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Meta lança o Muse Wonder: uma IA capaz de memorizar informação durante meses

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A Meta apresentou o Muse Wonder e o Muse Wonder Full, dois novos modelos de inteligência artificial (IA) que assinalam a entrada da empresa no segmento dos sistemas de IA mais avançados. Entre as principais novidades estão o desempenho em tarefas complexas e uma capacidade de memória concebida para acompanhar as necessidades dos utilizadores ao longo do tempo.

Meta reforça a aposta na IA de alto desempenho

A divisão Superintelligence Lab da Meta anunciou dois novos modelos que representam uma grande evolução face ao Muse Spark, a versão mais leve anteriormente desenvolvida pela empresa.

Ao contrário desta última, concebida para responder rapidamente e com menor latência, o Muse Wonder e o Muse Wonder Full foram projetados para lidar com desafios mais exigentes, incluindo programação e outras tarefas complexas.

De acordo com os resultados divulgados pela Meta na documentação técnica dos modelos, ambos apresentam um desempenho comparável ao de soluções como o Fable 5.1 e o GPT-6 Astra em vários benchmarks.

A empresa considera este lançamento um passo importante na sua estratégia para desenvolver uma IA cada vez mais personalizada e capaz.

Preços diferentes e acesso limitado à versão mais avançada

A disponibilização dos novos modelos apresenta algumas diferenças. O Muse Wonder poderá ser utilizado através da API da Meta, com um custo de 4 dólares por milhão de tokens de entrada e 20 dólares por milhão de tokens de saída. Estes valores colocam a solução numa gama de preços semelhante à de outros modelos avançados do mercado, como o GPT-6 Sol e o Opus 5.5.

Já o Muse Wonder Full terá uma distribuição mais restrita. Esta versão ficará reservada aos subscritores do Muse Code e não será disponibilizada através da API. A Meta confirmou também que ambos os modelos serão integrados no seu agente de IA, o Muse.

Um dos aspetos que a Meta mais destaca é a chamada “memória ativa”. Esta funcionalidade procura permitir que os modelos retenham e relacionem informações fornecidas pelos utilizadores, mesmo quando estas são partilhadas ao longo de períodos prolongados.

Para avaliar esta capacidade, a empresa recorreu ao MemoryBench, um teste centrado na aprendizagem contínua e na construção de sistemas de memória. Segundo os resultados apresentados, o Muse Wonder supera modelos concorrentes como o Fable, o Opus e o Astra neste indicador.

Kavya Kopparapu, investigadora da Meta, salientou que o desenvolvimento destes sistemas envolveu um grande esforço para garantir que a IA consegue preservar informação relevante durante dias, semanas, meses ou períodos ainda mais longos.

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Comentários

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  1. Avatar de Analberto
    Analberto

    Mesmo ao estilo do que a Meta gosta de fazer, sugar dados dos utilizadores