A2 da AgiBot conquistou o título de “maior viagem percorrida por um robô humanoide”
Os robôs humanoides estão a evoluir gradualmente, apresentando-se cada vez mais preparados para as mais variadas necessidades do dia a dia dos seres humanos. Num marco que não pode passar despercebido, o chinês A2 da AgiBot conquistou um Guinness World Record para a "maior viagem percorrida por um robô humanoide".
O A2 da AgiBot caminhou 106,286 km, desde o Lago Jinji, em Suzhou, na província de Jiangsu, no leste da China, até ao Bund, em Xangai.
Esta quinta-feira, um juiz do Guinness World Records confirmou a distância total percorrida, nomeando-o detentor do recorde de "maior viagem percorrida por um robô humanoide", de acordo com um comunicado enviado pela AgiBot ao Global Times.
O robô humanoide foi capaz de completar todo o percurso sem desligar, apoiado pelo sistema de bateria hot-swappable da AgiBot, que lhe permitiu operar continuamente.
Robô humanoide descreveu a caminhada como uma "experiência memorável"
Durante o desafio, o robô passou por ruas de cidade, áreas cénicas, rodovias nacionais e provinciais, ultrapassando uma mistura de superfícies, incluindo asfalto, calçada, pontes, faixas em alto-relevo fixadas no chão e declives, bem como áreas com iluminação noturna limitada.
Além disso, foi capaz de seguir as regras de trânsito ao longo de todo o percurso, descrito por Wang Chuang, sócio e vice-presidente sénior da AgiBot, como "difícil para muitas pessoas fazerem de uma só vez".
A caminhada entre províncias, cujo objetivo era ilustrar a fiabilidade e estabilidade da tecnologia de robôs humanoides, mostrou avanços na durabilidade do hardware, controlo de equilíbrio e resistência geral, características importantes para a futura implementação comercial.
Aliás, conforme comunicado, à medida que as suas capacidades evoluem, a ideia de que os robôs podem igualar ou até mesmo superar os humanos em certas tarefas físicas não é distante, mas uma meta cada vez mais visível do progresso tecnológico.
Após caminhar mais de 100 km, o robô humanoide A2 permaneceu em boas condições, com apenas algum desgaste observado na camada de borracha das solas dos pés, de acordo com o comunicado da empresa.
Segundo Wang Chuang, para o desafio, a AgiBot utilizou uma versão comercial padrão do A2, produzida em massa, sem modificações personalizadas e idêntica aos robôs entregues aos clientes.
Contudo, a máquina foi equipada com módulos GPS duplos, que se juntaram às suas câmaras LiDAR e de infravermelho de profundidade integradas, dando-lhe a capacidade de deteção necessária para uma navegação precisa em condições de luz variáveis e ambientes urbanos complexos.
A chegada de North Bund, o robô A2 interagiu com os jornalistas presentes, descrevendo a viagem como uma "experiência memorável" na sua "vida de máquina" e brincando que, agora, talvez "precisasse de um novo par de sapatos".
Chinês A2 faz mais do que caminhar
De acordo com Wang Chuang, caminhar é apenas uma capacidade básica, pois o robô já suporta interação multilingue, reconhecimento facial e memória, orientação autónoma e tarefas de entrega.
Além disso, o modelo ultrapassou as 1000 unidades encomendadas, em 2025, colocando-se entre os líderes globais na implementação de humanoides em tamanho real.






















Está visto que os humanoides estão para chegar e será o proximo brinquedo que toda a gente terá em casa
Gostava de ver o título do humanoide que menos recursos consumiu na sua criação.
Simplesmente impressionante. Depois do Xpeng agora este, a China está no topo em robótica.