Porque empresas chinesas de robótica pagam três vezes mais do que a média nacional
À medida que a China se desenvolve na indústria de robótica humanoide, as empresas do setor estão a oferecer salários mais de três vezes superiores à média, segundo destacado pela imprensa.
Diferente da China que o mundo conhecia há uns anos, o país asiático tem crescido em várias frentes, desenvolvendo indústrias como a tecnológica e a automóvel.
Entretanto, à medida que a China cresce e procura crescer mais em matéria de robótica humanoide, as empresas do setor estão a oferecer salários mais de três vezes superiores à média nacional, por forma a atrair os melhores engenheiros e talentos em Inteligência Artificial.
Segundo a imprensa, a par da ambição, o país enfrenta uma escassez de talentos cada vez mais profunda.
Setor da robótica procura conquistar engenheiros com salários elevados
Assim sendo, de acordo com um novo relatório divulgado pela plataforma de recrutamento online Zhaopin, o salário médio mensal dos engenheiros de algoritmos de robôs humanoides é agora de 31.512 yuans (cerca de 3800 euros), subindo para 38.489 yuans (cerca de 4650 euros) para funções que exigem mais de cinco anos de experiência.
Os dados de remuneração mais recentes da empresa para o terceiro trimestre de 2024 indicam que estes valores representam quase quatro vezes o salário médio nacional de 10.058 yuans (cerca de 1200 euros) por mês.
Ligeiramente abaixo, mas ainda acima da média nacional, está o salário médio de um engenheiro mecânico de projeto, que ronda os 22.264 yuans (cerca de 2690 euros).
Apesar do crescimento que lhe tem sido conhecido, o mercado de trabalho chinês está sob pressão devido ao abrandamento do crescimento económico e à queda nos lucros das empresas, que tem motivado demissões generalizadas e cortes salariais em todos os setores.






















E quanto pagam a quem operar os robots humanóides por telecomando?
Caso já não se lembrem, Musk apresentou o robot Optimus no evento We Robot, de 10/10/2024. “Esqueceu-se” foi de dizer que muitas das ações mais complexas, como gestos e respostas imediatas, estavam a ser controladas por operadores humanos. Só se descobriu depois.
Sabe-se que têm projetos de robots humanóides: Tesla (Optimus), Boston Dynamics pertencente agora à Hyundai (Atlas), Agility Robotics (Digit), Figure AI (Figure e Helix), Honda (ASIMO), a indiana Addverb, e as chinesas: Ubtech (Walker), Xiaomi (CyberOne), Foxconn, e duas fabricantes de veículos elétricos, Xpeng e Zhiyuan apoiada pela BYD. Fica-se com a ideia que são as montadoras de automóveis as mais interessadas.
Que haja escassez de competências nesta área – é na China e nos outros lados. A menos que se roube os segredos dos outros, tem que se aprender a fazer …fazendo. No caso do Atlas, começou em 2013, como um robot hidráulico mas só em 2024 atingiu uma versão elétrica, com sensores avançados e autonomia. Está prevista a sua aplicação comercial, em 2025, nas fábricas de automóveis da Hyundai. Na Tesla é que é tudo rápido (a anunciar) e está previsto o fabrico, em 2025, de 5.000 a 10.000 Optimus.