Funerária de Castelo Branco usa dados de morto para escapar a multa de trânsito
Uma agência funerária de Castelo Branco e o seu gerente são acusados pelo Ministério Público (MP) de falsificação de documentos e de uso indevido de dados pessoais. Em causa está a utilização de dados pessoais de um morto para escapar a multa de trânsito.
Carrinha funerária foi apanhada por radar a circular a 102 km/h
O caso remonta a 31 de dezembro de 2023: uma carrinha funerária da empresa Funeralbi foi apanhada por radar a circular a 102 km/h num troço da Estrada Nacional 119 onde o limite era de 50 km/h.
Quando a autoridade rodoviária pediu que fosse identificado o condutor, o gerente da funerária indicou os dados de um jovem de 19 anos que havia falecido dias antes e cuja família tinha contratado o funeral.
Os pais do jovem ficaram indignados com a utilização dos dados do filho para imputar uma infração à empresa funerária.
O MP solicita que a multa de 300 euros, valor da coima por excesso de velocidade, seja perdida em favor do Estado.
Os indícios apontam para crimes cuja pena pode atingir os sete anos de prisão.






















Então:
– a carrinha levava o falecido e já ia atrasada para o funeral
– foi apanhada a 119 kmh onde o limite era 50 (obviamente uma entrada de localidade, o condutor ainda nem tinha tido tempo de reduzir a velocidade);
– com esse excesso de velocidade é uma contraordenação muito grave – a multa é de pelo menos 500 € para ligeiros, com inibição de conduzir e perda de pontos na carta
– quando lhe chegou a multa, o dono da funerária indicou o falecido como o condutor e a ANSR enviou a multa para a casa do pai, que desbroncou.
Coisas mal combinadas, é o que é.
Oh aves já ninguém aguenta……….
Ca…do eras um poeta.
os comentários do Max são do mais valido, isento e factual do que encontras por aqui.. eu só formulo opiniões depois do Max comentar.. é serviço publico
Ironia certo?!
Não, sinceridade.
É verdade que parte dos comentários são AI mas se vires complementam sempre o artigo em questão
o Max já é mais maquina que homem!
Fosse da minha família e haveria outros falecidos… Que JAVARDICE
Correção:
– Num carro particular a ANSR envia a multa ao dono do veículo, que é presumido como o condutor – que tem a possibilidade de indicar outro condutor (se houver inibição de conduzir e/ou perda de pontos na carta, um parente dá sempre jeito, sobretudo um que tenha carta mas já não conduza).
– Num carro de empresa, a ANSR notifica a empresa para que indique quem era o condutor antes de enviar a multa. Terá sido o caso.
Com a esta manobra, a funerária pagava a multa, mas a perda da carta de condução e de pontos não tinha consequências.
Sendo assim, não sei como é que as autoridades e a família descobriram.
Oh Aves, outra vez arroz….já chega
Correção da correção:
– para infrações relacionadas com condições do veículo (ex. pneus gastos ou falta de seguro, a responsabilidade é do titular (empresa) e não do condutor
– no caso de infrações como a que está em causa, a responsabilidade é do condutor, que terá de pagar a multa, perder a carta ou pontos na carta – ou seja, funciona do mesmo modo que nos carros particulares.
Ao indicar o falecido como o condutor, a empresa transfere para ele toda a responsabilidade – multa e sanções acessórias. Por isso custa a perceber como é que a funerária se meteu nisso sem ter combinado com a família, antes de responder à notificação da ANSR. A ANSR também pode ter algum sistema que deteta a emissão de multas a pessoas falecidas.
Também, uma funerária com o nome “Funeralbi”…
O que é um funeral bi? É um funeral que dá para os 2 lados…?! 😀 😀
Escusado…….
Caso não saibas os habitantes de CB tem o nome de albicastrenses, queres que te faça a conta de somar ou Chegas la.
Muito obrigado pela elucidação.
Sei que os habitantes de CB se chamam albicastrenses, mas não associei as duas coisas, só li “funeral” e depois só sobrava o “bi”… 😀 😀
Se fosse um Tesla podia culpar o AutoSCAMpilot.
Para quem acha que o abuso de dados pessoais por empresas com acesso aos mesmos não acontece…
Foi mal combinado sim… o infractor dava o dinheiro aos pais do falecido para estes pagarem a multa, o falecido ficava sem a licença de condução (que não lhe fazia falta nenhuma), o infractor podia continuar a trabalhar (conduzir), provavelmente voltaria a cometer outra infração, era tudo receita para o estado…
Há pessoas em Portugal que são um nojo.