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O que acontecerá aos humanos se os polos magnéticos da Terra rodarem?


Responsável pelo Pplware, fundou o projeto em 2005 depois de ter criado em 1993 um rascunho em papel de jornal, o que mais tarde se tornou num portal de tecnologia mundial. Da área de gestão, foi na informática que sempre fez carreira.
Artigo escrito por Sofia Neto para o Pplware

Destaques PPLWARE

  1. Joao says:

    Concluindo, temos sim de nos preocupar tendo em conta o nosso grau de tecnologia. O que acontecerá a todos os aviões que estejam no ar nesse momento? O que acontecerá a todos os registos bancários? O que acontecerá à esmagadora maioria dos veiculos, já que hoje em dia não há veiculo sem electronica? Têm as forças de segurança planos de contigencia para o caso se as telecomunicações deixarem de funcionar? Se todos os sistemas de segurança (alarmes, CCTV, etc) deixarem de funcionar, que acontecerá?

    • Mateus Pinto says:

      Aqui o problema é que os satélites (e o GPS) vao deixar de funcionar, logo muito do que estiver a acontecer vai perder a navegacao automática; outro problema sao os aparelhos eléctricos perto desses polos magnéticos que possivelmente irao ter problemas, e ao serem muuuuitos aparelhos digitais e zero analógicos, entao perdes totalmente o controlo.

      Em suma: se essa mudanca acontecer enquanto estamos a ser conduzidos por IA, todos os arquivos e info em computadores e de repente…falha tudo, entao podes imaginar o que sai daí. Mortes sem fim; perda de informacao/dinheiro/bancos etc e caos.

      Diretamente ao ser humano nao tem efeitos; indiretamente muuuuuitos problemas já que tudo hoje depende (demasiado) da tecnologia.

      • Joao says:

        Foi precisamente isso que disse. E não precisas te estar a ser conduzido por AÍ. Qualquer veículo fabricado nos últimos 20 anos depende completamente de electrónica.

    • Vítor M. says:

      Boas questões. Como escrevemos há dias, existe já uma “entidade” que monitoriza estas alterações e propõe alternativas, atualizações de conceitos e novos estudos de impacto.

      Mas, como referes e bem, a tecnologia poderá ser o único ponto que nos permite detetar que algo se está a passar.

      • Joao says:

        Parece que é isso que os estudos indicam mas o nosso grau de dependencia é tal que creio que se posso considerar um cenario apocaliptico.
        E nos, aqui no velho continente, como vivemos num ambiente tão seguro e estavel, não estamos preparados para absolutamente nada. Nos USA, por exemplo, e em muitos otros paises, é normal as pessoas terem reservas de mantimentos, agua, etc em casa para cenarios meteorologicos extremos como o que está a acontecer agora nos USA.
        Eu não conheço ninguém que tenha essa preocupação e quando digo que tenho em casa comida e agua suficiente para 4/5 dias mais alguns artigos basicos como velas, isqueiros, medicamentos essenciais, papel higienico, etc., pensam que eu sou maluquinho.

        • Vítor M. says:

          Hehehe estás a preparar-te para o pior. Homem prevenido…. agora, percebendo o que referes, não entendo que seja apocalíptico, nem nada parecido, porque é tudo uma questão de tecnologia e isso é medido em lucros. Por mais que os chineses, americanos e russos andem às turras, eles sabem que precisam de tudo a funcionar, porque as necessidades básicas são as mesmas em qualquer parte do nossos pequenino globo. Claro que tudo o que seja “explosivo” ou sem um período de antecipação e preparação… custa mais e sofremos mais. Mas pelo menos estamos a contar com isto.

          • Joao says:

            Mas nem é por esta situação em concreto. Quando tens a experiencia de passar temporadas em sitios em que a electricidade falha com frequencia (pelo menos 2 vezes por semana e quando falha a electricidade deixa de haver agua), os productos esgotam no supermercado durante dias ou ficas dias sem poder sair de casa pelas condições metereologicas, passas a ter outra perspectiva. Ter umas ladas de comida, umas garrafas de agua e uns rolos de papel higienico é estar preparado para o melhor, acredita ;).
            Segundo o que tenho lido, caso se dê a inversão dos polos, ficaremos desprotegidos da radiação electromagnitica e isso “fritará” tudo o que é electronica. E hoje em dia tudo funciona com base na electronica.
            https://en.wikipedia.org/wiki/Geomagnetic_storm

            Acho que estás a ser demasiado optimista relativamente às consequências de tal evento.

    • Raposao says:

      Relaxa, o campo magnético não será invertido do dia pra noite

    • Regiane says:

      Concordo plenamente com você João. Acredito que essas informações são reais. Mas existe aí um disfarce sobre os danos que realmente pode nos oferecer. Isso tudo para não gerar pânico na humanidade. Não estamos longe de sofrer as consequências desse movimento dos polos.

  2. Moita says:

    Alguem viu o “WaterWorld” 😛

  3. Kosovar says:

    mas uma coisa que não percebi: os pólos invertem-se muito rápido (tipo em 1 hora ou 1 dia) ou é um processo lento e demorado?

  4. Leandro Nogueira says:

    Minha Hilux 1995 sobreviverá

  5. JORGE COSTA says:

    Pq usam humanos na terceira pessoa…VCS não são? 😉

  6. Realista says:

    Mas… Mas… Isso significa que os de Lisboa passam a ser Nortenhos!?!?!
    O meu mundo foi abalado agora.

    • Joao says:

      Na realidade não existe nenhuma razão ientifca para que o norte seja “em cima” e o sul “em baixo”. É apenas uma representação grafica.

      • Sujeito says:

        Na realidade, segundo o MIT, o Norte é em baixo e o Sul é em cima.

        • Joao says:

          Podes partilhar onde viste essa info? Que curioso…

          • Nuno V says:

            Eu acho que o Sujeito está-se a referir aos polos magnéticos, e não aos polos geográficos. E sim, embora digamos que o polo magnético Norte se situa no norte, na realidade este é o polo magnético Sul. Continuamos a dizer que este é o polo magnético Norte por conveniência.

      • Elementarq says:

        O que o João quer dizer é que não existe nenhuma razão cientifica para que os mapas estejam representados com o norte para cima.
        Assim como não existe razão cientifica para que os mapas (Europeus) tenham ao centro a Europa, e nas “bordas a Ásia e a América. Mas repare que nem todos os mapas, têm o norte para cima. Eu faço projectos onde coloco o norte na orientação que me convier, desde que o projecto esteja georreferenciado e o Norte graficamente desenhado.
        Não confundir com a origem cientifica da > orientação física < do Norte. Que tem variadíssimas características cientificas. Entre eles, geográficas, astro-físicas, meteorológicas, electromagnéticas…

    • CaptianObvious says:

      +1000

    • Pedro says:

      Bem pior seria os Nortenhos começarem a ser apelidados de lisboetas ou alfacinhas. Isso sim, seria muito grave e insultuoso.

    • Nuno V says:

      Não, se estivermos a referir ao polo magnético, os lisboetas são nortenhos. Isto porque o polo magnético que se encontra no hemisfério norte, é, na realidade o polo sul.

  7. Alexx says:

    A alteração do pólo magnético, inversão ou desvio, não é um fenómeno instantâneo e repentino, pelo que é bem possível que a sua modificação se faça sentir de forma lenta, reflectindo-se em erros de gps, falha de comunicações, erros de código etc. Sem dúvida que afectará a tecnologia e inicialmente de uma forma menos perceptível na natureza, p.exº, migração de aves, no ser humano, manifesto no aumento de certo tipo de doenças, sobretudo cancerígenas, pacemakers com problemas etc.
    Olhem, por exemplo a Uber terá mais dificuldade em dar connosco :-D.
    Cataclismo, sim, se perdermos o campo magnético ou enfraquecer de tal forma que o vento solar nos deixará “totalmente bronzeados”.

  8. Manuel Meneses says:

    Boa tarde gostava que alguem me disse-se se o campo magnetico da Terra mudar se o Norte fica sul e o Sul passa a ficar Norte ou se continua o Norte e o Sul a estar como antigamente Antes dos polos mudarem de posicao

    • Elementarq says:

      Isso ninguém lhe dirá, porque ninguém sabe. Trata-se de uma convenção que requer consenso cientifico à escala mundial.
      Mas pode procurar algumas pistas nas diversas especialidades.
      Digamos que o Norte resultou de um conjunto de características histórico-cientificas. A razão etimológica, a razão geográfica, meteorológica, astronómica, electromagnética, entre outras. Logo, não faria sentido mudar o nome. O norte ficaria tal e qual como está e o sul também. Por outro lado, do ponto de vista do campo electromagnético, actualmente existe o norte magnético e o sul magnético, ou seja, nem esta designação mudaria, a única coisa que mudaria seria para onde aponta a agulha da bússola, mas só para efeitos de navegação e programação de equipamentos electrónicos é que isso é importante. Não sei se sabe, mas o norte (e sul) magnéticos estão em permanente movimento, porque resulta de uma carga eléctrica dinâmica.

  9. censo says:

    “o planeta não será vítima de uma extinção em massa ou de uma catástrofe natural.”…nada mais falso: já aconteceu e voltará a acontecer. A única incógnita é : quem vai assistir a tal coisa.

    • Nuno V says:

      Sim, já aconteceram múltiplas inversões geomagnéticas, também já houve múltiplas extinções em massa. Existe alguma evidencia que mostre alguma extinção em massa ter sido causada por uma inversão geomagnética? Não.

  10. André says:

    Se é o campo magnético da Terra que nos protege dos elementos externos do Universo, e sendo também esse campo a causa por termos atmosfera, e por não levitarmos, o que irá acontecer na transição? Essa transição é rápida ou lenta?

    • Nuno V says:

      Como? A razão pela qual tens uma atmosfera é pela mesma razão que não levitas. E isso não tem absolutamente nada a ver com magnetismo, mas sim gravidade. A magnetosfera proteje a nossa nossa atmosfera, não a causa.

  11. AlexX says:

    Quem sabe o evento esteja atrasado por estarem fazendo o possível para evitá-lo com a tecnologia que dispõem, seja geoengenharia, estações HAARP ou outros mecanismos que desconhecemos mas que possam influenciar o campo magnético da terra. Podemos não notar enquanto o desvio for lento. Mas se por obra do acaso o pólo resolver acelerar e correr milhares de km no espaço de um ou dois dias, será bíblico. Quem ficar terá muito que escavar para encontrar comida. E tudo recomeça novamente. Muito está por dizer sobre esse evento Carrington de 1859, não terá sido assim tão inofensivo. Talvez passe por aí a “História de Adão e Eva”, tal como descrito nesse livrinho que a CIA parcialmente disponibilizou ao público há uns anos, e que alguns poderão dizer que por brincadeira.

  12. Jose Simoes says:

    há 41 mil anos não existiu “uma mudança temporária”. Não existiu mudança.

    Nada “cria movimento no núcleo externo, devido à convecção”. Convenção é um nome genérico que se aplica a esse movimento. Mais que por algum arrefecimento esse movimento é causado pelas diferenças de temperatura. Tal como numa panela com sopa ao lume aparte de baixo está bem mais quente que a parte de cima o que causa convecção.

    O campo magnético da Terra, na actualidade, assemelha-se ao campo de um gigante iman de barra com o seu polo sul, no actual Polo NORTE da Terra ( e vice versa). Facto que resulta do facto de chamarmos polo norte da agulha aquela parte aponta para norte. E facto que cria problemas de nomenclatura e falta de coerência entre autores.

    Depois de uma inversão o campo magnético deverá ser aproximado por um iman de barrra com o polo sul no polo SUL. A estrela Polar deverá continuar aproximadamente por cima do Canadá e da Rússia. E o Cruzeiro so Sol por cima do Brasil. Aproximadamente. Se não tardar muito que as estrelas estão em movimento. Mas as bússulas terão a parte preta, que antes apontava o norte, a apontar a antártida (excepto se estiverem perto de qualquer dos polos, em que tenderam a ficar prependiculares ao chão, como já se passa hoje).

    Durante a inversão o campo magnético da Terra não será bem aproximado por um iman de barra.

    A inversão, que não está atrasada porque não é periódica, deve decorrer de foma muito lenta e há boas hipóteses de nos podermos adaptar.

    O campo magnético da Terra não é importante para o funcionamento do GPS. Sim para os barcos navegarem mas quando não têm GPS, daí a confusão imagino.

  13. ze says:

    2 coisas:
    primeiro, isto não acontece assim do nada, está lentamente a acontecer;
    segundo, o campo magnético não se perde, apenas se inverte!

  14. rui caetano says:

    Agora fiquei baralhado. Já li alguns artigos e passo a colar um deles:
    Esta inversão poderá significar a entrada de “correntes devastadoras de partículas do sol, raios cósmicos galácticos, um maior número de raios ultravioleta-B graças a uma camada de ozono danificada pela radiação” na atmosfera terrestre, entre outras coisas que podem magoar ou mesmo matar os seres vivos, afirma a jornalista científica Alanna Mitchell no seu relatório na plataforma Undark.
    E os riscos podem não ser apenas biológicos: a inversão polar pode interferir com os satélites que controlam as redes elétricas terrestres, levando a apagões generalizados capazes de durar décadas.
    Segundo Daniel Baker, diretor do Laboratory for Atmospheric and Space Physics, na University of Colorado Boulder, parte do planeta poderá ficar mesmo “inabitável” durante a inversão, explica no mesmo relatório.
    “Imagine momentaneamente que a sua corrente elétrica é cortada durante alguns meses – muito poucas coisas funcionam sem eletricidade nos dias de hoje”, explica Richard Holme, professor de ciências na Liverpool University ao Mail Online.
    Este artigo foi da visão e tal como outros que ja li é totalmente contraditório a este vosso artigo no que toca ao não nos devemos preocupar etc…Dizem que parte do planeta pode ficar inabitável….
    Estou confuso…

  15. rui caetano says:

    Vários investigadores acreditam que este fenómeno poderá trazer mudanças climáticas drásticas, assim como uma maior exposição a radiações nocivas causadoras de doenças como o cancro.

    “A radiação poderá ser 3 a 5 vezes superior àquela originária do buraco do ozono criado pelo Homem”, explica Colin Forsyth do Mullard Space Science Laboratory, na University College London.

    “Além disso, os buracos do ozono serão maiores e mais duradouros”, acrescenta.

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