Apple prepara evolução e a produção do iPhone pode ir para os EUA
A Apple prepara uma reviravolta na sua cadeia global de fornecimento. Quer garantir componentes essenciais em solo norte-americano, reduzindo a dependência extrema. Numa manobra de bastidores, a sul-coreana SK Hynix já iniciou negociações com a Intel. Quer alugar uma ala das futuras instalações de semicondutores.
Esta possível parceria representa um momento de viragem no ecossistema tecnológico mundial. Se os planos avançarem, a infraestrutura servirá para fabricar chips de memória de alto desempenho, tanto RAM como armazenamento flash, exclusivamente pensados para os futuros equipamentos da Apple. Trata-se da primeira vez que a SK Hynix equaciona produzir semicondutores desta natureza em território dos EUA.
Uma nova estratégia para blindar a cadeia de componentes da Apple
O mercado dos semicondutores tem enfrentado pressões geopolíticas e logísticas contínuas. Embora a TSMC já fabrique alguns processadores para a Apple no estado do Arizona, essa produção foca-se em linhas de tecnologia anterior. No caso da memória, a situação é substancialmente diferente, uma vez que segue padrões industriais mais uniformizados e viáveis para uma integração direta e rápida nas fábricas americanas.
A mudança de rumo visa blindar o lançamento contínuo de novos smartphones, computadores e tablets contra ruturas de stock. Com as memórias DRAM e o armazenamento flash concebidos mais perto de casa, a marca da maçã elimina etapas logísticas de elevado risco e assegura maior estabilidade perante eventuais conflitos regionais no continente asiático.
Tensões políticas e o futuro da produção de chips avançados
Contudo, este plano ambicioso não está livre de entraves complexos. As conversações enfrentam a resistência natural das autoridades da Coreia do Sul, receosas quanto à transferência de tecnologia estratégica e de propriedade intelectual para o exterior. Tal como acontece com Taiwan na defesa do seu setor de semicondutores, Seul quer preservar a sua liderança industrial intacta e evitar a fuga de competências vitais.
Por seu lado, a Intel confirma que os planos para as suas instalações gigantescas no Ohio continuam a avançar. Sem fechar portas a novos parceiros, a fabricante norte-americana reconhece o valor destas infraestruturas para devolver aos EUA o peso histórico na indústria dos semicondutores. Resta aguardar pelo desfecho das negociações, sabendo que a Apple prefere jogar pelo seguro.
A eventual formalização deste acordo vai redesenhar as forças do mercado tecnológico. Caso as autorizações regulamentares avancem, a presença de componentes produzidos nos EUA nos principais dispositivos da marca deixará de ser uma miragem para se transformar numa realidade comercial de larga escala.






















É nisto que o pessoal não consegue ultrapassar a personagem do trump e se esquece que isto foi uma exigência feita a tim cook, intel e outros ha 2 anos.
São movimentos destes que os políticos em Bruxelas e em Portugal deviam fazer e não empurrar soberanias por decreto, progresso só acontece se criarem as condições para as empresas prosperar
Está a fazer um excelente trabalho o Trump mas é a arrebentar com a economia dos EUA e a meter dinheiro ao bolso. Vai perder a maioria nas midterms e vai-se lhe acabar a mama.