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NASA deixa-o adotar um pixel das primeiras imagens do telescópio Roman

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Não pode comprar uma estrela, mas pode ficar associado a um pequeno pedaço das primeiras imagens de um dos mais importantes telescópios espaciais da NASA. A agência espacial lançou a iniciativa Adopt a Pixel, aberta a qualquer pessoa e completamente gratuita.

Um dos 300 milhões de pixels pode ser o seu

A ideia é simples. A NASA permite que qualquer pessoa “adote” simbolicamente um dos pixels associados às primeiras imagens do Nancy Grace Roman Space Telescope.

Quem participar recebe um pixel numerado e um certificado personalizado, que pode guardar ou imprimir. A participação é gratuita e está limitada a um pixel por endereço de email.

O número atribuído permitirá posteriormente identificar o pixel associado ao participante quando forem disponibilizadas as imagens da missão.

Pode participar diretamente na página oficial da iniciativa Adopt a Pixel, disponibilizada pela NASA.

Mas o que está realmente a adotar?

O principal instrumento científico do Roman é o Wide Field Instrument (WFI), uma enorme câmara de infravermelhos composta por 18 detetores e com aproximadamente 300 milhões de pixels.

É uma das características que tornam este telescópio particularmente interessante. O Roman conseguirá produzir imagens com uma resolução semelhante à do Hubble, mas observando uma área do céu muito maior numa única exposição.

Na prática, permitirá aos astrónomos mapear enormes regiões do Universo muito mais rapidamente.

Simulação da observação da galáxia de Andrómeda pelo telescópio espacial Nancy Grace Roman. Os contornos comparam a área que o Roman poderá captar com as áreas observadas pelo Hubble. A Lua surge como referência do tamanho aparente no céu.

Quando chegam as primeiras imagens do Roman?

Quando começar a produzir dados científicos, o Roman terá pela frente algumas das maiores questões da astronomia moderna.

Entre os seus objetivos estão estudar a energia escura e a matéria escura, compreender melhor a evolução das galáxias e descobrir milhares de novos exoplanetas.

O telescópio deverá produzir quantidades gigantescas de informação, permitindo criar mapas extremamente detalhados do Universo.

E será precisamente numa das primeiras imagens produzidas pelo Roman que estará o pequeno pixel que cada participante decidiu “adotar”.

Um pequeno pedaço do Universo com o seu nome

Naturalmente, ninguém se torna proprietário de uma região do espaço. A iniciativa é sobretudo uma forma encontrada pela NASA para aproximar o público da missão e despertar interesse pela astronomia.

Ainda assim, há algo particularmente curioso na ideia.

Quando uma das primeiras gigantescas imagens do Roman for apresentada ao mundo, entre centenas de milhões de pontos de luz haverá um pequeno pixel numerado associado ao seu nome.

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