Fim de uma era: Apple acaba com o Mac Pro
A Apple surpreendeu o mercado ao remover definitivamente o Mac Pro do seu catálogo, marcando o encerramento de um capítulo histórico para os utilizadores de alta exigência. A empresa de Cupertino quer reajustar a sua linha de desktops para uma nova realidade dominada por formatos compactos e processadores integrados.
Um legado de potência e versatilidade com o Mac Pro da Apple
O Mac Pro desapareceu por completo do site oficial da marca, sendo os visitantes agora reencaminhados automaticamente para a página genérica dos computadores Mac. Esta medida confirma as suspeitas de que a gigante tecnológica não tenciona lançar qualquer sucessor para o equipamento.
A sua última atualização ocorreu em 2023, aquando da integração do processador M2 Ultra. No entanto, o surgimento do Mac Studio, equipado com o chip M3 Ultra no ano passado, tornou o Mac Pro obsoleto, visto que o novo modelo oferece mais potência num formato reduzido e a um custo consideravelmente inferior.
Com esta saída, a oferta de desktops da marca fica estritamente limitada ao iMac, ao Mac Mini e ao Mac Studio. Este último assume agora, em definitivo, o papel de máquina de referência para o mercado profissional, um segmento de público que a Apple garante não querer abandonar.
Lançado originalmente em 2006, o Mac Pro surgiu para substituir o Power Mac G5 durante a transição da marca para a arquitetura Intel. Ao longo de vários anos, afirmou-se como a ferramenta indispensável para os profissionais criativos que exigiam uma vasta capacidade de expansão interna.
O polémico formato cilíndrico
Em 2013, a empresa arriscou numa reformulação estética radical. O modelo cilíndrico foi introduzido por Phil Schiller, mas a completa ausência de interfaces PCIe para placas gráficas e a dependência de um núcleo térmico unificado acabaram por frustrar as expectativas corporativas.
O foco num design estritamente minimalista eliminou a principal vantagem da máquina: a sua capacidade de atualização modular. Após um pedido público de desculpas e seis anos de espera, a marca apresentou o emblemático design de "ralador de queijo", recuperando a expansibilidade desejada juntamente com o monitor Pro Display XDR.
A implementação dos processadores Apple Silicon ditaria o fim inevitável do conceito tradicional em que o computador assentava. Com a transição para a arquitetura ARM e a introdução da memória unificada, a necessidade de substituir placas gráficas ou módulos de memória RAM desapareceu.
A versão atualizada em 2023 manteve a caixa de 2019, que passou a estar praticamente vazia no seu interior devido ao novo hardware minimalista. O mercado acabou por ditar as regras, migrando de forma natural para o Mac Studio. Este equipamento entrega exatamente as mesmas capacidades de topo, mas num chassis moderno, eficiente e com chips mais recentes.
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Fim das torres, passa a cubo como a Steam Machine.
Normal hoje em dia ninguém quer monos a ocupar espaço, opta tudo um ambiente minimalista…
Melhor dizendo, foi um grande fiasco estes desktop que tinham um preço astronómico!