Operação “LEAK”: desmantelada maior plataforma de “phishing as a service”
A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T), participou numa megaoperação internacional coordenada pela Europol que resultou na apreensão da base de dados do LeakBase, um dos maiores fóruns online usados por cibercriminosos para a compra e venda de dados roubados.
LeakBase: um “mercado negro” digital com mais de 142 mil utilizadores
Ativo desde 2021, o LeakBase tornou-se numa referência no submundo do cibercrime. Em dezembro de 2025, a plataforma contava com mais de 142 mil utilizadores registados, cerca de 32 mil publicações e mais de 215 mil mensagens privadas, números que demonstram a sua dimensão e alcance global.
O fórum especializava-se na comercialização de bases de dados divulgadas ilegalmente e nos chamados stealer logs, ficheiros com credenciais roubadas através de malware do tipo infostealer.
A plataforma, acessível através da Internet convencional, combinava funcionalidades de fórum de discussão com um verdadeiro marketplace digital, permitindo a compra, venda e troca de informação comprometida.
Duas detenções e sete buscas em Portugal
Em território nacional, a PJ realizou seis buscas domiciliárias e uma não domiciliária, na Grande Lisboa e no Grande Porto, que culminaram na detenção de dois suspeitos.
Os detidos estão indiciados pela prática dos crimes de:
- Aquisição de cartões ou dispositivos de pagamento obtidos mediante crime informático
- Sabotagem informática
A Unidade de Perícia Tecnológica e Informática (UPTI) deu apoio à UNC3T em quatro das buscas, mobilizando 12 peritos especializados.
Da operação resultou ainda a apreensão de equipamento informático e de relevante prova digital, no âmbito de um inquérito titulado pelo DIAP de Lisboa.
Operação internacional envolveu 14 países
No dia 3 de março, as autoridades de Portugal, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Grécia, Países Baixos, Polónia, Roménia, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Malásia e Kosovo realizaram ações coordenadas de repressão em múltiplas jurisdições.
Estas ações incluíram:
- Detenções
- Buscas domiciliárias
- Ações de “knock-and-talk”
Já hoje foi desencadeada a fase de perturbação técnica, com a apreensão do domínio do fórum e a sua substituição por uma página informativa das autoridades.




















