Análise Mario Tennis Fever (Nintendo Switch 2)
Super Mario é um daqueles personagens incontornáveis do universo dos videojogos. Com mais de 30 anos de idade, o simpático canalizador mantém-se bem disposto e sempre disponível para uma boa aventura e recentemente estreou-se a jogar ténis na Switch 2, com Mario Tennis Fever. Já experimentámos.
Super Mario está de volta às lides com um jogo de ténis bastante divertido e fora da caixa, que combina doses massivas de diversão (arcade), com a loucura que geralmente se reúne em redor ao simpático canalizador.
Apesar de não ser a sua primeira vez neste desporto, Mario Tennis Fever corresponde isso sim, à primeira vez de Super Mario a jogar ténis na Switch 2. Trata-se de uma estreia que só pode ser considerada como uma divertida loucura e o jogo celebra-a com modos divertidos, um modo história para um jogador, uma tremenda variedade de personagens e com a inclusão de mecânicas de jogo inovadoras que envolvem as próprias raquetes (Raquetes Fever).
Super Mario apresenta-se a jogo com o seu irmão Luigi e, com todos os seus amigos de longa data, como Peach, Donkey Kong e muitos mais. No entanto, chamar ténis a este jogo pode ser considerado um pouco exagerado pois, apesar de o ter como base, Mario Tennis Fever aposta claramente em momentos de diversão insana em vez da autenticidade.
Contudo, será justo afirmar que quem procurar este jogo, já sabe ao que vem.
E toda essa insanidade e diversão consegue-se tanto com a inclusão dos vários personagens amigos de Mario e respetivas habilidades de cada um, mas também com a inclusão das raquetes que são um outro elemento de jogabilidade aparte. Cada qual, apresenta efeitos e jogadas especiais totalmente loucas que têm o poder de mudar completamente o rumo de cada partida e criar a insanidade total no court.
Os amigos de Mario que Mario Tennis Fever apresenta são aqueles que já poderíamos esperar encontrar. São mais de 30 personagens diferentes, incluindo Mario, Luigi, Peach, Bowser, ou como o Baby Mario, Baby Luigi, ou ainda os recém-chegados Goomba, Baby Waluigi e Nabbit.
Os controlos básicos de Mario Tennis Fever são simples e fáceis de dominar. Cada botão do Joy-Con corresponde a um ataque especifico da raquete, como o topspin, slice ou flat shot, existindo ainda algumas combinações correspondendo ao timing e à pressão usada no botão.
Além disso, e como é normal nos jogos do género, os jogadores podem aumentar a potência dos seus ataques antecipando o movimento da bola pressionando a tecla respetiva antes do impacto com a bola.
Mas, tal como referi, e apesar de cada personagem ter as suas capacidades únicas, as Raquettes Fever são o maior elemento diferenciador do jogo. São cerca de 30 raquetes distintas, cada qual com as suas próprias habilidades únicas. E cada qual mais insana que a anterior. Tão depressa podemos estar a lançar estalactites de gelo para o campo do nosso adversário, como receber mini tornados no nosso, ou nos aparecem chamas no chão, ou poças de alcatrão e lama que salpicam o visor e reduzem a visibilidade.
Tal como seria de esperar, estas propriedades das raquetes não estão sempre disponíveis sendo que o jogador só as poderá usar quando encher uma barra (Medidor de Febre), que é preenchido com a evolução da partida.
Estas propriedades das raquetes acrescentam claramente uma camada de caos e diversão ao jogo, possibilitando ainda que cada partida seja completamente diferente da anterior.
Para os mais puristas, é possível desativar as Raquetes Febre, proporcionando uma experiência de ténis mais pura (se for sequer possível identificar dessa forma uma partida de ténis de Super Mario).
No entanto, os efeitos e propriedades de cada raquete revelam ainda um outro aspeto: a Nintendo Switch 2. Realmente, todos os efeitos e eventos que as raquetes despoletam, acabam por revelar um pouco das capacidades da Nintendo Switch 2, no que respeita ao seu poder gráfico e de processamento.
Não se notam quebras ou lentidões, nem nada que se pareça, sendo o jogo extremamente fluído e responsivo. Experimentámos principalmente na TV e em modo portátil e, nada a apontar de menos positivo. A excelência gráfica de Mario Tennis Fever na Switch 2 é simplesmente fantástica.
No decorrer de cada partida, existe ainda a necessidade (não muito urgente) de tomar atenção a uma outra barra que cada personagem apresenta: barra de energia. Com efeito, à medida que a partida avança, essa barra vai sofrendo flutuações e à medida que se vai esgotando, também a responsividade do nosso personagem vai minguando, tornando-se mais lento e menos responsivo no decorrer dos lances.
Tudo isto que revelei é praticamente transversal aos diferentes modos de jogo que Mario Tennis Fever apresenta. Gostaria de realçar dois modos principais.
Por um lado, o Modo Aventura consiste numa "história" que acompanha o nosso Baby Mario ao longo do processo de aprendizagem do nosso jogador até se tornar pro. Este modo, com um guião definido, apresenta um pouco de tudo, o que o jogo tem para explorar.
Com treinos teóricos (questionários simples e rápidos) e testes práticos com jogos e partidas a treinar os diferentes tipos de jogadas, de modos de jogo, de courts de ténis, ... é uma espécie de tutorial para preparar os jogadores para os restantes modos e para os jogos multiplayer.
Por outro lado, existe ainda o Modo Trial Towers, que consiste num conjunto de várias torres, divididas por 10 patamares, onde cada patamar corresponde a uma partida ou a um mini-jogo e que nos permitem ganhar vários prémios (desbloqueáveis como novas raquetes, por exemplo) até chegar ao topo de cada torre. Estes mini-jogos são tão variados, como insanos e são uma lufada de ar puro em Mario Tennis Fever, com algumas ideias bem originais e divertidas.
De resto, existe ainda o modo Torneio com uma série de torneios que têm níveis de dificuldade crescentes, e que tanto podem ser jogados individualmente como em pares (jogável com um amigo) e os Modos Ranked (na Sala Online) onde os jogadores podem enfrentar adversários de todo o mundo.
Um pormenor importante reside no facto do jogo poder ser jogado com recurso aos Joy-Con com movimentos físicos a simular se tivéssemos uma raquete na mão.
Quanto aos pisos, existem vários tipos de campos que apresentam relva, sintético ou terra mas acabam por se transformar completamente no decorrer das partidas, com os efeitos das diversas raquetes, em campos de gelo ou de areia de praia. Efetivamente, as raquetes são o grande elemento diferenciador do jogo.
Mario Tennis Fever é um jogo que, para os fãs Nintendo (e de Super Mario, no geral) não desilude. Quem conhece este universo, pretende um jogo onde um pouco de realidade se misture com muita loucura e é precisamente isso que o jogo apresenta. Graficamente, o jogo encontra-se simplesmente fantástico, com uma exuberância e detalhe brutal. A inclusão das raquetes Fever e as suas mecânicas são deliciosas tornando o jogo ainda mais insano e divertido. Os amantes de Super Mario estão de parabéns pois têm aqui um jogo que os vai deliciar, certamente.
Nota final, para o pormenor de Mario Tennis Fever também ser compatível com a funcionalidade GameShare, permitindo que até quatro jogadores entrem no court juntos com recurso a apenas uma cópia do jogo.


















