Mercedes aumenta aposta no hidrogénio para 2018


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34 Respostas

  1. joguirian says:

    Isto sim é um passo em frente, uma marca de prestigio a apostar em novas tecnologias com todo o seu Know how, vai ser muito interessante ver os progressos…

    • Rodrigues says:

      Não acredito muito neste conceito porque as células de combustível têm baixa densidade de potência, ou seja, o carro vai ser alimentado por baterias que são carregadas pelas células, se estas descarregarem por completo ainda demora um bocado a poder voltar a andar.

      • Sérgio J says:

        Onde foste buscar essa ideia. Não podes olhar para os actuais modelos, mas sim para o potencial.
        Quando no anos 90 se falava no transição para o hidrogénio, nunca ninguém falava na necessidade das baterias. Mesmo que fosse necessário, seria uma maneira de descentralizar a produção necessária para carregar essas baterias.

        • Rodrigues says:

          A tecnologia pode eventualmente ter mudado de lá para cá, mas o meu projecto na minha licenciatura (2010) foi a transformação de um veículo de combustão interna em FCEV, logo estudei amplamente o tema. A conclusão a que chegámos foi mesmo essa, as células de combustível seriam um bom complemento a um eléctrico para poder carregar as baterias e não estarmos limitados à rede eléctrica mas não como única fonte de energia. Em segundo lugar, o Hidrogénio, embora seja o elemento mais abundante no universo, não existe na forma elementar, está sempre associado a outros elementos (como H2O) e é necessário despender energia para o obter. Em terceiro, o seu armazenamento é algo difícil, como é um átomo tão simples (apenas um protão e um electrão) acaba por vazar por entre as paredes do tanque de armazenamento. Acredito que o grande boom nos veículos eléctricos será uma nova geração de armazenamento de energia, como por exemplo os supercondensadores.

          • Darksantacruz says:

            A tecnologia está a evoluir para teres um exemplo os cientistas norte-americanos descobriram uma forma de separar o hidrogénio do oxigénio sem gastar energia apenas entrando em contacto com um componente do alumínio.

          • Fernando Negro says:

            Já para não falar de que:

            1) Por não existir na sua forma elementar e ser necessário obtê-lo a partir de (a água ou) outros elementos, gasta-se mais energia a produzi-lo (por electrólise) do que a que se obtém em retorno, a queimá-lo. E, se é para alimentar “baterias de iões de lítio” (eléctricas), mais vale a pena (aumentar a sua capacidade e) carregá-las directamente da rede eléctrica (de onde virá a energia para tal electrólise). Ou seja: estar a usar electricidade para produzir hidrogénio para carregar baterias eléctricas é um óbvio desperdício de energia, que não faz sentido, do ponto de vista económico.

            2) O hidrogénio é uma substância altamente explosiva (e, certamente, ainda mais quando guardado sob pressão, para aumentar a sua densidade energética – com vista a aumentar a referida autonomia do veículo). Imaginem o que será um acidente sério com um destes automóveis!

            As minhas fontes para isto também já são relativamente antigas – sendo estas estudos que foram feitos no início da década passada, quando se começou a falar da escassez de petróleo e gás natural. Mas, continuo a não acreditar na viabilidade deste tipo de veículos. Que seja possível ter carros movidos a hidrogénio, não duvido (e sei que os já há). Agora, que tal seja viável, em termos económicos e de segurança, em grande escala, é que ninguém me convence de.

            O futuro dos combustíveis líquidos, para alimentar pequenos veículos, será a mesma aproximação que os nazis tiveram na Segunda Grande Guerra, de produzir hidrocarbonetos sintéticos (https://www.cnet.com/news/miracle-tech-turns-water-into-fuel/). Mas, para que se possam usar hidrocarbonetos sintéticos em grande escala, é preciso que voltemos a ter fontes de energia abundantes, com as quais nos possamos dar ao luxo de desperdiçar alguma energia. Algo que apenas será possível quando for desenvolvida a energia de fusão – a qual, infelizmente, está a ser propositadamente adiada (https://pplware.sapo.pt/informacao/energia-limpa-em-2030/#comment-1966377).

          • x says:

            Além de que os materiais usados para construir as baterias são bastante prejudiciais ao ambiente.
            Os híbridos não são tão amigos do ambiente como se diz.

          • Gamas says:

            Supercondensadores não são tecnologia utilizável para um armazenamento de energia. São dispositivos muito úteis para outros tipos de aplicações, mesmo dentro destes veiculos.

    • Manuel Ferreira says:

      A Toyota tem a circular uma viatura com esta tecnologia acerca de 2 anos. Em alguns Paises do Norte da Europa assim como na Alemanha. É o Toyota Mirai.

  2. Asdrubal says:

    A resposta à pergunta “Mas é seguro o armazenamento do hidrogénio?” ficou por esclarecer.

    • Vítor M. says:

      Bem visto, essa é a questão grande parte das pessoas fazem. Será seguro? Será que a tecnologia de armazenamento é segura?

    • Sérgio J says:

      Nos anos 90 todas as marcas tinham feito grandes progresso nesta tecnologia. Na altura era mais certeza que este seria o caminho do que a agora na utilização de baterias. Um dos calcanhares de Aquiles sempre foi este. Chegou a um determinado ponto e todos abandonam e passado alguns anos viraram-sepra os eléctricos movidos a baterias.
      Pessoalmente acredito muito mais nesta tecnologia do que nas baterias. Seja pq as baterias são indirectamente altamente poluentes, seja por uma questão de escalabilidade. Ninguém se pergunta como vamos produzir tanta energia eléctrica e como a vamos destribuir. Batas fazer algumas contas para perceber que no mínimo teremos de duplicar ou triplicar as infrastructuras de distribuição. Não sei onde se irá buscar tanto metal em tão pouco tempo… As células de combustível podiam se adaptar a partir modelo actual de distribuição, tornando muito mais fácil esta transição.
      Pessoalmente acredito que teremos um modelo híbrido em que as três tecnologias coexistirao

  3. carlos says:

    Tenho muitas duvidas no valor dos 700 bar de pressão nos depósitos. Nem acredito ser esse até o possível valor de testes de rotura. Só como exemplo, as garrafas de oxigénio e hidrogénio no mercado situam-se na ordem dos 300 bar, e são cheias até cerca dos 200 e poucos, as de propano cheias nos 70 bar, mas tudo é possível…

  4. Daniel says:

    Andamos a reclamar do da corena a criar bombas de hidrogenio e andamos nós com elas nos nossos carros. Num acidente em que existe um fuga de hidrogénio + um pequena chamada e a taxa de sobrevivência é de 0%.

  5. Carlos Vieira says:

    Tanto quanto sei, a Toyota já tem um modelo ( Mirai ) – a circular na Europa desde 2015.
    Só não o temos cá, devido a não existir rede de distribuição do hidrogénio.
    Pelo que me parece, a Mercedes ainda está a dar os primeiros passos.
    Podem ver aqui o Mirai.
    https://www.toyota.pt/world-of-toyota/articles-news-events/2015/Toyota_Mirai_O_futuro_aterra_na_Europa.json

  6. Carlos Vieira says:

    Tanto quanto sei, a Toyota já tem um modelo ( Mirai ) a circular na Europa.
    Só não está cá, devido a ainda não termos rede de distribuição do hidrogénio.
    Parece-me que a Mercedes ainda está a dar os primeiros passos nesta tecnologia.
    Podem ver o Mirai, aqui:
    https://www.toyota.pt/world-of-toyota/articles-news-events/2015/Toyota_Mirai_O_futuro_aterra_na_Europa.json

  7. Belmiro says:

    Os alemães estão a anos luz dos americanos e japoneses. Boa sorte …

  8. Rui says:

    No mesmo dia que a mercedes lança esse em hidrogenio…. aparece outra que diz que a mercedes vai ter todos os carros com versões electricas
    Estará a apostar em 2… opcões diferentes ao mesmo tempo? não têm lógica

    https://ionline.sapo.pt/580037

  9. Sousa Campos says:

    E o ar comprimido?

    • carlos says:

      pois é, e o ar comprimido nao da rentabilidade suficiente……
      para as empresas…lol
      isso de ser 100% ecologico é uma dor de cabeça
      e ainda por cima é seguro
      nao vale a pena looooooool

  10. Vitor says:

    Na cidade do Porto andaram durante anos alguns autocarros a hidrogénio, fazendo as carreiras e percursos normais diários de qualquer outro autocarro. Era uma das fases teste e teve um brilhante desempenho. Fizeram o periodo estabelecido e depois voltaram à base conforme inicialmente estabelecido. Segurança: o Porto está bom e de saúde e recomenda-se, acidentes houve, mas nenhuma explosão nuclear! Autonomia: dava para o dia de trabalho. Esta notícia, no fundo não é notícia, mas é sempre bom relembrar as possibilidades energéticas e de mobilidade. Daí não compreender os comentários que leio neste artigo.

  11. Vitor says:

    Nota: “acidentes houve”, refiro-me a rodoviários ou de manobras

  12. NG says:

    quanto custa os 4 KG de Hidrogenio para 500 KM ?

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