Meta planeia investir 135 mil milhões de dólares em IA em 2026: o dobro de 2025
As gigantes tecnológicas estão a canalizar verbas sem precedentes para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA), mas os mais recentes números da Meta colocam a empresa num patamar completamente diferente. O que parecia ser um investimento colossal para 2025 era, afinal, apenas metade do planeado para 2026.
Meta duplica a aposta na IA
Se os 72 mil milhões de dólares que a Meta projetou gastar em 2025 já pareciam um valor exorbitante, o novo plano para 2026 atinge uma escala quase demencial. A empresa de Mark Zuckerberg prevê agora um investimento entre 115 e 135 mil milhões de dólares, um valor que praticamente duplica o do ano anterior.
Importa recordar que a previsão inicial para 2025 era de 66 mil milhões, tendo sido revista em alta no final do ano. Assim, não seria surpreendente se este novo valor voltasse a ser ajustado. O principal destino deste capital será o reforço da infraestrutura, nomeadamente a construção de mais centros de dados para apoiar os projetos dos "Meta Superintelligence Labs".
Este anúncio surge na sequência de um quarto trimestre de 2025 excecional para a Meta. A empresa reportou um crescimento de 24% nas receitas em comparação com o período homólogo, atingindo os 59 mil milhões de dólares, com um lucro líquido de 22,8 mil milhões.
Segundo o CEO, estes resultados, que superaram as expectativas dos analistas, devem-se em grande parte à implementação bem-sucedida de IA nos seus sistemas de publicidade. A reação dos investidores foi notória: se no trimestre anterior o anúncio de elevados gastos gerou desconfiança e uma queda de 8% nas ações, desta vez resultou numa subida de 10%.
Tudo pela IA, mas (ainda) sem os grandes trunfos
A trajetória dos gastos da Meta em IA tem sido vertiginosa. Uma análise aos dados financeiros da própria empresa revela uma aceleração impressionante: de 28 mil milhões de dólares em 2023, o valor subiu para 39 mil milhões em 2024 e disparou para 72 mil milhões em 2025.
O salto projetado para 2026 é, de longe, o mais ambicioso até à data, levantando a questão sobre qual será o limite para este tipo de investimento e quando a empresa decidirá abrandar o ritmo.
O mais curioso no caso da Meta é o desfasamento entre o seu nível de investimento e os produtos lançados. A empresa prevê gastar mais do que a Google em 2025, mas enquanto a sua concorrente já tem no mercado modelos como o Gemini, a Meta baseia-se, para já, em promessas.
Após o revés com o Llama 4, Zuckerberg iniciou uma remodelação profunda do seu departamento de IA, contratando talentos de topo e movendo recursos que estavam alocados à divisão do Metaverso. O objetivo é extremamente ambicioso: alcançar a superinteligência artificial.
De momento, sabe-se que a empresa está a desenvolver um novo modelo de linguagem com o nome de código "Avocado" e um gerador de imagens denominado "Mango". A expectativa é elevadíssima, e mais vale que estes novos modelos correspondam ao investimento, caso contrário, restará sempre o negócio da publicidade.
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Vão tentar aldrabar mais um pouco, quando as pessoas perceberem que isto foi tudo um engodo já não vai haver solução.
A IA vai rebentar.
As BigTech necessitam de espaço do tamanho da Californiana para colocar os data centers que pretendem.
Isso não vai acontecer mas até lá o engodo vai funcionar.
As grandes tecnológicas estão para ganhar dinheiro com AI: usam e roubam-te as fotos e questões pessoais e profissionais, vendem os dados às empresas americanas e israelitas do ramo e admiramo-nos como são tão sábios. Por outro lado, vão alugar-nos o PC, o software, os jogos, a música etc e nada será nosso: tudo alugado e como eles querem.
Eu da minha parte estou cada vez mais a ponderar Linux limpo de AI, nas minhas máquinas Windows 11 já limpei o software e serviços AI. A Tesla nos novos veículos já desativara o autopilot básico para obrigar a subscrição do FSD, daí que só comparei um usado dessa marca ou um novo de outra sem subscrições. A Mercedes também tentou isso em alguns veículos e foi uma total banhada!
Os números fazem lembrar os da europa haahhahahaahahahahhaha
O que diz o relatório do 4º trimestre da Meta: “Prevemos que as despesas de capital (capital expenditures – capex) em 2026 estejam na faixa de US$ 115-135 mil milhões”.
O “capex” (ou seja, não o inclui o “opex”, as despesas operacionais como os salários e a energia) da Meta inclui investimentos em data-centers, infraestruturas de IA, redes e armazenamento, hardware próprio, instalações físicas e equipamentos.
O capex da Meta de 2026 vai ser quase o dobro do ano anterior. E quanto vai parar aos bolsos da NVIDIA? Os analistas dizem que pode chegar aos U$ 100 mil milhões.