O fenómeno climático El Niño está a intensificar-se e poderá representar uma importante ameaça para a saúde pública em várias regiões do mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já lançou o alerta.

Entre os principais riscos estão o aumento de surtos de cólera, doenças transmitidas por mosquitos e casos de desnutrição, associados a alterações nos padrões de chuva, temperaturas elevadas, secas e inundações.
A Organização Meteorológica Mundial prevê que o atual episódio de El Niño possa atingir uma intensidade muito forte no final de 2026, prolongando os seus efeitos até 2027.
Sistemas de saúde devem preparar-se
A OMS recomenda que os países reforcem a vigilância epidemiológica e a preparação dos sistemas de saúde, sobretudo nas regiões mais vulneráveis.
As alterações na disponibilidade de água e alimentos podem agravar situações de insegurança alimentar, enquanto as inundações podem aumentar o risco de doenças associadas à água contaminada.

O fenómeno é natural e não é causado pelas alterações climáticas. No entanto, ocorre num contexto de temperaturas globais elevadas, o que pode aumentar alguns dos riscos associados aos fenómenos meteorológicos extremos.
Chama-se El Niño porque o fenómeno foi identificado e batizado por pescadores da costa do Peru e do Equador.
O aquecimento periódico das águas do Pacífico ocorria normalmente perto do Natal, por isso os pescadores espanhóis deram-lhe o nome “El Niño”, uma referência ao Menino Jesus.

















