O maior problema do Linux não é o sistema. É a comunidade…
O debate entre os adeptos do Linux e os utilizadores do Windows é eterno, mas a verdade é que a migração para o sistema open-source continua a afastar muitos utilizadores tradicionais. Porque é que isto acontece?
A obsessão pela linha de comandos do Linux
O maior argumento de venda do Linux acaba por ser o seu principal fator de exclusão. Muitas vezes, ao ler sobre as vantagens desta plataforma, a primeira recomendação é a utilização da linha de comandos. Para quem está habituado a uma interface puramente visual, esta abordagem parece um retrocesso inexplicável.
Os botões simplificam a vida; um clique deve traduzir-se numa ação imediata. No entanto, a comunidade insiste frequentemente em disponibilizar linhas de código misteriosas para resolver problemas simples, o que afasta quem procura apenas uma experiência intuitiva.
É verdade que existem distribuições modernas e extremamente acessíveis, como o Linux Mint, o Zorin OS ou o elementary OS. Nestes sistemas, as aplicações possuem interfaces gráficas completas que rivalizam com o Windows ou o macOS. Seria perfeitamente possível gerir o quotidiano sem nunca abrir o terminal, mas essa não é a narrativa que domina a internet.
O misticismo em torno da linha de comandos continua a ser promovido como um rito de passagem obrigatório para quem deseja ser considerado um utilizador legítimo do sistema.
Computadores servem para trabalhar, não para gerir sistemas
A maioria dos utilizadores não quer assumir o papel de administrador de sistemas nos seus tempos livres. O computador pessoal deve ser uma ferramenta de trabalho e entretenimento, e não um segundo emprego sem remuneração. O objetivo principal é abrir o browser, instalar ferramentas de produtividade, ouvir música e ver vídeos sem complicações adicionais.
Embora o Linux seja perfeitamente capaz de desempenhar todas estas tarefas com grande eficiência, o processo de aprendizagem inicial continua a parecer demasiado complexo. A necessidade de escolher entre múltiplos formatos de pacotes ou de decifrar dependências em fóruns antigos cria uma barreira psicológica.
Mesmo que a realidade seja mais simples, a perceção de complexidade é suficiente para manter a maioria das pessoas na sua zona de conforto tecnológico.
O elitismo de uma parte da comunidade do Linux
Existe uma certa arrogância intelectual em alguns fóruns de suporte ao Linux que prejudica gravemente a adoção do sistema. É comum ver utilizadores novatos a questionarem se existe uma alternativa visual para determinada tarefa, apenas para receberem respostas condescendentes que sugerem que o sistema não é indicado para eles se não dominarem a linha de comandos.
Embora existam comunidades extremamente acolhedoras e prontas a ajudar em distribuições como o Ubuntu ou o Pop!_OS, a minoria ruidosa que defende que só se utiliza o "verdadeiro Linux" através de compilações manuais acaba por manchar a reputação de todo o ecossistema e afastar potenciais novos utilizadores.
Mesmo que o Linux se tornasse o sistema mais simples do mundo, a transição exigiria um investimento de tempo considerável. Anos de utilização do Windows criaram uma memória muscular difícil de ignorar. Saber onde estão as definições, como resolver pequenos erros ou instalar programas de forma quase inconsciente é um ativo valioso.
Mudar de sistema operativo significa recomeçar do zero e reaprender processos básicos. Numa rotina diária já preenchida, despender fins de semana inteiros a configurar um novo ambiente de trabalho parece pouco produtivo, especialmente quando o sistema atual cumpre todas as exigências sem exigir esforço adicional.
A eterna questão da compatibilidade de software
A ausência de suporte oficial para determinadas aplicações profissionais também continua a ser um obstáculo intransponível. Embora existam alternativas open-source ou soluções de emulação como o Wine, estas soluções raramente oferecem a mesma estabilidade e fiabilidade que uma aplicação nativa atualizada diretamente pelo fabricante.
A situação tem melhorado muito com o crescimento do suporte em plataformas de jogos como a Steam ou ferramentas de modelação como o Blender.
No entanto, para muitos profissionais que dependem de pacotes específicos de produtividade ou design, a perspetiva de procurar soluções alternativas a meio da noite em repositórios do GitHub é um risco que não podem correr, preferindo a segurança do suporte oficial do fabricante.
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Outros problemas são os pequenos bugs que surgem do nada e a dificuldade encontrar certos drivers funcionais, mas a verdade é que o linux tem melhorado muito nestes aspectos com o decorrer dos anos.
A meu ver, o Linux devia ter distros ao estilo Android que fossem extremamente fáceis de usar e simples de instalar e assim ia acabar de vez com o Windows.
Pois mas o android tem mais malware que o Windows.O Linux é fácil de usar pois como utilizador posso dizer que mal uso a linha de comandos. Um utilizador pode usar o Linux sem nunca usar a linha de comandos.
É como escrever algo no chat do gemini. Um artigo ia muito belo, viva a linha de comando
Um artigo?? Factos não precisam de artigos nem de IA de treta
O Linux não é para trabalhar mas para ser trabalhado. Para quem sabe resolver problemas, não é problema. O terminal não torna a pessoa melhor, é apenas um espelho do utilizador.
Saber não quer dizer ter tempo para gastar em coisas inúteis.
Sabes como é que eu resolvo todos os meus problemas em bash desde dezembro? Bypass full permissions e peço a um LLM para resolver, até lhe digo, nem quero saber qual é o problema, resolve e garante que não volta a acontecer.. achas que vou andar a executar comandos a fazer troubleshoot a estudar como funcionam subprocessos?
Os fundamentalistas de Linux nem sequer lêem as open letters do paizinho Linus, ainda executam comandos? Lol.. nem cat, nem curl, nem vi, não escrevo um único comando e trabalho 100% em terminal
Como é que fazes a integração da IA no Linux (tenho pouca experiência de utilização no Linux)
Com qualquer harness que escolhas, até podem ser harness opensource, não estás a integrar nada, estás a usar o harness com LLM à tua escolha.
Cantavam de peito cheio…mas afinal o Linux também tem vulnerabilidades.
Todos os sistemas – sem exceção – tem!
A diferença é apenas na quantidade e no tempo em que são corrigidas após a descoberta!!!
E ai estão as GRANDES diferenças entre sistemas tipo macos e linux (unix based) vs windows!!!
Tens noção que as empresas mais rápidas do mundo a fazer patching são a Google e a Microsoft? Logo a seguir vêm os vendors de segurança e depois a meta?
Só agora a Linux foundation começou a conseguir ter velocidade de patching graças às AI que o Linus disse para toda a gente adoptar ou então criarem os seus forks e bazarem.. mas isso é só para kernel.. o resto é projecto a projecto e é de rir com fundamentalistas a recusarem-se a usar AI
Factos:
Microsoft – 3 semanas e se é que conseguem corrigir. O pior é quando encontram um falha zero-day e só a corrigem 6 meses depois.
Google – 4 semanas
Linux (sem IA) – 48 horas após encontrar a falhas
Linux (com IA) – 24 horas
Epa, não diga isso que ofende os fanboys da Microsoft!!!
Este comentário vai dar já origem a umas 300 respostas XD
3…2…1…
This claim is a mixture of partial truths, distorted metrics, and viral social media myths.
Real-world statistics from **Google Project Zero**, **CISA**, and enterprise vulnerability research show a much different picture:
| Vendor / OS | Claimed Timeline | Real Average Timeline | Reality Check |
| — | — | — | — |
| **Microsoft** | 3 weeks (6 months for zero-days) | **76–83 days** (Standard)
**10–30 days** (Critical Zero-Days) | **Incorrect.** Standard fixes average ~11 weeks due to monthly Patch Tuesday cycles. Zero-days are fast-tracked much quicker, though rare architectural bugs hit 3–6 month delays. |
| **Google** | 4 weeks | **44–53 days** (All software)
**5–30 days** (Chrome browser) | **Partially True.** Chrome patches reach users in ~30 days, but Google’s broader software ecosystem averages 6 to 7 weeks. |
| **Linux (Upstream)** | 48 hours | **24–48 hours** (Upstream code fix) | **True for kernel code**, but misleading for actual system security. Distro packaging and enterprise deployment take weeks to months. |
| **Linux (with AI)** | 24 hours | **No official metric** | **False.** Social media folklore. Linux patch velocity is driven by human maintainers and automated fuzzers, not a official “AI patching tier”. |
—
### **Detailed Breakdown of the Real Data**
* **Microsoft (Windows & Core Software)**
* **Standard Disclosures:** Microsoft operates on a predictable **Patch Tuesday** release schedule. Project Zero data shows Microsoft averages **76 to 83 days** to fix standard bugs submitted under 90-day responsible disclosure rules.
* **Zero-Days:** When an actively exploited zero-day is discovered in the wild, Microsoft fast-tracks patches out-of-band or via the next Patch Tuesday, typically within **10 to 30 days**.
* **The 6-Month Edge Cases:** Delays of 6 months do happen, but they are rare outliers—usually occurring when a complex core architecture flaw requires a major redesign, or when an initial patch fails and requires a second revision.
* **Google (Chrome, Android, Infrastructure)**
* **Chrome Browser:** Google is industry-leading for browser security. Code patches land in open repositories within **5 days** of confirmation, and stable binary updates roll out in roughly **30 days**.
* **Broader Ecosystem:** Across Android, Cloud, and Pixel devices, Google’s average fix timeline sits between **44 and 53 days**.
* **Linux (Kernel vs. Real World Deployment)**
* **Upstream Kernel (24–48 Hours):** Upstream Linux kernel maintainers frequently review, fix, and commit patches to the core Git repository within **24 to 48 hours** of critical vulnerability confirmation.
* **The Distro & Enterprise Reality:** A code commit on GitHub/GitLab does not mean your machine is patched. Enterprise Linux distributions (Red Hat, Ubuntu, SUSE) must backport, test, and release security advisories, and enterprise IT teams take an average of **30 to 90 days** to deploy those updates across live servers.
* **The “AI” Myth:** The “24 hours with AI” claim is a viral narrative with no basis in official maintainer tracking. While tools like Google’s Syzkaller perform continuous automated testing (fuzzing), and developers use LLMs for coding assist, the upstream patch pipeline remains fundamentally driven by human maintainers and traditional automated CI/CD pipelines.
Factos factuais e não factos falsos.
Estuda se não sabes
Foste pedir ajuda a uma AI sobre um comentário que era claramente um exagero e mais uma generalização.
E não é que no cerne da questão a IA acabou por lhe dar razão?
Eheheh
…Essas fontes são das boas… XD
Se não sabes procura saber
No entanto, o grande grosso dos utilizadores de linux, realmente, não se preocupam muito com a opinião de terceiros!
Se, apesar dos conselhos, uma pessoa quer continuar a dar tiros nos pés, deve ser sempre livre para o continuar a fazer!!!
O pior cego é sempre aquele que não quer ver!
Tanto se preocupam que andam sempre a tentar evangelizar
+1
XD
O problema é não gostarmos que alguns sofram só porque outros continuam a protelar e espalhar FUD.
FUD? Vai haver dump de Linux?
Dificilmente conheces alguem que contribuiu mais para opensource do que eu e até para Linux nos anos 90, não quer dizer que não saiba quais os pontos fracos e fortes.
Tenho aí um comentário mais longo sobre o tema, aproveita para ler algo não based e fundamentado de quem usa tudo e nos dias de hoje acha que é tudo péssimo globalmente, tens que saber o que usar, quando usar e como usar, não ha nenhum SO sequer usável para tudo, muito menos decente, nunca tive tanta dependência de sistemas externos como hoje
Quando aparecer um SO mais melhor, diga-me por favor!!!
Não sei o que é pior, dizer mais melhor ou chamar SO a Linux
É mais SO que até a Microsoft adota 90% do que aparece no Linux e vai ao ponto de criar um Linux. Portanto podes lhe chamar um verdadeiro SO 😛
Granda limitado que tu me saíste. A Microsoft e das empresas do mundo que mais doa para opensource, e criou uma distro Linux para corre como vm para servir melhor a user base de servers azure, a distro que eles criaram é um SO, que nem é para ser usado como desktop, o LINUX não é um SO, Linux é o kernel, chamar-lhe SO é uma afirmação de não saber sequer do que se está a falar
Tecnicamente, Linux não é um sistema operativo!!!
Assim como, tecnicamente, Android é apenas mais uma distro Linux
Tens de ensinar isso ao outro, este padre conhece a missa
Isto é uma não notícia!!
Alias a preguiça apple/windows está a chegar cada vez a mais utilizadores!!
Cada vez mais o mundo corre a preto e branco!! Não é command line é a preguiça de mudar a caneta que está todos os dias do lado esquerdo para o direito!!
O problema do Linux para desktops não é a comunidade, é que qualquer distro Linux é um lixo para ser usada como desktop, é tudo half baked, buggy, UI mediocre, drivers com desempenho tão péssimo que parece que forem feitos num fim-de-semana como projecto amador, isso reflete-se em péssimo desempenho especialmente gráfico mas também áudio e até escrita em alguns filesystems, baterias de máquinas boas esgotadas em poucas horas, torna quase impossível usar um portátil sem bateria, enfim, dava para ficar aqui um dia inteiro a relatar os muitos problemas, mas é aqui que a Apple e a Microsoft prosperam porque apesar de se terem tornado empresas péssimas em software ao ponto de terem perdido muitos devs para empresas na linha da frente em development como cloudflare, vercel, meta, ou qualquer AI lab/company, apesar disso a experiência de end user continua a ser 1000 vezes superior a qualquer distro Linux, quando percebes que a maioria das pessoas precisa de pc para trabalhar muitas vezes isso iria refletir-se em menor produtividade.
Por isso a comunidade Linux tem razão em fazer push de Linux como algo sem ambiente gráfico, cada vez uso mais Linux porque o syspolicyd do macOS mata o desempenho de qualquer máquina de trabalho e fui obrigado a largar o terminal de macOS e passar para Linux e é o que de bom o Linux tem, tenho controlo absoluto sobre o que quero, e se preciso de processos ou agentes em sanbox faço eu e não espero que outro SO me controle a máquina, isso não quer dizer que fosse alguma vez capaz de deixar de usar macos como desktop e que se algum dia fosse obrigado a mudar não mudaria para Windows.
É preciso saber separar as águas e usar o que é bom para aquilo que é bom e não tentar fazer one fits all e tentar empurrar Linux pela goela abaixo dizendo que são power users porque usam Linux quando sabem menos do que muita gente a usar Windows ou Mac.
Se não existisse Linux eu só usava televisão, rádio e máquina de escrever.
A isso chama-se doutrinação fanática. A falácia do falso dilema, ou Linux ou morte!
«…apenas para receberem respostas condescendentes que sugerem que o sistema não é indicado para eles se não dominarem a linha de comandos.« isto é absolutamente verdade. Já me aconteceu, depois cada comunidade pensa que a sua distro é muito muito melhor e do mais puro espírito Linux que as outras. Rebaixar as outras, tal como rebaixam o Windows é norma. Outro verdade é, para trabalhos mais específicos, preparem-se para para a meio da noite andarem à procura de alternativas em repositórios. E para irem buscar comandos com erros. Enfim, nada tão intuito, direto, completo, isento, funcional e universal como o Windows.
Por serem arrogantes não quer dizer que estejam errados, faço parte da comunidade de Linux desde os anos 90 e na altura contribui para o slack, os puristas continuam a referir-se a slack, gentoo e LFS como as melhores distros e nem por isso estão errados, para mim slack não tem rival porque é a distro mais parecida com BSD e grande parte da razão porque migrei para Mac, overall prefiro BSD qualquer dia da semana e quando entras nesse campo compras toda uma guerra com os puristas Linux muito mais hardcore que qualquer guerra com Microsoft
O maior problema do Linux na minha opinião é a falta de certo software, ou melhor a não compatibilidade de certo software. Como a quota de mercado em desktop em baixa comparada com windows e macOS, as empresas de software não se dão ao trabalho de desenvolver para Linux, não é rentável para eles.
Mas isso pode mudar a médio prazo, o Windows e o MacOS têm vindo a perder qualidade, e tem haviado maior aposta e desenvolvimento no gaming tipo Steam.
Se a quota de mercado aumentar, todo o resto do ecosistema melhora.
Enquanto for opensource nunca irá melhorar
Por acaso é o ponto forte em relação ao Windows e MacOS. Nunc a ira ser closed source é contra natura.
O que não falta são forks closed source, o android sendo o mais popular
O kernel Linux está sob GPLv2 (GNU General Public License versão 2).
Se alguém modificar o próprio código do kernel e distribuir esse kernel modificado, é obrigado a disponibilizar o código-fonte dessas alterações sob a mesma licença GPLv2. Não pode fechar o kernel em si. Como faz por exemplo a Google com o AOSP e ChromiumOS.
O kernel sim, mas um kernel não faz um OS
Quem não sabe dançar diz que o problema é da sala
A sua opinião é apenas isso a sua opinião
Se o teu objetivo na vida não inclui gastar tempo a “saber dançar” com um OS….
Uma das coisas que mais lamento dos meus 20 e 30 anos foi o tempo perdido a lutar com software/hardware.
E ainda existe malta que continua a falar e escrever do que não sabe!!! Software compatível??? Que porra é essa??? Que culpa tem o Linux dos fabricantes não fazerem para Linux?? Ainda bem que não fazem, senão o Windows acabava no dia a seguir. VOLTO a dizer, em iguais circunstâncias, o Linux é o melhor SO/Kernel do mundo!!!! Tecnicamente dá tareia no Windows e Mac, mais no Windows. Tenho 25 anos de Windows, atenção!!! E 6 de Linux, os últimos 6, hoje nada tem a ver com há 20 anos atrás.
Concordo e discordo. Até porque acho que estás a misturar alguns conceitos. Linux é um kernel, enquanto Windows e macOS são sistemas operativos completos. E sim, a compatibilidade de software e hardware importa, e muito. Um sistema operativo não vive apenas do kernel: depende de aplicações, drivers, suporte dos fabricantes e de todo um ecossistema.
O Linux pode ser tecnicamente excelente e, para determinadas utilizações, até ser a melhor opção. Mas dizer que é simplesmente superior ao Windows ou macOS porque o kernel é competente é confundir uma componente com toda a plataforma.
E ter 25 anos de Windows e 6 de Linux dá experiência pessoal, não transforma uma preferência numa verdade universal. Eu sou do tempo em que nem Windows havia. Comecei no tempo do Unix. 😉
Portanto, se o software de que preciso não funciona no Linux, para mim o Linux não é “o melhor”, por muito bom que seja o kernel.
Discordo contigo veemente. Os 3 são SO’s completos quer se queira ou não, é facto não opinião. A diferença é que o Linux evolui mais rápido do os outros e contribui mais para o mundo da informática. Podia enumerar as contribuições mas não estou para escrever durante 48 horas seguidas.
Repara, não é uma questão de querer ou não querer. Linux é o kernel, tal como XNU é o kernel usado pelo macOS. Windows, por sua vez, é um sistema operativo que inclui o kernel NT e todo o restante ecossistema. Quando dizes “Linux” para te referires a uma distribuição como Ubuntu, Fedora ou Debian, aí sim, estás a falar de um sistema operativo completo.
E ninguém está a negar as enormes contribuições do Linux para a informática. São inegáveis. Mas contribuição para a informática, velocidade de evolução e qualidade enquanto sistema operativo de desktop são coisas diferentes.
Podes dizer que preferes Linux e que, para ti, é tecnicamente superior. Isso é perfeitamente legítimo. O que não é correcto é transformar essa preferência numa conclusão objectiva e depois dizer que é “facto, não opinião”.
Vitor, ha quanto tempo não tocas em Linux em desktops/laptops?
Asking for a friend 🙂
Há alguns dias, sim é verdade. Confesso que desde a semana passada 🙁 mais concretamente desde o dia 3 de agosto, quando estive a “brincar” com a NAS aqui da rede de casa. 😉
Lol.. isso não conta como desktop
Conta conta 😉 com jeitinho conta 😀
Mas quem faz essa “compatibilidade” afinal??? nao sao os fabricantes de software e hardware?? Em iguais circunstancias bate o windows e o mac, mas não tenha duvida alguma!!! Coloque lá iguais circunstancias e os outros levam uma abada mas é uma!!!! Mas claro que comercialmente tudo, tudo, sera feito para as iguais circunstancias nao aparecerem e porque será??? apenas aqui e ali, vão aparecendo a muito custo.
Claro que são os fabricantes que fazem essa compatibilidade. Mas é precisamente aí que está o problema. Um sistema operativo não pode ser avaliado apenas pelas capacidades técnicas que teria “em iguais circunstâncias”, mas também pelo que efectivamente oferece ao utilizador.
Se todos os fabricantes disponibilizassem exactamente o mesmo software, os mesmos drivers e o mesmo suporte para Linux, então sim, poderíamos fazer uma comparação muito mais justa entre as plataformas. Mas essas “iguais circunstâncias” não existem.
E não é preciso haver uma conspiração para explicar isso. É uma questão de mercado, dimensão da base de utilizadores, investimento e prioridades das empresas. Como sabes 😉
O Linux tem enormes vantagens técnicas e contribuições absolutamente fundamentais para a informática. Mas se eu preciso de determinado software, periférico ou serviço que não tem suporte adequado em Linux, essa vantagem técnica não resolve o meu problema.
No fundo, estamos a discutir duas coisas diferentes: o que o Linux poderia ser em condições ideais e o que o Linux é hoje enquanto plataforma de utilização.
Mas voce so pode fazer uma justa comparação em igualdade de circunstancias, ou será que não? Eu dou cabo do Lewis Hamilton no circuito do Estoril, mas eu vou de Ferrari e ele de Fiat UNO.. serei melhor que o Hamilton?? Agora imagine que os fabricantes fabricam o mesmo soft para Linux também, o mercado dos outros não iria cair a pique quer ver??? Para voce é tudo normal, não? mas assim não é comparar um SO vs SO… assim é condicionar tudo, condiciona as escolhas das pessoas e por ai fora, nao se trata de ser melhor ou pior, está feito para o SO A ser mais usado e o B menos, nao pela qualidade nativa de cada um, mas sim outros interesses!!!
Certo, mas, repara, a tua analogia do Hamilton demonstra precisamente o contrário. Se eu comprar um Ferrari e tu tiveres um Fiat Uno, não estou a provar que sou melhor piloto. Mas numa comparação entre carros, o Ferrari faz parte daquilo que está a ser avaliado. Não posso retirar o motor, os pneus e a aerodinâmica e depois dizer que são “iguais circunstâncias”.
Num sistema operativo acontece exactamente o mesmo. Software, drivers, suporte de hardware e ecossistema fazem parte do produto. Não são fatores externos à comparação, percebes?
E ninguém está a dizer que o Linux é pior tecnicamente porque tem menos software. O que estou a dizer é que, para o utilizador, a capacidade de executar o software de que precisa é uma característica fundamental de um sistema operativo.
Quanto à ideia de que tudo é deliberadamente feito para o Linux ser menos usado, isso já é outra afirmação e precisaria de provas. 😉 As empresas desenvolvem para as plataformas onde existe mercado suficiente para justificar o investimento. É capitalismo, não necessariamente uma conspiração. Alguém tem de pagar salários. O euro não cai do céu 😉
Depois, há aí uma contradição no teu argumento: se amanhã todos os fabricantes disponibilizassem exatamente o mesmo software e drivers para Linux, aí sim teríamos condições muito mais próximas das que defendes. Mas depois teríamos de comparar tudo: desempenho, estabilidade, segurança, interface, consumo, gestão de hardware, aplicações, suporte e experiência de utilização.
A partir daí, se o Linux “desse uma abada” aos outros, ótimo. Eu seria o primeiro a dizê-lo. Mas não podemos declarar o vencedor de uma corrida retirando da avaliação aquilo que efetivamente determina a experiência de quem conduz.
Usas Linux desde 2020, dizes que Linux é um SO e achas que alguma coisa que tens a dizer a seguir a isso pode sequer ser considerada válida?
Mais um noob com demasiado tempo livre é o que vejo.
Se existissem SOs Linux a dar tareia em Windows e Mac ainda por cima custando zero, já meio mundo tinha trocado, já cá andam desde os anos 90, não é desde 2020.. wake up
Atençao, ha 30 anos a realidade era outra, hoje o Linux dá porrada em ambos sim e posso comprovar. Agora temos é de comparar coisas em iguais circunstancias e tudo será feito para que nunca haja essa igualdade, porque será?? Costumo dizer bastava os fabricantes produzirem produtos para os 3 SOs… como seria??? pense só nisto… retirem essas amarras e acordos comerciais e veriamos. Linux muito a frente do Windows e entre eles fica o Mac. Compare o que tem de ser comparado, vou dar um exemplo, a adobe faz photoshop para windows e para mac, mas para linux nao…. que faça la para os 3 para vermos como seria!!!! A MS faz office para o mac, mas para o Linux, nem pensar… mas porque será?? para servidores, assunto encerrado e para desktop a luta é nao deixar fazer chegar certas coisas ao Linux…. senão os outros tem de arrear!!!! Tecnicamente o Linux é muito muito acima do Windows e do Mac também, embora a diferença seja menor.
Que inventem sistemas que livrem os cidadãos dos “tubarões” instalados que lhes sacam fortunas. Há vários anos que uso uma alternativa excelente ao pacote Office, o LibreOffice, gratuito, compatível e praticamente faz tudo o que o outro pacote faz. Nunca mais amamentei a Microsofres, a comprar o tal Office. Todos os anos eram 70 euros queimados. O Brasil, por exemplo, promove essa plataforma publicamente, até elaboraram tutoriais excelente, ao contrário de Portugal que está amarrado à Microsoft, quando por inúmeras razões se devia livrar deles. Interesses?! Só investigarem. Ou seja, os tais governos, estados deviam libertar-se desses “tubarões” das informáticas, mais não seja por uma questão de soberania e económica. Não se entende a opção por plataformas livres, gratuitas, sem fins lucrativos.
FAVOR LER COM ATENÇÃO
PARA UMA DISTRO LINUX VINGAR NÃO PODE SER OPENSOURCE
PROVAS: ANDROID E CHROMEOS
O Android foi feito para ser usado em dispositivos moveis pequenos, smartphones e depois tablets.
O ChromeOS é para desktops mas nunca vingou.
No entanto são os forks de Linux com mais sucesso no mundo e são closed source
Já tinha respondido +/- em cima, mas fica aqui na mesma. Linux é um kernel, e o kernel de Android e ChromeOS é open-source. Depois o que corre em cima, no userspace já é outra história, podem fazer o que quiserem, usarem drivers propietarios, interfaces e apps proprietárias de código fechado, etc.
Ainda sei como funciona uma GPL.
Tudo o resto é o que compõe um SO
Sem kernel não há SO, é simplesmente o nucleo de um SO. Se sabes como finciona uma GPL para quê essa conversa toda contra o open source? Não sei se já reparaste mas com esses comentários todos em letra maiúscula, isso cheira a frustração, assim não consegues comvencer ninguém a não ser tu próprio.
Estou muito frustrado, em especial com macOS, mas todos os SOs estão em verdadeiro nojo sem nenhuma excepção. Por isso sim, frustado pela primeira vez na vida não tenho soluções para trabalhar com um único SO.
Opensource a minha frustração é para com os new age Linus boys e a comunidade no geral, nunca vi isto tão mau.
Em qualquer maquina do mundo, esta la uma distro linux a correr!!!!
gosot bastante de linux, por ser gratuito, leve e com monte de ideias diferentes em cada distro.
Mas por amor de santa a linha de comando, é mesmo pra quem sabe mesmo…..
e para instaalr certas aplicações, quando falta libryries…..santo nome de Deus, por exemplo para instaalr o davinci resolve em algumas distros é uma dor de cabeça……..grrrrr e há software que só mesmo por comando……
Mas tem vindoa melhorar, pois há uns anos atrás era bem pior, agora existe loja com repositórios, snap e flatpack….o que já ajuda muito quem é novo.
E agora que está se a resolver o problema dos jogos através da steam com o proton, mais anito menos anito ficará bem limado, se a Microsoft não melhora as coisas com o Windows vai dizer adeus a muita gente, só não é bem pior porque muita gente ainda depende do office da Microsoft. Eu me estou preparando para fugir de vez para ZorinOS…..
Eu sei e não perco tempo nisso, desde de dezembro que não escrevo um único comando no terminal, é bom saber é péssimo perder tempo quando existem ferramentas que te tratam de tudo
12 comentários do Fonseca só nesta notícia, para além dos comentários há uns dias às 2 da manhã.
Este tipo não joga com o baralho todo 😀
E adorei aquele comentário todo em caps “Prestem atenção!” tipo como se não fosse óbvio o que este desgraçado precisa. Precisa de atenção como de pão para a boca…
Até sabes o meu fuso horário. Adoro a vossa sapiencia
O problema é que com a adoção em massa o linux, começou a incorporar, muita gente toxica que veio do Windows, ou veio com uma mentalidade muito podre.
Este tipo de gente, infectou as comunidades, ao ponto que as destruiu.
Há ja programadores,etc que abandonaram projectos linux, porque a comunidade que está hoje neles, não tem nem os minimos sequer, a nivel de mentalidade para pertencer a estas comunidades de elite.
Valores é um dos maiores requesitos para pertencer a estas comunidades, e hoje, os valores estão pela hora da morte.
Hoje vez fulanos a sabotar os sistemas, para instalar os seus virus, para depois tirarem partido, lutas de galos, com usurpação de chaves de autenticação, para bloquear outros de acederem, e muito muito mais.
Os séniores já não teem paciencia para tanto puto, que aprende a usar a pilinha, e já pensa que é homem.
Não ha paciencia, e as comunidades, não são locais de educação infantil, pelo amor da santa.
Cada pai deve educar, os seus filhos, não pode estar a espera que estas comunidades fiquem com o trabalho de os educar.
Um dos maiores contribuidores em Portugal para Linux e bsd é viciado em BSDM e frequenta casas da especialidade na margem sul..
De que valores falas?
Utilizo Linux de forma regular desde 2009 e a minha distribuição de escolha é o Zorin OS. Embora muitos a vejam com preconceito por ser rotulada como “para principiantes”, ela oferece-me exatamente as mesmas funcionalidades e acesso à linha de comandos que qualquer outra. A razão da minha escolha é estética e prática: entrega tudo o que preciso com um visual muito superior. No entanto, ao dia de hoje, a ausência do Microsoft Office continua a ser a grande barreira para uma maior adoção do Linux pelo público em geral.
Mas não existe nem existira nunca o MS Office para Linux, para MAC a MS faz office, mas para Linux nao faz, o MAC nunca será um concorrente, agora o Linux, cuidado… não é?