Histórico: EUA aprovam “vacina” para combater o VIH
Este é provavelmente um momento histórico para a luta de décadas contra o vírus da imunodeficiência humana (VIH). As Autoridades de Saúde dos Estados Unidos aprovaram um tratamento preventivo para combater o VIH.
Yeztugo: o medicamento para reduzir o risco de contração do VIH
Denominado de Yeztugo (lenacapavir), este medicamento destina-se a reduzir o risco de contração do Vírus da Imunodeficiência Humana - causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) - por via sexual em adultos e adolescentes com um peso mínimo de 35 quilos. Esta injeção profilática aplicada apenas duas vezes por ano (PrEP).
Daniel O'Day, presidente e diretor-executivo da Gilead, considerou a aprovação um "momento decisivo na luta de décadas contra o VIH".
O Yeztugo vai ajudar-nos a prevenir o VIH a uma escala nunca antes vista. Temos agora uma forma de acabar com a epidemia do VIH de uma vez por todas
Os ensaios clínicos que foram realizadas mostraram que 99,9% dos participantes que receberam o tratamento permaneceram seronegativos, afirmou.
A empresa ainda não divulgou publicamente o preço do medicamento, mas foi estimado que deverá estar em linha com os medicamentos preventivos atualmente disponíveis, rondando os 25.000 dólares por ano. Como tratamento para pessoas que já vivem com o VIH, o custo anual é de cerca de 39.000 dólares.
O VIH é o vírus da imunodeficiência humana que causa a SIDA. O vírus ataca e destrói o sistema imunitário do nosso organismo, isto é, destrói os mecanismos de defesa que nos protegem de doenças.
Existem dois tipos de VIH: o VIH-1 e VIH-2, sendo o primeiro o mais frequente em todo o mundo.
SIDA significa síndrome de imunodeficiência adquirida. É um conjunto de sinais e de sintomas que aparecem pela deficiência do sistema imunitário, que vai ficando com menos capacidade de resposta ao longo da evolução da doença. Pode surgir após a infeção por VIH.
Importa realçar que estar infetado com VIH não é o mesmo que ter SIDA. As pessoas que estão infetadas com VIH são seropositivas, e podem ou não desenvolver SIDA.





















E este vai ser produzido em Portugal inclusive em Portugal.
O título está errado. Não se trata de uma vacina, mas sim de um antirretroviral. Duas coisas bem distintas. Além disso no corpo da notícia fazem referência ao custo, referindo o valor de 24 euros. É mais 24000 euros.
1) “Vacina”
2) Preço: $25 por pessoa. https://www.theguardian.com/society/2025/jun/17/hiv-ending-drug-lenacapavir-manufacture-cost-per-patient-gilead
“Gilead Sciences has announced a US list price of $28,218 USD per person per year”
“In a research paper published in The Lancet HIV this week, experts found that generic lenacapavir could cost $35-$46 per person-year. This could fall to $25 per person-year for a committed demand of five to ten million people within the first year, bringing pricing in line with or lower than current oral PrEP.”
O artigo do Pplware está a misturar o preço oficial com a estimativa otimista de preço do genérico em larga escala:
“US$ 28.218 (cerca de 24 euros)”
Sim foi essa a fonte
Está muito longe de ser uma “vacina”. Mesmo com as aspas o uso da palavra é enganador. O mecanismo de funcionamento não tem nada a ver com o das vacinas. É um antirretroviral de efeito prolongado, não treina o sistema imunitário para atacar o virus, que é o que fazem as vacinas.
O valor mencionado nesse artigo do The Guardian é uma estimativa para o custo de fabrico, que não tem nada a ver com o preço que as farmacêuticas cobram, muito menos num país como os EUA.
Mesmo após comparticipação de seguros de saúde e/ou de sistemas nacionais de saúde, o custo será muito superior. O mesmo princípio activo, o lenacapivir já é usado na forma oral e o custo é superior.
Não deixa de ser um avanço importante, porque é mais conveniente tomar uma injecção a cada seis meses, do que tomar um comprimido todos os dias, garantindo uma melhor adesão ao tratamento. Mas não vamos chamar a isto “vacina” e não tenhamos ilusões, as farmaceuticas vão-se fazer pagar bem pela conveniência.
O lenacapavir não é uma vacina – “É um medicamento antirretroviral injetável desenvolvido pela Gilead Sciences utilizado tanto no tratamento quanto na prevenção do HIV. Diferentemente de uma vacina , que estimula o sistema imunológico a a produzir defesas próprias contra um vírus ou bactéria, o lenacapavir atua como inibidor do capsídeo do HIV, interferindo diretamente no ciclo de replicação do vírus ao bloquear a estrutura protetora que envolve o seu material genético”.
Até se pode chamar uma espécie de vacina, mas não é – a grande diferença é que é preciso uma injeção de 6 em 6 meses.
Já está autorizado e é usado nos EUA desde 2022.
Então qual é a confusão com o que diz o Guardian, de que se espera a aprovação do lenacapavir para 19 de junho.
A explicação possível é que o lenacapavir foi aprovdo em 2022, com o nome comercial Sulenca, “para tratamento de adultos com HIV multiresistente, em combinação com outros antirretrovirais. Enquanto a falada autorização, em junho de 2025, é para o lencapavir com o nome comercial Yetzugo “como profilaxia pré-exposição (PrEP) para prevenção do HIV.”
Quanto ao preço, o Sulenca, para tratamento, anda pelos 39.000 USD/ano. A empresa não disse o preço do Yetzugo, avançando o Guardian que poderá ser de 25.000 USD/ano. O Guardian também refere estudos que dizem que o lenacapavir poderia ser fabricado a 25 USD, como genérico, se as empresas farmacêuticas se interessassem e houvesse um elevado volume de encomendas.
“Vacina”
Isso se o pessoal der pelas ” ”
Ainda por cima o titulo começa com “Histórico”, que parece uma descoberta. Afinal não é vacina e não é histórico (o medicamento já existe há anos). E o baixo preço é SE o medicamento passar a genérico, SE as empresas farmacêuticas se interessarem e SE tiverem grandes encomendas. Senão, o medicamento continua caríssimo, com umas ofertas da empresa farmacêutica que o produz para disfarçar.
Basta ler as declarações de Daniel O’Day, presidente e diretor-executivo da Gilead, que considerou a aprovação um “momento decisivo na luta de décadas contra o VIH”.
Se fosse eu que vendesse o medicamento, agora também como preventivo do HIV, também estava contentíssimo – pelo aumento da procura. E não diz, por, exemplo, que o vai passar a genérico ou que vai baixar o preço para os 25 USD. Já para tratamento o medicamento é escasso e muito caro. Com o aumento da procura, agora como preventivo, os países com menos recursos que muito dificilmente o podiam comprar ficam pior. Histórico!
Lê outra vez o artigo com calma. Não fala em vacinas, e indica o preço atual como 25.000€ e o preço potencial no futuro de 25 a 35€.
rjplopes esta certo. Não pode ser considerado vacina
As vacinas funcionam estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos ou células T capazes de reconhecer e combater uma infecção futura. Elas “ensinam” o corpo a se defender antes de encontrar o patógeno.
O Yeztugo (lenacapavir), por outro lado, é um agente antirretroviral de ação prolongada. Ele age interferindo diretamente no ciclo de vida do vírus HIV, impedindo sua replicação e o estabelecimento de uma infecção no organismo em caso de exposição. É um escudo químico, não um “treinador” do sistema imunológico.
Vacinas antes , neste caso é depois exposição.
O que é uma vacina?
Uma vacina é uma preparação biológica que estimula o sistema imunitário a reconhecer e combater um agente patogénico (como um vírus ou bactéria), sem causar a doença.
Funciona da seguinte forma:
– Introduz no corpo uma forma inofensiva do agente (inativo, atenuado ou apenas partes dele, como proteínas);
– O sistema imunitário reage, produzindo anticorpos e memória imunitária;
– Se a pessoa for exposta futuramente ao verdadeiro agente, o corpo reconhece-o e responde rapidamente, prevenindo a doença ou atenuando os seus efeitos.
Que não é de todo o modo de funcionamento deste medicamento e de qualquer outro antirretroviral.
Então, como funciona?
Um antirretroviral interfere com os mecanismos de replicação dos vírus, mas nunca os consegue eliminar na totalidade, porque muitos deles têm a capacidade de se esconder em zonas imunopreviligiadas do nosso corpo, onde o nosso sistema imunitário não funciona ou se encontra muito suprimido. No caso do HIV, este esconde-se dentro de um tipo específico de células do sistema imunitário (CD4+ T), e aí pode permanecer dormente durante largos períodos de tempo. Se o indivíduo infectado deixar de tomar a medicação antirretroviral, o HIV usa a maquinaria dessas células para se replicar e nesse processo destrói-as e compromete as funções do sistema imunitário.
É por causa deste mecanismo que se queremos evitar a infecção por HIV, uma das opções é a Profilaxia Pré-Exposição, vulgo PrEP. O objectivo é impedir que o HIV entre nesses reservatórios e iluda o sistema imunitário. Este tipo de tratamento também funciona após exposição ao vírus, mas tem de ser iniciado rapidamente após o evento (entre 2 e 72 horas após), caso contrário corre o risco de não ser eficaz.
O princípio ativo deste medicamento, o lenacapavir, já é utilizado na forma oral em alguns protocolos de PrEP, mas tal como noutros regimes semelhantes implica a toma diária de um comprimido, o que faz diminui a aderência ao tratamento. A inovação deste tratamento é que é uma uma forma injectável de longa duração (1 ano ou 6 meses, dependendo da versão), o que aumenta imenso a conveniência e diminui imenso as questões relacionadas com o estigma sociail em torno do PrEP, porque torna mais fácil manter a privacidade das pessoas a que ele recorrem.
É verdade que o HIV tem a capacidade de se esconder em reservatórios latentes, o que dificulta a sua erradicação total. No entanto, os avanços terapêuticos atuais — como o lenacapavir de longa duração — não visam apenas suprimir o vírus, mas impedir eficazmente a sua instalação nesses reservatórios. A inovação reside precisamente na prevenção sustentada, com elevada eficácia e maior adesão, que se traduz num controlo quase total da infeção.
Além disso, a investigação em terapias genéticas, anticorpos de largo espectro e imunomoduladores está a abrir caminho para estratégias funcionais de cura, algo impensável há duas décadas.
Esta ideia de “impedir” cruza-se conceptualmente com o princípio das vacinas, embora com diferenças técnicas importantes.
Ambos visam prevenir a instalação da infeção antes que o vírus se dissemine ou estabeleça nos reservatórios. No caso da PrEP com lenacapavir, o medicamento está ativo no organismo antes da exposição, tal como uma vacina prepara o sistema imunitário antes do contacto com o agente infecioso.
Contudo, a distinção fundamental é:
– Vacina: estimula o sistema imunitário a criar uma resposta duradoura (anticorpos e memória imunitária).
– PrEP: é uma barreira farmacológica direta, sem ativar o sistema imunitário de forma adaptativa.
Ainda assim, na prática preventiva, ambos funcionam como estratégias de bloqueio precoce da infeção. Por isso, sim, podemos dizer que há uma aproximação funcional ao conceito de vacina, especialmente quando se fala em formulações de longa duração e administração prévia ao risco.
Cararíssimo, mas isso é o conceito central por trás do PrEP, como indico acima: impedir a entrada o vírus nos reservatórios. E nesse campo o lenacapavir não tem nada de inovador, outros antirretrovirais como o tenofovir, o disoproxil e a emtricitabina já o fazem há muito tempo. Até já tens outros de longa duração como o cabotegravir, cuja toma é feita por injecção a cada dois meses.
E mais uma vez, é completamente errado chamar de vacina, porque não cria qualquer tipo de “memória” no sistema imunitário que leva à produção de anticorpos quando ocorre uma infecção.
São coisas muito diferentes e a vossa insistência em colar o termo “vacina” a esta terapêutica é errado do ponto de vista científico e roça a desinformação.
“uma forma inofensiva do agente” … inofensiva… é por isso que o corpo tem de gerar resposta imunitária …. inofensiva.
Se fosse uma forma inofensiva o corpo nem sequer reagia… descartava… como é um ataque tem de responder adequadamente.
😛
Lê tudo.
(inativo, atenuado ou apenas partes dele, como proteínas);
Mania de truncarem as frases.
Garantidamente não deve ser barato, porque a sua é um pesadelo.
Os materiais, acondicionamento é também um problema.
E tem de pagar o desenvolvimento do produto.
Mas sim 24€ por frasco… Até acho que estão a ter uma margem de lucro curta, comparado com outro tipo de produto do género.
Atenção tem uma boa taxa sucesso, mas acho que ronda os 80%
Acho que o que vai ser comercializado é o anual ( dose anual), mas eles têm outro de 6 meses.
Mas acho que já o meteram na gaveta por agora.
Mas é um medicamento pioneiro, que já era preciso…
48 euros, por ano, após os 14 anos, é pesado.
Nos EUA, provavelmente, as seguradoras vão cobrar 800 dólares, anualmente, pela cobertura, de cada pessoa, em zonas, de elevada incidência, do VIH.
Por cá, podemos começar a ver, “Se quiser pagar 70 euros mensais, tem de levar as 2 doses, do LENA, por 50 euros cada, senão são 190 euros mensais e não cobrimos nada, que surja, que possa ser ligado ao VIH.”
O valor, de referência são 28 dólares. O restos são cêntimos, devido a contratos, de fornecimentos. Se comprar 10 milhões, de frascos, paga 21,3 dólares, por cada. Se comprar 1 frasco, paga 48,21 dólares. O PvP é 28 dólares e 22 cêntimos. Precisa de 2 doses anuais, a partir dos 14 anos de idade.
Eles estão a produzir dose anual.
Devido a dificuldadea técnicas da de enchimento.
O produto é altamente viscoso.
Produzir em micro doses ( 6 meses) tem um grande custo.
Tanto é que vamos na primeira fase produzir em Portugal as doses anuais.
Custo mais baixo e em larga escala.
Nós EUA que está a ser usado como referência eles não são apologistas de administração de medicamentos que tenham mais processos manuais como na Europa.
Retira do fraquinho, ir buscar uma agulha, tirar a dose e administrar.
Nós EUA eles só querem redy to use.
Tipo as vacinas do COVID que é abrir da embalagem e administrar.
A nível de produção em larga escala o custo é muito superior e demorado.
Em uma linha de produção moderna consegue pot semana produzir 2 milhões de unidades de doses anuais.
Se for de doses de 6 em 6 meses nem 500mil consegue.
Os custos operacionais aumentaram para 4x mais, daí os medicamentos para os EUA serem muito mais caros
Já existia. Talvez apenas *agora* com preços algo mais ‘normais’.
Lenacapavir was approved for medical treatment in the European Union in August 2022, in Canada in November 2022, and in the United States in December 2022.
(in https://en.wikipedia.org/wiki/Lenacapavir)
Concurso Público aprovado há um ano (21/08/2024), vejam os preços na 19
– LENACAPAVIR [300 MG; CÁP/COMP] a 736,27 euros por comprimido, e
– LENACAPAVIR [463.5 MG; 1,5 ML; SOL INJ; FRS] a 11.044 euros, por frasco !!!
(fonte https://www.spms.min-saude.pt/wp-content/uploads/2024/11/CE-900_2024_Republicado.pdf)
Um bem-haja
Estão a confundir 2 aspetos da noticia.
Tem um custo de fabrico estimado em 25 € por dose anual
No entanto, o seu preço no mercado é fixado em 28.218 Dólares Americanos
Não, ninguém diz que tem um custo de fabrico estimado de 25 USD por dose anual. Diz que era possível fabricá-lo a esse preço – se fosse genérico, se a indústria farmacêutica se interessasse e se tivesse um elevado número de encomendas.
Não chega a indústria farmacêutica se interessar, era necessário que a detentora das patentes, a Gilead, abrisse mão dos lucros fabulosos que poderá ter.
Spoiler: nunca o fará.
Quando muito, a Gilead poderá negociar preços mais “simpáticos”. Para teres uma ideia da simpatia, basta ver o que se passou com a negociação do tratamento da Hepatite C: cerca de 14.500€ por ciclo de tratamento.
É tão vacina quanto as do covid. Não é uma vacina. É um injetável, nada mais. Se vamos chamar vacina a tudo quanto se injeta, desvirtuam-se as palavras e deixam de fazer sentido.
No caso do COVID é vacina, porque o tratamento em causa faz com que as nossas células produzam proteínas virais que servem para treinar o nosso sistema imunitário, para que este seja capaz de reconhecer o virus em caso de infecção e já tenha a capacidade de produzir anticorpos necessários ao seu combate.
Isto é um avanço, as curas ou as melhorias, só existem se os productos estiverem disponiveis a preços quepermitam as pessoas adquiri-los.
Agora resta os russos aprovarem a venda da vacina para o Cancro, para o fim do Ano, se tudo correr bem.
Se realmente for o que dizem, vai ser um avanço para a humanidade tremenda..
Há armas e tecnologia para nos matar a todos, mas muito pouco é feito para nos curar.. a humanidade, tem que se tornar humana..
Com este tratamento para o VIH, e com o vacina para o cancro, podemos dizer que o mundo pode estar a ficar desenvolvido, porque muitos outros productos vão surgir deste 2, para diversas situações.
É uma boa noticia, é uma pena que ao mesmo tempo se provoque uma destruição humana tremenda, genocidio e afins..o que faz com que percamos a fé..mas depois estas noticias ajudam a resistir a tanta coisa negativa..
A ver vamos..
“The company has not yet made the price of the drug public, but it has been estimated reported that it is likely to be on par with current preventive medications at about $25,000 (£18,400) a year. As a treatment for people already living with HIV, it costs about $39,000 annually.
It could, however, be made for only $25 (£18.40) a year – including a 30% profit margin – analysis from the University of Liverpool and others suggests.”
A empresa não avançou com o preço mas deverá ser próximo dos valores dos outros tratamentos, (25 000 por ano). No entanto os custos de produção podem ser de aproximadamente 25.
Óbvio que a empresa vai cobrar o valor mais alto que conseguir negociar.
Não é uma vacina é um antiviral especifico…para este vírus
Algo que já existe em compridos..