NVIDIA poderá deixar de fabricar a RTX 5090… A IA vale mais do que os videojogos
A NVIDIA poderá ter decidido deixar de produzir a GeForce RTX 5090 para reservar os seus chips para a inteligência artificial (IA) e os centros de dados, onde os lucros são potencialmente superiores. A confirmar-se, esta decisão poderá agravar a escassez da gráfica mais poderosa da marca e fazer disparar ainda mais os preços.

Nvidia dá prioridade à IA
Segundo informações divulgadas por fontes ligadas ao setor e por conhecidos divulgadores de rumores, a NVIDIA terá deixado de fornecer os chips GB202 destinados à RTX 5090, incluindo as versões específicas para o mercado chinês. A empresa ainda não confirmou oficialmente esta informação, mas vários relatos apontam na mesma direção.
A decisão poderá estar relacionada com uma questão simples: rentabilidade. O mesmo tipo de tecnologia que permite à RTX 5090 executar jogos com um desempenho impressionante também pode acelerar tarefas de IA, desde o treino de modelos até ao processamento de grandes volumes de dados.
Para a NVIDIA, vender estes componentes a empresas que constroem centros de dados poderá ser muito mais lucrativo do que destiná-los a placas gráficas para consumidores. Com a procura por hardware de IA a crescer, a empresa terá um incentivo adicional para direcionar os recursos disponíveis para este mercado.
O problema é que os jogadores ficam a perder. A RTX 5090 chegou ao mercado no início de 2025 com um preço de cerca de 2000 dólares, mas encontrar uma unidade por esse valor tornou-se uma tarefa difícil. Em muitos casos, os preços subiram para os 2600 a 3000 dólares e, em 2026, terão ultrapassado os 6000 dólares em alguns mercados.

RTX 5080 poderá receber uma versão com 24 GB
Se a RTX 5090 deixar de ser produzida, uma das alternativas poderá ser uma nova versão da RTX 5080, equipada com 24 GB de memória, em vez dos 16 GB do modelo atual. Segundo os rumores, esta gráfica poderá recorrer a módulos GDDR7 de maior capacidade e chegar ao mercado como uma RTX 5080 Super.
O lançamento estará, alegadamente, previsto para o primeiro trimestre de 2027. No entanto, esta informação não foi confirmada pela NVIDIA. Mais memória poderá ser uma vantagem em jogos exigentes e aplicações de criação de conteúdos, embora não garanta, por si só, um desempenho superior em todas as situações.
As notícias são igualmente pouco animadoras para quem espera por uma nova geração de placas gráficas. Rumores apontam para um possível adiamento das NVIDIA GeForce RTX 60 e das futuras gráficas AMD com arquitetura RDNA 5 para 2028. A escassez de memória e o aumento da procura por componentes para IA estarão entre os fatores que poderão condicionar estes planos.
Esta pressão sobre os componentes, por vezes apelidada de “RAMageddon”, poderá também afetar outras áreas da tecnologia, incluindo as próximas consolas da Sony e da Microsoft. Se os custos e a disponibilidade da memória continuarem a dificultar a produção, a atual geração de consolas poderá permanecer no mercado durante mais tempo do que o previsto.
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