Porque é que as teclas do seu computador não estão por ordem alfabética?
Já alguma vez se questionou sobre a razão pela qual os nossos teclados não seguem a ordem do abecedário? Esta disposição, aparentemente caótica, esconde uma história fascinante de engenharia e evolução tecnológica.
A origem alfabética dos primeiros modelos de teclados
No início do desenvolvimento dos sistemas de escrita mecânica, os inventores optaram por uma abordagem lógica: organizar as teclas de forma sequencial, de A a Z. Esta configuração inicial facilitava a localização rápida das letras por parte dos utilizadores menos experientes.
No entanto, o que parecia ser uma solução perfeita revelou-se um verdadeiro obstáculo prático quando a velocidade de escrita começou a aumentar, causando problemas físicos nos equipamentos de dactilografia da época.
O grande entrave surgiu com a utilização massiva das máquinas de escrever. À medida que os profissionais ganhavam rapidez, as hastes metálicas que carimbavam o papel colidiam frequentemente.
Como as letras mais utilizadas na língua inglesa estavam posicionadas muito próximas umas das outras, a rapidez de escrita fazia com que o mecanismo ficasse constantemente bloqueado. Tornou-se evidente que era necessária uma reformulação urgente para evitar o bloqueio mecânico das teclas.
A solução chamada QWERTY
Para contornar esta limitação, foram testadas diversas alternativas até se chegar ao padrão QWERTY que utilizamos hoje, cujo nome deriva das primeiras seis letras da linha superior. Este arranjo afastou as letras mais frequentes, o que garante que as hastes das máquinas de escrever funcionassem de forma fluida e sem interrupções.
Esta mudança drástica de design provou ser tão eficiente que acabou por se estabelecer como o padrão absoluto da indústria tecnológica.
Apesar de as máquinas de escrever pertencerem ao passado, o hábito de escrita consolidou-se de tal forma que a transição para a era digital manteve este formato intacto.
Hoje em dia, encontramos o layout QWERTY em computadores, tablets e smartphones, embora ainda existam nichos específicos que recorrem à ordenação alfabética tradicional para fins de simplificação visual ou acessibilidade.
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Uso keymap em DVORAK desde que experimentei pela primeira vez no final dos anos 90
E o HCESAR? Fica a sugestão para expandirem o artigo com essa bela curiosidade da nossa história tecnológica.
DVORAK até é porreiro mas é para quem trabalha sempre nos seus ou os mesmos computadores. Para quem trabalha em vários computadores/terminais, atrofia um bocado o cérebro. Ás vezes só de passar de QWERTY para AZERTY ou do layout PT para US já atrofia um bocado e perde-se tempo, quanto mais para DVORAK.
Uso o teclado indígena: HCESAR
França ainda utiliza muito o keymap AZERT. É um desatino quando me deparo com teclados franceses.
Aliás, acho que em Portugal até há uns bons 30 ou 40 anos atrás também se seguia o keymap AZERT nas máquinas de escrever. Foi com a massificação dos computadores pessoais que o QWERT se acabou por sobrepor.
Penso que o QWERTY não é universal, se não me engano os países francófonos utilizam o Teclado AZERTY
O layout português também tem problemas. As teclas dos assentos, deviam ficar mais próximas das letras em vez da tecla ENTER. Deviam trocar de posições com as tlecas +/* e º/ª
DVORAK até é porreiro mas é para quem trabalha sempre nos seus ou os mesmos computadores. Para quem trabalha em vários computadores/terminais, atrofia um bocado o cérebro. Ás vezes só de passar de QWERTY para AZERTY ou do layout PT para US já atrofia um bocado e perde-se tempo, quanto mais para DVORAK.