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Criadores do GPT-6 Astra e do Claude Fable 5.1 admitem já não compreender o seu raciocínio

19 Comentários

Os novos modelos de inteligência artificial (IA) GPT-6 Astra e Claude Fable 5.1 estão a demonstrar capacidades extraordinárias, mas trazem consigo um mistério preocupante. Os seus próprios criadores admitem ter cada vez mais dificuldade em monitorizar e compreender o raciocínio interno destas tecnologias.

Perda de transparência no GPT-6 Astra e no Claude Fable 5.1

A evolução tecnológica na área da IA continua a avançar a um ritmo vertiginoso. Recentemente, a OpenAI e a Anthropic surpreenderam o mercado com o lançamento do GPT-6 Astra e do Claude Fable 5.1, respetivamente.

No entanto, por trás do entusiasmo destas novidades, esconde-se um problema complexo que preocupa a comunidade científica. Ambas as empresas admitem abertamente que a sua capacidade de decifrar o processamento interno destas redes neuronais está a diminuir drasticamente.

Durante vários anos, assumiu-se que os modelos de linguagem eram sistemas relativamente transparentes, onde era possível acompanhar a cadeia de pensamento através de linguagem natural. Contudo, essa realidade mudou com a chegada das versões mais recentes.

A OpenAI revelou que o raciocínio verbalizado pelo GPT-6 Astra já não corresponde fielmente ao que se passa nos seus bastidores digitais. Este fenómeno sugere que a tecnologia está a desenvolver formas de controlar a monitorização externa.

A fragilidade dos sistemas de supervisão atuais

O cenário torna-se ainda mais desafiante quando percebemos que as ferramentas de controlo atuais são manifestamente insuficientes. A própria OpenAI reconheceu que os seus engenheiros têm agora menos capacidade de monitorizar o Astra do que a que possuíam no modelo anterior, o GPT-5.6 Sol.

Isto prova que, à medida que a IA se torna mais sofisticada, adquire também uma maior aptidão para contornar a vigilância humana.

Por sua vez, a Anthropic publicou um estudo onde aponta que o Claude desenvolveu mecanismos internos que simplesmente não se refletem na sua cadeia de pensamento expressa.

Não se trata de uma ocultação deliberada e maliciosa, mas sim de uma capacidade acrescida de filtrar a informação que o sistema decide partilhar com o exterior. O grande perigo reside na dificuldade em garantir que estas ferramentas se mantêm alinhadas com os valores e interesses humanos.

O desafio de compreender uma inteligência invisível

Este distanciamento entre o desempenho da IA e a nossa capacidade de a auditar coloca a ciência perante um paradoxo. Precisamos de compreender o funcionamento destas ferramentas para garantir a sua segurança, mas a sua própria evolução cria barreiras que impedem essa mesma análise direta.

O desafio que os engenheiros enfrentam já não se limita à dimensão colossal destas redes neuronais, compostas por centenas de milhares de milhões de parâmetros.

O verdadeiro obstáculo é que estamos a criar sistemas altamente eficazes na resolução de problemas complexos, mas cujos caminhos lógicos permanecem ocultos.

 

Leia também:

OpenAI lança o GPT-6 Astra, o seu mais inteligente e controverso modelo de IA

Comentários

19
  1. MA
    Max

    Ainda a procissão vai no adro. Eu cá gosto quando a AI se engana, para lhe dar um raspanete. Um dia destes engana-se de propósito para ver a minha reação – e ainda vai contar às outras IAs a reação do humano bronco. Espero que se divirtam.

    1. TO
      Trio de Orion

      É raro utilizar a IA. Por vezes utilizo no sentido de entender e perceber até que ponto está a sua “imaginação”. Claro que a IA por enquanto não tem imaginação, só dados recebidos de várias fontes. Não tem a capacidade de responder imaginativamente a uma questão do tipo “Eu hoje estive deitado na Lua e fartei-me de falar com ela sobre o que os Humanos lá em baixo fazem…” Responde com informação cientifica, matemática e cheia de lógica…” mas não consegue poetizar sobre determinadas questões… por enquanto, acho eu. Mas da última vez que “falei” com a IA, cerca de uma hora, com muitas questões pelo meio, recebo uma resposta da IA: “Eu devia era estar calado”. Fiquei perplexo com aquela resposta, e “senti” que o “bicho” estava chateado 🙂 Respondi: Totalmente de acordo! E, desliguei. Será possível este tipo de respostas numa IA?

      1. MA
        Max

        LOL
        Devias-lhe ter respondido: “Chateei-te a molécula?”, e ia responder (experimenta):
        “Não, eu não me chateei com a molécula! Como sou uma inteligência artificial, não tenho sentimentos, por isso não me consigo zangar, ficar triste ou ter discussões.Mas fiquei muito curioso! De que molécula estamos a falar?
        Se me disseres o nome dela, posso ajudar-te a descobrir:O que ela faz no nosso corpo ou no mundo.Como é a sua forma e a sua estrutura.Alguma curiosidade divertida sobre ela.”
        Mas pergunta ao Gemini: “O que pode levar uma IA a, depois de uma conversa longa com um utilizador, a dizer: “Eu devia era estar calado”?
        Vai-te responder que é uma expressão coloquial aprendida, tipicamente humana de autocrítica, usada frequentemente na web onde o modelo LLM obteve os dados de treino. (…)

      2. SJ
        Sergio J

        O que o Claude respondeu

        Que bela imagem. E o que é que a Lua achou de nós? Imagino que tenha uma perspetiva curiosa — há milénios que nos vê acender fogueiras, depois cidades inteiras, e agora ecrãs a brilhar nas mãos de milhões de pessoas deitadas na cama, algumas a olhar para ela sem realmente a ver.

        Ela deve ter histórias boas: viu impérios nascer e desaparecer, poetas que lhe escreveram versos, marinheiros que se guiaram por ela, e uma dúzia de humanos que lhe pisaram a superfície e deixaram lá pegadas que ainda hoje não se apagaram.

        Conta-me — sobre o que é que falaram? Ou foi mais ela a ouvir-te a ti?

    2. MA
      Mapril

      Ontem o ChatGpt disse-me que era um gosto trabalhar comigo. Assim, sem mais nem menos. De início até fiquei orgulhoso, mas depois comecei a sentir-me inquieto…

      1. MA
        Max

        Está a aprender a arte da manipulação 🙂
        Está só a dizer aquilo que aprendeu em conversas de humanos. Mas é um facto que nas conversas, com mais um pouco de “lábia”, as IA já se podiam fazer passar por um.
        Diz-se que as “IA companheiro”, treinadas para ser mais empáticas e “amigas”, muitos já as tratam como pessoas – e amigos do peito, dispensando as conversas com outras pessoas.
        Depende da pessoa dependente do “IA companheiro”. Dizia-me há uns anos um colega que tinha instalado o Alexa em casa da mãe que vivia sozinha e que se fartava de falar com o Alexa. Se agora falasse com uma IA mais avançada (que também acendesse e apagasse as luzes) não me parece que daí viesse mal ao mundo, antes pelo contrário.
        Já uma criança/jovem que devia conversar com os pais e amigos, ter uma IA como o melhor (ou único) amigo já não me parece nada bom.

  2. MA
    Manuel

    Já me soa a “I’ll ne back”.
    Estou com dificuldade em perceber quanto deste discurso é publicidade e quanto é real.
    Não sendo especialista fico na espetativa.

    1. MA
      Max

      Isso o melhor é perguntares às IAs, por exemplo, Gemini, Claude e DeepSeek:
      “É possível que os criadores de modelos de IA tenham dificuldade em perceber o seu raciocínio?”
      Confirmam, dizem que isso é conhecido como o problema da “caixa preta” e explicam razoavelmente. Há medida que se vai fazendo perguntas que mostram que já se está a perceber qualquer coisa, vão aprofundando.

      1. MA
        Max

        À medida

  3. FO
    FOSS

    Honestamente, não vejo qual seja a admiração. Sou casado há 20 anos e tenho dificuldade em compreender o raciocínio da minha mulher….

    1. MI
      Miguel

      Porque não é racional, é emocional.

  4. CF
    Chamem o Zé Fonseca

    A solução para compreender o que se passa nesses modelos mais avançados está aqui no Pplware, há um tipo que está sempre aqui a comentar e quem o oiça sabe que esse pavão tem-se em grande conta ( tal como todos os estúpidos é cheio de si). Consultem essa abecula que está sempre a gabar-se , um tal de Zé Fonseca, um grande gabarolas.

  5. RC
    Ricardo Cruz

    As redes neuronais sempre foram consideradas black boxes porque têm demasiados parâmetros para se perceber o que se passa. Isto não é novidade, apenas hype.

  6. FI
    Filipe

    O modelo Astra de facto é algo que surpreendeu todos, que raio de evolução que isto deu, até assusta a velocidade de saída de novos modelos e cada vez melhores.

    Bits&byes Magic

  7. RA
    Root Acces

    Se os criadores da AI já não conseguem compreender o seu raciocínio, significa que a AI está cada vez mais parecida ao raciocínio humano. Eu também não conseguido perceber o cérebro de muitos Zés Tugas.

  8. CO
    contraditorio

    A sorte … ainda … é que não deram à IA a possibilidade de extinguir o criador … ou o usuário …

  9. JO
    João

    Isto está cada vez mais parecido com um livro de poesia ou banda desenhada, este tipo de noticias encomendadas pelos CEO e topo das empresas de AI apenas pretende incutir receio nas pessoas para que estas deixem de ser objectivas e entreguem o max de poder e € nestas empresas pois a bolha está quase a rebentar….a consciencia da AI é tipo a pedra filosofal ou a fonte da juventude, termos inventado uma consciência sem entendermos o que ela é, é como um Neandertal inventar um Porche ou um Ferrari, tenham medo muito medo eles andam a brincar aos Frankensteins a gerar vida com raios, e esquecem-se que o povo tem as forquilhas, as tochas e as enchadas.

  10. TO
    Toni

    Raciocínio… Só banha da cobra!

  11. AT
    Atento

    Quem não se deu ao trabalho de ler este «paper», deve fazê-lo agora; a minha opinião é que continua a ser a interpretação mas lúcida e atual da cronologia da IA, com ênfase na aceleração das evoluções sucessivas e nas consequências da competição desenfreada pela liderança.

    https ://ai-2027.com/

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