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Energia solar: preço cai 50% num ano. Carvão já é mais caro


Autor: Vítor M.


  1. darkvoid says:

    Então e quando é que o preço exorbitante da energia elétrica baixa em Portugal?

    • Vítor M. says:

      Os 3 “Gorges” é que poderão responder.

    • Romeu says:

      Eu sei que o assunto é tabu em Portugal ( e sem motivo), mas acredite que, a médio prazo, só com centrais nucleares e políticas coerentes. Existe informação credível por essa internet fora e muitíssima não credível.
      Cumps

      • João T. says:

        Tabu? Tem é muitos interesses por trás.

        Para que raio queres centrais nucleares se a estrutura que está instalada chega e cresce. Ainda mais com as energias renováveis e o preço do petróleo a cair.

        Não percebo essas ideias que alguns portugueses têm de acumular lixo nuclear. Que falta de conhecimento…

        • Romeu says:

          É tabu sim. Sempre que se fala em energia nuclear, “a casa vai abaixo” – a começar pela comunicação social. Se não se pode falar e discutir o assunto, isso é uma forma de tabu.
          A estrutura instalada não chega – longe disso. Somos importadores, até de Espanha que tem centrais perto da nossa fronteira.
          Quanto ao que referiu sobre “falta de conhecimento”, talvez fosse bom informar-se com quem realmente sabe do assunto (e não sou eu) – mas com pessoas isentas.
          Inclusivamente já há reactores quase sem produção de resíduos radioactivos a funcionar – estamos inclusivamente perto de ter sem produção de resíduos (até já podem existir, mas não sei).
          Infelizmente, em termos de custo/benefício, as energias renováveis ainda não são opção.

          • João T. says:

            “quase sem produção de resíduos radioactivos” tenha dó amigo, vá pesquisar o que significa energia nuclear e como funciona uma central para não dizer asneiras.

            E atenção que a EDP desde 2012, segundo a mesma não importa nenhuma energia nuclear! Isso acontecia quando era atingido o pico antigamente. Também era o que mais faltava não terem resolvido isso. Têm poucos lucros anuais.

          • kekes says:

            A energia de fusão será o futuro, pois sem energia nuclear não teremos nem agua para beber devido as futuras necessidades energeticas para purificar agua. Oxalá cheguem rapidamente.

        • joao alves says:

          quando os carros foram electricos quero ver… e quando as casas foram 100% tecnologicas…

          • John says:

            Vais fazer o mesmo que alguns estados nos EUA já estão a fazer, vai ser obrigatória a instalação de painéis solares nas novas habitações. E provavelmente no futuro baterias para armazenar.

          • João T. says:

            Quando os carros forem 100% electricos aí acredito que suba a factura, mas também a produção certamente.

            Quando as casas forem 100% tec vão consumir menos que agora certamente.
            Basta ver que uma tv crt de 32′ consumia +140W, uma arca perto de 800W. Hoje em dia a tv cerca de 50w para o mesmo tamanho e a arca 200w.
            Até podemos ver que um Pentium 4 com monitor dava para a energia que hoje usamos em várias tvs+tlms+tablets e mais outro tanto.

      • Mauro S. says:

        Numa altura em que a generalidade dos países europeus se preparam para gradualmente desinvestir na energia nuclear, construir uma central nuclear neste momento seria uma tremenda asneira. E está mais do que demonstrado, que apesar de todas as medidas de segurança, quando algo falha, a factura é tremendamente sem preço. Já nos basta centrais nucleares em espanha junto à fronteira. Já nos basta os resíduos nucleares gerados por esse mundo fora, que vieram para ficar por uns milhares de anos.

      • Tomás says:

        já viste o custo das centrais nucleares de última geração? onde é que o país teria dinheiro para investir numa central nuclear que nem sequer seria muito competitiva em preço por gigawatt.

    • Ruan says:

      Quando o capitalismo acabar, ou quando mais portugueses começarem a dedicar o seu tempo ao que é mais importante, em vez de ficarem a ver a bola e no facebook, talvez a EDP deixe de fazer barragens atrás de barragens e comece a apostar na solar, eólica e geotérmica.

  2. john says:

    Isto é tudo muito bonito mas numa sociedade em que a electricidade é gerada e distribuída por empresas, cujo objectivo é a obtenção de lucro, o que vai acontecer é que os preços nunca descerão muito e essas empresas irão lucrar ainda mais. Em Portugal, temos o exemplo da EDP, que embora continue a criar campanhas que tentam “lavar a cara”, não consegue esconder o incómodo de ter uma das taxas de energia eléctrica mais caras da Europa.

    Isto vai totalmente contra a ideia da “energia livre” que todos apregoam. No meu entender, essa tarefa deveria ser cumprida pelo Estado como o grande motor da economia. O primeiro país a fazê-lo, ou seja, o primeiro país a vender electricidade a preços extremamente reduzidos, será o país que terá uma vantagem histórica em que os custos de produção de qualquer produto fabricado com electricidade (a grande maioria) baixarão a pique, criando assim o ambiente necessário para um boom económico.

    Não, não é com baixos salários que se baixam os custos de produção, que se criam produtos mais baratos e que, ao mesmo tempo, se avança com uma melhor economia. É com o corte noutros custos, como a electricidade, que conseguirão atingir esse objectivo. Se aliarmos isto aos custo de distribuição, efectuados na sua maioria por transportes eléctricos, teríamos ouro sobre azul. Mas, afinal, a questão põem-se: Quem realmente está disposto a mudar o paradigma económico actual e adoptar o FUTURO ?

  3. Alpha says:

    Mas desde quando o solar é mais barato que o carvão ou fósseis? O solar está longe de ser barata! A ideia que é energia inesgotável é completamente enganadora. Há outros custos escondidos que pagamos na mesm, como os backups quando há pouco sol, pois a fiabilidade da energia solar é muito baixa.
    Quais são os subsídios que estão aqui envolvidos? Tanto na produção de materiais como na produção energética. É que dizer que é metade do preço e o contribuinte paga por outro bolso é enganador.

    • Romeu says:

      Completamente de acordo. Num “post” acima já resumi o que é realmente mais barato.
      Cumps

      • Alpha says:

        Exactamente. Esse é um tabu enorme, até porque hoje com as centrais nucleares de 3ª geração é impossível haver um acidente como chernobyl, mas ainda existe um medo irracional à volta desse assunto. A energia nuclear é limpa e altamente fiável, permite um reactor funcionar anos sem reabastecer produzindo de forma constante, o lixo nuclear é mínimo e em parte pode ser aproveitado para outros usos ou reciclado.
        A questão do solar ou vento como produção de energia é que são instáveis e o custo de instalação é caríssimo. Quando há dias com pouco sol ou vento, tem que se usar as de carvão e outras que são feitas para produção constante o que trás um custo elevadíssimo, a prova disso é a Alemanha, o maior produtor de energia eólica que tem dos maiores custos eléctricos (e subsidiado) e mesmo assim teve de aumentar o uso de energia a carvão por causa desta questão.
        Vivemos de modas políticas que nos saiem caro. Não acho que deva subsidiar negócios, mas mais valia subsidiar investigação para melhorar o uso de energias fosseis de forma mais eficiente (ex: melhorar o output de energia com menos combustível).

        • Pedro says:

          É quase como dizer que hoje em dia é impossivel haver acidentes com botijas de gás, quando na verdade tem existido imensos acidentes com as mesmas provocados por humanos, portanto nao há certeza de seguranca quando se tem em maos um sistema tao perigoso, além disso está a esquerce de fukushima que ainda está a ser limpa de forma indevida por pessoas que nao tenhem alternativa na vida para ganhar dinheiro para a sua familia comer e se aventuram numa esperienca que de certeza só prejudica as suas saúdes.
          Tentar convencer o povo de que isso é a melhor alternativa relamente é ironico. Além de que acredito piamente que com a evolucao dos estudos nas energias renovaveis tudo este sistema que é conhecido hoje em dia irá melhorar. Em certos paises compram se torres para zonas e produces mais do que se gasta em certos paises todos os vizinhos estao interligados e se um gasta mais e outro menos o sistem inteligente pucha para um lado ou para o outro, os custos de instalacao neste momento sao mais caros tal e qual como no noutros exemplos como carros que eram só para ricos ou mesmo a energia eletrica no seu inicino, nao acho que esteja de todo a esse nivel mas acredtio que nos proximos anos tudo melhorá e que com um minimo de sol se produza mais e com um minimo de vento a mesma coisa.

        • Romeu says:

          Totalmente de acordo, mais uma vez.
          Um dos maiores, se não o maior acidente radioactivo foi com cobalto destinado a radioterapia (cancro). Mas desse não se fala, pelos motivos óbvios.
          Chernobyl aconteceu pela falta de manutenção gritante na altura de um regime falido e decadente.
          Curiosamente importamos energia de Espanha produzida por centrais nucleares, alguma até mais próximo de Lisboa do que Madrid.
          Irracionalidade e falta de informação.
          Repito que gostava muito que fosse verdade que as energias renováveis fossem uma realidade viável em termos de custo; mas não o são.
          Cumps

          • Pedro says:

            Nao sao nada tendenciosos voces. Defender algo perigoso pelo seu custo é realmente muito inteligente nao haja duvida. O grande problema é que se os humanos falharem na manutencacao de energia renovalvel numa area tao grande como a coberta para a de producao nuclear nunca terá 1% dos danos que a outra energia pode causar. Realmente voces tem a memoria selectiva.

            O desastre de Fukoshima nao aconteceu à muito tempo, a area continua muito radioactiva e a ser limpa, muito mal limpa por sinal por pessoas sem protecao na maioria dos casos e voces vem aqui defender algo perigoso quando existe uma alternativa que mesmo com acidentes seria muito mais segura.

            Apostar nos estudos da area, apostar em parar com o incentivo aos desastres ditos naturais que sao na sua maioria induzidos por seres humanos com ganancia de ganahr muito dinheiro ou poupar dinheiro.

            Reduzir continuadamente e sustentavelmente a poluicao que causamos todos os dias ou os nosso filhos/netos/bisnetos talvez nem cheguem a existir em alguns casos e noutros podem viver poucos anos nesta terra que se continuar assim mais dia menos dia desaparece, ou ainda pior viver num mundo em colapso constante sem seguraça e por suvervivencia até que desapareça.

            Deixem-se levar pela ignorancia e pelas teoridas de conspiracao apoiadas em mitos que vao contra as provas dadas pela comunidade cientifica, nao sejam parte activa da mudança e depois nao se queixem daqui a 46 anos de que afinal havia quem soubesse o que estava prestes acontecer.

        • badsector says:

          “o lixo nuclear é mínimo e em parte pode ser aproveitado para outros usos ou reciclado.”
          Isso é um mito, vi um documentário acerca disso e a reciclagem é inexistente, as centrais francesas enviam o lixo para a Rússia para ser “reciclado”, que é como quem diz está em contentores num campo qualquer.

        • Pedro says:

          Ecelente! Temos aqui experts na área!
          As centrais de 3ª geração já existem há alguns anos e destas há de vários tipos. Recentemente está a construir-se uma na Bielorrússia de água persuarizada. Tem tido muita polémica porque os paises vizinhos porque é uma tecnologia ainda não testada nem provada. É para isso que servem os países mais terceiro-mundistas. Se estiverem com atenção às notícias, há uns anos atrás era precisamente uma destas tecnologias (pouco testada) a apresentada para Portugal. É política – se morrerem ao menos não são de um país grande…
          Fico especialmente impressionado com a frase “é impossível haver um acidente como Chernobil”. Sim, ainda é possível haver. Basta uma má manutenção e pode acontecer. Nunca digas “impossível”.

    • Telmo says:

      Se adicionar o preco do planeta na fatura das energias fosseis, vai ver que energias renovaveis sao muito, mas muito mais baratas…

    • João T. says:

      Não é uma ideia enganadora, a ideia tem de ser é como complemento e não de substituição.
      Energias realmente renováveis são as eólicas (e mesmo assim pode faltar o vento) e a energia das ondas que será a melhor solução a longo prazo.

      E não vamos esquecer a grande vantagem da energia renovável – zero emissões.
      Fartos de comer poluição andamos nós.

    • Pedro says:

      Energia renovável não passa só por energia solar, se investirem mais numa infraestrutura 100% renovável nenhum dos seus argumentos é valido até porque com carvão ou fosseis mais dia menos dia não existe é planeta, se calhar isso é mais viável para si! Se calhar é mais barato esse custo.

      Até parece que está muito preocupado com o preço da energia quando na verdade está mais preocupado é em poupar a todo custo mesmo que isso signifique sacrificar o planeta.
      Será de bom tom referir que tudo que implica a manutenção de sistemas renováveis continuá a gerar lucro para empresas de energia, e também há que salientar que baterias podem ser a longo prazo uma mais valia de acumulação energética em que em horas de menos sol se possa recorrer às mesmas, o seu backup pessoal porque muitas pessoas produzem mais energia do que gastam, em Portugal como em outros países até pode “vender energia em excesso à rede.

      A tecnologia associada às baterias evolui de dia para dia, apesar de ser um evolução mínima com certeza que num futuro próximo, (isto se continuáramos a incentivar energia renovável) vamos ter baterias mais eficientes com volumes menores, maior capacidade e com materiais mais amigos do ambiente.

      Como tudo no inicio paga-se mais, mas de certeza que com tempo, evolução dos estudos nesta area tudo se tornará mais viável. O que não é viável é optarmos pelo mais barato para continuarmos a arruinar o planeta. Haja mais honestidade e humanismo.

      Sendo que estou totalmente contra ganhos em excesso a todo o custo e a negócios sujos por prate das empresas de energia tendo como exemplo barragens como a Barragem de Foz do Tua que é só para meter dinheiro ao bolso da EDP e arruinar completamente o ecossistema da zona além de terem arruinado o turismo há bastante tempo com a desinvestida no desenvolvimento de melhores transportes ferroviários ao fechar completamente a única linha agora será a machada final no turismo da zona e até de acesso a certas locais. Uma barragem feita para “reproduzir” energia gerando uma nulidade não só porque já tínhamos barragens mais do que suficientes, gerando mais energia do que necessitamos mas também enganando todos com um investimento estúpido em que tudo que será produzido será vendido em horário mais caro para gerar lucros com nulidade.
      https://www.youtube.com/watch?v=PwX17IcNyrk

      É realmente ridículo pensar que as energias renovais é que são o bicho mau da coisa quando na verdade o bicho mau é que continua a insistir em energias poluentes e em grandes chicos espertos a tentar ganhar dinheiro a todo o custo nestas grandes empresas seja em que tipo de energia for.

    • Adriano says:

      Eu diria que até é possivel de ver o kwh de carvão sair a menos de um cêntimo, mas se o titulo do artigo diz que a solar é mais barata entao vamos todos acreditar nisso!

  4. Hugo Monteiro says:

    O grande problema da fatura da luz são os impostos… como na àgua 🙁
    Sem os impostos e extras que nos são impingidos pagariamos quase menos 50% da fatura.

    • João T. says:

      A EDP todos os anos tem lucros record, não me parece que o problema sejam só os impostos.

      • Blackbit says:

        Metade desses lucros são de fora de Portugal…

      • Pedro says:

        Sim, metade dos lucros são fora de PT. Esse para mim não é um argumento. Deve é haver concorrência e esta ser fomentada para acabar com preços altos.
        No outro dia ouvia uma pessoa escandalizada porque a Galp teve um lucro de 500M€. Se formos ver, eles dão emprego, produzem um produto, correm riscos, investem. Por seu lado o estado teve um lucro de 3.500M€ com os combustível sem fazer nada (nem as aferições dos postos fazem convenientemente…). Quanto a isto estamos conversados.

        • João T. says:

          No entanto a EDP fala em 30-40%, mas tu falas em metade. 🙂
          E sim é escandaloso dado o preço dos combustíveis, fora o aumento dos impostos os mesmos são vendidos a preços absurdos!
          A própria Galp transporta combustível para Espanha e depois vende a preços que cá não pratica.

          Portugas andam a dormir muito… pfff

  5. Joaquim Sobreiro says:

    Partilho completamente da ideia expressa por John no seu comentário. Podemos ainda ser a minoria, mas os resultados do poder da maioria já estão experimentados, com os resultados a ser vividos diariamente.

  6. Paulo S says:

    Como o tema passou de energia solar para nuclear Gostaria de afirmar também aqui que sou contra o nuclear mesmo que a energia fosse de graça.
    Como não gostava de ter uma central nuclear ao lado de minha casa também não posso dizer que essa central fica bem à porta do vizinho.
    Quem Gostaria de ter uma perto de sua casa?

  7. Ricardo says:

    Quando dizem que a energia nuclear é segura.. Pensem no Japão e no Tsunami que lá houve.. O futuro são as energias renováveis!

  8. Victor Guerreiro says:

    Deviam-se fazer contas e analisar todos os fatores envolvidos nestas questões. O que acaba por acontecer é que sem acesso a informação fidedigna e imparcial acaba-se por opiniar de acordo com as crenças pessoais baseadas no que é veiculado pela comunicação social. É preciso indagar quais os processos de fabrico e de dopagem dos semicondutores que são utilizados nos paineis solares (químocs) e prever no final de ciclo de vida o que fazer com esse lixo tóxico que muitas pessoas desconhecem ser tóxico. Devemos aterrar esse lixo numa lixeira no solo como o outro lixo comum? Quais as consequências? Outra questão tem a ver com as baterias nas instalações off-grid que utilizam baterias… para armazenar energia. Se multiplicarmos as instalações off-grid e multiplicaremos igualmente a utilização de baterias o despejo de químcos na natureza quer para a sua produção quer depois no seu ciclo de fim de vida para a natureza em quantidades de metais pesados extremamente nocivos para o meio ambiente não será prejudicial? Mais prejudicial do que uma hidroeléctrica? Outra questão, não menos importante tem a ver com a rentabilidade do investimento. As instalações fotovoltaicas hoje são rentáveis se forem subsidiadas. E se não forem subsidiadas são rentáveis? E sendo subsidiadas quem é que acaba por engordar a conta bancária dos produtores? Ou seja, todas as pessoas mesmo sem produzirem pagam na fatura da luz um valor acrescido para que os projectos de energia solar não sejam ruinosos. Será que a energia solar é tão rentável como se diz? Na notícia é abordado o caso de um fotovoltaica que tinha preços baixos – ah, a enregia solar é barata – mas que acabou por falir. Será que se fizessem preços de acordo com o custo real a energia solar seria assim tão barata como aparenta? Tal como acontece com tudo o que é colocado na conta geral de todos mais tarde ou mais cêdo ou mais tarde acabamos todos por arcar com esse prejuízo só que isso como isso é diferido no tempo a maioria das pessoas nem percebe – percebem, daqui a uns anos percebem – e entram na moda das facilidades agora sem pensar nas consequências do que vem depois. Eu sempre fui simpatizante das energias renováveis sobretudo da fotovoltaica que é espetacular mas a realidade e custou-me aceitar isso é que a energia solar não é tão rentável como afirmam nem tão ecológica como parece. Pelos motivos acima apontados. Claro que há quem viva disso e essas pessoas vão continuar a vender a banha química com que os paineis e as baterias são produzidos e dependem para funcionar. Da mesma forma que há lobbys a favor do nuclear também existem lobbys a favor da fotovoltaica, sobretudo da que recebe subsídios – tal como se fossem colégios privados suportados com subsídios do estado, é quase igual. Esses lobbys não querem que se fale na poluição dos processos de fabrico dos paineis fotovoltaicos nem que se aborde o que se fará com esses paineis no final do seu ciclo de produção (cerca de 25 anos) em que se tornam lixo químico que não deve ser deitado para o lixo como lixo comum. As baterias acabam por ser a mesma coisa. É por isto o fotovoltaico não é tão amigo do ambiente como nos querem fazer crer e há muita propaganda à volta disto. Eu bem gostaria que os fotovoltaicos fossem tão rentáveis e tão ecológicos como dizem, mas infelizmente não são. A realidade é que para uma vida moderna e para países indistrializados – e obviamente que não estou a falar de Portugal, mas sim da França, EUA e até de paises onde o nuclear é polémico como o Japão – as alternativas passam pelas hidroeléctricas e pelo nuclear. Infelizmente. Uma central nuclear moderna e bem contruida tem um potêncial de produção de energia que em termos de rentabilidade será de longe o mais rentável em relação ao resto e não apenas para quem produz, também para quem consome sobretudo paises com alta industrilização e consumo para quem a energia mais barata é vital. Claro que tem risco de desperdícios radioactivos incomparavelmente superiores ao solar mas se em todas as casas passarmos a ter lixo quimico dos paineis solares no telhado e o das baterias também devemos pensar no final do ciclo de vida o que fariamos a esses centenas de milhões de paineis solares. O que se fará com esses materiais dispersos pelo mundo inteiro? Quais as consequências de no final de vida quer dos paineis quer das baterias as pessoas despejarem os metais pesados dos mesmo nas natureza? Uma central nuclear localizada tem um sistema organizado de recolha e depósito de material radioactivo. Apesar de não ser o ideal existe um sistema de recolha e depósito, mas no solar isso não acontece, e por é potencialmente disperso pelo mundo inteiro torna praticamente impossivel garantir que os químicos das baterias e os metais pesados das baterias e imbuidos na dopagem do silício não acabaram nos aquiferos do mundo inteiro. A energia eolica não tem esses problemas de poluição, mas a produção de energia eólica além de não ser barata é sazonal. Por isso quando alguém aqui falou a favor da energia nuclear, por paradoxo que pareça acaba se bem construida por ser a que pode satisfazer a maior quantidade de pessoas com um custo menor. Tem perigos associados? Tem. Mas não existe alternativa melhor do que fazer centrais modernas e mais seguras. Sem ser isto, só hidroeléctricas. O resto são utopias que nem são rentáveis como dizem nem ecológicas como parecem. Infelizmente é isto. Pode-se fazer muita propaganda. Mas fazçam-se as contas e analisem a fundo as implicações do fotovoltaico e ficaremos desiludidos.

    • João T. says:

      Duvido que se fique desiludido no final, dado que este é o caminho a seguir. Há que investir na área, cada vez se ouve falar de baterias e painéis, mais eficientes e ecológicos. Até de baterias biológicas se começa a ouvir falar.
      Enquanto que as restantes opções até ao momento não têm nada de ecológico.

  9. Pedro says:

    Apesar de contra a energia nuclear, em termos de aquecimento global ela é preferível ao carvão.
    Agora um outro assunto – o tempo de break even de uma central destas é de 14/15 anos e o tempo esperado de vida entre os 35-40 (há quem indique que pode ser mais, mas não há certezas). Partindo deste pressuposto, então teremos de acreditar que não haverá nenhuma alternativa melhor a esta até ao ano 2030, ano em que a empresa que construísse este equipamento começaria a obter lucros. Acredito que ate lá as energias alternativas vão melhorar muito e o nuclear será desnecessário.

  10. Diogo says:

    Neste momento toda a nossa energia entre 60% a 70% é do carvão. isto é uma grande dependência, que vai demorar muito tempo a mudar no nosso país.
    energia nuclear, quero relembrar os acontecimentos em chernobyl, e mais recentemente no japão, não se pode brincar com isso, energia nuclear bem longe.
    Ainda mais que o nosso país tem excelente condições em termos de energias renováveis.
    Há um estudo que diz que portugal e espanha têm a capacidade para abastecer uma boa parte da europa.
    Em Portugal há grandes interesses, mas os maiores vêm de fora.
    Os paineis solares têm evoluído muito, mas ainda vão evoluir ainda mais. pois é uma tecnologia recente e ainda está muito longe dos 100% de potencial. já a energia eólica neste momento encontra-se nos 98% de potencial.

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