O “cérebro” do iPhone 18 bate recordes e dispara os custos de produção da Apple
O interior do iPhone 18 esconde um problema de 280 dólares. É o valor que a Apple terá de pagar por cada processador, segundo os analistas, este custa quase o dobro do SoC anterior, o que nunca aconteceu!
iPhone 18: chip A20 é prodígio tecnológico
O salto para um novo nó de fabrico sempre foi dispendioso para a Apple, mas nunca tanto como desta vez. Segundo um relatório taiwanês, o chip A20 que equipará o iPhone 18 e o iPhone 18 Pro custará cerca de 280 dólares por unidade, quase o dobro do que a Apple tem pago historicamente pelo processador dos seus telemóveis.
Para colocar em perspetiva: o chip A19 atual ronda os 155 dólares, o que significa que estamos perante um aumento de 80% de um ano para o outro, caso a situação não mude. Mas a fatura não termina aqui.
A este impacto junta-se outro que chega da Coreia: a RAM passou de custar 30 para 70 dólares em apenas um ano. E isto já está a afetar os iPhone 17 Pro e o iPhone Air.
Dito isto, entre o processador mais caro da história do iPhone e a memória mais cara das últimas décadas, o iPhone 18 enfrenta uma tempestade perfeita de sobrecustos que a Apple terá de ponderar como suportar.
A aposta nos 2 nanómetros tem um preço recorde
A Apple leva anos a espremer a arquitetura de 3 nanómetros. Primeiro com o A17 Pro, depois com o A18 e agora com o A19. Três gerações consecutivas no mesmo nó, mas o iPhone 18 Pro, o iPhone dobrável e, mais tarde, o iPhone 18 base darão o aguardado salto para os 2 nanómetros com o chip A20.
No papel, isto traduz-se num aumento de 15% no desempenho ou até menos 30% no consumo. Mas fabricar isto à escala de que a Apple necessita tem um preço: 280 dólares por chip.
O principal problema está nos yields de produção das bolachas de primeira geração. Como são frágeis, geram mais unidades defeituosas, o que faz disparar os custos. Algo que, numa segunda e terceira geração, tende a ser corrigido. É o preço a pagar por ser um dos primeiros. Algo semelhante aconteceu com os três nanómetros do A17 Pro ou com o chip M3. No entanto, os preços não estavam tão inflacionados como agora.
Samsung chegou primeiro aos 2 nm, mas a Apple não tem alternativa mais barata
Enquanto a Apple negoceia com a TSMC preços recorde, a Samsung já anunciou o Exynos 2600, o primeiro chip móvel fabricado em 2 nm do mundo. Os coreanos prometem mais 39% de desempenho em CPU, uma melhoria de 113% em IA e o dobro da potência gráfica, tudo a estrear-se nos Galaxy S26 antes mesmo de a Apple apresentar o iPhone 18.
Mas a Apple não pode mudar de fornecedor assim tão facilmente. A relação com a TSMC é o resultado de mais de uma década de colaboração, desde o episódio do Chipgate do iPhone 6s, que esgotou a paciência de Cupertino.
Hoje, a TSMC é sinónimo de fiabilidade industrial. Mas esta exclusividade tem um preço, literalmente. E a Apple está a pagá-lo.
A crise da RAM: o segundo golpe que chega da Coreia
Se o chip A20 é caro, a RAM é o golpe final. Segundo um relatório direto da Coreia, o preço dos módulos LPDDR5X de 12 GB passou de 30 para 70 dólares em menos de um ano.
A razão é que fabricantes como a SK Hynix e a Micron decidiram apostar tudo no “cavalo vencedor” dos servidores de IA, desviando as suas linhas de produção para memórias HBM destinadas à NVIDIA, deixando um enorme vazio na oferta para dispositivos móveis.
Os iPhone 17 Pro com 12 GB já estão a pagar essa fatura, mas o verdadeiro problema chegará com o iPhone 18 base: a Samsung deixou de fabricar módulos de 8 GB, o que obrigará a Apple a equipar toda a gama com 12 GB. Mais memória multiplicada por um preço que duplicou. O cocktail perfeito para arruinar as margens.
O dilema dos 280 dólares mais os 70 da RAM: quem paga a fatura?
Este sobrecusto coloca uma questão incómoda em Cupertino: a Apple absorve o impacto ou repercute-o no preço final do iPhone 18?
Isto porque, somado ao custo das tarifas que já estão a ser absorvidas pela empresa, a diferença de lucro entre um iPhone 16 e um iPhone 18 pode ser preocupante para os acionistas.
Historicamente, a Apple tem suportado os custos iniciais das novas tecnologias para manter as suas margens e não assustar o consumidor. Mas absorver um aumento de 80% no chip, mais uma duplicação do custo da RAM, soa quase impossível sem mexer no PVP.
As opções em cima da mesa são três: assumir todo o custo e reduzir margens, repartí-lo parcialmente com o cliente ou transferi-lo por completo para o preço final.
Ainda assim, a história mostra-nos que a Apple acaba por não aplicar aumentos de preço tão agressivos por fatores externos. Caso contrário, recordar-nos-íamos do “iPhone de dois mil euros” que se dizia que iria existir por causa das tarifas.
Em contrapartida, temos um iPhone 17 que custa o mesmo que o iPhone 16 e ainda oferece o dobro do armazenamento base.
Ainda falta muito tempo para negociar preços, margens e maturar a tecnologia. Mas se há algo que é claro é que, como sempre, a inovação tem um preço. E desta vez, é recorde.

























Acredito que a Apple vá passar boa parte dos custos para o cliente. É para quem pode, não é para quem quer.
Para quê tão rápido se o humano é lento!
Dizer que a Apple absorve os custos quando pede 1800eur por um telefone básico, é de de rir
O iPhone 17 custa 989€ em Portugal; onde é que foste buscar esse valor?
Acho que ele estava a falar do Pro Max de 512gb, hoje em dia 512gb é o mínimo, abaixo disso é uma bomba relógio a fazer tic tac
Não faz mal, os chorões que querem casas e propinas á borla compram na mesma…..
Eu só uso iPhone, não quero saber se é melhor ou pior, para mim é o melhor. Quando vou almoçar ao restaurante e o meto em cima da mesa e vendo a cara das pessoas…Eleva-me o ego e acho que isso é importante. só mesmo tem tem um é que sabe do que falo
Então eras tu no restaurante. Por tua causa o almoço caiu-me mal, e fiquei super mal disposto…. e cheio de inveja….. Até te ia tirar uma foto mas tive vergonha de mostrar o meu android.
Pensei como tu, ia tirar-lhe uma foto.
Mas não é que o complexo de inferioridade do vim menti, não cabia na câmera? Não dava mesmo.
Ontem até foi deixar um comentário a ver se ganhava um iPhone, lol.
Estudassem, um dia se conseguirem comprar um telemóvel de 2000eur vão saber do que falo
Feliz100Ti, antes de mais, parabéns pela originalidade.
Eu consigo comprar, se quiser, um telefone de 2000 euros, mas não sei do que fala.
Pode explicar?
Entretanto há à venda nas lojas vários telemóveis por 100€ (ou menos) que têm um desempenho tão bom como os topo de gama de há alguns anos. E mesmo a qualidade percebida não é nada má!