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Um robô avariou? No Japão já há uma ambulância para o ir socorrer

8 Comentários

Os robôs humanoides estão a sair dos laboratórios e a entrar em fábricas, aeroportos e outros locais de trabalho. Mas há uma questão curiosa: o que acontece quando um deles avaria? No Japão, a resposta já existe: chama-se “ambulância para humanoides”.

A ideia parece retirada de um filme de ficção científica, mas é bastante prática. A japonesa GMO AI & Robotics (GMO AIR) criou um veículo especificamente equipado para prestar assistência a robôs humanoides.

A chamada GMO Humanoid Ambulance começou a ser introduzida este mês no Japão e, segundo a empresa, é o primeiro veículo daquele país concebido especificamente para este tipo de serviço.

Uma ambulância que não transporta pessoas

Visualmente, parece uma ambulância convencional. Contudo, no seu interior encontramos ferramentas, equipamentos de diagnóstico, componentes para substituição e espaço para transportar robôs.

A missão é simples: quando um humanoide sofre uma avaria, a equipa desloca-se ao local e tenta resolver o problema sem retirar o robô de serviço durante muito tempo.

E há um detalhe particularmente interessante: a ambulância transporta um engenheiro especializado em robótica humanoide. São técnicos que trabalham diretamente com estas máquinas e conhecem não apenas o seu funcionamento, mas também os tipos de falhas que podem ocorrer.

Se não houver reparação, chega outro robô

É provavelmente aqui que o conceito se torna ainda mais interessante.

Se a avaria puder ser reparada no local, o humanoide volta imediatamente ao trabalho. Caso o problema seja mais complexo, o robô é transportado para uma instalação especializada da GMO. Mas a empresa pode deixar um humanoide de substituição no local.

Na prática, funciona de forma semelhante a determinados serviços de assistência técnica empresarial: a prioridade não é apenas reparar o equipamento, mas reduzir ao mínimo o período durante o qual o serviço fica indisponível.

Parece exagerado… até começarem a existir milhares de humanoides

A GMO está, na realidade, a preparar uma infraestrutura que poderá tornar-se necessária à medida que os robôs humanoides forem adotados em maior escala.

Estas máquinas começam a ser testadas em fábricas, armazéns, logística e aeroportos. A própria GMO já colaborou com a Japan Airlines na utilização de humanoides no Aeroporto de Haneda, em Tóquio, nomeadamente para movimentação de carga e operação de equipamentos.

Quanto mais robôs existirem a executar tarefas importantes, maior será a necessidade de garantir a sua disponibilidade.

Um robô parado durante vários dias à espera de peças ou de transporte para uma oficina poderá representar perdas semelhantes às provocadas pela paragem de qualquer outra máquina industrial.

Os robôs vão precisar da sua própria rede de assistência

Este é talvez o aspeto mais interessante desta iniciativa japonesa.

Falamos muito dos avanços da inteligência artificial, das baterias, dos motores, das mãos robóticas ou da capacidade dos humanoides para aprenderem novas tarefas. Mas existe toda uma infraestrutura que terá de nascer à volta destas máquinas.

Manutenção, peças, diagnóstico remoto, seguros, assistência no local, transporte, robôs de substituição e gestão de frotas poderão transformar-se em novos mercados.

A GMO pretende precisamente adquirir experiência nesta área antes de os humanoides se tornarem comuns. A empresa diz que utilizará estas primeiras ambulâncias para acumular conhecimento sobre manutenção e desenvolver novos serviços de apoio à operação destas máquinas.

Um mercado que poderá valer centenas de milhares de milhões

Há uma razão económica para pensar tão cedo neste problema. Segundo dados da McKinsey citados pela New Atlas, o mercado global da robótica poderá aproximar-se dos 370 mil milhões de euros até 2040. O Japão quer posicionar-se como um dos grandes protagonistas desta nova indústria.

E isso significa que construir robôs será apenas uma parte do negócio.

Tal como aconteceu com o automóvel, poderá nascer todo um ecossistema em redor dos humanoides. Oficinas especializadas, centros de assistência, peças, software de diagnóstico e equipas móveis poderão tornar-se perfeitamente normais.

Hoje, ver uma ambulância chegar para socorrer um robô parece estranho. Daqui a alguns anos, poderá ser apenas mais uma carrinha de assistência a circular pelas nossas cidades.

Comentários

8
  1. JA
    José Agostinho

    Futuro? é já hoje…

  2. DA
    David

    O darkmode disto é azul? Assim não poupa energia nos oled. Sinceramente lol

    1. VM

      Sim, e posso ajudar-te a perceber isso, visto que não sabes.

      Num ecrã OLED, o preto puro (#000000) poupa mais energia, porque os píxeis pretos ficam efetivamente desligados. Um azul muito escuro continua a exigir alguma energia. No entanto, a diferença entre preto e um azul extremamente escuro tende a ser bastante menor do que a diferença entre qualquer dark mode e um fundo branco.

      Consumo com fundo Branco = ~0,25–0,45 Wh
      Consumo com fundo Azul Pplware = ~0,18–0,30 Wh
      Consumo com fundo Preto puro = ~0,17–0,28 Wh

      Para os olhos, preto puro não é necessariamente melhor. Em leitura prolongada, um fundo completamente preto com texto branco pode criar um contraste demasiado elevado e provocar efeitos como o chamado “halation”, em que as letras parecem irradiar ou ficar menos definidas para algumas pessoas. Por isso, muitas interfaces usam cinzento, azul ou outra tonalidade muito escura em vez de #000000.

      No caso do Pplware, escolhemos o azul muito escuro. E como o contraste do texto cumpre as boas práticas de acessibilidade, permite ainda a identidade ao site e proporciona uma leitura mais confortável.

  3. YA
    Yamahia

    Os robots são mais bem tratados no Japão do que as pessoas em Portugal.

    1. JL
      JL

      Em Portugal não trazem outra pessoa caso a doente não tenha cura ?

  4. CH
    Cheirete

    Dark mode é preto nao azul, just saying

    1. VM

      Vamos aqui explicar. Não estás certo. O dark mode não tem obrigatoriamente de ser preto ou cinzento.

      Optámos por um azul muito escuro porque permite reduzir a luminância do ecrã e o contraste agressivo com o branco, mantendo ao mesmo tempo uma melhor diferenciação visual entre fundo, cartões, menus e restantes elementos da interface.

      Depois há duas questões diferentes: conforto visual e consumo energético.

      Num ecrã OLED, o preto puro (#000000) poupa mais energia, porque os píxeis pretos ficam efetivamente desligados. Um azul muito escuro continua a exigir alguma energia. No entanto, a diferença entre preto e um azul extremamente escuro tende a ser bastante menor do que a diferença entre qualquer dark mode e um fundo branco.

      Para os olhos, preto puro não é necessariamente melhor. Em leitura prolongada, um fundo completamente preto com texto branco pode criar um contraste demasiado elevado e provocar efeitos como o chamado “halation”, em que as letras parecem irradiar ou ficar menos definidas para algumas pessoas. Por isso, muitas interfaces usam cinzento, azul ou outra tonalidade muito escura em vez de #000000.

      No caso do Pplware, apostamos no azul muito escuro, pois o contraste do texto cumpre as boas práticas de acessibilidade. Dá identidade ao site e pode proporcionar uma leitura mais confortável.

      Abraço.

  5. TT
    TT

    No Japão? Com uma carrinha FIAT? Não vai socorrer ninguém =)

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