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Fim das trotinetes elétricas em Portugal? Cidades barram serviço e operadoras reagem

26 Comentários

A micromobilidade urbana em Portugal enfrenta um dos momentos mais decisivos desde a sua chegada. Vários municípios decidiram suspender ou proibir as trotinetes partilhadas nas vias públicas. A proliferação desregulada destes veículos e o abandono constante em passeios motivaram a tomada de medidas drásticas. As operadoras alegam que reagiram.

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Fim das trotinetes elétricas em Portugal?

Cidades como Braga, Vila Nova de Gaia e Espinho avançaram com restrições severas, exigindo a retirada das frotas num curto espaço de tempo. Os responsáveis municipais justificam com a necessidade urgente de preservar a segurança dos peões e manter a ordem no espaço público. A convivência diária entre peões, automobilistas e trotinetes gerou tensões que as câmaras municipais consideram agora insustentáveis.

Operadoras tecnológicas defendem adaptação

Do outro lado do setor, as principais plataformas de mobilidade partilhada, como a Bolt, a Lime e a Bird, recusam a ideia de desordem generalizada. As operadoras garantem que têm cumprido as diretrizes, ajustando os serviços às exigências específicas de cada local. Os responsáveis empresariais sublinham que as suas soluções tecnológicas evoluíram continuamente para responder a todas as preocupações.

Entre as soluções implementadas destacam-se a redução do número de unidades em circulação e a definição de zonas de estacionamento obrigatórias através de geolocalização. As aplicações passaram a limitar a velocidade máxima em áreas de grande afluência e a exigir registos fotográficos no fim de cada viagem. Estes mecanismos procuram travar comportamentos incorretos sem inviabilizar a utilidade da plataforma.

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As empresas destacam ainda o papel destes veículos elétricos na redução de emissões poluentes e na modernização do tráfego urbano. Milhares de utilizadores recorrem diariamente a estas soluções como alternativa aos automóveis e como complemento à rede de transportes públicos. A remoção total deste serviço é vista pelos operadores como um passo atrás nas metas de sustentabilidade e mobilidade verde.

Desafio de encontrar um modelo sustentável

Este cenário evidencia a complexidade de integrar novas tecnologias de transporte na infraestrutura tradicional das cidades portuguesas. A escassez de ciclovias segregadas e a dificuldade de fiscalização contínua continuam a ser apontadas como as causas centrais para os constrangimentos registados nas ruas. A pressão reparte-se, por isso, entre a conduta cívica de quem conduz e a capacidade de organização do espaço urbano.

O desfecho desta disputa das trotinetes em Portugal vai depender da abertura para o diálogo entre os executivos municipais e as operadoras. O encerramento definitivo das operações arrisca afastar a população de alternativas de transporte práticas e descarbonizadas. O estabelecimento de regulamentos equilibrados, aliados a tecnologia preventiva e a vias adequadas, permanece como a via mais sólida para garantir a harmonia no espaço público.

Comentários

26
  1. IF
    Ifm

    O modelo sustentáveis é educar as pessoas, como???
    A polícia começar a fazer o trabalho dela… Simples.
    Dado poder a polícia para autoat de forma complicada quem anda por aí a fazer asneiras.

    *Trotinetes fora do sítio multa em 30segundos.
    *Vandalismo multa em 30segundos
    *Distúrbios na via pública 30s
    * Atirar lixo para o chão

    Etc etc

    Sera só por os dados do indivíduo e Pumba está feito, add o número do ficheiro de vídeo da bodycam.

    Era sempre a passar multas destas.

    Iam ver que saía mais barato que as câmeras de velocidade média e a sociedade ficava mais civilizada.

    Mas não coitadinhas das minorias, tem de se divertir a espalhar lixo pela rua, a vandalizar a vender louro prensado….

    Depois a polícia diz que não pode fazer nada que não há lei que proíba vender louro prensado como se for droga…

    Venda ambulante sem licença na via pública da multa….

    A polícia não quer ter trabalho por 20 ou 30€ de multa difícil de provar.

    Era multas rápidas com bodycam e era sempre a bombar os cofres do estado no primeiro mês na baixa de Lisboa ficavam cheios para se investir nos médicos e enfermeiros

    1. GR
      Grunho

      O vandalismo e o estacionamento fora do sîtio é feito por indivíduos contratados pelo lobby petrolífero e automóvel, para terem uma falsa justificação para banir as trotinetes e deixarem de fazer sombra ao modelo de negócio deles.

      1. YA
      2. GM
        GM

        Indivíduos contratados desses? Onde consigo um contrato chorudo desses, apenas para poder estacionar em 2ª fila (em carro sem matrícula, óbvio, pois multas não é comigo)?
        Há com cada um….

    2. GK
      Giovane Kauer

      Por que não levarmos este mesmo nivel de fiscalização para os condutores de carros, motas em geral?
      Algumas pessoas reclamam das trotinetes a andar nos passeios, mas os mesmos estacionam carros e motos nos passeios e não se diz nada.

      1. LF
        LFerreira

        eu não abandono o meu carro ou moto na via pública, nem me comporto como um gandim

  2. HÉ
    Hélder

    Muito bem, já que os utilizadores não têm civismo. Agora passem a andar a pé, ou comprem as suas…

  3. GB
    Gringo Bandido

    Após 140 anos da invenção do carro moderno é altura de o portuga ter um carro, público e bonito.

    1. GM
      GM

      E, já agora, pago pelo Estado. Como seja o Passe Verde. Barato para quem usa, caro para quem contribui, nomeadamente os restantes cidadãos que pagam impostos, sejam eles directos ou indirectos.

      1. GB
        Gringo Bandido

        Aumentem os ordenados que o povo contribui e paga isso tudo.

        1. GM
          GM

          Aumenta-se, por decreto. Não interessa, nomeadamente no sector privado, se a produtividade suporta esse aumento. É isso?

        2. ZQ
          Zé da Quinta

          Mesmo sem aumentos, o povo tem de pagar na mesma!

  4. MA
    Manuel

    O problema são os utilizadores. Andam em contramão, em passeios, não respeitam semáforos, ultrapassam pela direita, entre filas de carros em andamento, passam por passadeiras onde estão peões a atravessar.
    Não sou especialista em mobilidade urbana mas o problema não está nas plataformas nem nas autarquias. Está nos utilizadores . Mas não sei que se pode fazer, além de acabar com o serviço. Porque os utilizadores vão continuar a comportar-se da mesma forma…

    1. GM
      GM

      Mediante o GPS do veículo, bicicleta eléctrica ou trotinete, uma vez que para aceder ao serviço carece de uma aplicação no telefone, a monitorização do local de circulação e da velocidade da mesma. Caso ultrapasse o valor estabelecido como correcto, bloqueio imediato do equipamento e cassação do saldo disponível para utilização, como multa. Inibição de voltar a utilizar o serviço, ou outros concorrentes. São apenas ideias, apenas haveria que aprofundá-las e ver como operacionalizar dentro da legalidade.

      1. ZQ
        Zé da Quinta

        E só deixar cancelar a utilização da trotinete na aplicação caso a “entrega” da mesma coincida com um local próprio de estacionamento.

  5. GR
    Grunho

    O modelo negócio do capitalismo neoliberal é filas de kms e kms de carros parados a fumegar e a empestar a atmosfera. Para ter uma ideia, um km de congestionamento em fila única ao fim de uma desperdiça o suficiente para encher o depósito de dez carros e vomita para a atmosfera à volta de 1,5 toneladas de CO2, fora o estritamente necessário para percorrer a distância. Além disso, o para-arranca multiplica por 100 ou por mil o desgaste das mecânicas e faz com que os carros vão muito mais cedo para a sucata. Portanto, temos aí pasto e pasta para os sem vergonhas dó lobby petrolífero e automóvel se alambazarem valentemente. Mais de mil euros de receita bruta por km e por fila, só em combustível desperdiçado. Não admira que invistam na compra de uns autarcas fantoches, anti bicicletas e anti trotinetes, para impedir que circulem e perturbem o negócio deles, a pretexto de que “é o que o povo quer”. Não quer nada: o povo quer é que não empestem o ar que respira e que de tempos a tempos não haja incêndios, furacões e inundações provocadas pelo CO2 vomitado pelos escapes dos carros e ver o mais cedo possível esses lobbies chutados para canto. E ter condições para usar meios de transporte que o levem à borla ou quase para o trabalho.

    1. GM
      GM

      E, nessas filas e filas, de km’s e km’s, onde cabem os veículos eléctricos / híbridos? Não existem, está visto….

  6. AL
    Alexandre

    Nunca deviam ter sido autorizadas como meio de transporte urbano. A falta de respeito por quem circula e a falta de conhecimento das regras fazem acontecer vários sustos tanto para que anda a pé como para quem anda de automóvel

  7. YA
    Yamahia

    Desde há uns anos a esta parte que faço vários kms a pé para ir e voltar do trabalho. Ultimamente a paz acabou. Tenho de ir sempre com um olho no burro e outro no cigano para minimizar o risco de ser passado a ferro por um energúmeno desses.
    Além disso, o desrespeito por quem vê mal, não vê de todo ou tem mobilidade reduzida é gritante… lixo por todo o lado a gerar potenciais obstáculos nos passeios públicos, potenciadores de lesões graves ou mesmo de morte.

    1. GM
      GM

      Atenção aos provérbios, pode causar dores de cabeça e indignação a muita gente…

    2. LF
      LFerreira

      Muita gente esquece-se que as trotinetas com motor (elétrico ou outro) não podem circular nos passeios

  8. AD
    Adam

    E já lá se vão tarde! O desrespeito dos utilizadores é brutal. Passam em alta velocidade, não respeitam as pessoas e por aí vai. Deviam acabar de vez com essas trotinetes.

  9. ZE
    Zec

    Os argumentos das operadoras são ridículos. Claramente nunca devem ter visto os seus utilizadores andar nas trotinetes. Que importa se no final tirar uma foto a ver se está bem estacionado? E o percurso todo feito em contra mão, passar vermelhos, quase atropelar pessoas? A trotinete não é dos utilizadores, querem lá saber se ficam danificadas num acidente.

  10. PE
    PEMR24

    temos jovens portugueses cada vez mais inteligentes e educados e com grande enriquecimento cultural!!! Não percebo porque não há civismo nesta matéria. Que estranho!!

  11. RE
    Revoltado

    Há pessoas que não sabem andar a pé na via pública, quanto mais de trotinete, biciclete, motociclo e de carro.

  12. AL
    André lima

    Acho muito bem que acabem as trotinetes e bicicletas nas cidades vão para o Monsanto ou outros sítios que não atropelam pessoas é uma vergonha nos peões termos de ter preocupação com os carros e não termos passeios para andar que não tem cuidado nenhum andam na brasa e tudo deles

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