Alternativa do MIT ao termómetro tradicional é do tamanho de um mirtilo e pode ser engolida!
Investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram um sensor minúsculo que, depois de engolido, monitoriza continuamente a temperatura do organismo a partir do interior do corpo. Será esta uma alternativa viável aos termómetros tradicionais?
O problema dos termómetros tradicionais
Medir a temperatura com um termómetro oral ou de testa é prático, mas nem sempre preciso. Estes métodos não refletem necessariamente a temperatura central do corpo, dificultando o diagnóstico precoce de infeções ou situações de risco como a hipotermia.
Perante esta lacuna, engenheiros do MIT desenvolveram um sensor ingerível capaz de enviar leituras contínuas de temperatura a partir do interior do corpo.
Um "mirtilo" tecnológico
O sensor tem a forma de um pequeno mirtilo, nas palavras do próprio MIT, com apenas 6 mm de diâmetro e 4 mm de altura, tornando-o significativamente mais pequeno do que os sensores ingeríveis existentes no mercado.

"Combinámos todas estas peças diferentes - o chip de silício, a bateria e a antena - e transformámo-las numa cápsula ingerível, a cápsula ingerível mais pequena que já vimos para sistemas de deteção de temperatura", disse Saransh Sharma, principal autora do estudo, citada pelo MIT News.
Essa miniaturização não é apenas estética, uma vez que reduz os riscos de obstrução intestinal e facilita a ingestão.
O segredo está no circuito desenvolvido pela equipa, que cabe num chip de silício de apenas 1 mm, e num oscilador baseado em corrente de fuga cuja frequência varia com a temperatura.
O resultado é um sensor com precisão de 0,01 °C que consome apenas cerca de 10 nanowatts, energia fornecida por uma minúscula bateria de botão de 1,55 V.
A comunicação com o exterior é feita por backscattering: uma antena externa emite ondas de rádio de ultra-alta frequência que são moduladas pelo sensor e devolvidas, permitindo calcular a temperatura em tempo real, com uma leitura por segundo.
Para quem pode ser útil?
Além da monitorização de doentes imunossuprimidos, como os que fazem quimioterapia, o sensor pode ser usado durante e após anestesia, rastreio de fertilidade, controlo de febre em crianças, e monitorização de atletas ou militares expostos a condições extremas de temperatura.
Acho que isto pode substituir todos os termómetros, porque é a forma mais precisa de medir a temperatura.
Disse Giovanni Traverso, professor do MIT e gastroenterologista.
Entretanto, a equipa está a trabalhar para integrar o sensor de temperatura com outros sensores de sinais vitais, como a frequência cardíaca, e espera iniciar ensaios clínicos nos próximos anos.
Se os resultados se confirmarem em humanos, esta tecnologia, explorada num artigo publicado na revista científica Nature Electronics, pode tornar-se tão comum quanto o termómetro que hoje temos em casa, com a diferença de ser muito mais fiável.




















E quando a temperatura descer abruptamente, saberemos que saíu.
E voltam a introduzir. Espero que lavem bem primeiro…