Pomba morta numa chaminé escondia mensagem da II Guerra
O homem encontrou, entre os ossos da pomba, uma sequência de caracteres aparentemente aleatórios. Mais de quatro décadas depois, o conteúdo continua sem ter sido totalmente decifrado.
Consegue desencriptar esta mensagem da II Guerra Mundial?
Um achado doméstico ocorrido no Reino Unido, em 1982, acabou por revelar um dos episódios mais enigmáticos ligados à Segunda Guerra Mundial.
Uma pomba-correio morta, localizada no interior de uma chaminé, transportava uma mensagem militar cujo conteúdo permanece indecifrado, apesar da passagem das décadas e dos avanços na criptografia.

A descoberta foi feita por David Martin ao inspecionar a chaminé da sua casa, em Bletchingley, Surrey.
Entre os restos ósseos da ave apareceu um pequeno recipiente vermelho de uso militar que protegia uma tira de papel com uma sucessão de caracteres aparentemente aleatórios, o que permitiu situar a origem da mensagem no contexto do conflito europeu.
Como curiosidade, este era o conteúdo da mensagem escrita na tira de papel:
AOAKN HVPKD FNFJU YIDDCRQXSR DJHFP GOVFN MIAPXPABUZ WYYNP CMPNW HJRZHNLXKG MEMKK ONOIB AKEEQUAOTA RBQRH DJOFM TPZEHLKXGH RGGHT JRZCQ FNKTQKLDTS GQIRU AOAKN 27 1525/6.
Convém recordar que, durante a guerra, o Reino Unido recorreu a sistemas de comunicação alternativos devido ao risco de intercepção das transmissões por rádio.
Nesse contexto surgiu o National Pigeon Service, uma organização civil que colocou à disposição do Exército mais de 250 mil pombas-correio, utilizadas para transmitir informação sensível entre unidades aliadas.
O papel estratégico das pombas-correio
A importância destas aves ficou refletida nas condecorações atribuídas após a guerra. Entre os animais que receberam a Medalha Dickin, a mais alta distinção militar concedida a animais, 32 foram pombas.
A capacidade para ultrapassar bloqueios e transmitir informação revelou-se decisiva em inúmeras operações.
Para além das missões conhecidas, muitas pombas transportavam mensagens cifradas concebidas para serem lidas apenas por destinatários com acesso a códigos específicos.
O texto encontrado em Surrey é composto por grupos de letras e números, um formato habitual nos sistemas criptográficos utilizados durante a Segunda Guerra Mundial.
O Quartel-General de Comunicações do Reino Unido explicou que, nesse período, eram usados livros de códigos e métodos avançados como o one-time pad (OTP), um sistema de cifra de utilização única considerado praticamente indecifrável sem a chave original, o que dificulta qualquer tentativa de interpretação posterior.

Embora todas as cifras, baseadas num sistema mecânico ou matemático de permutações, possam, em teoria, ser quebradas, existe um método de encriptação que é verdadeiramente inquebrável. É a chamada Chave Única (OTK). No passado, era frequentemente implementada como um bloco de notas cheio de números aleatórios e, por isso, é comumente chamada de Bloco Único (OTP). Também existe como Fita Única (OTT).
Um enigma que desafia os criptógrafos
A análise da ave forneceu dados limitados, mas relevantes. O anel metálico na pata indica que nasceu em 1940 e que pertencia às Forças Aliadas.
A cápsula vermelha confirma o uso militar, embora não permita determinar o local de partida nem o destino da mensagem.
Ao longo dos anos surgiram supostas soluções para o código, mas todas acabaram descartadas, total ou parcialmente.
O caso mais popular foi o de um canadiano que afirmou tê-lo decifrado. Esta foi a proposta apresentada:
O tenente sabe que há canhões adicionais aqui. Conhece a localização da estação de despacho local. Foi determinada a posição dos postos avançados do quartel-general de Jerry. O quartel-general da bateria direita está aqui. Encontrei a infantaria do quartel-general aqui. Nota final, confirmando o paradeiro de Jerry. Reveja as notas de campo. As contramedidas contra os Panzers não funcionam. O quartel-general central da bateria direita de Jerry está aqui. Observador de artilharia no sector ‘K’ da Normandia. Morteiro, a infantaria ataca os Panzers. Ataque à bateria direita ou de reserva de Jerry aqui. Já sei onde está o quartel-general de engenheiros elétricos. Tropas, Panzers, baterias, engenheiros, aqui. Nota final conhecida pelo quartel-general.
O problema é que, para resolver o código, o entusiasta canadiano recorreu ao sistema de cifra britânico da Primeira Guerra Mundial. No entanto, os especialistas consideram essa hipótese improvável, já que a Alemanha conhecia esse método e poderia ter decifrado as comunicações sem dificuldade. Um risco considerado inaceitável naquele contexto.
























Estamos em 2026.. O salto que a humadidade deu durante 100 anos.
Ás vezes pergunto-me o que fariam à 12 mil anos atrás?
Ou melhor.. 300 mil anos..
Só gostaria de viver mais 50 anos para saber onde isto nos leva..
não te preocupes, mais duas kristin e voltamos todos aos pombo correio