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É preciso declarar as vendas online às Finanças?

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Pedro says:

    Isto está a atingir o cumulo.
    Não basta quase metade do meu rendimento ir para o estado que ele agora também quer meter a mão no material velho que vendo.
    Para comprar um MacBook de 3000 € :
    Impostos sobre rendimentos: 39.3% 
    logo se tenho 3000 € tive de dar 1942 € ao estado
    dos 3000 € 23% volta ao estado 3000-2439 = 561 €

    Agora a pergunta é se quando vender o MacBook o estado vai devolver parte do que recebeu para ajudar na minha perda de capital(já não vale 3000 €) ou vai-me cobrar mais alguma taxa?
    é que o vendedor(em novo) ganhou 100 € com a venda do portátil(não sei valor real) o estado amealhou de Min 2503 € (1942 + 561) e ainda vai buscar mais quase 40% do lucro do vendedor.
    portanto quando gasto 3000€ o estado está a ganhar á volta de 2550 € .
     Dá que pensar…

    • AlexS says:

      A maioria quer socialismo/social democracia, têm o que pediram.

      • PeterJust says:

        É que nos países liberais/capitalistas não pagas impostos, as estradas, os serviços, as escolas e hospitais aparecem do nada. Só um exemplo de como as tuas ideias são uma falácia monumental, o governo dos EUA gastam mais em Saúde que em Portugal per capita mas se fores atropelado e o gajo fugir, vem uma ambulância e pagas uns milhares porque não tens seguro. Para ter o mesmo serviço que cá pagas 2 vezes, uma nos impostos e outra à companhia de seguros, adivinha para onde vai o dinheiro que sobra? Pois os mágicos da motosserra enganaram-te bem

      • says:

        Aquela converseta de café e treinador de bancada. Como vai o nosso benfas?

    • Hugo Nabais says:

      Respondendo, quando vendes se venderes por 3000€ ou menos (o mais provável) não vai cobrar-te mais taxas ou impostos.

    • Luis says:

      Fuma tabaco.

    • Nuno José Almeida says:

      E ler? As vendas entre particular de bens em segunda mão, só são taxadas se houver lucro dentro dos limites que o artigo menciona. Podes vender o que quiseres.

  2. Hugo Nabais says:

    Não sei qual é o grande problema ou novidade, se venderem online, ou fisicamente a alguém um bem por um valor igual ou inferior ao que foi comprado, NUNCA têm de declarar nada! Mesmo que transacionem 10.000€.
    Desde que não haja mais valia, não há nada a declarar ao fisco ou no IRS!
    Isto é o que a maioria das pessoas faz quando vende online!

    Agora se estão a querer vender mais caro do que novo ou do que adquirido seja onde for, aí sim há mais valia/ganho e como tudo tem de ser declarado, pois já se trata de um negócio.

    • Pedro says:

      A questão é mesmo essa, eles não dizem que é para vendas de artigos novos, tens que declarar se venderes mais que 30 artigos ou o valor total seja superior a 2000€

    • Contabilista n certificado says:

      Falso. Tudo tem de ser declarado. Não importa se sejam mais ou menos valias. Lol

      • Hugo Nabais says:

        Contabilista n certificado, posso explicar, a directiva obrigada a declarar APENAS as plataformas de vendas, não obriga as pessoas a fazê-lo.

        Quem é reportado: Vendedores que realizem mais de 30 transações num ano civil ou cujos rendimentos totais ultrapassem os 2.000 €.
        Finalidade: Cruzamento de dados para identificar atividades comerciais não declaradas.
        O que as pessoas têm de fazer, NADA a não ser que tenham obtido lucro!
        As pessoas só têm de declarar SE tiverem tido mais valias.

        No limite se venderem bens seus usados, sem obter lucro superior no total a 2000€, podem ser reportados e posteriormente ser chamados para uma investigação das finanças, e só aí terão que justificar e bastará explicar que só estão a vender os artigos usados a valores iguais ou inferiores aos de compra, não tendo de pagar nada.

        Claro se estiverem a vender a preços superiores aí é outra questão.

        • PoiZé says:

          E como é que provas que estás a vender a valor igual ou inferior ao de compra? O pessoal guarda as facturas da compra? Tenho sérias duvidas. Até porque alguns artigos já trocaram de maos umas quantas vezes ao longo dos anos.

          É que se há muita gente a vender certa coisas abaixo do preço de custo também não falta gente a vender por bem mais, principalmente artigos de colecção que tipicamente ninguém vende se for perder dinheiro.
          E ainda há aqueles que compram em promoção para vender a preço normal uns dias depois…

          Fora a questão do lucro (ou não)… Não faltam maneiras de contornar esse controlo….
          P.e.: Um francês a quem compro coisas há uns anos faz, actualmente, muito menos vendas nessa plataforma. Assim que chega a um dos limites pára de vender por lá e passa a vender por outras.
          Suponho que muitos façam o mesmo.

          E basta procurar em qualquer uma das plataformas de venda que é fácil encontrar vendedores com milhares de artigos disponíveis para venda/compra e outros tantos com artigos bem mais caros que esses 2k ( ou que juntando 2 ou 3 já se passou esse limite! (e nem me estou a referir a carros)

          • Hugo Nabais says:

            É claro que há essas pessoas, mas estás a falar de casos menos comuns. Uma grande maioria das pessoas vende artigos usados a preço igual ou inferior ao de compra e, nesses casos, não há qualquer obrigação fiscal relevante, não existe mais-valia nem rendimento tributável, nem é preciso estar aflito como alguns parecem aqui.

            Para as pessoas que estão efetivamente a fazer disso um negócio com intuito de lucro, o que a lei diz é simples, esses rendimentos devem ser declarados. E é precisamente para esses casos, atividade recorrente, organizada e com lucro, que medidas como esta diretiva europeia DAC7 foram criadas, obrigando as plataformas reportar situações que podem configurar atividade económica, para serem analisadas.

            Esses casos que falas há muitos, e não é algo que me preocupe particularmente a nível pessoal. Alias todo o meu rendimento é taxado, logo acho bem que esses indivíduos sejam também taxados no lucro obtido se ganham dinheiro nessas plataformas.
            E como dizes muitos vão tentar contornar pois normlamente são típicos “chicos espertos”

            O que acho curioso é que muitas pessoas se queixam dos impostos e de que o Estado vai cobrar sempre que há rendimento, mas depois são as mesmas que reclamam que as ruas não são limpas, que as estradas deviam ser melhor mantidas, que a polícia devia estar mais presente, que as escolas deviam ensinar melhor, que o sistema de saúde não funciona, etc.
            No fundo, exige-se mais serviços públicos, mas há resistência em aceitar as regras que os financiam.

    • Duarte says:

      declarar o que se 90% das pessoas que vendem ai coisas são usadas (logo bem abaixo de algo novo)e ja pagaram o imposto quando as compraram
      Mas ate nao me importo de declarar algo vendido por ai se isso entrar nas minhas MENOS-VALIAS QUANDO FAÇO O IRS, PORQUE NORMALMENTE GUARDO AS FACTURAS DURANTE ANOS.
      Mas isso assim ja nao interessa ao estado não é!?

      • PoiZé says:

        Essa é a tua realidade….
        Na minha… são muitos mais a lucrar do que que os que vendem abaixo do preço de custo.
        Mas normalmente só compro produtos usados quando são coleccionáveis. E nesses.. o que não falta é gente a vender com lucro. Aliás, é raro ver alguma coisa de interesse por um valor inferior ao de quando estava no mercado pois é raro um ‘coleccionador’ vender algo por menos do que foi pago. Para isso dica com ele na colecção.

  3. PoiZé says:

    As aplicações já comunicam entre si?
    Se ainda não, só não contorna esse controlo quem não quer…
    E é “fácil”. Basta estar atento e ir fazendo contas. Quando se estiver perto do limite numa das plataformas, muda-se para outra e pede-se aos interessados para fazer o mesmo (não se faz a venda por ali mas faz-se por outro lado… E depois muda-se de novo.
    Quando se chega perto do limite das transacções em aplicações como Paypal, muda-se para MBway enquanto se vai fazendo uns F&F, umas transferências e umas ‘trocas’ em mão….
    E de repente 2000 passaram a 4k ou 6k ou…

  4. Marko says:

    Como diria alguém… Deves

  5. TiagoR says:

    O engraçado disto tudo é que o imposto a pagar só tem um sentido, se eu comprar um artigo de tecnologia com fatura de 3000€ estou a pagar iva de 23% na hora quando revender o mesmo artigo ao fim de algum tempo por 1.500€ há uma desvalorização real assim sendo se quiserem que declare então considerem a menos valia e a recuperação de imposto da mesma forma como as empresas procedem ! Paga, paga e volta a pagar, triste fado !!

  6. * says:

    É preciso acabar com os subsídios que são dados aos negócios/empresas privadas em Portugal, sim Português você leu bem, em Portugal os negócios/empresas privadas recebem subsídios pagos com o dinheiro dos Portugueses que financia o Orçamento de Estado.

    Mas isto faz algum sentido? Em Portugal abre-se negócios/empresas privadas para receberem subsídios do Estado e não para trabalharem, ganharem dinheiro, e viverem do seu trabalho, mas antes para viverem à custa dos Portugueses que andam a pagar os negócios/empresas privadas dos outros.

    Andámos a dar subsídios aos negócios/empresas privadas que não fazem nada e não querem trabalhar, é o parasitismo liberal/maçónico.

    Português, sabia que os Estado impõem cotas de género dá subsídios aos negócios/empresas privadas para contratar só mulheres, “jovens”, e parolos(as) com o 12º ano e habilitações universitárias (a maioria obtidas de forma fraudulenta)? Sim, leu bem, os Portugueses no desemprego, pobreza, e miséria andam a pagar isto e muitos mais esquemas parasitários.

    O que vem descrito na notícia assim como as taxas e os constantes aumentos de impostos são efectuados pelo regime liberal/maçónico para continuar a roubar os Portugueses e assim pagar e sustentar os diversos esquemas de saque ao Orçamento de Estado.

    É preciso não só acabar com os subsídios que são dados aos negócios/empresas privadas mas também acabar com os subsídios que são dados às instituições particulares de solidariedade social (ipss), associações, fundações, e outras entidades.

    PS: O artigo faz referência a uma plataforma digital para venda de bens pessoais usados, essa plataforma digital também é usada por empresas que recebem subsídios pagos com o dinheiro dos Portugueses que financia o Orçamento de Estado, desde comerciantes de velharias e antiguidades passando por livrarias/alfarrabistas, também estão lá em peso os criminosos das lojas “solidárias” das ipss, e todos eles ou quase todos não declaram o que vendem por essa plataforma.

    Os Portugueses devem fazer a seguinte reflexão: porquê que os negócios/empresas privadas, parolos, estrangeiros, ipss, fundações, associações, e outras entidades recebem subsídios e os Portugueses não recebem nada? Porquê que os negócios/empresa privadas para além de receberem subsídios aquilo vendem não é declarado, mas os Portugueses que utilizarem uma plataforma digital para vender o que é seu e já usado já têm de declarar?

  7. Miguel says:

    Acho graça é aquela malta a vender no TIKTOK os produtos de encomendas não reclamadas e informam quem está a ver a LIVE: “COMPRE COM CONSICÊNCIA, NÃO ACEITAMOS DEVOLUÇÕES”

    Para quem não sabe uma venda à distância (telefone, porta a porta, website, redes sociais, etc), os vendedores são OBRIGADOS a aceitar devoluções até 14 dias a contar da data que o cliente recebeu o produto.

    Para além do facto da maioria que faz estes negócios nem sequer é coletado ou nem sequer passar recibos verdes… mas isso são outros 500.

    O estado/autoridades sabem que isso acontece mas nada fazem. É quase a mesma coisa do que as festas de verão que vão começar agora, toda a gente sabe que é para lavar dinheiro e para ganhar dinheiro sem pagar impostos, aqui incluem-se as barracas de bedidas/comidas, produtos artesanais, negócio com tudo e qualquer tipo de produto basicamente…
    Muita gente está a encher os bolsos com isso ninguém fala do assunto à semelhança desta questão das vendas online na vinted/olx etc.

    Estas são daquelas coisas que revelam um dos motivos de sermos governados sempre por partidos socialistas, seja o PS ou o PSD (sim é um partido socialista, mesmo que não o admita), toda a gente sabe que é proibido/ilegal mas como a grande maioria faz este tipo de ilegalidades o melhor será continuar a votar nos mesmos porque assim nunca ninguém dessas pessoas é prejudicado com isso

    • PeterJust says:

      O que é que isto tem a ver com partidos ou com o facto de ser socialista ou não? As leis existem, se não são cumpridas é por falta de fiscalização. Não há fiscalização pois há 2 ou 3 fiscais para o país inteiro, graças a burros como tu que acham que o socialismo é o culpado de todos os males, foram despedidos os funcionários e as instituições publicas responsáveis por este e muitos outros assuntos mais ou menos relevantes, foram completamente arrasadas por cortes nos orçamentos por governos antissocialistas, agora tens aí o resultado. Vai ver o orçamento dos países nórdicos e vê quanto gastam em percentagem do PIB per capita em funcionários e instituições publicas, aproveita e vê também o gráfico em que Portugal tem que desde o inicio do século é sempre a descer. Basta teres um QI de 70 para perceberes que sem dinheiro e pessoas, não é possível o estado certificar-se que a lei é cumprida

  8. hyperrush says:

    agradeçam ao pato Trump por inventar essa lei que a união europeia copiou para sacar mais uns milhões.

    • Hugo Nabais says:

      Claro que sim! Se havia pessoas que estavam a obter rendimentos significativos e não pagavam impostos, como todos nós temos de pagar, e agora poderão passar a ter de contribuir para o “erário público”, só temos de agradecer!

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