada vez os elétricos estão mais em conta.

            (constas de mesa de café, atenção) Por exemplo, se a cada mil quilómetros poupares 100 euros, e se em 10 anos fizeres 200 mil quilómetros, então poupas 20 mil euros. Se nas manutenções poupares nesses mesmos 200 mil km 5 mil euros, então ao preço dos 60 mil euros, tens já 25 mil a subtrair. E com 60 mil euros, já compras um bom elétrico, que tenha uma excelente autonomia, conforte e qualidade. E no fim dos 10 anos fica-te por metade do preço, basicamente.

            Mas e se não tiver 60 mil para gastar? Dirás tu. Pois, é onde ainda o mercado tem pouca oferta. E é onde carros de 500 km de autonomia a 25, 30 mil euros fazem falta. É onde o assunto elétricos ainda está por resolver (por isso florescem e bem, os híbridos).

            Além disso, é crucial haver locais de acesso para recargas. Nos meios urbanos, onde os prédio dominam, tem de haver forma das pessoas recarregarem. Ou os elétricos não vão vingar tão cedo. Mas se resolverem este problema, então os elétricos vão ser como os telemóveis, bons, baratos e para todos os gostos.

          • JL says:

            @Yamahia se não dá para si, porque está tão preocupado ?

          • JL says:

            Ena, criticas com 7 e 8 meses, uauuu…:D

          • Yamahia says:

            Qual o problema críticas com 7 ou 8 meses?
            Reparou que fiz referência ao Verão, ou não? Portanto espelham a realidade do periodo em questão,
            Deixe lá passar mais uns 3 ou 4 mesitos que já deverão aparecer criticas referentes ao Verão de 2023. Sempre quero ver looloolool

            E…quem? preocupado eu? Nãã. Estaria preocupando era se tivesse que usar uma geringonça dessas para ir passar um fds a Almeria em pleno Agosto. Suspeito que era chegar e voltar ahah

          • Vítor M. says:

            havemos de voltar a falar 😉 quando mudares de ideias… e vais mudar 😉

          • JL says:

            Não entendi, está preocupado porque não tem?

            Mas porque não diz a verdade ?

            Almeria, lol.

    • Realista says:

      Até parece que os carros a combustão não ardiam antes de existir os carros elétricos e nem ardem agora.

      Ainda o ano passado a BMW começou a recolher mais 1 milhão de veículos em todo o mundo, referentes aos anos de 2006 a 2013 porque possuem um risco acrescido de incêndio:

      https://www.reuters.com/business/autos-transportation/bmw-recalling-917000-us-vehicles-over-engine-fire-concerns-2022-03-09/

      Isto porque em eles andavam a arder e não sabiam o que se passava:

      https://www.theguardian.com/money/2019/nov/16/how-can-my-bmw-burst-into-flames-despite-regular-servicing

    • JL says:

      Atualmente 38 cêntimos das 21h da noite ás 18h da tarde, e 42 cêntimos das 18h da tarde às 21h da noite.

      • Kush says:

        Isto e cada comentário de quem não pesca nada de EV, carregar nos postos rápidos e mais caro que um disel, para um EV ser econômico quem que carregar em CASA, nos postos da mobi.e e super caro, acima dos 22kwh.

        Mas em que planeta vivem?

        • Kush says:

          E para andar na autoestrada a 120, 130kmh nem imaginam as médias altas que 80 por cento dos EV consome, acima dos 90 kmh os consumos ficam demasiado alto. Elétricos e para as ilhas e quem não sai das cidades.

          Abraços

  2. Nuno José Almeida says:

    Par mim, 99,5% dos vezes demora 10 segundos. O tempo que demora a ligar o cabo. Depois vou trabalhar, dormir etc e está sempre a 100%. Só quando faço viagens grandes preciso de ficar à espera e sou o tempo necessário para chegar ao destino e mais uma vez, 10 segundos para ligar o cabo.

    • Miguel says:

      Já tive um Tesla Model S, mas desisti precisamente por causa dos tempos de carregamento. Tinha autonomia efetiva de cerca de 400 e poucos quilómetros (já bastante aceitável), mas para carregar era um martírio, especialmente em viagem. Se o carregamento de 10-20% até 80-90% demorar 10-15 minutos poderei voltar a equacionar.

      • Realista says:

        Neste momento, para quem tenha que recorrer frequentemente ao veículo para fazer viagens longas, um EV ainda não pode ser uma realidade mesmo que aumentem o número de pontos de carga, isto porque se se perder 2hora em carregamentos, acaba-se por perder muito tempo durante o dia.

        Por exemplo, uma viagem Lisboa-Porto-Lisboa no mesmo dia, adicionaria 2 horas em carregamentos para além aos tempos de viagem, o que ocuparia uma parte significativa do dia! (Essas duas horas davam numa viagem de trabalho para visitar mais dois clientes, por exemplo). No entanto para uma viagem Lisboa-Porto e voltar a Lisboa apenas no dia seguinte daria perfeitamente, então deixando a carregar durante a noite melhor ainda.

        A verdade é que a utilização intensiva os EV’s ainda não respondem a essas necessidades, nem há discussão possível…

    • Yamahia says:

      @ Nuno José Almeidaes mais um que anda à volta do quarteirão do teu bairro eheh

  3. Pedro says:

    Só desinformação. Tens aqui um fact check. Começa a pensar pela tua cabecinha que é para isso que ela serve.

    https://belux.edmo.eu/fact-check-do-electric-cars-catch-fire-more-often-than-combustion-engine-cars/

  4. mojorisin says:

    esta a chegar a eletricidade em pó ou em liquido, aí é que vai ser rápido

  5. B@rão Vermelho says:

    A mim também não me incomoda muito o tempo de carregamento, a minha utilização vai ser casa trabalho e visitar a família aos fins de semana e idas aos supermercados, não faço ferias em Portugal, acredito que para muita gente possa ser um problema, mas verdade têm de ser dita, quantos dias da semana temos de fazer 400Kl por dia?

    • Yamahia says:

      As que tiveres que fazer.
      Quando não as puderes fazer é que vais dar valor.
      Por ex. teres o carro a 10% e ao chegar a casa a tua mulher ter de ir de urgência para o hospital. Ja foste.

      • Vítor M. says:

        Se 10% significar uma autonomia de 50 quilómetros e o hospital for a 15 ou a 20, ainda podes ter no parque do hospital um carregador (ou num super mercado, ou num restaurante, ou no McDonald’s, ou no estacionamento publico da câmara municipal, então estás safo. Pior é quando chegas a casa com o carro na reserva, para menos de 20 quilómetros, e não tens uma bomba aberta porque já passou da meia noite. E cada vez tens mais bombas que a essa hora nem serviço multibanco têm a funcionar. Portanto, situações no limite, acontecem em todos os casos. Dou-te um exemplo, estava a ensaiar o Polestar e cheguei a casa com 15% de bateria. Precisava de ir entregar umas coisas importantes nesse mesmo momento, fui onde tinha de ir, mas antes do ponto de chegada, 300 metros, tinha um LIDL. Coloquei a carregar, fiz os 300 metros a pé e quando voltei, uns 40 mn depois, estava com power para rolar mais umas centenas de quilómetros. A bomba de gasolina mais perto, só abri às 6 ou 7 da manhã desse dia.

        • Yamahia says:

          Por acaso a RES do meu carro dá para 200 kms (10 Lts diesel) e o outro dá para 120 (7 lts gasolina) Nunca ando na reserva por isso estava naturalmente safo.

          Por acaso aqui os postos (os que frequento 4 BP’s e 1 GALP) são todos 24/24. Mas sim, há uns mais pequenos que fecham à noite/madrugada.

      • Toni da Adega says:

        Nenhum carro serve para 100% das situações. Compra-se um carro a pensar na utilização diária.
        Se formos ter em conta as excepções então não existe nenhum que sirva

      • JL says:

        Certo, e ela pode querer ir a uma urgência no Porto, morando em Lisboa.

        Eu estou a pensar comprar uma retroescavadora, é que algum dia posso precisar de fazer um buraco no quintal. Se souber de alguma diga.

  6. Carlos Braga says:

    Muito bem, espero que continuem a melhorar os tempos de abastecimento. Infelizmente não tenho carro eletrico porque o meu estilo de vida/condução não me permite ter, vivo a 160km do meu principal local de trabalho e no minimo tenho que fazer uma viagem de 800 km por semana… E sorry a vida é curta e não vou gastar 100 000€ para ir a poupar bateria no tunel de vento de um camião. Por enquanto comprar um carro eletrico é um retrocesso civilizacional para mim.. Qto ao clima mandem persevativos para Africa e Asia que as emissões descem logo…

    • Naodouonome says:

      Então Um carro com autonomia de 400km chegava.

      • Carlos Braga says:

        Infelizmente não dá já experimentei, olhe que não tenho nada contra os carros eletricos, pelo contrário poderia poupar milhares de € ano. Já testei os seguintes carros Tesla S, Mercedes EQS, Mercedes EQE, entre outros, o meu problema é que + parte em autoestrada e uma condução agressiva. Com Tesla quando fiz o teste drive a serio tive que chamar o reboque quando estava a 45km de Bragança na A4… Gosto muito da tecnologia da Tesla e só não o comprei por causa deste problema…+/- 250 km foi o melhor que consegui ao meu ritmo. Tenho que esperar por novos desenvolvimentos das baterias….

    • Danyyel says:

      Concordo com tudo

    • JL says:

      Compre um de 45 mil.

    • Ban says:

      O problema está mesmo aí, somos demasiados para o planeta, esgotamos os recursos todos…

  7. Rui says:

    Para mim já é bem mais rápido, é chegar a casa e ligar uma tomada demora 10 segundos

  8. Realista says:

    Só que com €100.000 compras dois automóveis:

    – Um EV para fazeres 400km por dia;
    – Um VCI para fazeres 800km no dia;
    – E ainda sobra para pagares o seguro, IUC, revisões, gasóleo, eletricidade, e ires de férias em agosto durante muitos anos…

    O teu comentário não faz sentido.

  9. Tás says:

    Porque se fala em abastecer gasóleo e não de combustível em geral? Há algum problema com a gasolina, gás ou outros combustíveis?

  10. B@rão Vermelho says:

    Acho outra boa medida a ser adotada neste âmbito, era tomadas/fichas ser uniformizadas, em frente ao meu trabalho há um posto de carregamento rápido e a rua é de sentido único e os Tesla por exemplo têm de vir em sentido contrário para poder carregar.

  11. Bernardo duro says:

    Um conselho se forem mecânicos ou a reforma está perto ou voltem à escola o futuro para já são caros elétricos escutam de vir com desculpas para os comentários

  12. Tiago says:

    Carrinhos de choque tipo aqueles que tem nas feiras populares.

  13. Danyyel says:

    Os elétricos como os conhecemos não vão vingar, pelo simples facto de ao fim de contas serem mais poluentes na sua construção e reciclagem em fim de vida, para não falar que ainda usamos muita eletricidade produzida via combustível.

    Acredito sim, que os carros a hidrogénio podem vingar, mas parece estar a haver alguma resistência a entrada deste tipo de carro

    • Raquel Rebelo says:

      Exacto. Por agora o futuro será igual ao passado, mas uma alternativa surgirá que será o futuro.
      EV serão apenas uma recordação de uma estupidez que alguns acreditavam ser o futuro.

    • JL says:

      Então mas não acredita nos que poluem menos e já acredita nos que poluem mais como os a hidrogénio.

      Já agora, os a hidrogénio só consomem 4 a 5x mais para fazer o mesmo, e sim, também poluem mais.

      Não há resistência nenhuma, não são tão funcionais como os eléctricos comuns, além disso gastar 3x que aquilo que se gastava com combustíveis convencionais, não leva a ter muitos adeptos, para depois ter um carro que é electrico na mesma, mas só abastece em postos caros, pouco funcionais e escassos, e extremamente caros.

  14. Manuel Cruz says:

    Isso é tudo muito bonito, mas é preciso que a a rede elétrica suporte a massificação desses carregadores.

    • Vítor M. says:

      Bem verdade. E esse é um dos problemas, a alimentação. Contudo, e como temos visto, os países estão a ter políticas muito mais otimizadas e melhor pensadas para captar e produzir energias. A energia solar é cada vez mais usada, não tarda e em todas as novas casas será obrigatório ter x quantidade de painéis solares.

      Depois, com esta possibilidade de gerar energia e ser “autossuficiente”, os municípios começam a ver que podem eles próprios produzir a sua eletricidade e vêm isso como uma oportunidade de receita. Isso fará crescer o investimento, que por sua vez trará mais fontes de energia.

      Depois, e os tempos de seca mostraram-nos isso, é preciso gerir melhor a água. Então, podemos usar a energia gerada pelo vento para bombear a água de baixo para cima, produzindo mais energia hídrica. E passamos a ter um sistema de produção de energia “quase infinita”, apesar de lenta.

      Mais ainda, explorar a força das marés: https://bit.ly/3JEwpYI nunca houve tanto investimento neste tipo de energia. Depois, a questão de haver um consumo de energia mais otimizado,carros a gastar menos com a mesma produtividade, edifícios com melhor isolamento térmico, soluções de iluminação pública mais eficientes, e outros métodos que ajudem a poupar energia.

      Tudo isto parece-me, atenção, parece-me, que são ótimos exemplos basilares para massificar isso que referes, os pontos de carregamento e energia disponível. Mas levantaste a questão que atualmente ainda está por resolver.

      • Manuel Cruz says:

        Várias pontos todos eles interessantes, sem dúvida.

        A questão aqui é potência necessária, armazenamento e capacidade da infraestrutura, nomeadamente redes de transporte e distribuição. Estamos a falar de equipamentos que necessitam de grande potência para funcionar e essa potência tem de ser garantida 24h/7, salvo situações extremas. Não é propriamente uma instalação residencial em que a instalação está dimensionada para uma potência de pico, mas muito raramente se atinge esse pico porque as cargas ligadas quase nunca estão a funcionar à potência máxima.

        Energias renováveis são parte da solução sem dúvida, mas até que descubram alguma tecnologia “fantástica” no que ao armazenamento diz respeito nunca serão solução isolada, uma vez que estamos a falar de produção intermitente, é inviável ter a rede eléctrica totalmente suportada em produção desse tipo.

        Diria que para Portugal era fantástico se a tecnologia das baterias de sódio maturasse o suficiente e se tornasse um padrão ( era o 2 em 1, dessalinizar água para consumo e aproveitar sódio para produzir baterias).

        No imediato e uma vez que na europa se insiste em colocar a carroça à frente dos bois, só vejo uma solução, apostar no nuclear, caso contrário corremos o risco de mais tarde ou mais cedo ter apagões com alguma frequência e/ou a necessidade de cada vez mais realizar deslastres temporários para aguentar o sistema.

        Relativamente à obrigação dos painéis solares nas habitações novas, mais uma vez, é necessário ( no caso de os excedentes serem elevados), ter atenção á capacidade das redes de distribuição e transporte, a capacidade das mesmas não é infinita.

        • JL says:

          A tecnologia já existe e já é usada, chamam-se redes inteligentes.

          A europa não está a meter a carroça à frente dos bois, está a escolher o meio mais rápido e sustentável de fazer uma transição, e para isso é preciso definir datas, tudo bem que sabemos que dificilmente serão cumpridas a tempo, mas esse é o meio para que a tecnologia também evolua.

          • Manuel Cruz says:

            JL, redes inteligentes são muito úteis para controlar produção e consumo em tempo real, mas se não tiveres produção suficiente para as necessidades de consumo ou se a infraestrutura não tiver capacidade para injectares toda essa produção…

          • JL says:

            Se não houver produção, não há consumo, logo existe procura, procura faz disparar os preços e a oferta cresce.

            Tão simples e natural como a sua sede.

          • Manuel Cruz says:

            Haver consumo há, só que é restringido pela produção. O que se passa na questão da electricidade é que se está a aumentar a carga na rede (consumo, ou eventuais necessidades de consumo, atendendo que as cargas podem não estar sempre a consumir ou a consumir á potência máxima), sem atender à capacidade das redes e de produção existente.

            Se assim continuar a breve trecho chegará o dia em que teremos apagões ou terão de impor restrições, nomeadamente serão deslastres frequentes de determinadas cargas
            .
            Dependemos, em certas alturas do ano, excessivamente das interligações com o exterior para importação de electricidade, e essas interligações são bastante limitadas, precisamos de maior capacidade de produção instalada ao nível de base load, e as renováveis com todas as virtudes que têm, por enquanto não são solução nesse aspecto.

          • JL says:

            Exato, é mesmo para isso que servem as redes inteligentes e é por isso que os protocolos carga dos veículos obedecem a especificações de carga da rede e permitem gerenciamento de potências disponíveis.

            Já existem instalações que funcionam balanceamento de carga, quem gere a potência de carga da rede nao sao os carros, mas sim os dispositivos de carga ou dispositivos de fornecimento de energia aos veículos.

            São alguns desafios que vamos enfrentar, no entanto tambem se criam oportunidades de negócio.

        • Yamahia says:

          @Manuel Cruz como deverá ser do seu conhecimento, já existe solução para o armazenamento dessa energia intermitente. Chama-se H2!

          • JL says:

            Isso não é armazenamento, é desperdício, também mete 100 euros dinheiro no banco para depois tirar de lá 20 ?

            A solução já existe sim, chama-se V2G, V2H, barragens, armazenamento em baterias, entre muitos outros, que fazem a eficiência subir de 20% para mais de 50%.

          • yamahia says:

            Lá vem VC com as baterias. Ainda não reparou que isso é a pior praga para o ambiente?

          • JL says:

            Então e não reparou que o hidrogénio é igual ?
            Aliás, até é pior, porque a duração é bem inferior.

            Sabe quantas vezes os submarinos aip já trocaram de pilhas de combustível ? E de baterias ?

            Mas se as tiver aí a mais a dar cabo do ambiente diga.

            Portanto algo que consegue ter uma eficiência cima de 90% é mau para o ambiente, algo que tem eficiência de 20% já é bom para o ambiente.

            Você deve é ter uma cota nalguma empresa que as produz, só pode.

          • Manuel Cruz says:

            H2 neste momento não é solução, pelo menos para países como Portugal que volta não volta se debatem com restrições à quantidade de água existente para consumo. Além do mais estamos a falar de um processo que por cada unidade de H2 produzida gasta 5 unidades de energia.

          • Yamahia says:

            @Manuel Cruz o que não falta praqui é agua salgada. Para o efeito serve.

          • JL says:

            Exacto, energia e recursos para a dessanilizar já não falta, isso só faz falta quando é para usar veículos limpos e eficientes.

      • Fernando Santos says:

        Até parece que foi no século passado, que andaram a pedir às pessoas que poupassem energia, desligando as luzes de natal. E não, não vai ser a energia solar que vai resolver isso. Pelo menos num futuro próximo. Muito menos no Inverno.
        Para carregadores de 250KW serão precisas baixadas de que potência para um posto de abastecimento? E se forem mais carros em simultâneo?
        Energia quase infinita!? Não é no Verão, isso é de certeza!O armazenamento de energia em barragem tem uma eficiência de pouco mais de 60%. Primeiro, dizem poupem energia, mas depois desperdiçam uns GW diários nesse processo. E só o fazem porque estão a bombear em alturas que a energia é mais barata, para depois a venderem mais cara. Se não compensar, era o bombeias!
        Outra coisa será a carga em casa. Estou mesmo a ver num prédio, os proprietários, ao chegarem a casa ao final do dia, e bota a carregar o veículo. Quantos poderão ter carro eléctrico a carregar, até a baixada ir abaixo? É que ao carregar um carro eléctrico, estamos a transformar consumos domésticos, em consumos quase industriais.

        • Vítor M. says:

          Inverno nuns lados, verão nos outros. Isso pode não ser uma questão fulcral. Mas mais, as tecnologias vão evoluir. O hídrico e o eólico são também recursos muito importantes. Além de outros, como os oceanos. E vamos chegar lá, vais ver que sim, cada vez há mais destes projetos. E foi graças a exemplos que deste, e muito bem (como o desligar as luzes) que o planeta e cada país aprendeu a gerir melhor. Ainda não estamos perto de uma boa gestão, mas já aprendemos com alguma má gestão (nem todos, mas muitos já sentiram na pele e não vão querer repetir).

          Agora, é importante a oferta de carregadores estar dimensionada à procura e é onde vais continuar a falhar. Infelizmente.

          Sobre o armazenamento no verão, tem a ver com a fraca gestão. Claro, em partes do país, a seca não permitirá isso, mas temos o oceano, não podemos esquecer-nos disso. E só nalguns exemplos vemos que o nosso país tem muitos recuros possíveis de utilizar e cada vez produz-se mais energia solar, o que vai ser interessante de futuro.

          Sobre os prédios, já referi isso, é outro problema, mas há como o resolver, basta olharmos para países onde quase metade dos carros nas estradas já são elétricos.

        • JL says:

          Mas provavelmente já não será infinita para aplicações como hidrogénio e combustíveis sintéticos, ou será ?

  15. Joao M says:

    Carregamentos rápidos não reduz muito o tempo de vida de uma bateria?
    Isto parece-me uma excelente ideia para usar uma vez aqui e ali . Posso estar enganado no que toca ao impacto na bateria.

    MAs, de facto, os tempos de carregamentos são complicados de ultrapassar. A malta fala que esperar 30min não é muito – para descansar ao longo de uma viagem até é uma boa pausa; no entanto o problema pode estar em teres malta já a ocupar os poucos pontos de carregamento e além dos teus 30min tens de estar na fila dos 30min dos outros.

    A minha inclinação para compra de novo veiculo está para um PHEV ou EV de maior alcance (o stress da bateria assusta-me mais do que o stress que tenho quando a luz amarela da gasolina acende…). Não queria fazer uma viagem de casa ao Algarve ou Lisboa e ter de parar 1-2horas a cada 400km para carregar e estar numa fila…
    Agora, para o dia a dia o ideal será sempre carregar em casa.

    • Mr. Y says:

      Essa bipolarização não faz sentido nenhum. Porque é que tem que ser adeus aos EVs? Não é possivel haver eFuel e EVs se forem ambos viáveis?

    • JL says:

      Na minha opinião os sintéticos só vão ajudar as pessoas a passar para EV’s, quer mesmo um combustível que atualmente custa 10 euros o litro + impostos ?

  16. Paulo says:

    Assim ardem mais depressa…

  17. Hugo Nabais says:

    “…demorasse tanto como abastecer um carro a gasóleo?”

    A abastecer o meu carro diesel, dos 10% aos 100%, demoro 5 minutos (+/- 45 litros) (sem contar com o pagamento), ou 7/8 minutos, se contar com o pagamento.

    Acredito que o futuro será a eletrificação dos automóveis, mas ainda estamos muito longe, mesmo com a nova tecnologia V4 da Tesla, de carregar os carros a 100% em “10 minutos”.

  18. R says:

    A capacidade da rede eléctrica será um dos problemas a ultrapassar, mas acredito que as “pilhas com rodas” serão o futuro. Ainda estamos no início – as baterias irão evoluir imenso e com novos materiais.

    • Manuel Cruz says:

      O problema é que insistem em fazer crescer o nº de VE’s antes de preparar a infraestrutura. Um dia destes andam atrás do prejuízo e a impor restrições. Na Alemanha já acontece, https://www.portal-energia.com/alemanha-beira-limitar-carregamentos-veiculos-eletricos/.

      • JL says:

        Estava a beira mas também não limitou, e sabe porquê?

        • Manuel Cruz says:

          Talvez porque tenham prolongado o funcionamento das centrais nucleares que eram para encerrar o ano passado.

          • JL says:

            Não faz sentido um país fechar centrais nucleares, quando agora até querem combustíveis sinteticos que fazem 10x mais electricidade que se fossem eléctricos.

      • Carga Rapida e Lenta says:

        Ja passou da hora de obrigar por lei os carros terem OPCAO no painel de carregamento lento e rapido na tela lcd alterando o numero de horas em que voce deve completar a carga total. Ou seja, o carregamento sera inteligente, assim voce escolhera em quanto tempo voce precisa do carro carregado completado, mudando as horas totais. Dessa forma, voce ira ter carga rapida ou carga lenta, nao sobrecarregando o sistema energetico e diminuindo o desgaste das baterias . Assim nao precisaria ter esse limite fisicamente imposto pela a alemanha. Infelizmente todas as fabricas deveriam implantar esse sistema no painel do carro.

      • Carga Rapida e Lenta no painel do carro obrigatorio por lei says:

        Deixa eu explicar melhor. Imagina voce mudar o tempo de carregamento apenas deslizando a barra de rolagem no painel do lcd. Assim o sistema ira se auto-ajustar a potencia para completar o carregamento naquele tempo que voce escolheu. Voce ira escolher o tempo que ficara pronto a carga total, apenas deslizando a barra de rolagem no painel doi lcd. No painel ira mostrar o tempo previsto para carga total. Isso e otimo para a maioria das pessoas que vao dormir e querer ter seu carro carregado no dia seguinte as 7:00 AM por exemplo.

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