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Para onde caminha o mundo das Telecomunicações?


Pedro Pinto é Administrador do site. É licenciado em Engenharia Informática pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e obteve o grau de Mestre em Computação Móvel pela mesma Instituição. É administrador de sistemas no Centro de Informática do IPG, docente na área da tecnologia e responsável pela Academia Cisco do IPG.

Destaques PPLWARE

  1. Sem dúvida, os meus parabéns por este artigo 😀

  2. Dlencastre says:

    …ispgaya???

  3. eduardo says:

    tenho que discordar com a ideia de que a mudança de processamento e acesso a dados para a nuvem vai aumentar a autonomia dos dispositivos móveis, bem pelo contrário. As comunicações rádio é dos componentes que mais energia consome num telemóvel… manter permanentemente a ligação para poder fazer coisas é meio caminho para ficar sem autonomia. Obviamente que à excepções a isto, mas são casos muito específicos de processamento intensivo, e o facto é que os processadores móveis são cada vez mais eficientes e poderosos.
    Para que o paradigma da nuvem realmente funcione bem nos dispositivos móveis, será necessário melhores baterias e maior eficiência nas comunicações rádio. Tal será apesar dos problemas de autonomia e não para resolver os problemas de autonomia!

    • Justino Lourenço says:

      Efetivamente, concordo que o bloco de rádio é o elemento que mais contribui para o consumo de energia num dispositivo móvel. No entanto, há medida que os utilizadores necessitam de mais largura de banda, as células de comunicação terão que convergir para áreas menores, com o estado atual da tecnologia tem sido esta a forma de garantir mais disponibilidade de banda por utilizador. O 4G numa fase madura e o 5G, associado ao crescimento exponencial de dispositivos móveis on-line a isso obrigará.
      Reduzindo a dimensão da célula de comunicação, iremos necessitar de menos potência no uplink e downlink, isto porque a distância é mais curta – logo menor necessidade de potência, mas também porque reduzir a potência irá reduzir o risco de interferência em células vizinhas.
      Num cenário de funcionamento em cloud, se for retirada a parcela devida ao, processamento intensivo obviamente que a autonomia aumentará (também com a contribuição da redução de potência rádio envolvida, obviamente) – foi esse o meu raciocínio no artigo.
      Atualmente, já existe esse “retirar” de processamento à procura de melhores autonomias, quando encontramos notebooks (ou netbooks) com processadores “humilides” com o relógio mais modesto – estamos a retirar capacidade de processamento para conseguir autonomia.

      • eduardo says:

        Tendp em conta o que está envolvido na maioria das interacções com a “nuvem”, na maioria dos casos o seu uso em vez do processamento local será pior para a autonomia, mesmo aumentando a eficiência do rádio. Esta situação nem sequer é pela largura de banda, mas pelo consumo base e pela troca permanente de dados, e por a grande parte do processamento envolvido ser pouco intensivo ou envolver bastante interacção do utilizador!
        Quanto a ““retirar” de processamento à procura de melhores autonomias”, isso ocorre desde sempre, e nada tem a ver com o caso da “nuvem”! São os compromissos tomados, ajustados à prioridades dos dispositivos, que permitem que a maioria das funções necessárias sejam feitas de forma mais eficiente sem grande perda aparente de performance. Isto porque se chegou ao ponto em que na maioria das situações não se tira proveito de toda a potência de processamento disponível!
        É em tudo idêntico à comparação entre carros com potências diferentes quando usados na cidade… todos acabam por demonstrar desempenho idêntico, sendo apenas diferentes, basicamente, na eficiência (consumo)

        • Justino Lourenço says:

          O que eu quis salientar é aquilo que o mercado nos oferece – no contexto atual (não naquele que vaticinei): menor capacidade de processamento e forte dependência de comunicações com maior autonomia.
          Concordo, os processadores (por exemplo o Intel -Atom ) foram concebidos porque se apercebeu que nalguns segmentos, não havia o explorar de todas as funcionalidades/capacidade de processamento mas também porque já nessa altura se procurava menor consumo logo mais autonomia.
          Sim, o exemplo do automóvel é excelente: um automóvel com mais potência tem melhores performances e consome mais em cidade e em estrada (se usarmos a “sua capacidade de processamento” – analogia com os processadores) supondo que não existe o limite de 120km.

  4. quim da lancha says:

    Onde está a novidade ?

  5. Pedro Lopes says:

    Parabéns pelo artigo. Está bem conseguido!

    Obrigado.

  6. Troia says:

    A tecnologia sempre a evoluir! Muito bom.

    Rui de Troia

  7. Semnome says:

    Vídeo interessante:

    https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=MRG8eq7miUE

    Daqui a 12/13 anos os computadores vão ter um poder de processamento igual ao cérebro humano. 😉 (isto claro se a lei se manter)

  8. Nuno Martins says:

    Muito bom professor, bom trabalho!

  9. Mr.Bean says:

    Viva

    É possível arranjar-me o seu contato de e-mail? Precisava de umas sugestões para um trabalho de comunicações móveis.

    Obrigado!

  10. Artigo interessante e tal.. mas…

    Não deixo de ter dizer que fiquei desapontado. De um artigo intitulado “Para onde caminha o mundo das Telecomunicações” eu esperava de facto conhecer alguma teoria nova. Algo que realmente me dissesse onde iríamos estar na próxima década.

    Em vez disso, encontro um artigo que apresenta nada mais do que uma pesquisa de 5 minutos de Google nos mostra como a ACTUALIDADE das telecomunicações…. Todas as soluções apresentadas existem como aplicações usadas diariamente. Quiçá não em Portugal onde a ubiquidade de um plano de dados não é tão presente mas já a é noutros países da Europa.

    Para além disso, misturam-se temas… Location Based Services: como o nome indica, é uma propriedade que faz parte do mundo do serviço… não das telecomunicações.

    Faltou falar de:

    – Convergência: a utilização da rede WiFi como extensão seamless da rede 3G/4G é algo que começa a ser MUITO requisitado pelas operadoras. Não soa a nada de novo? Quando chegarem a um centro comercial e deixarem de ter problemas de cobertura perceberão… Será uma realidade próxima.

    – Software Defined Networks: E se em vez de configurar uma centena de equipamentos de diferentes vendors simplesmente programássemos aquilo que se materializará em rotas e prioridades? Será uma realidade próxima.

    etc etc etc….

  11. Pedro V says:

    Era giro daqui a uns anos, termos telemóveis com a esturura mais simplificada e volume reduzidos, consistindo sobretudo num terminal de acesso à rede, por onde executaríamos as nossas tarefas cloud-based e o telemóvel por via da exteriorização do trabalho de cálculo, podia ser mantido apenas com a energia colhida da radiação difundida pelas antenas.

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