Galinhas poedeiras têm de ser declaradas online em setembro
Um artigo sobre galinhas poedeiras no Pplware até pode soar a estranho, e é! No entanto, a declaração de galinhas poedeiras trata-se de uma obrigação dos produtores e o processo é agora digital.
Se tem uma exploração de galinhas poedeiras, há uma obrigação que não deve esquecer. A Declaração de Existências de Galinhas Poedeiras deve ser apresentada anualmente nos meses de fevereiro e setembro, de acordo com as regras definidas pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).
Quem tem de declarar as galinhas?
A obrigação aplica-se aos produtores que tenham mais de 350 galinhas poedeiras numa exploração situada em Portugal.
Existe, contudo, uma exceção importante: os estabelecimentos que tenham menos de 350 aves estão dispensados desta declaração. Também estão isentos os estabelecimentos destinados à criação de galinhas poedeiras reprodutoras.
Ou seja, quem tenha uma pequena criação doméstica com algumas dezenas ou mesmo algumas centenas de galinhas não está abrangido por esta obrigação específica.
Declaração tem de ser feita em setembro
Como referido, a declaração é realizada duas vezes por ano. Em fevereiro, deve ser comunicado o número de galinhas existente na exploração no dia 1 de fevereiro. Já em setembro, a declaração deve refletir o efetivo existente no dia 1 de setembro.
O prazo termina no último dia do respetivo mês. Assim, a declaração de setembro deve indicar quantas galinhas poedeiras existiam na exploração no dia 1 de setembro. Os produtores podem efetuar a declaração através da aplicação AviDec, disponibilizada pela DGAV.
A plataforma permite aos produtores cumprir a obrigação de declaração de existências de forma online.
Quem tenha menos de 350 galinhas poedeiras ou uma exploração de galinhas poedeiras reprodutoras está dispensado desta declaração específica. Toda a informação pode ser consultada aqui.






















Como tenho 351 galinhas, Tá visto que tenho que matar duas galinhas
Ou mete-lhe um chip, faz mais sentido para parecer aqui
Não basta que se declarem galos trans?
🙂
Eles querem evitar que alguem ganhe alguna coisa ate vendendo um ovo de mais sem pagar imposto fdp
Os benfiquistas tem de ser todos declarados, não pode haver galinaceos a fugir ao fisco
Pelos vistos até as galinhas vão ter que declarar IRS.
Tenho 500, Mas 200 este ano não poedaram. Acho que estou safo.
Se apanham gripe, ui…
Portugal tem leis para tudo mas ninguem as cumpre hehehe. Eu nem declaro o segundo emprego quanto mais as galinhas, fugir sempre aos impostos!
P: E pq?
R (Gemini): “O registo de galinhas poedeiras e a respetiva declaração periódica de existências junto das autoridades veterinárias (como a DGAV em Portugal) servem fins sanitários, legais e de segurança alimentar:
• Permite às autoridades mapear a população avícola para monitorizar, prevenir e conter rapidamente surtos de doenças graves (como a gripe aviária ou a salmonelose).
• O registo atribui um código único ao produtor que é impresso nas cascas dos ovos. Em caso de contaminação ou problema de saúde pública, é possível identificar exatamente a exploração de origem.
• Assegura que as explorações cumprem as normas legais relativas ao espaço, iluminação e condições de alojamento das aves.
• Ajuda o Estado e a União Europeia a dimensionar a produção nacional de ovos e planear políticas agrícolas ou de abastecimento.”
P: Houve recentemente uma crise dos ovos?
R: Sim, a indústria global de ovos enfrentou crises severas marcadas por uma forte inflação e escassez do produto em várias regiões.
Causas Principais
• Surto de Gripe Aviária (H5N1): A propagação ininterrupta da gripe aviária de alta patogenia afetou milhões de galinhas poedeiras na Europa e nos Estados Unidos. A necessidade de abater criações inteiras para conter o vírus causou quebras históricas na produção.
• Aumento dos Custos de Produção (…)
• Presão Exportadora: A escassez acentuada em grandes mercados (como os EUA) levou à busca por fornecedores externos na Europa e na América Latina, drenando parte do stock e pressionando os preços globais.
Impacto no Consumidor (Portugal e Europa)
• Inflação Recorde: Em Portugal, o preço da meia dúzia de ovos atingiu máximos históricos, encarecendo mais de 80% ao longo de um período de três anos (subindo de cerca de 1,14 € em 2022 para mais de 2,10 €).
• Abastecimento: Embora os retalhistas em Portugal tenham conseguido evitar a rutura de stock total esmagando margens, países como os EUA e alguns parceiros europeus registaram prateleiras vazias em períodos de pico de procura”.
Como se vê, não há motivo de preocupação com os ovos e as galinhas poedeiras.
Ter meia dúzia de galináceos em condições de salubridade e que em caso de quarentena seja possível mantê-las seguras é algo difícil e em que na grande maioria dos casos não existe, onde na maior parte dos casos nem desparasitante fazem.
Pensar em dezenas ou centenas de animais sem controlo (até 349, quando até 2017 eram 99) só mostra bem o descontrolo governativo face a uma constante ameaça da gripe das aves.
E para quem acha que está imune, as regras não são só para galinhas poedeiras, pois as regras de detenção de aves podem variar em cada câmara municipal, e basta um vizinho mal disposto e têm a GNR e veterinário municipal à porta.
Bom, a meu ver, isto é pior que apenas os Veterinarios, pois trata-se de Saude publica.
Quem Vai fiscalizar?
A ASAE?
Em casos de Higiene, a ASAE deu um contributo tremendo ao País, com as regras de Higiene nos establecimentos.
Antes da ASAE, era uma miséria, e uma roleta Russa, não quero dizer com isto que o problema está resolvido, porque sem fiscalização, o problema volta e em grande, e com fiscalização, ha sempre muito que fica por fazer, porque não ha recursos infinitos.
Resumindo,
quem deve fiscalizar será a ASAE(Autoridade de SEGURANÇA ALIMENTAR e Economica), claro claro, tem que fazer as Diligências munida de veterinários, e Elementos do Ministério da Saúde, obviamente.
Ainda agora foram 76 toneladas de géneros Alimenticios apreendidos, no Norte.
Uma coisa que poderia ajudar o País, são os Drones autonomos..
Não não falo apenas dos Incêndios, falo de drones capazes de voar perto das explorações animais, e fazer colheitas de amostras do ar, para serem posteriormente analizadas em Laboratório.
Dessa forma passavamos a ter um controlo bastante bom, pois os drones não se cansam, de voar, e seriam autónomos.
Isto era uma solução tremenda, e ainda maior, em casos de surtos.
Dava para fazer análizes práticamente em tempo real.
Mas isto não resolve o problema da Higiene, etc, e só contempla casos em que o ar a volta da exploração já foi contaminado.
Sobre as salmonelas, eu não sei se isso é possivel transmitir de umas para outras, etc.
Um dos motivos pela qual um ovo pode conter, é que as fezes da galinha podem ficar agarradas, parcialmente ao ovo, e a crosta do ovo, é porosa(mesmo parecendo homogénea), com o tempo passa para o interior, e depois é ver a malta nos hospitais todos cacimbados.
A burocracia ainda vai matar a criação de aves. Só leis da treta…