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Greve na easyJet condiciona mais de 400 voos das bases de Lisboa, Porto e Faro

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A greve dos tripulantes de cabina da easyJet decorre entre 2 e 6 de outubro e, segundo o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), já foram cancelados 443 voos das bases de Lisboa, Porto e Faro. A companhia diz prever operar cerca de 55% da sua programação durante o período da greve.

easyJet

A paralisação dos tripulantes de cabina da easyJet arranca esta sexta-feira e prolonga-se até terça-feira, e o SNPVAC indica que já estão cancelados 443 voos das bases de Lisboa, Porto e Faro. Em declarações à Lusa, a dirigente sindical Ana Dias afirmou que 80% dos voos entre estas três bases foram cancelados entre 2 e 6 de outubro e considerou que “o impacto já foi massivo”.

Além dos voos já cancelados, permanecem programados outros que poderão ser afetados pela greve, nomeadamente mais de 30 no Porto, mais de 60 em Lisboa e oito em Faro, segundo Ana Dias, que admitiu que alguns destes voos possam vir a ser assegurados por tripulações de outras bases europeias.

A posição da easyJet

Contactada pela Lusa, a easyJet indicou que prevê operar cerca de 55% da sua programação de voos durante o período de greve. Segundo a companhia, os serviços mínimos definidos pelas autoridades competentes correspondem a cerca de 22% da atividade da easyJet baseada em Portugal, mas a transportadora opera também voos de e para o país com aeronaves e tripulações de outras bases europeias que não são abrangidas pela paralisação.

A empresa garante que esta operação é feita em total conformidade com a legislação e os regulamentos aplicáveis e que permite manter uma parte significativa da programação prevista para o país, minimizando o impacto para os passageiros. A easyJet afirmou ainda estar “extremamente desapontada” com a realização da greve, apesar dos seus esforços contínuos para manter um diálogo construtivo e alcançar um acordo, e lamentou os incómodos causados aos passageiros.

As acusações do sindicato

O SNPVAC contesta a utilização de tripulações de outras bases e denuncia que chegaram na quinta-feira ao Porto tripulações vindas de França, que provavelmente irão operar voos na sexta-feira em substituição de grevistas, “mais uma vez de uma forma ilegal”, segundo Ana Dias.

Numa reunião realizada na quarta-feira com a empresa, o sindicato abordou também a possibilidade de elementos das chefias serem chamados a operar alguns voos, tendo a easyJet garantido que estes trabalhadores estão afetos a funções de escritório.

Caso alguma destas situações se venha a concretizar, quer no caso das chefias quer no das tripulações de outras bases, o sindicato admite, desta vez, avançar para tribunal. A dirigente sindical referiu que já foram apresentadas muitas queixas à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e que a empresa já pagou coimas, acrescentando que “pelos vistos vale a pena pagar as coimas”.

Ana Dias defendeu ainda que a easyJet não tem mostrado abertura para resolver um conflito que “já vem de há imenso tempo” e que a proposta posteriormente apresentada pela companhia acrescentava apenas 0,7% de aumento.

O que reivindicam os tripulantes

Entre as principais queixas dos tripulantes estão as seguintes:

  • Falta de estabilidade das escalas;
  • Inexistência de progressão remuneratória em função da antiguidade;
  • Condições propostas no âmbito da negociação do Acordo de Empresa.

Segundo Ana Dias, as escalas sofrem alterações constantes e, muitas vezes, os trabalhadores não sabem o que vão fazer no dia seguinte. O sindicato reivindica ainda a criação de escalões de antiguidade, argumentando que, atualmente, um tripulante com um ano de serviço pode receber o mesmo que outro com mais de duas décadas na empresa.

Entretanto, está igualmente marcada uma segunda greve para os dias 19 a 23 de dezembro.

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  1. Avatar de Ricardo Patinho
    Ricardo Patinho

    Mas alguem ainda voa em low costs?? Com TAP, Lufthansa, British airways, air France…a serio que as pessoas ainda se metem em problemas nas low cost onde ficam em fila tipo gado e pagam por assentos? Que palermas!