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Trump quis mudar nome do Oceano Atlântico no Google Maps mas levou nega

12 Comentários

Donald Trump revelou que tentou convencer Sundar Pichai, CEO da Google, a alterar o nome do Oceano Atlântico no Google Maps. A ideia passava por batizar a massa de água com a sua própria marca ou associá-la aos EUA, propondo termos como Oceano Trump ou Oceano Americano. A confissão surgiu numa ação pública na Carolina do Sul, onde o presidente partilhou os detalhes do telefonema que fez.

O líder da Google travou de imediato a proposta e recusou avançar com alterações cartográficas desta dimensão. Segundo o relato de Trump, o executivo explicou que os oceanos tocam dezenas de países diferentes e não podem ser tratados como elementos geográficos locais sujeitos a caprichos de um único território. Perante a firmeza da resposta, a ideia acabou por cair por terra.

Mudanças que a Google já tinha aceite no mapa

Esta tentativa não surgiu no vazio. O serviço de mapas já tinha aplicado recentemente ajustes polémicos por via de ordens executivas norte-americanas, como a alteração do Golfo do México para Golfo da América para os utilizadores situados dentro dos EUAs. O mesmo cenário aconteceu com o Lago Ontário, rebatizado para Lago América no território norte-americano enquanto o resto do mundo manteve a designação original.

Na prática, a plataforma de navegação opta por ajustar rótulos geográficos conforme o endereço IP e a legislação de quem consulta o mapa. Foi este precedente de cedência a pressões políticas domésticas que abriu a porta para o pedido caricato sobre o Oceano Atlântico. Desta vez, contudo, a equipa de engenharia e gestão colocou uma linha vermelha clara na gestão de águas internacionais.

Fronteira que nenhum algoritmo pode apagar

Trump chegou inclusive a enviar uma maquete visual com a nova designação inserida no mapa para demonstrar como o projeto ficaria na interface da aplicação. A insistência esbarrou no bom senso diplomático e nas próprias diretrizes do setor, até porque uma alteração destas provocaria um choque imediato com governos europeus e africanos banhados pelas mesmas águas.

Sem conseguir impor a sua marca a leste, o presidente dos EUA já começou a apontar agulhas ao Pacífico, sugerindo em tom informal que essa poderá ser a próxima massa de água a tentar rebatizar. No entanto, fora dos comícios e dos discursos inflamados, os serviços cartográficos continuam a reger-se por convenções internacionais que impedem a apropriação privada ou nacional de oceanos inteiros.

O episódio mostra como as grandes plataformas de mapas vivem numa corda bamba constante entre exigências de poder político e a precisão geográfica global. Apesar de pequenos recuos regionais no passado, a infraestrutura da Google provou que há limites técnicos e geopolíticos que não se vergam a um simples telefonema.

Comentários

12
  1. JI
    Jihah

    Tem toda a razao…ja os nossos antepassados os nearthentais chamavam oceano america, mudou se para atlantico com os romanos por causa de atlantis que se acreditava estar perto dos acores

    1. PE
      Pedro

      mais um nabo

      1. AC
        Almeida da Câmara

        Dos grandes, tipo fenómeno do Entroncamento!

  2. A
    A.

    Messianismos…

    Habitual…

  3. MA
    Max

    O que a Google tem feito, no caso do Golfo do México e do Lago Ontário é, nos nomes que aparecem no Google Maps, conforme a localização do utilizador:

    • Nos EUA – usa o nome oficial, decretado por Trump, Golfo da América e Lago América
    • No México e no Canadá – usa, respetivamente, Golfo do México e Lago Ontario
    • Nos restantes países, como Portugal – usa Golfo do México (e entre parênteses, Golfo América) e Lago Ontário (entre parênteses, Lago América).

    Trump sabia que se mandasse os organismos oficiais dos EUA alterar o nome de um (ou dos dois oceanos) era isso que ia acontecer – a Google alterava nos EUA, mas nos restantes países ia dar uma grande baralhada. Nem se percebe porque é que Trump foi falar da sua conversa com Pichai sobre isto, a não ser criar mais um acontecimento comunicacional, de campanha eleitoral – "Vejam, temos um presidente tão forte que até quer mudar o nome dos oceanos!" Enfim.

  4. AC
    Almeida da Câmara

    É estranho ainda não se ter lembrado de rebatizar o planeta. Imagine-se vivermos todos no planeta Trump!

    1. EM
      Eu Mesmo

      Enganaste-te, é planeta Trampa!

  5. ZE
    Zec

    Estranho a Google ter rejeitado. Normalmente obedecem logo às ordens. Deve haver outros interesses maiores por trás.

  6. FF
    FF

    voces nao vem que isto faz parte da estrategia dele!!!

  7. CI
    CIéqueébom1

    Oceano Lusitanus!

  8. GB
    Gringo Bandido

    Não basta dar o nome aos filhos agora tem que dar a sítios, deve-lhe dar algum tipo de erecção, completamente doente mental.

  9. LM
    LMR

    E se aparece uns pais a dar nome aos filhos dele?

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