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Apple perde batalha na Europa: recursos para contornar a DMA foram rejeitados

                                    
                                

Autor: Pedro Simões


  1. says:

    Esta malta acha que aqui é o wild west americano… querem, cumpram!

  2. Max says:

    Diz o post: “App Store confirmada, iOS confirmado, iMessage declarado inadmissível”.
    1) “App Store confirmado”
    A Apple alegou que a App Store para cada equipamento – iPhone, iPad, Apple Watch, Apple TV e Mac servia utilizadores distintos e por isso deviam ser considerados serviços separados. Se fossem consideradas lojas separadas, as que não tivessem 45 milhões de utilizadores ficavam de fora da aplicação do DMA. O Tribunal Geral da UE manteve o entendimento da Comissão de Europeia de se tratar de uma App Store, por ter a mesma função. A implicação é que a Apple poderá vir a ser multada, na UE, por permitir a instalação de apps de terceiros no iPhone mas não noutros equipamentos (no Mac a questão não se põe).
    2) “iMessage declarado inadmissível”
    A Comissão Europeia deixou o iMessage de fora da aplicação do DMA relativamente aos serviços de mensagens instantâneas, ou seja a Apple não é gatekeeper do iMessage. (Ao mesmo tempo, considerou a Meta gatekeeper do WhatsApp e do seu Messenger, ficando obrigados a garantir a interoperabilidade com outros serviços que o pretendessem, nos termos do DMA).
    Apesar disso, a Apple contestou algumas das apreciações feitas pela Comissão Europeia (CE) sobre o iMessage. O Tribunal considerou que a Apple só podia apresentar contestação se a CE a tivesse considerado gatekeeper do iMessage, como isso não aconteceu o Tribunal considerou que a contestaação da Apple não era admissível e não a apreciou.
    3) “iOS confirmado”
    Esta é a questão central. A Apple contestou ser considerada pela CE gatekeeper do iOS, dada a forma como a CE interpretava a aplicação do DMA, por, conforme os seus argumentos que são públicos:
    – colocar em risco a segurança e a privacidade dos utilizadores
    – ameaçar segredos comerciais e propriedade intelectual
    – serem um obstáculo à inovação e coesão do ecossistema
    – e contestou ainda os detalhes técnicos exigidos para garantir a interoperabilidade.
    O Tribunal Geral da UE manteve o entendimento sobre a Apple ser gatekeeper, não se pronunciando sobre esses detalhes técnicos, por exceder a quetão do gatekeeper.
    É mais do que certo que a Apple vai apresentar recurso para o Tribunal de Justiça da UE sobre o ponto 3). O recurso não tem efeitos suspensivos e pode demorar meses ou anos a julgar.

    • Zé Fonseca A. says:

      Até lá ficamos com iPhones capados por políticas absurdas

      • Max says:

        A UE devia permitir aos consumidores instalar a versão iOS-UE ou a versão iOS-Global. E ficavam todos satisfeitos.
        Mas a questão não se fica pela Apple Intelligence. Visto que a Google é gatekeeper do Android, a CE também avançou com medidas regulatórias para obrigar a Google a dar às IA rivais, como o ChatGPT ou o Claude, exatamente o mesmo nível de integração e privilégios de acesso ao Android que tem o seu Gemini. O que a Google respondeu é praticamente os argumentos da Aple que mencionei em 3). O que deixa a Google, se não quiser cumprir o que a CE manda, de: a) criar uma versão capada do Android, o Android-UE, como faz a Apple, ou b) paga as pesadas multas impostas pela UE (de que a Apple se livrou com o iOS-UE).

  3. Afonso says:

    Apple perde.

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