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Alunos do Ensino Profissional vão entrar no Ensino Superior sem exames nacionais


Pedro Pinto é Administrador do site. É licenciado em Engenharia Informática pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e obteve o grau de Mestre em Computação Móvel pela mesma Instituição. É administrador de sistemas no Centro de Informática do IPG, docente na área da tecnologia e responsável pela Academia Cisco do IPG.

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  1. Joao says:

    E qual é o problema a submeterem-se a exames nacionais como a normalidade dos estudantes? São especiais? Os papas recebem o RSI e não podem ficar mais um ano a marrar?
    É um vergonha das piores medidas de sempre na Educação; um aluno por via normal por duas ou três décimas falha o mínimo para ingressar no ensino superior enquanto outros têm via aberta. Enfim…

    • Js says:

      A diferença : enquanto os alunos do normal tiveram uma boa nota e chegam a um curso de Engenharia e não percebem patavina, os amigos do profissional fazem-no com uma perna às costas, e muitos deles nem perto da nota mínima tirariam no exame.
      Não vejo onde está a vergonha, aliás, vergonha é haver tamanha taxa de jovens não formados a nível superior, isso sim é vergonhoso.

      • Mateus Pinto says:

        Js, esse teu comentário é a piada do dia… esses tipo de ideia é que leva a acreditar que os policias são juízes, que os enfermeiros são médicos, que um engenheiro é também arquiteto, que qualquer cozinheiro é uma estrela Michelin.

        O que vai acontecer é que vai aumentar a quantidade de formados, baixar a qualidade, baixar os salários e aumentar o número de formados nas caixas de supermercado. Que bom ter como em Cuba engenheiros emédicos a conduzir táxis…

        • Daniel says:

          um engenheiro pode ser arquiteto, geralmente até o são. Já ao contrário…

        • fak says:

          Mateus pinto:

          lembre-se que as casas antigas foram feitas por pessoas que nem ler e escrever sabiam e há casas de pé à seculos e hoje em dia temos desenhistas, arquitetos, projetistas, pedreiros, carpinteiros, engenheiros, maquinas, etc, e vem um vetinho e manda as casas abaixo…

        • Rodrigo says:

          Sou completamente de acordo, irá resultar em desemprego crescente da classe etária jovem!

      • Cat says:

        Com a perna às costas?
        Va lá à escola todos os dias as 08:30 e sair às 18:30
        Ter todas as semanas testes e apresentações orais
        Va lá no último ano apresentar 120 módulos(matérias) à frente de júris onde vão decidir se concluímos a escola
        Vá lá trabalhar mais de 600h sem receber nem 1€
        E isso do ensino superior não vamos para um médicos, advogados ou algo do género ou seja para onde o nosso curso der saída
        É necessário fazer exames por externo se quisermos ser por exemplo advogados. Informem-se

      • Luis says:

        Esse comentário só pode ser pura ironia. Experimente colocar um aluno vindo do ensino profissional a fazer as cadeiras de cálculo, física e química etc, que fazem parte do currículo de qualquer curso de engenharia, e depois conversamos. E não se esqueça que estas disciplinas são a base para qualquer outra cadeira da área da Eng. Isto não é mais do que estender a passadeira a jovens, sem conhecimentos básicos para estar na universidade, a entrar na universidade e desistir passado um ano, com as consequentes humilhações e traumas para estes mesmos alunos. O Ensino profissional não foi criado para o acesso à universidade, foi criado para pessoas que não querem um ensino mais teórico nem querem dedicar-se tanto ao estudo nem estudar até aos 24 anos, mas sim para um estudo mais prático de modo a que aos 18 anos possam ingressar no mundo profissional com formação e assim um melhor salário.
        Sobre “amigos do profissional fazem-no com uma perna às costas” não faz a mínima ideia do que está a falar. Se acha que um curso de engenharia tem alguma coisa a ver com o ensino profissional então não devia sequer comentar.
        Mais uma vez em Portugal está-se a baralhar tudo e a criar facilitismos!

        • pedro says:

          Não concordo com o seu comentário. Há uns anos atrás eu fiz um curso profissional e o 12º ano, tentei entrar numa pública mas nao tive notas suficientes, acabei por entrar numa privada, entrei sem grandes conhecimentos de matematica e fisica, mas em 2 meses estudei no duro e acabei por recuperar todas as bases necessarias em mat e fisica. Formei-me em engenharia informatica numa univ privada mas hoje tenho um bom cargo numa empresa e sou chefe de varios estudantes que estudaram no publico.

          • Rodrigo says:

            Mas acaba por ser mais difícil entende? Quanto muito deviam criar algumas bases no ensino profissional, isto fará com que muito não consigam acompanhar e irá criar desgostos e desemprego

        • int3 says:

          Eu sou do profissional e fiz tudo à primeira. Qual é o problema agora?

        • Fábio Silva says:

          Eu vim do ensino profissional.
          Entrei numa licenciatura pela via M23 e arrependi-me… pois não aprendi nada de novo na licenciatura!
          E os meninos que vieram do ensino tradicional? Bom… safaram-se a copiar e/ou com notas de cáca.
          Tenho dito, meus amigos.

      • João says:

        Sim os alunos do profissional são barras em física e calculo diferencial e integral…topo da lista

        • pedro says:

          Com tanta informação na net, quem nao tem bases em fisica e matematica consegue aprender estas materias em 2 meses de estudo intenso. Esta ao alcance de qualquer um basta ter disciplina para estudar. Eu sou engenheiro e não me considero um genio so por ser engenheiro portanto a engenharia esta ao alcance de qualquer um basta estudar com disciplina.

          • Pedro says:

            certamente não tirou o curso no IST ou na Faculdade de Engenharia do Porto !!! esses é que são os verdadeiros engenheiros …. o resto são pretendentes a engenheiros, apenas o são por lei !!!

          • Pedro Pinto says:

            “Verdadeiros Engenheiros”, o que significa isso? Os que fazem parte da Ordem?

      • tIAGO says:

        espera.. então o correto é quem usa a via normal para entrar na faculdade, como em cursos como Medicina, Engenharia não entra, e quem andam em cursos profissionais entra com “o teste feito pela faculdade” uauuu. excelente ideia ! Mais uma vez o país a favorecer a falta de dedicação, disciplina, e empenho. Mais uma vez fico com a ideia de que o comodismo, a lei do menor esforço é o caminho certo, já que este caminho está sempre a ser facilitado invés cortado e sim obrigar as pessoas a dedicarem-se para alcançar os objetivos que tanto desejam! Enfim desisto desta sociedade presente em Portugal onde o que importa é o parecer em vez de o ser !

        • Rui Rocha says:

          tudo vai depender do ponto de vista.
          Estou a estudar no momento, fiz um curso profissional que acabei em 2009.. entrei na universidade pelo consurso M23 e hoje no ultimo ano da universidade posso-lhe dizer que são os alunos que entraram por M23 que tem mais vontade de acabar o curso e que estão a trabalhar mais que os restantes para aproveitar o tempo que estão a estudar para adquirir o máximo de conhecimento.
          Não tinha qualquer base de matemática, mas fiz todas as cadeiras de matemática no respetivo ano. conseguinto notas de 17 analise, e as restantes 14 e 15. Já para nao falar das cadeiras mais da area onde me considero dos melhores do meu ano.
          Quem opta por o ensino profissional, muitas vezes não é por falta de capacidade, mas sim porque pensa em trabalhar a curto prazo numa area e ter alguma especialização. Mas como tudo na vida depois vemos que se aprofundar-mos ainda mais os conhecimentos podemos ter melhores oportunidades.
          Hoje em dia já só nao vao só os “burros” para o profissional.

      • tiago says:

        ahahahahahah … os do profissionais chegam ao curso de Engenharia e dominam a matemática que não dominaram no secundário! espera diz lá essa outra vez.. para verificar se querias dizer mesmo isso..

      • S says:

        Fazem fazem, só a quantidade de alunos de profissional de Informatica que via na licenciatura comigo eram aos milhares e digo-te já que 80% deles não sabia a diferença entre uma linguagem de programação e uma linguagem de markups.

        A sério só pela quantidade deles que desistem do curso no primeiro e segundo ano vê-se logo que os dos cursos profissionais são aqueles que não querem fazer nada da vida.

        • Perez says:

          Estar a generalizar baseando-se numa amostra tão pequena não representa a realidade, mas deve saber isso visto que é um exímio informático. Falar de um país inteiro tendo em conta apenas a sua realidade mostra mais sobre si do que sobre a qualidade do ensino profissional. E pergunto mais, se o profissional é assim tão mau, porque confere Nivel 4 do QNQ quando o secundario dito normal apenas confere Nivel 3?

    • jaugusto says:

      “…estes alunos vão ter de cumprir os critérios definidos pela instituição…” ninguém está dizer que não tem de fazer exames.

    • Blue Beast says:

      Concordo consigo.Olhe,enfim… 😐

      • int3 says:

        Segui pelo profissional, fiz um CET (na altura era só 1 ano), fui para engenharia informática, trabalho há 3 anos e estou a meio do curso e já faço 30 mil euros anuais+bonus+subsídios de almoço bem bons. E sei derivar e integrar sem problemas porque também fiz as matemáticas todas como os restantes. Grande RSI que tenho.
        Só os retardados desinformados que gostam de continuar desinformados é que dizem disparates como aqueles. Não conheci ninguém com RSI num curso profissional. A maior parte seguiu com as suas vidas, e os restantes foram para a faculdade. metade desistiu porque entretanto começaram a trabalhar e não dá pra conciliar. Eu segui o CET e mais alguns também e 1 ano depois licenciatura ou mestrado integrado. Estou a concluir e eles já concluíram e outros por concluir ainda e quase todos trabalhamos e estudamos à noite. Força de vontade. Esta energia reflete-se no trabalho. Estudantes que vem dos de ciências… é só burros. Nem carregar em duas teclas conseguem. Mas continuamos então a fechar portas aos talentos? Aos verdadeiros talentos que andam escondidos nos outros cursos do secundário? Grande progresso sem dúvida….

        • Miguel Silva says:

          Concordo contigo. Infelizmente, contradizes-te quando generalizas com a seguinte frase: “Estudantes que vem dos de ciências… é só burros. Nem carregar em duas teclas conseguem.”. Basicamente defendes positivamente a tua forma de ver as coisas e comentas de forma pejorativa as pessoas, como um todo, que até agora fizeram um percurso nos moldes aceites pelo ensino superior em Portugal.

          • Jn says:

            Pois, é por muito pouco que se perde a razão, no caso do int3 escorregou na conclusão e deitou tudo a perder. Cuidado, que profissionalmente se se falha muitas vezes no “diagnostico”, por causa das palas que muita gente coloca em diversos assuntos do dia, ou tem um padrinho muito bom dentro da empresa e chega a chefe, ou então mais dia menos dia vai ter problemas na carreira e não passará da “cepa torta” ou vai ter que ir bater a outra porta… ou quem sabe “caixa de supermercado.

          • ANTÓNIO MANUEL ABREU COELHO says:

            Muito bem Miguel. Concordo inteiramente contigo. O Int3 estava a ir bem mas derrapou ao generalizar na apreciação dos cursos de ciências. Julgo poder afirmar que não tenho uma especial queda para defender uma ou outra postura! Sou de ciencias e licenciei-me fazendo exames nacionais, tenho um filho que irá este ano para o profissional… O que gostava era que os cursos profissionais fossem mais exigentes numa ou duas disciplinas, por forma preparar os alunos nessas vertentes. O Profissional é uma óptima opção para os jovens melhor perceberem qual a futura profissão… Passar anos agarrado a livros sem o mínimo de aplicação pratica dos conhecimentos tb não é solução……..

          • int3 says:

            Eu queria soar irônico. Obviamente qualquer um sabe carregar em teclas.

        • Stephane Silva says:

          30k anuais ainda sem ser licenciado?

        • Tiago says:

          Boa tarde, posso pedir para reveres o português no teu comentário? Obrigado

        • Rodrigo says:

          Mas teve de se preparar para provas de ingresso entende? Os exames exigiram criar bases e sem isso no profissional fará com que as bases sejam reduzidas…não faz sentido retirarem do profissional e não do regular que tem mais bases.

        • Deeic says:

          Consegues ser muito engraçado, de facto! Os de ciências é que são burros?! Basta pensares na essência do profissional e do ensino regular que já percebes quem são os burros! Na verdade tu és uma excessão no meio de um mundo em que todos são preguiçosos, visto que muitos deles foram para profissional para não ter de estudar, andam os 3 anos de secundário sem fazer patavina, é só deixar andar, e agora vão passar à frente daqueles que tem de se esforçar e não conseguem entrar na universidade por milésimas!

        • tIAGO says:

          Grandes talentos que andam escondidos nos outros cursos secundários enquanto que os de ciências são uns burros ? uauau outro excelente juizo de valor! Sim quem vai para os profissinais é os inteligentes quem vai para ciências é os burros. Então mas isso toda a gente sabe, por isso é que acabaram os exames nacionais para os “inteligentes” e mantiveram para os “burros” … daah! agora percebi! Obrigado, até hoje ainda nada disto tinha feito sentido, o seu comentário tão dotado de “inteligência” mudou totalmente o meu paradigma! Com a sua ajuda percebo a filosofia do governo! Colocar pessoas que estudaram na proteção civil ? não esses são burros estuda, bora colocar pessoas sem licenciatura é melhor!! Colocar individuos num cargo onde as suas habilitações literarias o permitem estar ? naaah um curso qualquer dá! Aumentar antes o número de vagas ao ensino superior ? naaah facilitar só o acesso ao pessoal dos cursos profissionais que estão muito mais preparados para ser Médicos do que um burro qualquer que teve 19 como média final no curso de ciências e tecnologias, que tão arduamente trabalhou durante 3 anos pelo seu objetivo ! Obrigado INT3

        • António says:

          Não entendo, se realmente os alunos do ensino profissional são tão bons no que fazem e conseguem com tanta facilidade ir para a faculdade e fazer integrais e derivadas e etc, porque não fazerem exames também? Conseguem fazer a faculdade mas não os exames do secundário?
          Cá eu, tenho um colega que só tinha 3 e 2 a Matemática no 10º, entrou no profissional e tem 18’s e 20’s. Eu tenho 15’s e 14’s, ele com esta nova medida vai ter vantagem na entrada na faculdade. Justo? Não me parece.

    • Ricardo R says:

      Qual a necessidade de misturar ensino profissional com subsidiários do RSI?

    • João Jesus says:

      Realmente uma família que depende de ajudas para sobreviver vai mesmo ter condições para mandar os filhos para a universidade, é preciso ter noção da realidade.

    • int3 says:

      RSI? O que é que o RSI tem a ver com isto?

    • Pedro says:

      Tu pensas antes de escrever? Ou foi impulso? É uma medida que a meu ver coloca desafio nos alunos do ensino corrente que por a+b estão claramente na mó de baixo.

    • Pedro says:

      Eu, como aluno que optei ir para curso profissional, se calhar vou para a faculdade e já tenho bases práticas enquanto outros têm notas altas e depois não sabem mexer um dedo. Isto devido a terem lhes terem ensinado teoria.
      No futuro um bom trabalhador não é o que sabe mas sim o que faz bem

      • Jeka says:

        Continua a pensar assim… daí a diferença entre um técnico e um engenheiro!

      • Tiago says:

        Primeiro, corrige o português, segundo teres prática não faz de ti bom, tens de ter inteligência, replicar o que já foi feito é fácil, mas precisas de inteligência para descobrires e criares algo novo, inovar, progredir, precisas de tudo, uma teórica bem sólida e uma boa prática, posso te dizer por experiência profissional que podes saber misturar reagentes muito bem, saberes trabalhar com os equipamentos como se fosses criado com eles, mas se no final não souberes o que fazer com eles, não conseguires criar nada de novo, não passas de um simples técnico de laboratório, não vales mais do que o computador da secretária que não faz nada se não lhe derem os comandos certinhos para fazer.

    • Maurício Lopes says:

      Ignorante! Desde quando é que só filhos de pessoas com RSI é que vão para o ensino profissional? Eu mesmo fui aluno do ensino profissional e nenhum dos meus pais auferia RSI, trabalhavam e trabalham muito para ganhar pouco como maioria dos tugas. É na minha altura havia muita gente que os pais tinham dinheiro. O ensino profissional como o nome indica é profissional, direcionado a uma área mais técnica que só com livros como no ensino normal e com intenção de formar trabalhadores. Enfim só digo que és um ignorante e se grande parte dos comentários que concordam contigo revela uma grande ignorância por parte de certos leitores.

    • Joao says:

      O que tem o RSI a ver com o ensino profissional?
      Tu sabes, sequer, em que consiste o ensino profissional?

    • Hugo says:

      Possote dar me como exemplo muito rápido, tirei um curso profissional de gestão d equipamentos Informáticos e na altura não ingressei numa licenciatura de engenharia por falta d médias tanto a matemática A como a f química. Ambas disciplinas q n tive nos 3 anos d curso. Infelizmente n sou um daqueles beneficiários de pais c dinheiro.. Há mais d 5 anos q faço por mim. Tive d seguir direto pá via profissional, n tinha tempo nem dinheiro para marrar mais um ano como dizes pós exames. Agora com 26 anos vi oportunidade d ingressar num tescp. A estudar e trabalhar ao mesmo tempo.

    • Jorge Rodrigues says:

      Cada um com a sua, mas o seu comentário tem tanto de ignorante quanto de perconceituoso.

    • Ana Rita Santos says:

      Olhe lá, por acaso conhece alguém que teve num curso profissional para puder falar?
      Eu tive num curso profissional e com muito gosto, e nem de perto os meus pais recebem o RSI, amigo.

    • Jorge Cruz says:

      Companheiro !
      Entendo que a idéia é que eles estão sendo prejudicados por terem que fazer exames a partir de conteúdos não estudados, então tinham que fazer uma preparação específica, além das abordagens vistas no curso.

    • Jorge Cruz says:

      Companheiro !
      Entendo que a idéia é que eles estão sendo prejudicados por terem que fazer exames a partir de conteúdos não estudados, então tinham que fazer uma preparação específica, além das abordagens vistas no curso.

    • Pedro says:

      Boas, então quer dizer que se eu quiser por exemplo entrar em medicina, basta me ter uma boa média e entro?

  2. Jorge Rodrigues says:

    Não sei como estão as coisas agora, mas no meu tempo 2002/2005 e pelo menos em programação / gestão nós alunos do curso profissional estávamos muito mais bem preparados do que os colegas do publico.

    • Simao says:

      Concordo plenamente.

    • ssssssss says:

      as coisas mudam, em 2015 ainda se dava visual basic e pascal…

    • int3 says:

      Sem dúvida. Vem estes de ciências convencidos que é fácil a área de IT e só se espetam. Nunca ouve tanta desistências no superior que na área de IT. Entre 200 burros e 10 crânios, aproveita-se 20 dos 200 burros que até são bons, e os 10 crânios do profissional…
      Esta medida só beneficia toda a gente. É que ninguém vai para a faculdade tocar viola, a não ser os alunos de ciências que não sabem o que querem fazer da vida e enchem as vagas de informática até a média ficar igual à da medicina… Os do profissionais que já entendem bem, vão para aprender ainda mais e para se realizarem. Se vão é porque querem mesmo mesmo aprender. Não conheço ninguém que não seja assim.

      • Jeka says:

        Ou se calhar os de ciências vão para aprender no sitio certo que é a a FACULDADE!!! Eu conheço cromos como tu que já sabem programar e acham-se os maiores e depois vêm para o mercado de trabalho e não saiem de uma consultora onde se dizem realizados mas na verdade são uns frustados!

        • int3 says:

          30k anuais e não sou programador e estou a acabar a licenciatura à noite para ir para o mestrado. Estou bastante bem e não sou frustrado. Só sou contra daqueles que acham que na faculdade se aprende tudo. Vem para o mercado de trabalho e conto pelos dedos os bons profissionais…
          🙂 mas valeu a tentativa.

          • Jeka says:

            E tu deves ser dos bons…

          • Tiago says:

            Filho, há de tudo, não generalizes, o facto de entrares para a universidade ou para o proficional não faz de ti mais ou menos inteligente, podes ser um nabo que só sabe fazer uma coisa bem e por acaso arranjou um emprego que só precisava da única coisa que sabes fazer bem, e só podes considerar que alguém é muito bom se esse alguém deu um sério contributo para o desenvolvimento, se descubriu algo ou se deu um bom contributo para a descoberta de algo novo, algo importante, caso contrário é um técnico com jeito para o que faz..

        • Jorge Rodrigues says:

          Meu caro EU não sou programador nem quero ser, sim sei programar, sim percebo um ou duas coisas de informática, mas o que eu disse é a pura verdade , simplesmente do público para o profissional há uma diferença monstra , no público perdes tempo com filosofia e outras disciplinas que não interessam aos mortos horas perdidas … Horários de treta …
          Eu cheguei a ter meses com muito mais de 100 horas entre programação, Aplicações Informáticas, Sistemas e Estruturas Arquitdctura de Computadores e matemática …

      • Just Saying says:

        E depois há aqueles que se põem lá no alto do monte a chamar burro a tudo e todos e não sabem diferenciar o verbo haver do verbo ouvir! [facepalm]

      • unknown says:

        Eu até concordo com algumas coisa que disseste, nomeadamente tive que fazer português, biologia etc para seguir eng e não faz qualquer sentido só me baixou a média.. agora dizeres que só do lado do profissional é que há crânios e o resto é tudo burros é a anedota do século. Ainda zs fosse ao contrário é que pelo menos nas eacolas profissionais que existiam perto de mim ficavas era com ideia que em 200 aproveitavas 10 e os outros estão lá só porque são obrigados e passao a tarde a fumar erva..

      • tiago says:

        programa-te para não dizeres asneiras ….

    • Ana Rita Santos says:

      Concordo!

  3. Rúben Costa says:

    Medida sem sentido nenhum, os cursos profissionais são e sempre foram para aueles que querem ingressar no mercado de trabalho o mais rápido possível, se querem prosseguir estudos vão para o regular como os outros, bom país que nos temos.

    • int3 says:

      O teu argumento é inválido. O ensino profissional é um ensino mais técnico e não tão científico.
      Concordo totalmente com esta medida. Os exames atuais são uma barreira ao desenvolvimento pedagógico que é essencial para a nossa economia e ao desenvolvimento/realização pessoal. Porque é que vou estudar biologia e geologia para seguir Engenharia? Porque é que vou precisar de matemática, física ou química, filosofia, e outros exames para programar ou desenvolver/manter infra-estruturas na área das tecnologias? Nada. Não serve para rigorosamente para nada. É só queimar tempo!
      Eu não fiz exame no 12º e estou a concluir uma licenciatura através do DET (desde o ano passado que é obrigatório exames… mas eu congelei a matricula há uns anos valentes). Já trabalho na área há algum tempo. Vou continuar até acabar e depois prosseguir para o mestrado. Conto com os dedos os bons alunos que entendem da área. Vem do científico com média de 17, passam ás cadeiras de matemática sem problemas (eu tive que me agarrar bastante e passei tudo à primeira) no que toca ao que interessa ficam muito a desejar e no mercado de trabalho também… Mesmo eu no meu trabalho todos os que conheço que são muito bons no que fazem são todos do profissional e cursos pós-secundário. Por incrível que pareça, os piores profissionais que me deparei foram os que fizeram as coisas “direitinhas” até mestres são. São péssimos é o que são.

      • Tuaregue says:

        Precisas de matemática quando estas a implementar uma rede e queres dividir em sub redes e aplicar as mascaras de rede, vais usar matemática. No desenvolvimento de aplicações precisas de matemática para poderes optimizar o código e perceberes pq é que um for each é bom mas um for é melhor para os arrays. E dependendo da area para onde vás desenvolver há áreas que vais precisar de ter um bom background de matemática.

        • Hugo says:

          Diz me lá que matemática tão complicada seria preciso para fazer sub ou supernetting. Potências d 7 ano e divisões nada mais..

        • Nuno Monteiro says:

          desde quando ? faço isso diariamente e não uso nada do que estas prai a dizer.

        • int3 says:

          Análise de complexidade? Já fiz essa vadeira de matemática computacional. Dividir redes? A sério? até um aluno do básico sabe.
          For e foreach depende muito onde estás a desenvolver. For each precisa de um iterador que pode ser exatamente o mesmo que um for… mas mais detalhes disso é em estruturas de informação… A matemática que se aprende no superior não é assim tão complexa como se pensa. Eu vim com poucas bases e passei tudo à primeira…

      • Just Saying says:

        Diz-se “quase engenheiro” ou “tão bom ou melhor que os engenheiros” ou “mais esperto que os outros burros de ciências” e não consegue perceber a importância da matemática na formação de um engenheiro/estudante, seja ele de que area for. Claramente, falta-te estudar matemática para saber estruturar um pensamento de forma lógica e racional! E já que falas da relação da matemática e da programação, se calhar a programação que tu conheces e praticas, é demasiado básica que nem precisa de “alta crânios” para pensarem os algoritmos e até se implementar qualquer formula ou cálculo matemático nela. Deixa lá os phps e .net da vida e vai programar a sério por esta Europa fora, depois vem cá comentar da importância da matemática. 😉

      • Luis says:

        O seu problema é confundir um técnico com um engenheiro. Ainda não sabe qual a diferença e pelos vistos nunca saberá!? Quem tira engenharia informática, p.ex., não está a estudar para uma profissão específica, está-se a preparar para exercer um conjunto alargado de profissões/áreas, incluindo investigação. Experimente trabalhar em IA, Big Data, 3D, área da arquitetura de computadores (computer science), algoritmos genéticos sem as áreas que você diz que não servem para nada. Olhe experimente trabalhar na área dos simuladores sem álgebra. Sobre a filosofia, digo-lhe as as melhores universidades dos USA estão a incluir esta disciplina nos currículos das engenharias. Sabe porquê? Porque desenvolve as capacidades de raciocínio… O seu problema é que confunde ser-se um técnico com ser-se Engenheiro. Não sabe a diferença! É pena, tanto mais que segundo diz anda a tirar Engenharia! Por último entrou através do DET, ou seja pela porta dos fundos baseada no facilitismo!

        • SomeRandomGeek says:

          Concordo, acho que muitos dos comentários deste artigo são focados em profissões específicas que não exigem do conhecimento de um engenheiro. Acho que o problema é que muitas das vezes se confunde o trabalho de um técnico de IT/programador com o trabalho de um engenheiro informático.

      • Tiago says:

        Serve para teres mais cultura, para saberes mais um bocadinho do resto, para te desenvolveres, para criares mais intelecto, para saberes ter opinião sobre as coisas, caso contrário se te focares só no que queres trabalhar, estarás capado logo há partida, ficas com palas soldadas nos olhos, tens uma visão afunilada do mundo, não terás capacidade para progredir, para descobrir, para seres o diferencial, posso te dar um exemplo bem prático e simples, para seres bom ator, não basta saberes ler e decorar bem as falas, precisas de ter inteligência para interpretar a personagem, e isso só consegues se estiveres aberto ao mundo se tiveres um mínimo de cultura, ou num laboratório, podes saber trabalhar com todos os equipamentos, pores tudo a funcionar com olhos fechados, mas é depois?? O que vais criar de novo nesse laboratório?? Que investigação vais fazer lá?? Como é que vais elaborar a investigação?? Que métodos serão melhores?? Estás a perceber? Por isso acho que já respondi à tua questão que denota uma grande falta de cultura do “para quê aprender biologia, física, filosofia, matemática para programar… “

    • Alex says:

      Não, não concordo. Esse poderá ser o que os políticos dizem e o âmbito geral.
      No meu caso foi simplesmente devido às minhas possibilidades financeiras na altura. Não podia fazer o ensino normal e acabei por integrar em um curso professional que era renumerado, para ajudar nas contas em casa… Fiz exame de matemática nacional para poder ir para o ensino superior e trabalhei e estudei ao mesmo tempo para fazer o bacherelato.

  4. int3 says:

    Estamos a chegar lá. Finalmente! Agora é partir os cursos de ciências e humanidades em mais específicos porque não ajudam em nada a realização pessoal nem ajudam em nada o mercado de trabalho. Mesmo nas áreas de Engenharias é estúpido exigir exame de matemática A ou física quando o crucial para Engenharia aprende-se no 1º nas matemáticas. Com força de vontade consegue-se como eu consegui com menos bases que certos colegas meus. E mesmo eles sendo de matemática, muitos viram-se aflitos para fazer análise e algebra…
    Enfim. Só quem é contra esta medidas quem quer proteger o seu monopólio e não entende o quão benéfico isto é para TODOS. O conhecimento tem que ser livre para todos.

    • Danny says:

      Penso que não compreendeste a noticia ou só leste o que interessava. Os exames vão sempre existir. SEMPRE! O que vai acontecer é que não fazem os exames nacionais, tal como todos os outros pois “são sobre matérias que estes não abordam nas aulas.” Tenho um amigo que saiu dos cursos técnicos e para fazer licenciatura teve de fazer exames e entrevista, que são coisas normais para dar entrada nos Politécnicos/ Universidades. No caso dele foi Politécnico.

      E quanto ao teu “Agora é partir os cursos de ciências e humanidades em mais específicos porque não ajudam em nada a realização pessoal nem ajudam em nada o mercado de trabalho”. estas completamente enganado pois são disciplinas para ajudar a pensar, a estimular o cérebro para o conhecimento. Afinal de contas nao queremos apenas maquinas a trabalhar, mas pessoas que construam um lugar cada vez melhor.
      Sem tais aulas iríamos construir uma população de anormais que pensam que, lá porque tiraram um curso, trabalham e até ganham o seu que já são melhores que os demais. Por isso é que encontramos chefes que só querem objectivos e usar a cabeça…zero! Porque? Porque não foram estimulados a pensar além das suas capacidades e conhecimentos.

      • NyluS says:

        Peço desculpa, mas enquanto se exigir que um aluno de ciências que queira seguir a área da saúde tenha de faze exame nacional onde 50% é Geologia não creio que isso contribua para o estimulo intelectual do individuo…

    • Just Saying says:

      Noto aí algum ressabiamento com as ciências e matemáticas. Diz lá a verdade, quiseste entrar num curso de ciências mas ficaste à porta porque te esqueceste que precisavas de usar o cérebro, não foi?

    • Tiago says:

      Int3, o conhecimento tem de ser livre para todos aqueles capazes de o possuir, não acho que os exames nacionais avaliem corretamente quem é capaz e quem não é, mas seguramente entrar em mais facilitismos não será solução de certeza, só piora o facto de termos tantos licenciados que sabem tanto ou menos que os nossos pais e avós com a 4°classe (digo isto porque já tive uma aluna de doutoramento que não sabia a regra 3 simples nem reduzir de centimetro para metro, e sim eu sei que parece inacreditável, eu próprio pensei que estava a gozar, mas infelizmente foi a triste realidade com que me deparei) não foi o único caso deplorável mas foi o que mais assustou…

  5. Pedro says:

    Boa medida que apenas peca por tardia.. Sou do ensino Técnico profissional, e a minha ideia inicial era concluir o 12 ano e trabalhar.. mas com o tempo sinto que poderia adquirir conhecimentos extra no superior e até abrir outras portas. Mas 15 anos depois estudar para exames nacionais parece tirar todo o ênfase desse fim. Concordo com a comentário que refere em meados de 2000 um técnico estava uns pontos acima do ensino corrente. No entanto hoje em dia talvez a diferença seja ainda maior..

    • Nuno Monteiro says:

      Mas sem dúvida nenhuma e isso reflete-se no mundo empresarial! cada vez mais empresas têm acordos com escolas de ensino profissional para que os estudantes mal acabem o curso tenham onde estagiar e trabalhar enquanto que um regular se quiser trabalhar tem de procurar numa caixa de supermercado e mesmo assim a procura é tanta que acabam em part-times sem rumo de vida (sem negligenciar quem trabalha num supermercado).

  6. kevin tejo says:

    Vejo que a maioria só lê títulos ou partes da notícia. Caso se dessem ao trabalho de pesquisar, uma das propostas é o regime ser semelhante aos M23, em que estão sujeitos a fazer uma avaliação continua ou exame às disciplinas específicas, com uma entrevista no final. As vagas a que concorrem não são as mesmas dos alunos do ensino secundário, têm acesso a 10%, portanto se uma instituição tem 20 vagas passa a fazer uma total de 22 com quem concorre através deste regime.

  7. goolo says:

    acho muito bem, os alunos do ensino profissional sabem muito mais e estão muito melhor preparados que os do ensino regular, já devia ser assim há muito tempo.

    os do ensino profissional saem muito melhor preparados para o mundo do trabalho que os do ensino regular, isto é um facto mais que provado.

    • Pedro says:

      Onde é que isso está provado mesmo? Consegue indicar-me algum estudo?

    • Tiago says:

      Goolo Lê os meus comentários acima, terás a tua resposta, mas resumindo, este teu comentário só prova que te falta cultura e conhecimento de causa, mais preparados para quê? Para serem técnicos? Porque para serem um bom proficional que desenvolve, inventa, cria, inova é preciso bem mais do que teres prática…

  8. Hugo says:

    Entrar entram, o problema é sair.

  9. Pisca says:

    Anda por aqui uma rapaziada a comentar que só deve ter cursos das universidades de verão do costume e mesmo assim com dificuldade

  10. Simão says:

    Desde que a coisa seja bem feita e não de qualquer maneira acho uma boa opção.
    Fiz 12º ano na altura técnico-profissional (antiga reforma).
    Tinha uma carga horária de aulas bem superior aos meus colegas da chamada via ensino.
    então quando falamos no 12º ano tinham 3 disciplinas e a maior parte do tempo andavam a passear.

    A malta do profissional saia bem mais preparada para o mercado de trabalho.
    Neste momento já não é e mesma coisa.
    A escola profissional da zona tem muitos alunos mas a maioria anda lá para acabar a escolaridade obrigatória e são poucos os que saem com vontade de fazer alguma coisa.

    Como disse de inicio a ser feito tem que ser bem feito senão vamos encher as universidades pessoas sem capacidade e/ou vontade de aprender/estudar.

    • Cardoso says:

      Também sou desse tempo. Curso técnico profissional de contabilidade e gestão de empresas. Tinhamos as disciplinas da via de ensino, mais as disciplinas técnico-profissionais. Só folgávamos à quarta de tarde, sendo que a semana era de segunda a sábado até às 13.30 h. As turmas eram reduzidas, alguma disciplinas como calculo financeiro ou estatística foram leccionadas com base nas sebentas que os professores tinham da universidade. Em suma tinhamos, uma dificuldade acrescida em relação aos da via de ensino. Todos seguiam para o superior da mesma forma, sendo que os do técnico profissional poderiam optar por ingressar no mercado de trabalho porque tinham preparação ao nivel do bacharelato.
      Hoje em dia, verifico que os jovens dos cursos tecnicos, têm um baixo nivel de formação, havendo efectivamente alunos esforçados, excelentes, que no fim do secundário, candidatam-se a matemática A ( que não tiveram) e conseguem entrar na faculdade. Mas a maioria, não consegue fazer o exame. Para aqueles que entram num curso na área da matemática, quimica ou fisica, se não tiveram bases teóricas e solidas no secundário, dificilmente conseguem acabar uma licenciatura. Isto falando em faculdades publicas…nas privadas a questão é diferente!
      O governo até pode acabar com os exames, mas se não baixar o grau de dificuldade dos cursos superiores…só consegue quem trabalha muito, mas mesmo muito.
      Qualquer curso de engenharia é matemática e mais matemática. Um curso de ciências é matemática, mais química, mais física, mais biologia. Só consegue sair quem se esforçou muito, com exames feitos ou sem eles.
      O problema são mesmo as privadas…contudo o mercado de trabalho está atento e valoriza quem se formou nos melhores sítios!

  11. carlos almeida says:

    Os alunos do profissional estão mais bem preparados para o mercado de trabalho e isso é uma verdade indesmentível. Se a isso juntarmos formação superior teremos melhores profissionais.

  12. NyluS says:

    Bom dia, penso que esta medida só vem destapar as falhas existentes no sistema de ensino corrente. Fui aluno de secundário tradicional e portanto a minha perspetiva sobre cursos profissionais está relacionada com a malta que conheci na faculdade vinda desses cursos.

    O sistema tradicional está montado de forma a que um médico tenha de perceber Geologia (exame de admissão Biologia+Geologia) e até existe a hipótese de gestores e economistas perceberem de Química. Isto dificilmente acontece no profissional. Efetivamente a parte prática dos cursos profissionais é uma clara vantagem enquanto que no tradicional temos (pelo menos eu tive) toda a teoria e tão pouca prática.

    Na faculdade por exemplo, eu encontrei malta que nas cadeiras de contabilidade já tinha o raciocínio bastante desenvolvido enquanto a malta do tradicional ainda andava a perceber o que era um balancete. Por outro lado, nas cadeiras de matemática acontecia o contrário, integrais eram duros para quem ainda nem derivar sabia.

    Resumindo, penso que a falha está no sistema, fomos e somos forçados demasiado jovens a tomar escolhas que têm impacto imediato no futuro sem termos noção (porque o ensino também falha na parte de elucidar sobre os passos seguintes) do que estamos a escolher.

    Eu defendo que os exames nacionais fazem cada vez menos sentido, a forma de acesso devia ser uma exame feito pela própria faculdade aos candidatos (seja qual for o background dos mesmos) e assim até se resolvia a questão dos maiores de 23, alunos do ensino privado etc etc… Os candidatos faziam todos o mesmo exame (que continha as competências mínimas para cada curso) e eram escalados por essa nota, independentemente das circunstâncias de cada um.

    Infelizmente vivemos num país onde qualquer coisa serve para espalhar o ódio e o confronto… No meu tempo era público vs privado, agora temos tradicional vs profissional… O que virá a seguir???

  13. Nuno Monteiro says:

    isto sem falar nos horários escolares, onde os meninos do regular no 12 tinham 1 ou 2 aulas de 90 e andavam pela cidade a passear enquanto que todos do profissional continuavam com horários normais e no fim ainda se deu a mais. Se formos a ver quem está mais preparado para uma universidade ou mercado de trabalho qualquer membro de um curso profissional bate um do regular.

  14. JP says:

    No meu caso, Eng. Informática, numa turma de 200 alunos na faculdade, todos que vinham do ensino profissional eram muito bons nas cadeiras de informática, todos que vinham do ensino normal (como eu) eram muito bons a cadeiras como Matemática ou Física.

    A diferença é que os “prós” a cadeiras de informática eram quase 0 nas cadeiras de matemática e física e poucos fizeram essas cadeiras no primeiro ano, e os “prós” nas cadeiras de Matemática e Física normalmente safam-se as outras de informática, mas com notas mais baixas (isto no primeiro ano de faculdade). Isto acontece porque a Matemática e a Física dada no ensino profissional, ou nos cursos de humanidades (Matemática B), é mesmo muito fraca e básica comparada com a Matemática A.

    • Gonçalo says:

      e vamos para a escolha para nos preparar para o mundo profissional. aprender mais sobre a área que nos interessa é mais vantajoso que aprender algo com menos interesse

  15. João M. says:

    Nunca fui grande fã de exames e esta medida parece-me muito bem. Enquanto que os alunos que seguem o percurso “normal” aprender a teoria e têm de provar seu conhecimento com exames, os alunos do profissional têm uma forte componente prática.
    Ainda vivemos num pais em que ser “doutor” e “engenheiro” é mais pelo estatuto do que pelo know-how. Aprender um óficio é algo de valor e dar a hipotese de seguir para a universidade é abrir mais portas. Segui o percurso normal para a universidade e digo que quando entrei para o mercado de trabalho senti-me mal preparado; no entanto, um aluno do profissional esteve em contacto com o mundo profissional desde cedo e sabe que a pressão de estudar para um teste ou entregar um projeto na universidade é bem diferente da pressão que se sente quando uma empresa e colegas dependem do teu trabalho. No entanto, em alguns cursos, já se começa a ver uma maior aproximação com o mundo profissional.
    Esta “guerra” entre ensino profissional e normal é a mesma entre uma universidade e um politecnico. Um sempre esteve mais ligado ao mundo profissional do que o outro. Mundo universitário sempre esteve mais ligado a seguir um percurso académico e de investigação (que em portugal dá pouca massa e é muito mal aproveitado… )

  16. António Dias says:

    Os exames nacionais por muito controversos que seja ajudam a equilibrar as oportunidades, são iguais para todos, todos podem estudar para eles, ao contrário dos diversos backgrounds dos alunos que podem ter graus de dificuldade diversos, dependendo da escola e tipo de ensino. Não concordo minimamente com esta medida.

  17. António Dias says:

    Os exames nacionais por muito controversos que seja ajudam a equilibrar as oportunidades, são iguais para todos, todos podem estudar para eles, ao contrário dos diversos backgrounds dos alunos que podem ter graus de dificuldade diversos, dependendo da escola e tipo de ensino. Não concordo minimamente com esta medida.

    • Gonçalo says:

      os exames nacionais ajudam a “equilibrar as oportunidades”? como, se não têm em consideração o que o Roberto sabe sobre jardinagem? as faculdades deviam escolher os alunos não por uma média, mas pelas capacidades da pessoa…

      • António says:

        E como é que as universidades avaliam as «capacidades»?

        • int3 says:

          Então sabendo as regras de trigonometria. É fundamental para a jardinagem.

          • António says:

            Exato! Primeiro, obrigado por responderes à minha pergunta. O recurso à ironia ou o esboçar de um sorriso pode ser sinal de pura e simples ignorância.
            Segundo, é óbvio que um jardineiro só tem de saber de jardinagem. Mais nada! O resto não interessa.

          • int3 says:

            Ah e derivadas parciais. à algumas flores que precisas de fazer aí umas derivadas com uma pintinha de cálculo tipo uma integralzinha definida ou assim. Por isso é importante saber o teorema fundamental do calculo. 🙂

            falando a sério, pelo menos um pouco de biologia talvez. Mas matemática é importante e hoje em dia mete-se muito medo a toda a gente que é um bicho de 7 cabeças. Questão é: Será que os exames fazem sentido independentemente do contexto? Para engenharias? Talvez. Mas não é suficiente as matemáticas (46 créditos, ou seja 1 semestre inteiro + meio) desde sistemas, teoria de grupos, calculo, física, séries, etc… É suficiente… E o exame não determina que x e y não é capaz porque eu se fosse fazer o exame tinha reprovado certamente. Mas guess what. 4 anos depois entrei em Eng. Informática e fiz as matemáticas todas à primeira. Muita coisa que não me lembrava e que nem sabia fui aprendendo. Tinha motivação. Houve gente que era do curso regular de matemática, tiveram que passar com média de 17 e reprovaram porque “era muito complicado, a prof é muito rápida”… E eu à noite a estudar enquanto trabalho em que 5min livres é para estudar… O que falta é motivação em toda a gente. Não há burros. Há é gente sem vontade de aprender. Mesmo dos regular que andam sempre à rasca já na faculdade a chorar pelos 9,5. Triste.

          • António says:

            Como sabes que ias reprovar no exame? E se reprovasses? O que provava isso? Que não sabias ainda o suficiente do que te era questionado e que tinhas de aprender.
            A questão é esta: o sistema educativo tem vindo a mudar aceleradamente, no sentido de todos terem sucesso, pelo que a exigência diminui cada vez mais, pelo que muitas notas obtidas no secundário não correspondem ao que um aluno que as obtém deveria dominar como correspondência. E vai ser pior no futuro. Depois tens o problema de muitas escolas – públicas e privadas – influenciarem brutalmente a avaliação dos alunos, precisamente para compensarem o seu previsível falhanço nos exames. A garotada estuda (ou copia) para saber no dia seguinte, no teste ou no exame, e depois esquece. Claro que há exceções, mas cada vez mais se torna regra.
            Do outro lado tens os cursos profissionais, que têm, na sua génese, uma conceção diferenciada dos cursos científico-humanísticos. E bem, diga-se. Mais tarde entendeu-se (e bem, novamente) que nãos e deveria impedir os alunos que os frequentam de acederem ao ensino superior. A questão tem a ver com as regras de acesso, que devem ser universais e iguais para todos. Além disso, se há cursos profissionais ótimos, há muitos que só servem para muita malta ter um papel a dizer que tem o 12.º ano. Se formos por essas escolas fora, do sistema público e particular, o número que alunos que se arrasta por lá e não tem a ponta de um chifre de interesse pelo que lá se passa é enorme.
            Por último, a questão que suscitou este debate é mais simples, ou complexa, dependendo do ângulo. O número de alunos tem vindo a decrescer e, neste momento, passou do ensino básico e secundário para atingir o ensino superior. E isso significa fechar cursos e despedir professores. Como resolver o problema? Garantir o acesso a toda a gente ao ensino superior. De que forma? Por exemplo, dispensando os alunos dos profissionais da realização de exames. É só isto que se pretende com esta medida: salvar faculdades, politécnicos e o emprego de muitos professores.
            Dito isto, mais ano menos ano, a medida estender-se-á aos alunos do ensino regular, que também deixarão de ter o exame de acesso à universidade nos moldes atuais. Só que eu… acho, embora não tenha perdido nada, mal.
            O eletricista que me fez a instalação elétrica em casa fez uma série de asneiras. E era um puto todo dinâmico e o camandro, mas só fez asneiras. Ainda assim, não morri por causa disso. Agora, se me aparece um médico ou um enfermeiro pela frente do calibre do eletricista, a coisa é capaz de ser pior, pois posso sair de lá dentro de quatro tábuas quando era suposto viver mais uns anos.

  18. André says:

    As REGRAS têm de ser IGUAIS PARA TODOS.
    Ponto final.

    • João M. says:

      Como é que as Regras são iguais para todos se o que é ensinado é diferente? Enquanto que malta do tradicional aprende de tudo um pouco, a malta do profissional aprende um oficio. No entnato, eu não vejo uma pessoa do profissional que tirou informática a tirar um curso universitário de medicina ou psicologia. No entanto, uma pessoa do tradicional tanto tira engenharias, ciências, letras, etc.. com o mesmo percurso tradicional. Um aluno do ensino profissional com curso de informática (por exemplo) estará melhor preparado para engenharia informática do que um aluno do cientico-natural tradicional.
      PElo menos, a meu ver, um aluno profissional não pode (ou não vai) escolher qualquer curso universitário a concorrer.

    • Gonçalo says:

      e são, o João pode fazer a mesma coisa que o André

  19. Gonçalo says:

    O sistema educativo está, na minha opinião, estragado.
    Somos todos diferentes, mas todos temos que aprender o mesmo.
    Aprendemos na escola para nos prepararem melhor para a vida profissional, mas não aplicam o que se pratica no mundo profissional.
    Temos que concorrer a universidades com exames nacionais que são irrelevantes para a vida profissional.
    As universidades recebem os alunos por uma média, em vez de os receberem por aquilo que são e as suas capacidades (da área que querem estudar).
    A origem do canudo para mim não é importante. Por outro lado, a vontade de trabalhar e aprender coisas novas são fundamentais.
    Já agora, fiz secundário com um curso técnico de 3 anos, 2 anos de cet, 3 anos de licenciatura e 2 de mestrado (na universidade do porto).

    • António says:

      O conceito de irrelevante é discutível. Deduzo que penses que só deves estudar/aprender o que está relacionado com o teu percurso profissional. Eu, por exemplo, discordo. Além da minha profissão, também quero ser capaz de pensar autonomamente, ter uma opinião e sustentá-la racionalmente; também quero saber um pouco de História… e línguas estrangeiras… e Filosofia… e Geografia. Provavelmente, nunca precisarei de nada disso diretamente para o desempenho da minha profissão, mas eu gostaria de saber coisas, ter sempre mais conhecimento. Não desejo ser apenas um eletricista que sabe de eletricidade, ou um agricultor que sabe que as batatas nascem debaixo da terra e que os bezerros nascem de patas para a frente; ou um carpinteiro que trabalha as tábuas de forma perfeita… Quero mais e só lamento saber tão pouco de tanta coisa que nos rodeia. Perspetivas…

  20. pedro says:

    Deve-se deixar toda a gente entrar nas universidades mas não se deve deixar sair de lá com facilidade. Ou seja facilitar as entradas e dificultar as saídas.

  21. Gonçalves says:

    Eu vou deixar aqui a minha experiência: Fiz o tecnológico de informática, e em 2006 fiz o exames nacionais de matemática e física, na altura iguais aos dos alunos do Cientifico, e entrei na Universidade pública sendo avaliado através dos mesmos critérios de qualquer outro candidato ao ensino superior. Formei-me em Engenharia Electrónica e fiz o doutoramento. Na minha opinião os alunos do tecnológico/ profissional não são menos capazes ou menos inteligentes que os restantes alunos, e como tal devem ter as mesmas oportunidades. No entanto, a igualdade deve funcionar para os dois lados, e por isso devem também serem submetidos aos mesmos critérios para o ingresso no ensino superior que os restantes alunos. A igualdade deve ser algo que devemos preservar na nossa sociedade, e não criar caminhos paralelos que criam disparidades. Quem realmente tem as capacidades e a vontade consegue.

  22. rand says:

    @pplware por favor comecem a pôr as fontes em todos os artigos que escrevem não escrevam só “de acordo com o Jornal X” por acaso a noticia que usaram como fonte foi fácil de encontrar mas nem sempre é.

    Depois de ler o que o pplware o Publico escreveram apenas espero que isto não seja um esquema para simplesmente ter alunos a repetir anos por não estarem preparados ou para ajudarem os filhos de amigos a terem um canudo.

    Quando tirei a minha licenciatura tive uns quantos colegas que tinham estado no ensino profissional e praticamente todos queixavam das matemáticas e das físicas, não foi por não as terem no secundário que deixaram de fazer as cadeiras mas havia muita coisa que os professores assumiam que toda a gente já tinha aprendido. O “ano zero” mencionado no artigo do Publico talvez seja uma boa solução espero é que não seja um ano inteiro para 2-3 disciplinas.

    • Vítor M. says:

      Então? Não é para ler o texto todo? Se tivesses lido, verias que, como sempre, o pplware cita as fontes. Diz assim: “A notícia foi avançada pelo Jornal Publico…”

      Portanto, como se diz na escola “pessoas, abram os olhos”. 😉

      Abraço e um bom dia.

      • rand says:

        “não escrevam só “de acordo com o Jornal X””

        Por por a fonte eu quero dizer um link para ela, no meu comentário inicial não citei exatamente o que escreveram mas pensei ter sido claro o suficiente…

        • Pedro Pinto says:

          Nem precisávamos de indicar qualquer jornal, foram palavras do ministro

          “Segundo Manuel Heitor, apesar de este tema estar ainda a ser discutido pelo Conselho Coordenador do Ensino Superior (CCES), há já dois princípios estabelecidos: o acesso dos alunos do ensino superior ao ensino superior será feito através de concursos locais em cada instituição; esses concursos poderão ser levados a cabo quer pelas universidades quer pelos institutos politécnicos”

  23. Francis says:

    Como professor do Profissional isto é uma excelente medida se atrás deste vierem outras entre as quais dizer não as estatisitcas das escolas.

    Muitas das escolas profissionais só olham a estatisticas de aprovação mais que ensinar.
    Agora uma coisa é certa. Todos os alunos que seguem profissionais de informática e entram nas universidades, sabem muito mais que os outros que vão pela via normal.

    • Jeka says:

      Mas isso não é o objectivo do ensino profissional? Ensinar uma profissão? Claro que sabem mais que um aluno que estuda Ciências!

    • Pedro says:

      Que belo comentário. deve ser sem dúvida um belo professor ao escrever um comentário desse tipo. Que bem que fica a um professor generalizar assim ao afirmar que “TODOS os alunos do ensino profissional de informática sabem mais que os do ensino NORMAL…”.
      Enfim… dizer o quê?! Tristeza…

    • António says:

      Exato! Sabem mais de informática, ou de agricultura, ou de pastorícia. Ponto! Acaba aí!
      Mas, se é assim tão bom, faça-se o inverso do atual: profissionalize-se o ensino e reduzam-se à ínfima os cursos científico-humanísticos.

  24. Frederico says:

    Aqui os comentadores generalizam tudo e depois fazem comparações muito más que resultam em confundir as funções de um técnico com um engenheiro!
    Um verdadeiro engenheiro de TI não passa os dias a programar! Só que a malta finaliza o curso de informática, vai para o mundo de trabalho bater código, acaba por estar a ganhar relativamente bem e julga que está a praticar engenharia…

    A questão deve-se colocar ao contrário:
    – Porque é que as empresas de TI não contratam técnicos em vez de engenheiros para bater código ou fazer teste de código?
    Porque o vencimento de um engenheiro está abaixo do vencimento de técnico do resto da europa e portanto compensa pagar a alguém mais instruído para fazer trabalho de técnico.

  25. Eduardo Silva says:

    Esta decisão só cria injustiça. Se querem entrar no mesmo curso só têm que cumprir os requisitos para o fazer, que é realizar os exames nacionais correspondentes às provas de ingresso, venham os alunos do profissional, de ciências, de um lado qualquer…
    Os do ensino profissional não são mais que os outros, nem os outros são mais do que os do ensino profissional, simplesmente se estão a concorrer à mesma coisa, têm de cumprir os mesmos requisitos. Se os alunos tiverem a vontade e a motivação de seguir no ensino superior, só têm de fazer as provas de ingresso, agora entrar sem elas é gozar com quem está no ensino regular e tem de as fazer.

  26. Pedro says:

    Acho sinceramente que o problema não é o ser do ensino profissional ou não… ou se uma pessoa do ensino profissional estará pior preparada para o ensino superior do que os restantes. Isso é problema dessa pessoa que se não se esforçar vai gastar dinheiro em propinas para nada… Acho que a maioria das pessoas está a ver a questão pelo lado errado.
    Querem acabar com os exames de acesso ao ensino superior para quem fez o ensino profissional?! Tudo bem… mas então acabem também para quem fez o ensino normal. Parece-me simples.

    Não me parece é fazer sentido acabar com os exames para uns e para outros não. Mas quer-me parecer que esta é só mais uma medida para atirar areia para os olhos de alguém…

  27. Pedro says:

    O triste é constatar nos comentários que a mentalidade do português corresponde é mesmo assim, é o 8 ou o 80… e é assim que o nosso governo toma medidas, ou é 8 ou é 80…
    A maioria das pessoas que aqui comenta não tem feito outra coisa que não generalizar, e meus caros, isso é muito perigoso. Para quê afirmar que qualquer aluno do profissional está melhor preparado do que os restantes do ensino regular?! Ou para quê afirmar que qualquer aluno do ensino regular estará melhor preparado do que um do ensino profissional?! Tudo depende da pessoa e do foco e interesse da mesma. Posso ser do profissional e ser super focado e conhecedor de matemática como posso ser do regular e perceber muito de informática por iniciativa própria com tutoriais e afins.
    É o mesmo que dizer que um designer com licenciatura será sempre superior que um designer sem licenciatura só porque o segundo não teve aulas e não pagou propinas mas se calhar enquanto o primeiro teve 40h semanais de aulas “mero exemplo” o segundo pode ter tido 80h semanais em videos e em pesquisa que o enriqueceram muito mais.

    A questão aqui acho que deveria ser só: os exames nacionais ainda fazem sentido?! Sim ou não?! Se não, então devem acabar para todos e não apenas para alguns. Ponto. Não interessa se o do ensino profissional estará melhor preparado ou pior preparado. Interessa por uma questão de ética manter a igualdade perante os alunos. Criem um método de admissão ao ensino superior que seja justo e igual para ambas as partes porque já vimos que ambos os métodos de aprendizagem têm os seus pontos fortes e os seus pontos fracos.

  28. DP says:

    Esta medida é extremamente injusta. Um aluno no ensino regular via universidade estuda muito mais do que um aluno do ensino profissional. Eu falo por experiência. Não estudei no profissional, mas tinha uma professora de história que lecionava história a uma turma de ensino regular e outra profissional, a nós mandava descrever o palácio da pena, a eles perguntava qual era o palácio da imagem. E entre outras coisas que não vou estar mencionar. Mas posso dizer que um colega meu foi pela via profissional para engenharia e no primeiro não fez nenhuma cadeira. Porque será…

  29. migs says:

    Quem vem do profissional não tem as bases mínimas para fazer muitas das cadeiras não relacionadas com o curso (matemáticas, físicas, etc). Enquanto que as cadeiras relacionadas com o curso, é apenas uma repetição do que já se aprendeu no profissional.
    Esta medida apenas facilita a entrada, num curso praticamente impossível de acabar. Uma boa forma de enganarem os jovens e irem sacando-lhes propinas.

    • int3 says:

      Tu não fazes a mínima do que estás a falar. Eu fiz as cadeiras todas de matemática à primeira (estou a fazer física este semestre mas tudo aponta que irei passar). Assim como alguns colegas meus que fizeram. O que acontece normalmente é os alunos assustarem-se da forma como pode ser dado a matéria. Acontece a toda a gente incluindo os de ciências.
      O que se dá por exemplo em eng infor é mais aprofundado em muitos detalhes do que no profissional, não se compara. Porém, não é tudo. Recém licenciados continuam a saber pouco. A verdadeira formação é já no trabalho e em casa.

  30. Leo says:

    Que absurdo, eu tive Técnico Profissional de Gestão eu tive estudar mesmo muito, depende da área do “Técnico Profissional”, só para terem uma ideia meu projeto de aptidão profissional tinha muitos critérios, não pensem todos cursos ensino profissional só tem em base prático meu caso tive que aplicar 3 fases base teórica e no fim criar algo em base prático, relativamente tema que escolhi eu tive que criar uma sociedade. Fiz inúmeros serões para ter início um meio e um fim. Não deixam entender profissional só existe para quem não quer esforçar-se no ensino regular. Eu estou neste momento no estagiário T, e ja inscrevi-me provas Ingresso, porque sim e necessário pelo menos ter disciplina de Ingresso na área pretendem ter positiva. Eu pretendo ir área nada havendo meu técnico profissional, mas só temos erguer e estudar o dobro ou triplo.

  31. Martin says:

    …..muitos comentários carregados de arrogância e soberba……
    Quem entrem no ensino superior, vindos do ensino recorrente, ou do técnico profissional, no final, as universidades/politécnicos fazem a 1° triagem e as empresas a 2°t
    “Crânios”, existem nos dois lados da barricada (….)!

  32. Sandro Cesário says:

    Vejo muita indignação por parte de quem anda nos Cursos Regulares por causa desta aprovação em relação aos Cursos Profissionais entrarem na faculdade.
    O que mais se vê aqui são as comparações estúpidas como “metam lá os dos cursos profissionais a fazer cadeiras de cálculos ek física e química ou matemática A”, então a mesma coisa deve ser aplicada aos do Curso regular, metam lá eles a fazer animações em 3D avançadas, mexer em programas de edição, programar e afins.. Podem aprender isso tudo da mesma forma como nós podemos aprender isso tudo que vocês aprendem, mas a diferença aqui é que nós vamos para uma área em específico, vocês não, entram, têm boa média e apartir daí escolhem, será que não conseguem entender a diferença? Ou isto é algum tipo de racismo? Só uns é que têm direito a ser “alguém” na vida? Talvez se muitos dos que andaram em Cursos profissionais não existissem, muitas das coisas que vocês utilizam no dia a dia não existiam, deixem de ser arrogantes e ignorantes e pensem na merda do país que temos, é por isto que não avançamos, mentes retrógradas que se opõem a este tipo de coisas e queixam se de como as coisas andam..

  33. Andreia Rodrigues says:

    Estas regras são para quem vai concluir o curso profissional ou também para quem já concluiu?

  34. Sergio J says:

    Acho giro acharem que Filosofia ou por exemplo, Português não lhes vai servir para nada no mercado de trabalho. Esquecem que podem no início até ganharem uns bons cobres, mas facilmente serão ultrapassados pelas gerações mais novas. Sempre ouvi dizer no meu tempo no liceu e depois na universidade que mais importante que nos ensinarem um determinado programa, que nos estavam a ensinar a aprendermos por nós próprios.

    Um estudante que pensa apenas na parte técnica nunca passará disso ao longo da sua carreira profissional.

    Quanto ao ensino profissional versus ensino regular , em termos médios os alunos do ensino regular estão mais preparados para seguir a vertente universitária. Volto a dizer em termos médios. Claro que há excepções para ambos os lados. Se alguém quer concorrer à universidade deveria se sujeitar às regras de entrada na universidade. Tive muitos amigos que na altura entraram vindo do profissional. Não havia dúvida que estavam bem preparados tecnicamente, mas eram uma nódoa na teoria. Na sua esmagadora maioria teve de repetir logo no primeiro ano. Mas com o seu mérito vieram a acabar o curso e a virem ser bons profissionais.

  35. Nuno bento says:

    Estao a ir muito para a area da informática, deve ser por ser um curso que está a ter muita saida. Eu não tenho qualquer dificuldade em montar computadores de raiz bem como instalar sistemas operativos, mas isso não faz de mim um engenheiro.
    Ser engenheiro informatico é muito mais que isso, fazer programas implica ter grandes conhecimentos das areas relacionadas com a matemática e fisica e um aluno que no básico era um zero a matemática nao pode penser que chega a univercidade e sabe resolver problemas so porque as contas têm mais letras que numeros.
    So tenho pena dos que vão ficar de fora dos cursos pretendidos por causa das cotas

    • Andreia Rodrigues says:

      Não querendo entrar em qualquer tipo de conflito permitam-me dar minha opinião.

      Não é necessário ser-se engenheiro para se conseguir desenvolver programas e softwares ou ter a competência de exercer qualquer função de um engenheiro informático.

      Eu por exemplo concluí um curso profissional e comecei logo a trabalhar no ramo da informática, hoje trabalho com vários engenheiros e posso afirmar que eu aprendo com eles tanto quanto eles aprendem comigo 🙂 E desenvolvo programas para projetos dos quais me orgulho muito!

      O que define a qualidade de um profissional ou as capacidades de uma pessoa não é o seu percurso curricular.

  36. maria pereira says:

    Com exames, sem exames, com provas nas universidades, como quiserem, mas em equidade e igualdade de oportunidades, não pode haver segundas e terceiras vias para abrir a porta a quem, em total liberdade de escolha define o seu percurso pessoal, se é preciso exames para entrar na universidade, então todos devem fazê-los, se não são precisos, então ninguém deve fazê-los, aliás, pergunto; se o programa de português é igual no regular e no profissional porque razão uns são obrigados a fazer o exame e outros não? De excepção em excepção, caminhamos para um sistema injusto e iníquo que não premeia o esforço nem o mérito e que levará inevitavelmente à desvalorização dos diplomas universitários com consequências nefastas no mercado de trabalho, na sociedade, na economia e no desenvolvimento do país. Na educação não pode valer tudo! Ninguém é bom em coisa nenhuma sem esforço, atenção, trabalho, resiliência e experiência. Vivemos num país livre, as pessoas podem não querer estudar em determinados momentos da sua vida e isso é legítimo, o que não é aceitável é permitir que estas pessoas sejam dispensadas de exames para entrar na universidade quando se obrigam outros a estudar e a realizar exames exigentes, cujas notas são indispensáveis para entrar na Universidade.

  37. António says:

    Depois de ler todos os comentários, embora, confesso, alguns na diagonal, tenho a dizer o seguinte: 90% (passe a hipérbole) concentraram a sua opinião sobre… informática. Não percebi: o mundo gira todo em volta das tecnologias? Não há nada mais além dessa discussão?
    Os cursos profissionais foram criados com uma intenção: proporcionar a alunos que não queriam seguir um ensino mais «tradicional», digamos assim, uma formação mais direcionada para o (i)mediato e mercado de trabalho. Nada a dizer contra, exceto o grau de facilitismo que caracteriza muitos desses cursos. Não a totalidade, mas grande parte deles. Não adianta negar, é o que é.
    Se um aluno de um curso profissional quer aceder ao curso X, na faculdade Y, tem de se submeter às mesmas regras que os demais, caso contrário estará a ser objeto de um benefício incompreensível. Caso contrário, teremos de criar uma via para cada caso específico. Por que razão um aluno de um curso profissional não há de poder candidatar-se a Medicina? Se for esse o seu desejo e objetivo, qual o problema? Zero! Bola! Desde que se submeta aos mesmos critérios que os demais.
    Por outro lado, há coisas que não se aprendem em lado nenhum, têm a ver com uma formação integral do indivíduo. Se eu sou informático, para que preciso de estudar Biologia? Ou História? Ou Geografia? Ou Filosofia? Ou a lírica de Camões? Com efeito, não precisa de nada disso. Desde que tenha um salário, ganhe dinheiro (menos ou mais não interessa para o caso), tenha amor, amigos, férias e umas jolas para beber, ‘tasse! Os animais irracionais funcionam da mesma forma: nascem, crescem, alimentam-se, procriam e morrem.

  38. Marcio Coelho Da Veiga says:

    O melhor que todos nós morremos ou de escola regular ou de profissional rico ou pobre .

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