Portugal reforça compromisso espacial ao aderir aos Acordos Artemis
Portugal deu um grande passo no setor aeroespacial ao formalizar a sua adesão aos Acordos Artemis, um tratado internacional que estabelece normas para a exploração sustentável e pacífica do Espaço profundo.
Portugal junta-se à vanguarda da exploração lunar
A nação portuguesa assinalou a sua entrada oficial no grupo de 60 países que subscrevem os princípios da exploração espacial responsável. A formalização deste compromisso ocorreu no passado domingo, através da secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão.
O anúncio foi posteriormente destacado em Lisboa, durante um encontro bilateral entre Portugal e os Estados Unidos, destinado a fortalecer a cooperação tecnológica e científica entre os dois países.
Segundo as diretrizes partilhadas pela NASA, a adesão a este pacto implica a aceitação de um conjunto de normas fundamentais para as missões na Lua, em Marte e noutros corpos celestes, como cometas e asteroides. O objetivo é garantir que as atividades espaciais sejam conduzidas com transparência, assegurando o auxílio mútuo entre nações e o acesso público aos dados científicos recolhidos.
John J. Arrigo, embaixador norte-americano em Portugal, reiterou que estes princípios são cruciais para manter o domínio espacial como um ambiente de estabilidade e segurança. No mesmo sentido, Hugo Costa, diretor-executivo da Agência Espacial Portuguesa, frisou que a participação nacional contribui para que o uso do Espaço seja pacífico e traga benefícios concretos para toda a humanidade.
O legado do programa Artemis
Estabelecidos em 2020 por iniciativa dos Estados Unidos e de outros sete parceiros fundadores, os Acordos Artemis surgiram como resposta ao crescente interesse de entidades públicas e privadas na exploração lunar. O cronograma atual prevê o envio de astronautas para a órbita da Lua ainda este ano, com o regresso à superfície lunar planeado para 2027.
Esta nova fase da exploração espacial destaca-se também pela inclusão, prevendo-se que a primeira mulher e a primeira pessoa negra caminhem em solo lunar.
A tecnologia europeia desempenha um papel vital neste esforço global. A nave Orion, por exemplo, integra componentes fabricados na Europa. Além disso, a futura estação orbital Gateway contará com módulos europeus e servirá de plataforma para missões tripuladas a Marte, previstas para a década de 2030.
Josef Aschbacher, diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), confirmou recentemente que três astronautas europeus já têm presença assegurada na estação Gateway, reforçando a posição de Portugal, que é Estado-membro da ESA desde o ano 2000.
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